História Love is pain - Capítulo 32


Escrita por: ~

Postado
Categorias Orange Is the New Black
Personagens Alex Vause, Personagens Originais, Piper Chapman
Visualizações 185
Palavras 5.910
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Notas finais 👇

Capítulo 32 - 32 - Fim


Apesar de todos os esforços de Carol Chapman e Kimberley Vause de abafar o escândalo de um homem esfaquear a própria irmã, aquilo parecia impossível, ainda mais difícil do que abafar o escândalo do que Alex havia dito na festa. Muitos haviam visto o momento exato em que Damian enfiou uma lâmina na barriga da própria irmã.
Não havia modo de escapar disso. Ele já estava nas manchetes dos jornais, a notícia estava se espalhando pela cidade como o fogo se espalha pelo mato seco. Parecia que o ataque dele havia confirmado o boato sobre ele não ser lá o homem mais exemplar do mundo. Junto a isso, a reputação dos Chapmans de defenderem o lado não muito certo de certos processos, era como se começassem a ver que a pequena cidade não era feita só de neve e frio, era feita de pessoas e com problemas. Crimes não eram tão comuns, apesar de ter um número elevado de assassinatos para uma cidade tão pequena. Raramente acontecia algo que movimentava a cidade. Nos últimos quinze anos, houve apenas dois casos que fizeram as pessoas realmente saíram de sua área de conforto. Mais ou menos dez anos antes, houve o caso dos Evans. Mesmo que a empresa continuasse a maior companhia da cidade, a família havia se tornado mais reclusa. As notícias ligadas a empresa costumavam ser sobre os boatos escandalosos do marido da atual CEO. E quase dois anos antes, houve o assassinato brutal da esposa do ex-prefeito (e a morte misteriosa do legista envolvido no caso). Agora, a bomba sobre Damian Vause havia explodido. O escândalo de Alex na festa havia vazado, mas poucos realmente acreditavam, depois do ato do homem, todas as coisas que ela disse na festa cresceram. A acusação de assédio claramente abafada, todos os boatos de garotas que esconderam o que passaram com ele, toda a agressão doméstica contra Natalie, o pior de tudo era a parte de Alex ser seu alvo principal. Porém, poderia ser pior. O que aconteceria se soubessem que os Chapmans estavam protegendo o homem que estuprou a filha deles? Como um passe de mágica, a ameaça de Damian pegar os bebês caso Natalie assinasse o divórcio parecia ter sumido.
Claro que Nancy e Alex, Natalie também, apoiavam Piper na decisão de tentar esconder isso e só ser feliz, ninguém precisava saber o que havia acontecido. Mas é claro que elas gostariam que a bomba fosse solta. Porém, elas não podiam obrigar Piper a fazer qualquer coisa que ela não quisesse. 

Enquanto os fofoqueiros da cidade murmuravam sobre o escândalo, Alex ficaria cerca de dez dias presa dentro do hospital. Naturalmente, haviam enchido ela com o coquetel para evitar qualquer tipo de contaminação. Afinal, não seria muito surpreendente se ele tivesse tentado usar o próprio sangue para infectar (mesmo que o seu objetivo, claramente, fosse fazer ela sangrar até a morte). Para a preocupação dos médicos, havia uma pequena lista de pessoas que queriam ver a mulher. Piper, obviamente. Luke, Sylvia, Nancy, Natalie, Thomas, Dillian. No quarto dia em que Alex estava internada, Natalie havia finalmente entrado, Enquanto Nancy e Piper esperavam a vez de cada uma delas, Piper decidiu tentar conversar sobre a situação de flerte de Sylvia.

- Você ainda acha que ela não flertou com você?

- Provavelmente ela flerta com todo mundo.

- Por que acha isso?

- Que tal porque ela já transou até com a própria irmã? 

- Irmã essa também conhecida como minha noiva.

- Isso não apaga o grande histórico sexual que sua noiva. Isso te incomoda?

- Não.

- Piper?

- Incomoda um pouco, mas tem suas vantagens.

- A prática leva a perfeição?

- Exatamente. Uma vez você disse que não reclamaria de transar com a Alex.

- Eu estava brincando, Piper.

- Sei.

- Vamos, nada impede que a Sylvia seja boa de cama.

- Piper, eu tenho um namorado.

- Eu sei. Há quanto tempo vocês não transam?

- Acho que uns dois meses, isso não quer dizer que vou trair ele.

- Ninguém mencionou traição.

- El!

- O que? Você mesma acabou de dizer que não transa há dois meses! O que aconteceu com toda a importância do sexo? _ Nancy revirou os olhos.

