História Love is pain - Capítulo 19


Escrita por: ~

Postado
Categorias Orange Is the New Black
Personagens Alex Vause, Personagens Originais, Piper Chapman
Visualizações 339
Palavras 2.706
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


opa jovens!
capítulo leve, sem sofrimento juro. ♥

Capítulo 19 - 19


Alex acabou adormecendo no sofá, havia passado a noite inteira no seu carro, remoendo a notícia que Natalie havia lhe dado e lamentando a possibilidade. Se sentia incrivelmente frágil com a chance de ter uma doença incurável. Ela havia passado muito tempo sem se importar com nada, sem se cuidar ou algo parecido. Ela sempre soube que não precisava de um pênis para se contrair uma DST, mas ela nunca havia pensado sobre isso. Não se lembrava da última vez que foi ao médico antes da briga com Damian. Entretanto, o que mais estava machucando ela era a possibilidade de Piper ter contraído o vírus. Tudo na sua vida se resumia a Piper. E claro, ao bebê também. Se a loira havia decidido ter a criança, Alex daria tudo que podia para que ambos tivessem a melhor vida possível. Ela não queria que Piper sofresse mais do que já havia sofrido, não queria que o filho dela sofresse nada, muito menos que ele soubesse o que é o abandono pelos pais. Por ela, a criança teria uma vida perfeita.

- Você não deveria dormir no sofá _ Piper murmurou e sacudiu , a mulher gemeu e se ajeitou melhor, o rosto enfiado contra as costas do sofá _ Vamos, Al, levanta e vai pro quarto.

- Aqui está confortável... _ Piper riu, segurou o braço dela e puxou para derrubar ela _ Ei!

- Vá pra cama.

- Não precisa tentar me derrubar _ ela levantou e se arrastou para o quarto, estava com sono e dor de cabeça _ Não me acorde tão cedo!

- Não pretendo, prometo não te incomodar quando eu for pra cama _ riu e arrumou o sofá.

Ela se jogou no sofá e começou a procurar algo na TV para assistir enquanto esperava Nancy chegar, ela definitivamente precisava de uma boa conversa com a amiga. No horário de sempre, Nancy chegou no apartamento.

- Oi _ Nancy se apoiou nas costas do sofá e beijou a bochecha da amiga _ Tudo bem?

- Tudo _ virou o rosto para beijar sua bochecha também _ Como foi a aula?

- Minha mão está doendo de tanto desenhar notas musicais _ ela se jogou no sofá ao lado de Piper _ Por que você parece abatida? _ segurou seu queixo e estudou seu rosto _ Você faz essa cara quando acontece alguma merda, o que a Alex fez dessa vez?

- Por que acha que ela fez algo?

- Porque da última vez que você fez essa cara, a Alex colocou chifre na sua linda testa.

- Ela não é a minha namorada, Nancy, não são chifres.

- Vocês praticamente moram juntas e estão nesse rolo há meses, devo te avisar: isso é quase um casamento.

- Não, não é.

- Claro que é. Ela vai te ajudar com o bebê?

- Provavelmente... Mas eu não preciso de ajuda, eu posso me virar.

- Filhos são caros!

- Eu arranjei um emprego, tá bem?

- Onde?

- Na empresa do Theo, e o escritório fica no prédio principal do Evans Company, ou seja, perto do restaurante.

- Theo? O carinha que queria te comer?

- Ele queria sair comigo, é diferente.

- Pra te comer. _ riu

- Nem tudo é resumido a sexo.

- Falou a garota que se envolveu com a filha do chefe por causa do sexo _ Piper revirou os olhos e voltou a prestar atenção na TV, Nancy reparou que ela pretendia falar algo mais sério _ Ei, não me fique chateada.

- Não estou chateada _ seus olhos não desviaram do brilho.

- Então fale o que você ia falar, qual foi a merda? _ Piper passou a língua entre os lábios e diminuiu o som da TV _ Muito grande?

- Provavelmente.

- Provavelmente? _ Nancy se arrastou para um pouco mais perto. Piper suspirou e deitou a cabeça no colo da amiga, as pernas encolhidas para não ficarem penduradas para fora do sofá _ O que houve?

