História Love letter - Capítulo 1


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Categorias Seventeen
Personagens Lee Jihun "Woozi", Soonyoung "Hoshi"
Tags Hozi, Soonhoon
Exibições 64
Palavras 1.015
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Ú n i c o


Fanfic / Fanfiction Love letter - Capítulo 1 - Ú n i c o

 

 

Quando conheci Hoshi, eu definitivamente não o suportava. Aquele garoto falava demais, era sorridente demais... tudo nele era demais e aquilo me irritou profundamente até entender que o culpado era eu e não Hoshi. Ter uma personalidade brilhante não fazia dele um problema, fazia de mim um invejoso.

Sim, eu tinha inveja da legião de amigos que arrastava por onde passava e como ele era todo espontâneo e verdadeiro. Não que eu quisesse ser como ele, mas sei lá, ser um adolescente normal, às vezes, parecia incrível.

Quando falei com Hoshi pela primeira vez, eu fui um babaca. Eu o xinguei por ter me derrubado quando eu era tão culpado por aquela queda quanto ele, estava tão distraído com o meu livro quanto ele com seus fones de ouvidos e o pôr do sol logo atrás de mim. Mas eu não quis saber, e mais tarde, me senti arrependido. Só que não era como se eu fosse me desculpar, ao menos não em palavras, era orgulhoso demais para isso.

Me desculpei sim, mas foi com as minhas atitudes. Começou com um simples bom dia meu e não dele como de costume. Eu não era mais um completo estúpido e quando ele falava comigo, eu o respondia. Não tão entusiasmadamente quanto, mas já era alguma coisa e ele entendeu o que eu estava tentando, e me desculpou, eventualmente. Aquele sorriso... eu sabia querer dizer que estava tudo bem.

Acontece que Hoshi é bem insistente e não bastava cumprimenta-lo cordialmente todos os dias, quis ser meu amigo também. Sentava-se ao meu lado no intervalo enquanto eu lia, mas nunca me interrompia, apenas ficava ali, sendo a companhia silenciosa que com o tempo aprendi a apreciar.

“— Porque você nunca diz nada? — Perguntei um mês depois, fechando meu livro (que apesar de estar interessante não prendia minha atenção como o garoto ao lado), com meu indicador marcando a página em que estava e o olhei de canto. Hoshi estava com o rosto voltado para o céu curtindo o calor do sol atípico numa manhã de inverno. Seu cabelo verde estava meio desbotado, mas eu achava bonito, mais bonito do que quando ele pintou (e eu achava ridículo, vai entender). Ele dava um contraste interessante ao seu rosto e seus olhos 10:10 eram realmente adoráveis, principalmente quando sorria e eu nunca tinha reparado no quanto ele era bonito. Antes eu só pensava no quanto era irritante e depois, em como estava constrangido por ele estar ali, ao meu lado, mas sem dizer uma palavra.

— Não quero te atrapalhar — respondeu simplesmente, olhando-me de cima e então sorriu. E eu corei.

— Você não atrapalha. ”

Minha primeira conversa com Hoshi, resumiu-se a ele falando enquanto eu assentia apesar de não compreender metade do que dizia. Tínhamos gostos distintos, mas não parecia um problema, eu descobri ser capaz de ouvi-lo com interesse mesmo que ele estivesse falando sobre Game of Trones, a série, e eu odiava Game of Trones, a série e o livro. Disse isso a Hoshi e ele simplesmente respondeu que me ensinaria a gostar, não do livro porque ele lia apenas o que era obrigado pelo colégio. Eu ri. E realmente aprendi a gostar. Ainda acho toda a nudez da série desnecessária, mas tudo bem, eu também havia o ensinado a gostar de Harry Potter.

Tínhamos algo em comum, no entanto. Ou quase isso. Eu amava cantar e Hoshi amava dançar, eu compunha e Hoshi coreografava. Ele dizia que fazíamos uma ótima equipe e eu concordei, contanto que não me obrigasse a dançar, o que ele me obrigou a fazer tão logo quanto pode e apesar de não confessar nem sob tortura, eu gostei. Gostei muito, na verdade. Ter seu corpo tão próximo ao meu, sua atenção completamente em mim, me fez enxergar algo tão óbvio, mas que eu não quis ver. Eu estava apaixonado e estava apavorado com essa descoberta. Hoshi era meu amigo, meu melhor amigo, arrisco a dizer. O único e não podia, nem queria, perde-lo.

No início eu achei estranho, não entendia porque precisávamos estar tão perto um do outro para dançar, mas depois, quando a música começou e ele passou a balançar calmamente para lá e para cá, com as mãos firmes em minha cintura, fazendo com que eu o seguisse, simplesmente esqueci qualquer estranhamento. Eu cheguei a esquecer o meu próprio nome. Com um sorriso pequeno, me pediu para sentir a música e a partir daí, comecei a desconfiar da sua inocência. Ele precisava ter consciência do quão sexy ficava sorrindo daquele jeito, me segurando daquele jeito... argh, não era possível!

Meu primeiro beijo com Hoshi (e com qualquer outra pessoa) aconteceu quase duas semanas depois. Ele insistiu em me levar até em casa, estava tarde e se eu estava na rua até aquele horário, era por sua culpa. E era mesmo. Hoshi participaria de uma competição de dança e estava ensaiando no estúdio do colégio, eu não quis deixa-lo sozinho, então fiquei admirando seus movimentos e revirando os olhos quando o ouvia resmungar que precisava melhorar nisso ou naquilo.

Ele não perguntou se podia ou se eu queria aquilo, só chegou e juntou os seus lábios nos meus no portão. Meus olhos deveriam parecer discos de tão arregalados e ele devolvia o olhar com uma serenidade que me acalmou com o passar dos segundos. Me estiquei nas pontas dos pés, sabendo que deveria ser desconfortável ficar tão encurvado como ele estava, o abracei pelo pescoço e fechei os olhos, entregando-me ao momento.

Foi um simples selinho que me deixou acordado e revirando na cama a noite inteira. Não tinha ideia do que aquilo queria dizer. Erámos namorados? Ele estava apenas curioso? Tinha descoberto meus sentimentos e por isso me beijou?

Eu deveria ter adivinhado, ou melhor, simplesmente saber que com Hoshi tudo era mais simples. Fazia de tudo pra não complicar a própria vida, ora, porque complicaria a minha? Deveria ter suposto que na manhã seguinte, Hoshi me esperaria na entrada do colégio, como todos os dias, mas diferentemente dos outros, ele seguraria minha mão com naturalidade e não largaria nunca mais.



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