- Cala a boca, mulher _ Piper riu baixo e passou o braço ao redor do ombro da amiga, que passou um braço ao redor da sua cintura e começou a acariciar suas costas.

- Pelo menos eu não tenho problemas com isso...

- Porque sua noiva é uma ninfomaníaca.

- Mas me fode, isso é o que importa.

- Meu Deus, ela te transformou em uma ninfomaníaca também!

- Ela transformaria qualquer uma... _ Nancy riu baixo _ Mas sem falar sobre sexo, o relacionamento de você não me parece mais tão bom quanto antes, certo?

- Todos os relacionamentos naturalmente ‘esfriam'.

- Esfriam a ponto de você nem mesmo falar sobre o seu namorado.

- Estou mais preocupada com você do que comigo, por isso não falo muito sobre ele.

- Nancy _ Piper arqueou as sobrancelhas, Nancy suspirou, ela conhecia aquela expressão: não ouse mentir para mim.

- Só estamos um pouco afastados.

- Um pouco?

- É, isso acontece. Você acha o que? Que você e a Alex vão continuar grudadas e com todo esse fogo para sempre?

- Confio que provavelmente vai durar um bom tempo.

- Vocês não vão transar tanto depois que os bebês nascerem. E nem um pouco antes, considerando que você vai ficar enorme e casada com dois bebês aí dentro.

- Diminuir um pouco a frequência com ela não é tão impactante, não é como se fosse ser uma vez por semana.

- Como se vocês transassem todos os dias _ Piper riu baixinho _ Espere, vocês realmente continuam transando todos os dias.

- Claro, é a Alex. E me deixe aproveitar enquanto tenho três dias extras por mês.

- Você vai ficar traumatizada quando isso esfriar.

- Não me jogue um balde de água fria só porque a minha noiva é boa de cama e o seu namorado não.

- Isso você não sabe.

- Olhe nos meus olhos e diga que ele te faz gozar mais de uma vez por noite.

- Isso não é uma disputa justa, a srta. Alex tem uma certa experiência.

- Ou talvez seja um talento nato. Um talento que talvez Sylvia também tenha. Você deveria tentar descobrir.

***

Natalie cruzou os braços e respirou fundo, ela não gostava nem um pouco de ver Alex presa em uma cama de hospital com aqueles aparelhos tomando conta dela e isso deixava ela se sentindo um tanto quanto doente.

- Hey, Nat. Você não parece muito bem _ Alex falou quando Natalie parou ao lado da sua cama _ O que houve?

- Que tal o seu irmão te esfaqueou?

- Não é grande coisa...

- Não é grande coisa? Como assim não é grande coisa? _ Natalie esfregou o rosto e suspirou lentamente _ Você quase morreu.

- Quase, só quase.
- Perto demais.

- Não importa, você é minha amiga, não é? _ Alex assentiu _ Acha que eu quero te perder?

- Não...

- Então não me deixe te perder.

- Morrer não está mais  nos meus planos.

- Já esteve?

- Talvez... _ Natalie grunhiu e mudou de assunto, ela não gostava nem um pouco da ideia de que Alex um dia não se importou em morrer _ Alex sabia que isso está nos jornais _ Natalie mostrou a tela do telefone _ Os possíveis podres da família Vause _ Falou lendo a manchete _ Passou ontem na TV, todos os dias tem um boato novo na primeira páginas dos jornais. Faz um tempo que não vejo algo repercutir tanto. E alguns boatos batem muito bem com algumas coisas que você falou na festa, também tem alguns sobre os Chapmans.

- Damian movimentou bem essa cidade.

- Muito, mas pelo menos as coisas vão melhorar, não acha?

- Eu espero que melhorem. Pelo menos, agora, ninguém mais vai tentar tirar os bebês.

- É, isso é bom _ Natalie curvou a cabeça para o lado direito, como ela sempre fazia quando estava intrigada com algo.

- O que está te incomodando?

- Não tem nada me incomodando.

- Não minta _ segurou sua mão e entrelaçou os dedos _ É por que são filhos do Damian?

- Nat...

- Al, não minta.

- Não estou mentindo.

- Então não omita.

- Olha... é complicado.

- Eu sei que é complicado.

- Não podemos mudar de assunto?

- Sim, é claro que podemos _ Natalie sorriu levemente _ Sabia que a Sylvia está um pouco irritada com você?

- O que? Por que?

- Porque você fez ela perder cem dólares _ Alex ergueu as sobrancelhas _ Ela apostou comigo e com Luke que você pediria Piper em casamento.

- Vocês apostaram quem faria o pedido?

- Claro que apostamos. Eu falei que sua capacidade de iniciativa está limitada ao sexo.

- Só para você saber, fui eu que pedi ela em namoro.