- A mulher do Damian, a Natalie, apareceu no restaurante ontem a noite _ fechou os olhos enquanto Nancy fazia cafuné nela _ Existe uma possibilidade enorme que eu seja soropositivo. E a Alex também.

- Puta merda! Soropositivo? Isso me soa muito ruim.

- Eu sei...

- Não é o fim do mundo.

- Eu sei...

- Por que você parece tão tranquila?

- Eu estou tentando me manter calma e não ficar desesperada _ ela abriu os olhos outra vez _ Pela Alex.

- Acha que ela não é forte o suficiente?

- Não é isso. Eu acho que ela aguenta os próprios problemas, mesmo que seja difícil, mas eu não quero que ela aguente os meus.

- Mas esse problema é das duas. Assim como o bebê, é uma coisa das duas. É o que acontece quando você decide ter um relacionamento, Piper. Vocês precisam dividir isso.

- E se for demais para ela? _ Piper perguntou _ Ela perde o controle fácil, não seria nada agradável se eu deixasse ela cair de vez.

- Acho que ela não vai cair enquanto tiver você.

- Talvez...

- Do que você tem tanto medo?

- De perder ela.

- Você não vai perder ela.

- Não tenho certeza, ninguém pode ter certeza disso. E se eu não for forte o suficiente para aguentar os meus problemas e machucar ela? Nancy... às vezes eu tenho pesadelos com o Damian. Imagino ele me machucando, imagino ele machucando ela. É horrível lembrar da briga deles, dele batendo nela como se quisesse matar ela.

- Mas agora está tudo bem _ acariciou seu rosto cuidadosamente _ Você cuida dela, ela cuida de você e as duas cuidam do bebê, simples assim. Mesmo se uma das duas, ou as duas, der soropositivo, vocês vão ficar bem.

- Eu só quero que ela seja feliz, acho que ela merece.

- Você também merece, juntas. Depois de tudo, vocês precisam de um pouco de paz.

- Acha que podemos conseguir?

- Por que não?

- Eu não sei... Ela se culpa, sabe? Por qualquer pequena coisa de ruim que acontece ao redor dela, por qualquer pequena dor em mim. Mas nada é culpa dela.

- Eu sei. Já pensou em como você estaria se não tivesse a conhecido?

- Tediosamente trabalhando em algum restaurante o dia inteiro, exatamente como antes.

- Ela se culpa por causa do Damian, da gravidez... Ela pensa que você poderia ter uma vida normal se ela não fosse tarada.

- Não tenho problema nenhum com a minha vida atual.

- Mesmo com o estupro?

- Não foi um estupro...

- Sexo forçado é estupro, eu já disse. É a definição _ Piper bufou e cruzou os braços _ Não adianta negar. Você mesmo acabou de dizer que tem pesadelos com o Damian machucando você.

- Machucando porque ele foi bruto.

- E por acaso você queria?

- Quando eu entrei no carro, eu queria e queria muito.

- Queria transar com ele ou magoar a Alex?

- Ambos.

- Ambos? Tem certeza? Então porque desistiu no caminho e precisou que ele te obrigasse?

- Por que diabos você insiste tanto nisso? Em falar outra e outra vez sobre isso!

- Porque você precisa admitir o que aconteceu para conseguir superar.

- A Alex disse exatamente o mesmo e que fez isso, admitiu. E adivinha? Ela ainda não superou, não esqueceu. Continua tendo pesadelos!

- É diferente, você sabe que é. Tente, apenas tente.

- Eu não quero, Nancy.

- E o que vai dizer quando seu filho perguntar quem é o pai?

- Não faço ideia, mas não vou simplesmente falar olha, a mamãe foi estuprada e engravidou.

- Você pode enrolar por um tempo, mas uma hora ela vai precisar saber a verdade.

- Ainda não nasceu, Nancy _ Piper apontou para a própria barriga _ Ainda nem dá para ver que eu estou grávida, por que a pressa? Tem coisas para se resolver antes de pensar nisso.

- Eu sei, mas o tempo corre rápido demais. Sabia que eu me lembro de como nós nos conhecemos no primeiro ano?

- Eu também lembro, você estava colando de mim na prova de geometria.

- Eu não estava colando, Pipes, eu estava conferindo se as minhas respostas batiam com as suas _ Piper riu baixo _ Ninguém mandou você ser boa em matemática.