- Depois de quantos meses? _ Alex revirou os olhos _ E você já contou?

- Não, eu já disse que não vou contar.

- E se piorar?

- Não vai piorar, eu já parei.

- Porque você está cheia de morfina, e quando isso passar? E quando você não tiver mais analgésicos potentes para tomar? O que garante que você não vai voltar correndo para a maldita coca?

Alex apertou sua mão com mais força, sentiu as unhas curtas dela se enterrarem na sua pele. Natalie sabia que era muito difícil convencer Alex a fazer algo. Ela sabia que a mulher estava tentando proteger Piper desse estresse. Ela sabia que tudo o que Alex fazia era para proteger Piper, mesmo que isso machucasse. Ela viu como tentar esconder o que Damian queria fazer deu errado, como isso causou uma briga e fez Piper acabar indo para cama com Theo, fez elas terminarem. A última vez que Alex tentou proteger Piper, ela acabou se jogando dentro daquele problema. Natalie entendia que Alex estava dando o seu melhor, mas isso não fazia as coisas serem mais fáceis. Ela não queria que a mulher tivesse outra overdose, que ela um dia bebesse demais e fizesse algo de muito errado. Natalie passou a língua entre os lábios antes de se curvar e beijar a bochecha da mulher.

- Sua mulher quer ver você, amanhã eu volto.

Alex assentiu e viu Natalie sair do quarto, em menos de cinco minutos, Piper apareceu.

- Eles disseram que você deve ser liberada ainda essa semana _ falou quando sentou na beira da cama

- Finalmente.

- É. Eu sinto falta de dormir com você.

- Só dormir?

Piper riu baixinho e se curvou para frente, Alex colocou uma mão em sua nuca e a beijou com vontade. Piper gemeu e colocou a mão livre em seu rosto. Ela tinha que admitir que mesmo que estivessem em um quarto de hospital, o beijo de Alex despertava seu tesão sem nenhum modo de parar. Seu coração se acelerou, assim como a respiração. Um arrepio passou pela sua coluna quando ela ouviu Alex gemer baixinho.

Ela definitivamente gostava do som.

- Pipes estamos em um quarto de hospital _ Alex murmurou quando se afastou do beijo, ela gesticulou  em direção ao monitor cardíaco _ Não acelere muito o meu coração ou vão pensar que eu estou morrendo.

- Está bem, me desculpe.

- Não precisa se desculpar _ Alex beijou ela delicadamente, Piper acabou intensificando o beijo.

- Nossa, hormônios?

- Acho que sim.

- Em poucos dias eu vou sair e eu prometo que vou recompensar todos esses dias assim que eu conseguir me mover sem achar que as minhas entranhas vão pular para fora.

- Você conseguiu acabar com todo o meu tesão só com 'minhas estranhas'.

Alex riu e beijou sua bochecha, pelo menos Piper não tentaria deixar ela excitada naquele lugar.

***

Alex gemeu baixo quando finalmente chegou ao seu sofá. Depois de mais alguns dias "presa" no hospital, ela finalmente foi liberada. Ainda estava sensível, havia perdido uma grande quantidade de sangue e as facadas feriram feio. Em alguns dias ela tiraria os pontos, sabia que ficariam cicatrizes e ela não estava nem um pouco feliz com isso. Entretanto, ela via muito bem o lado positivo: Damian estava, com certeza, fora da sua vida. Ela não achava que seria possível abafar, era como uma bola de neve. Foram anos abafando coisas, criando mentiras para que Vause continuasse sendo um nome respeitável. Era interessante perceber como a queda de Damian também levava os Chapmans para o fundo do poço. Carol e Bill Chapman já não tinham a melhor das famas "por baixo dos panos". Mais ou menos vinte anos antes, um pouco depois de Piper nascer, eles abriram a firma e em poucos anos, eram importantes dentro da cidade. Mas a carreira deles não era muito importante naquele momento. Mais cedo que o comum, as duas foram para o quarto. Alex deitou com cuidado, não que ela achasse que os cortes abririam de novo, mas simplesmente porque doía se mover daquele jeito. Piper arrumou o cobertor, cobrindo a mulher cuidadosamente. Depois foi para seu costumeiro banho antes de se deitar, depois de colocar uma calça de pijamas e o moletom que Alex tinha da Universidade, Piper realmente gostava de usar as roupas da mulher, principalmente moletons e camisas de mangas compridas. Ela poderia usar a desculpa da barriga crescendo, mesmo comprando roupas novas, mas ninguém acreditaria porque ela roubava roupas antes. Piper se enfiou debaixo do cobertor, com cuidado, deitou a cabeça no peito de Alex e deixou um braço sobre seu estômago, Alex começou a acariciar suas costas lentamente.