- Ok, ok, pelo menos as notas foram altas.

- Claro que foram, somos uma ótima dupla.

- Dupla perfeita.

- Sim, dupla perfeita. E adivinha? Vamos continuar sendo uma dupla perfeita, não importa o que aconteça.

***

A enfermeira apertou a tira com borracha com uma força impressionante, Piper observou a mulher enfiar a agulha em sua veia e tirar a dose de sangue necessária para o exame. Ela virou a cabeça para olhar Alex, que estava olhando para o outro lado. Piper notou que a outra não parecia muito confortável com a situação. Ela parecia um tanto nervosa, batia o pé no chão rapidamente e não parava de mexer os dedos da outra mão. Depois de tirar a dose de sangue, a mulher tirou a agulha e colocou um pequeno chumaço de algodão e orientou ela para que ficasse com o braço dobrado pelos próximos cinco minutos para garantir que ela não sangraria. Alex a seguiu para fora, também com o braço dobrado,

- Você não gostou muito de tirar sangue, certo?

- Não gosto de pessoas enfiando coisas em mim _ resmungou e tirou o algodão do braço.

- É só uma agulha e não demora nem um minuto.

- Acho que o problema está mais no que estamos tentando descobrir do que realmente ter uma agulha arrancando meu sangue.

- Não precisa ficar assim, amor _ Piper passou um braço ao redor do pescoço da mulher e beijou sua bochecha _ Vamos realmente ficar bem.

- Você é muito otimista _ passou o braço ao redor da sua cintura e caminharam até o carro.

- E você é muito pessimista _ Alex riu baixo, ela sabia que era pessimista e que costumava ver o lado ruim das coisas, mas era o que havia aprendido a fazer e era instintivo _ Vamos, você precisa voltar pro trabalho.

Alex destrancou as portas do carro, abriu para que Piper entrasse e depois fechou a porta. Deu a volta no carro e sentou no banco de motorista. Quando pararam na frente do prédio de Piper, Alex precisava voltar para o restaurante. A loira soltou o cinto de segurança. Alex se inclinou em sua direção e a beijou, Piper riu baixo enquanto deixava a mulher beijá-la. Naturalmente, o beijo acabou se esquentando.

- Você não pode me beijar assim _ Piper murmurou ofegante _ Se não for continuar.

- Só não continuo porque tenho que trabalhar _ Alex soltou o cinto de segurança da garota _ Podemos fazer mais tarde, hoje vou sair mais cedo pra te levar para um jantar.

- Um jantar, é?

- Uhum _ riu baixinho _ Tenho uma pequena surpresa para você.

- Que surpresa?

- Não posso contar né Pipes.

- Al... _ Piper resmungou, Alex riu baixo, beijou sua testa e destrancou o carro _ Vou ficar o dia inteiro roendo as unhas por causa disso.

- Calma, usa essa ansiedade para encontrar o seu melhor vestido.

- Sua filha da mãe _ Alex sorriu e observou Piper sair do carro, a mulher se virou e disse através da janela antes de entrar no prédio _ Espero que você me mantenha acordada e noite inteira!

Era exatamente o que ela pretendia fazer. Ela batucou os dedos no volante e esperou Piper entrar no prédio e então voltou para o seu trabalho.

***

Eram sete da noite quando Piper ouviu a campainha, ela estava prestes a entrar no banho, então vestiu o roupão e andou até a porta do apartamento. Ela passou um bom tempo procurando algo no armário, acabou escolhendo um vestido que usou apenas uma vez. Havia comprado para sair com um garoto no último ano, não havia sido um encontro agradável e nem havia dado em nada. Ela olhou através do olho mágico da porta e viu que quem estava do outro lado da porta era Carol Chapman.

Piper respirou fundo, e abriu a porta até o limite da corrente.

- Boa noite.

- Boa!

Carol era um pouco mais baixa que a filha, mas com o salto alto elas tinham a mesma altura. Piper tinha herdado poucas feições da mãe. Mesmo tendo os olhos azuis que nem o da filha, elas eram diferentes, o cabelo era cortado curto pela facilidade de se manter ele bem cuidado. Vestia uma roupa social: saia justa até um pouco abaixo dos joelhos e um blaser azuis-claros, por baixo ela vestia uma camisa social branca.