- Você já decidiu os nomes? _ Alex perguntou baixinho.

- Ainda não pensei nisso, aposto que Nancy tem listas com centenas de nomes combinando.

- Isso é definitivamente a cara dela. Como você conseguiu uma amiga tão perfeita?

- Foi sorte _ Alex riu levemente _ E você não pensou em nenhum nome?

- Pensei... eu só não sei se você vai gostar...

- Fale, querida.

- Eu pensei... sabe, algumas pessoas gostam de homenagear outras. Eu pensei em... Bianca _ Piper percebeu que Alex parou de respirar por um segundo _ Como você quis- _  Alex a interrompeu com um beijo.

- Você é a melhor pessoa que eu já conheci, sabia? _ Alex murmurou quando se afastou, mas ainda perto o suficiente para Piper quase sentir os lábios dela se movendo.

- Não é pra tanto

- Claro que é. E eu acho que é justo você escolher o nome do menino.

- Eu não consigo pensar em nenhum, eu gosto de Lucas ou Benício para combinar com Bia, o que acha?

- Acho perfeito! _ beijou seu queixo e perguntou baixinho _ Vamos nos casar, certo?

- Bem eu te pedi em casamento, e você disse sim, então acho que vamos nos casar.

- Certo... na maioria dos casamentos, a mulher adota o sobrenome do marido. Porém aqui não tem um marido, quem fica com o nome de quem?

- Acho que nenhum dos dois nomes está com uma reputação muito boa.

- Vamos ficar só com os nossos nomes?

- Por enquanto, baby, nós nem mesmo temos anéis de noivado.

- Eu preciso resolver isso.

- Sim, mas você pode resolver isso depois, agora, apenas durma um pouco.

Piper precisava admitir que ela contou os dias para volta de Alex para casa, então contou os dias até Alex conseguir se mover sem achar que os pontos arrebentariam. Ela estava acostumada a ter Alex sempre iniciando o sexo, então ela ainda não tinha notado o quanto ela queria, o quanto ela precisava, até o dia em que Alex voltou dá consulta onde tirou os pontos. E ela não fazia ideia do quanto disso podia realmente vir da enorme quantidade de hormônios correndo em suas vezes e o quanto vinha do fato dela ter se acostumado a ter sexo praticamente todo os dias. Porém, quando a noiva pareceu finalmente pronta para acontecer algo, Piper a beijou e esperou que Alex acabasse invertendo as posições quando ela a empurrou para a cama e subiu em cima dela. Uma mão de cada lado da sua cabeça e um joelho de cada lado dos quadris, sentiu as mãos de Alex nos seus braços, apertando delicadamente.

- O que você quer que eu faça? _ Alex murmurou, passando os braços ao redor do seu pescoço.

- Qualquer coisa?

- Qualquer coisa.

- Incluindo eu tocar você?

- Sim.

Piper mordeu a ponta da própria língua, dezenas de idéias surgindo na sua mente, todas envolvendo fazer Alex sentir pelo menos um pouco do que ela já fez sentir. Claro que ela não tinha toda a segurança que Alex tinha, nem mesmo a mesma habilidade, mas ela tinha a mesma vontade. Sentiu Alex enfiar as mãos por baixo da sua camisa, as unhas curtas passaram por suas costas e fizeram ela gemer baixo. Piper se afastou do beijo somente para dar atenção à linha da mandíbula, mordendo o caminho (ela achava que Alex tinha uma mandíbula em formato perfeito - se bem que ela achava que basicamente tudo sobre a mulher era perfeito) até sua orelha. Mordeu levemente o lóbulo da sua orelha antes descer pelo pescoço.

- Já decidiu? _ Alex murmurou com a voz rouca.

- Sim _ ela respondeu com o mesmo tom rouco.

- Então...?

- Eu quero que você sente na minha cara _ Alex gemeu baixinho, sentindo seu corpo se arrepiar _ Agora.

Alex inverteu as posições, com cuidado para evitar a possibilidade de machucar Piper, ela se apoiou nos cotovelos e a beijou lentamente. Piper segurou a barra da sua camisa e começou a puxar para cima. Alex se ajoelhou por tempo o suficiente só para tirar a camisa. Piper segurou seus seios e começou a massagear lentamente, sentindo a carne quente e macia sob as suas mãos. Ela ouviu Alex gemer baixo durante o beijo. Por mais que Piper amasse ser tocada pela mulher, ela tinha que admitir que os gemidos da morena enquanto era tocada era um dos melhores sons que ela conhecia.

- Vem aqui... _ Piper escorregou as mãos pelo seu corpo até agarrar sua bunda com vontade _ Ou eu preciso provocar mais?

Alex soltou uma risadinha antes de se livrar da boxer que estava usando (Piper se perguntou como seria a imagem da mulher com alguma lingerie e isso só fez seu corpo parecer entrar em combustão). A mulher beijou Piper mais uma vez antes de fazer seu caminho para fazer o que Piper queria que ela fizesse. Uma joelho de cada lado da sua cabeça, as mãos na cabeceira para garantir que não teria problema. A loira colocou as mãos em seus quadril e puxou ela para baixo, sentindo como Alex ainda tinha um pouco de resistência. Mas ela finalmente deixou a mulher a puxar para baixo, provocando com a língua antes de começar a sugar com desejo.

- Puta que pariu _ Alex gemeu _ Oh, Pipes.

Piper soltou uma espécie de risada pela garganta, um som que parecia muito a mistura de gemido com um grunhido. Ela ouviu a mulher murmurar 'porra' incontáveis vezes enquanto rebolava. Também a ouviu gemer coisas como 'boa garota' e 'continue assim'. E Piper não podia fugir de como o fato de Alex parecer cada vez mais confortável, ela murmurou uma ou outra vez uma espécie de instrução (como um pouco para direita, isso), era bom saber que Alex parecia confiar mais nela do que antes. Quando Alex finalmente chegou ao ápice, Piper se perguntou se isso podia ficar mais perfeito.

***

Piper definitivamente gostava de observar a noiva dormir, a mulher parecia tão jovem e tranquila que ela mal podia acreditar que haviam passado por tantas coisas ruins. A luz fraca do sol de meio de primavera que entrava pela persiana da janela do grande quarto e iluminava o cabelo negro, em pouco tempo, a luz iluminaria o quarto o suficiente para incomodar a mulher. Piper esticou a mão e tirou uma mecha de cabelo que caia em seu rosto, o tom negro combinava quase perfeitamente com a pele branca que Alex tinha. 

Ela se sentia indubitavelmente feliz naquele momento.

Se inclinou para frente e beijou a têmpora da mulher delicadamente e murmurou está na hora de acordar, amor. Porém, Alex apenas gemeu baixinho e enfiou mais o rosto no travesseiro. Piper suspirou levemente e beijou um pouco mais para baixo. Trilhou um caminho de beijos delicados até chegar aos lábios, a morena puxou o ar pelo nariz com força enquanto correspondia ao beijo, acordar com os lábios da noiva nos seus era definitivamente uma das suas coisas favoritas. Piper se afastou do beijo puxando o lábio inferior de Alex do jeito que ela mesma gostasse que a mulher fizesse. Um beijo só não era o suficiente. Piper beijou seu queixo, desceu pelo maxilar até beijar seu pescoço. Alex gemeu baixo quando Piper passou os dentes pelo seu pescoço. Piper se afastou sorrindo, era divertido como Alex ficava corado.

- Você não pode simplesmente decidir me dar vontade de transar e ir trabalhar, Chapman

- Claro que eu posso _ Alex grunhiu e passou os braços ao redor dos ombros de Piper _ Alex!

- Eu me recuso a me virar sozinha com isso aqui.

Piper revirou os olhos, ela simplesmente não sabia como dizer "não" para sua noiva.

***

Alex podia ser uma pessoa incrivelmente dedicada às vezes. Ela mudou o horário de trabalho (afinal, ela sempre trabalhou muitas horas extras para ocupar seu dia inteiro) para ser sincronizado com o de Piper, então ela podia levar e buscar a mulher no trabalho. Mesmo assim, ela continuava acordando cedo, bem mais cedo do que o comum, pelo menos na maior parte dos dias. Depois de semanas, o que restou do ataque de Damian eram as cicatrizes. Em breve haveria o julgamento. Ela e Piper não conversavam sobre o fato da mãe de Piper estar claramente se esforçando para culpar Alex e livrar ele de passar o resto na vida na prisão por tudo o que ele fez (não absolutamente tudo, mas pelo menos pelo assédio de mais de uma garota e o estupro de outra). E também era conhecimento público que o pai de Piper desistiu do caso. Na verdade, ele estava defendendo uma das vítimas de Damian. Porém, mesmo sabendo que ele seria preso. Mesmo sabendo que agora ela estava segura, que ninguém a machucaria daquele jeito, Alex continuava com um pouco de medo. Medo de Damian conseguir algum jeito de machucar ela outra vez.
E um medo maior ainda de Piper desistir dela. Se não olhasse muito de perto, não havia nada de errado com Alex. Ela não falava de Damian, ela só precisava se envolver com isso quando fosse chamada para testemunhar contra o homem. Ela trabalhava as oito horas de uma pessoa normal (não dez ou doze horas de antes). De segunda à sexta (não até no final de semana com folga a cada dois meses e passando três ou quatro anos sem férias). Acordava um pouco antes de Piper, fazia o café da manhã (em vez de tomar só um café antes dos primeiros clientes chegarem), deixava Piper no trabalho (e ela não abria mais o restaurante). No meio do dia, levava algo para a mulher comer (muitas vezes era o sanduíche de queijo e o chocolate quente do restaurante que Piper tanto amava, além de um pedaço de torta ou um donut para agradar ela), no final do dia (ela também não fechava mais o PearlVause's), lá estava ela, esperando Piper na entrada do prédio. Quando estava frio, oferecia o casaco, então dava o braço e andavam até o carro. Não falavam no caminho. Piper tomava banho e ia para o sofá em suas roupas confortáveis (muitas vezes, com um moletom de Alex), Alex também tomava banho e usava. Fazia o jantar (em vez de comer comida congelada depois de chegar exausta no apartamento vazio), conversavam sobre o dia (em vez de comer sozinha no sofá assistindo algum programa aleatório). Depois acabavam indo para cama e, nos últimos tempos, Alex acabava dormindo com a cabeça no seu ombro. 