- Posso entrar? _ Seu tom era suave e gentil, mas de certo modo era gélido e parecia por pura educação.

- Sim, claro _ fechou por um minuto para soltar a corrente e abriu outra vez a porta, deu um passo para o lado para que a mulher pudesse entrar _ Quer água ou algo assim?

- Não, obrigada _ ela se sentou no sofá, cruzou as pernas e apoiou as mãos nos joelhos _ Eu soube que você vai trabalhar em uma das empresas aliadas a Evan’s Company _ e continuou em um tom um tanto sarcástico _ Desistiu do seu sonho de ser eternamente uma garçonete?

- O salário é bom, apenas por isso vou trabalhar lá _ era uma cena estranha. Carol estava com aquela roupa social, sentada em uma postura perfeita. Enquanto Piper estava apenas com um roupão, sentada na beira da poltrona e com os braços cruzados.

- No escritório o salário é ótimo.

- Estou satisfeita com o meu emprego atual _ Carol arqueou a sobrancelha esquerda, um tanto cética _ A senhora veio reclamar do meu emprego?

- Vim saber porque demorou tanto tempo para perceber que ser garçonete é algo muito inferior para alguém com a sua educação.

- Eu não te devo nenhuma satisfação, afinal, eu sai de casa há muito tempo e eu consigo me sustentar muito bem.

Carol pretendia falar algo, mas foi interrompida quando a campainha soou. Piper rapidamente olhou através do olho mágico, o mais rápido que pôde, ela abriu um pouco a porta e conseguiu se esgueirar para fora. Alex franziu o cenho, ainda com as mãos atrás do corpo.

- O que foi?

- Podemos sair outro dia?

- Por que?

- Digamos que tenho um pequeno problema familiar no momento _ ela falava baixo _ Minha mãe apareceu.

- E você não sabe como falar de mim.

- Definitivamente não. _ disse triste

- Muito menos sobre a gravidez.

- Eu não pretendo falar disso para ela.

- Você é totalmente louca.

- Minha mãe vai me matar se souber de você e sobre a gravidez.

- E acha que ela não vai descobrir?

- Mas eu não preciso contar _ respondeu com os dentes cerrados _ Eu não estou psicologicamente preparada.

- Ela não é exatamente uma pessoa flexível, certo?

- Certo _ suspirou _ Ela quase me deserdou porque não entrei na faculdade, ela vai me matar.

- Uma hora ela vai precisar saber _ se aproximou, colocou uma mão em seu rosto e beijou sua testa _ Mas vai ficar tudo bem _ Piper fechou os olhos _ Pipes?

- O que?

- Por que você está só de roupão?

- Eu ia tomar banho quando minha mãe chegou.

- Então você está nua? _ Alex afastou o rosto e Piper reparou que seus olhos brilharam.

- Hum, estou _ Piper riu quando viu um sorriso safado no rosto da mulher _ Mas você não vai fazer nada.

- Para o meu azar. Eu não posso te arrastar e depois você diz para a sua mãe que foi um pequeno sequestro?

- Não _ ela riu, se sentindo um pouco mais relaxada.

- Uma pena _ ela tirou o braço de onde estava, mostrando um buquê de rosas brancas _ Sei que isso aqui é clichê pra cacete, mas... _ ofereceu para Piper, que pegou com as duas mãos e fechou os olhos ao cheirar as flores _ Estou tentando ser romântica.

- Sim, você está conseguindo muito bem _ Alex sorriu e corou levemente _ Como você consegue ser tão fofa algumas vezes?

- Agh cala a boca, chega acabou o romance _ Piper riu _ Melhor você voltar lá para dentro antes que a sua mãe venha te buscar.

Piper assentiu, Alex recuou pelo corredor e, quando chegou perto das escadas, girou sobre os calcanhares e desceu. Piper ficou alguns segundos parada ali, um tanto encantada com a atitude da mulher. Ela sabia que precisava contar para a mãe sobre seu relacionamento com Alex, a gravidez e a possibilidade de ser soropositiva. E também ainda precisava contar para Alex que ia trabalhar com Theo.

Por que diabos ela sempre tinha algum novo problema para lidar?


Notas Finais


até babes :*


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