Na primeira vez em que Piper roubou uma camisa de Alex, a mulher resmungou ótimo, agora vou perder as minhas roupas, mas beijou sua bochecha e apertou ela em um belo abraço. Porém, claro que ela gostava de ver Piper com suas roupas. Fosse uma camisa qualquer, uma das camisas sociais, um dos velhos e confortáveis moletons. Agora Piper usava a gravidez como a perfeita desculpa para vestir as suas roupas. Então ali estava ela, com uma calça de pijama azul claro com pequenas nuvens brancas estampadas e com o moletom universitário gasto cujo as mangas cobriam as suas mãos. Ela viu Alex sentada na frente do sofá, o notebook no colo e papéis espalhados ao seu redor. Piper se aproximou, se abaixou ao seu lado e começou a juntar os papéis.

- Eu vou arrumar quando eu terminar isso aqui.

- Você vai terminar isso depois.

- Por que?

- Porque eu quero.

- Por que você quer?

- Eu quero atenção.

- Eu posso te dar atenção e terminar o meu trabalho.

- Não, eu quero 100% de atenção. Eu quero as suas duas mãos.

- Uh...

- Não para isso _ ela fechou o notebook e colocou na mesa de centro junto com os papéis _ Agora abra as pernas.

- Você diz 'não para isso' e me manda abrir as pernas?

- Cala a boca e faça o que eu disse _ Alex revirou os olhos e fez o que a mulher falou. Piper se sentou ali, de costas para Alex.

- Uh, você só quer um abraço.

- Exato.

- Eu podia fazer isso é... _ ela tentou esticar o braço para alcançar o papel mais perto, mas Piper deu um tapa forte nas costas da sua mão _ Ouch!

- Você. Não. Vai. Trabalhar. Agora.

- Ok... mas isso doeu _ Piper segurou seu pulso e puxou sua mão para dar um beijo onde havia acertado _ Melhor agora.

- Ótimo _ Piper não soltou seu pulso e puxou para enfiar a mão da mulher por baixo do moletom, para tocar diretamente a sua barriga _ Me dê a outra mão também.

Alex obedeceu, mas Piper não fez o mesmo, ela entrelaçou os seus dedos e se encolheu um pouco mais contra a mulher atrás dela. Alex apoiou o queixo no seu ombro. Ela podia sentir alguma coisa mudando dentro dela. Alguma coisa se arranjando nos seus sentimentos. Talvez ela estivesse aprendendo a amar o 'pacote completo'.

***

- Eu tenho a impressão de que algo está incomodando você _ Alex falou enquanto observava Piper procurar roupas para ela vestir antes de ir dormir.

- Não tem nada me incomodando _ ela deixou a roupa na cama e começou a tirar a roupa que estava usando no trabalho, sem olhar para Alex _ Por que acha isso?

- Porque você está agindo um pouco estranha... _ Piper olhou para ela, viu como os ombros dela pareciam para baixo, desanimada.

- Só estou trabalhando mais do que o normal.

- Hum, certo _ Alex se enfiou debaixo do cobertor.

Piper engoliu seco e foi tomar o banho, o mais rápido possível para se enfiar logo embaixo do cobertor. Era um banho quente, quase quente demais para ela. Logo se enfiou no pijama e voltou para o quarto.

-Al _ chamou assim em que se enfiou na cama _ Ei.

- Fala.

- Você pode virar para mim ou isso é muito esforço para você? _ grunhiu baixo e virou _ O que foi?

- Tem alguma coisa te incomodando e você não me diz o que é.

- Alex...

- Vai dizer que não há nada de errado?

- Não tem nada de realmente errado, é só uma tolice.

- Me conte essa tal tolice. Sabe, nós não tínhamos chego a um ponto onde nós conseguimos nos comunicar?

- Sim...

- Então diga _ Alex esticou a mão e acariciou seu rosto _ Eu fiz algo de errado?

- Não! Eu só... _ Piper grunhiu e cobriu o rosto com as mãos, escondendo o fato de ter corado _ Eu só... como eu vou explicar isso?

- Explicando, ué!

- É que... olhe, eu realmente adoro fazer amor com você _ ela olhou entre os dedos e viu Alex sorrindo levemente para ela _ Só que... às vezes eu queria só... sabe, foder com você _ ela ouviu a risadinha da mulher _ Não ria de mim!

- Só... você é fofa quando fica envergonhada assim _ ela beijou a testa de Piper _ O que você quer que eu faça?

- Que às vezes, só às vezes, agisse um pouquinho parecido com o modo como você agia antes. Sabe, eu não vou quebrar se você não for absolutamente delicada comigo.

- Vou manter isso em mente, baby.

Hormônios

***

"Me encontre no banheiro." 

Piper sentiu um arrepio passar pela sua espinha depois de ler as simples palavras da mensagem. Ela se perguntava que tipo de surpresa que Alex faria. Ela bateu os dedos da mesa enquanto esperava a hora em que poderia sair. Seu coração estava acelerado antes mesmo de levantar da mesa. 

- Você realmente veio _ Piper parou em frente à mulher, com o par de salto alto.

- Você não pediu?

Piper assentiu e fechou os olhos quando sentiu as mãos no seu rosto. Ela gemeu com o beijo. Não era o delicado e gentil que Alex havia passado a sempre usar nos últimos tempos, era parecido com os beijos rudes do começo. Era quente e foi isso que fez Piper gemer. Ela escorregou uma mão um pouco mais para baixo, ela pressionou um pouco, só o suficiente para sentir a pulsação sob a sua palma, o polegar passando pela sua garganta. Piper colocou as mãos em seus braços, apertando um pouco, sentindo os músculos sob a camisa. Ela deixou Alex empurrar ela até suas costas baterem na divisória da cabine.

- Eu trouxe uma coisinha... _ ela murmurou, sem se afastar muito, Piper sentiu os lábios se movendo perto dos dela.

- Eu reparei...

Piper tirou a mão do seu braço, tocou sua barriga na altura do estômago e escorregou até chegar na calça, no volume que ela havia reparado antes mesmo de entrar na cabine. Alex beijou seu queixo e seu pescoço. 

- Eu adoro essa saia... mas ela ficaria muito melhor fora do seu corpo.

Piper gemeu com o som da voz rouca de Alex, sentindo como isso só ajudou a aumentar o calor e a umidade entre as suas pernas. Ótimo, minha calcinha está arruinada... Alex alcançou o zíper da saia e empurrou a peça para que ela caísse no chão. Piper passou os os braços ao redor do seu pescoço e a beijou outra vez, o jeito um pouco rude e não tão delicado assim. Alex passou as mãos pelas suas coxas, escorregou uma até a encaixar entre as suas pernas, porra, ela murmurou, sentindo os pelos da sua nuca se arrepiarem ao notar o quanto Piper estava molhada e ela mal havia tocado nela. Talvez fosse o efeito que Alex costumava ter nela, talvez fosse a adrenalina de ser algo considerado proibido (afinal, ela duvidava que fosse permitido transar no banheiro da empresa), talvez fosse porque Alex estava fazendo o que ela havia pedido. Ou talvez fosse tudo junto. Mas não importava muito, Alex a fez gemer um pouco mais alto quando usou o polegar para pressionar logo sobre o clitóris. A morena enfiou o polegares entre o elástico da calcinha e a pele de Piper e finalmente puxou para baixo, até os seus tornozelos. Piper afastou as pernas um pouco mais, Alex colocou uma mão em sua nuca e colocou a outra mão entre as suas pernas. Os dedos a tocando do jeito como ela já havia tocado dezenas e mais dezenas de vezes. Para a o prazer de Alex, Piper não precisou de muito estímulo para chegar ao ápice em sua mão. Como fazia mais de uma vez, Alex limpou os dedos com a língua. Vire ela murmurou enquanto abria o cinto, Piper sentiu um arrepio passar pela sua coluna com a expectativa e com a breve ordem. Se apoiou na divisória da cabine e suspirou quando sentiu as mãos de Alex por baixo da blusa, tocando suas costas de um jeito que só fez ela se sentir ainda mais quente. Alex deixou um a mão parada na sua lombar e a penetrou com um dedo. Fazendo o movimento de entrar e sair algumas vez antes adicionar outro dedo. Antes que Piper pudesse pedir para ela usar o strap-on de uma vez, Alex tirou a mão da sua lombar e deixou no seu quadril, com a mão livre, ela segurou o dildo no lugar certo. Com cuidado (que ela já tinha antes, então não realmente 'saia do papel'), empurrou o quadril para frente, devagar e prestando atenção se Piper mostrava algum sinal de dor. Piper mordeu as costas da própria mão enquanto sentia o próprio corpo se ajustar ao brinquedo, sentiu a pressão do dildo dentro de si. Ela prendeu a respiração (como sabia que fazia algumas vezes e que era algo bom) até sentir o quadril de Alex bater contra sua bunda. A mulher atrás dela se manteve parada por alguns segundos para esperar o corpo de Piper se acostumar (ela queria ter certeza de que não a machucaria). Alex manteve uma mão em seu quadril, passou a outra pelo seu braço, ela chegou ao seu pulso, Piper entendeu a mensagem e levantou um pouco a mão e Alex entrelaçou os dedos, sem se importar se o fato da sua noiva se apoiar ali podia machucar um pouco. Então a morena finalmente começou a realmente se mover. Devagar no começo, saindo só um pouquinho. Então o ritmo aumentou naturalmente, até o ponto em que Alex puxava o dildo quase todo para fora antes de empurrar o quadril para frente novamente, com força (mas com certeza de que não estava machucando  a mulher). Piper sabia que seus dentes ficariam perfeitamente marcados na sua mão e que ela precisaria tentar esconder isso, não era como se ninguém fosse reparar na marca de dentes, no hematoma na sua mão. Mas não era realmente importante, o que era importante era o jeito como Alex se movia atrás dela. As estocadas fortes e firmes (no ângulo certo para tocar cada parte mais sensível dentro dela), a mão que se entrelaçava com a dela e como Alex segurava o seu quadril (e mesmo segurando, uma vez ou outra, ela movia o polegar em um carinho leve sobre a sua pele). Sabendo que Piper nunca chegava ao orgasmo só com a penetração, não importava o quão perfeito fosse o ritmo e o ângulo. Era simplesmente insuficiente (o que Alex sabia que não era o mesmo para si mesma e tinha certeza que Piper acabaria descobrindo isso alguma hora). Então a mulher tirou a mão do seu quadril, afundou o strap-on o mais fundo possível, escorregou a mão para entre as suas mãos, o indicador e o médio encontrando o clitóris sensível.  Vamos, baby... Alex murmurou no seu ouvido,  com meia dúzia de movimentos circulares, ela fez Piper chegar ao ápice uma segunda vez. A mulher mordeu a mão com quase força o suficiente para se fazer sangrar, soltando um som baixo que era uma mistura entre gemido e grunhido. Alex esperou alguns segundos para se afastar da mulher, que se apoiou ainda mais na divisória.  Rapidamente, ela desencaixou o dildo do strap-on (afinal, claro que ela não passaria a manhã inteira trabalhando no restaurante, não andaria para dentro da Evans' Company com aquele volume dentro do jeans) e enfiou de volta na sacola e na mochila. Ela se abaixou e puxou a calcinha e a saia para cima, ajudando sua noiva a se ajeitar. Então puxou a mulher para um abraço.

- Isso foi... incrível _ Piper ainda estava tentando recuperar o fôlego e murmurou com o rosto encaixado na curva do pescoço da mulher.

- Obrigada.

- Deveríamos fazer isso mais vezes.

- Transar no seu trabalho ou usar o strap-on?

- Os dois _ riu.

- Como quiser, baby, é tudo como você quiser.


Notas Finais


Esse não seria o último capítulo da história, eu já tinha eles prontos então resolvi juntar todos e postar p vcs de uma vez.
Como já sabem, não to tendo muita criatividade p concluir a história, então infelizmente vou parar por aqui.
Quero pedir desculpas por deixar vcs na mão, mas ta sendo muito difícil com esse bloqueio sem fim, tenho certeza q todas esperavam pelo fim trágico do Damian, mas até p concluir isso ta pesado.
Então foquei mais nas meninas e resolvi terminar do mesmo jeito q começou, com muito sexo kkk

Quero muito agradecer a todas de coração por tudo! Também quero avisar q não vou deixa-las na mão vou escrever mais e mais e em breve prometo que terá mais uma história.


Beijos meus amores e até logo 😘♥


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