História Love Letter - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Boys Love, Colegial, Comedia, Fluffy, Shounen Ai, Yaoi
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Palavras 2.167
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Bishounen, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Fluffy, Romance e Novela, Saga, Slash, Visual Novel
Avisos: Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Postando em menos de uma semana de novo!
Boa leitura~

Capítulo 4 - Se Acreditar em Si Mesmo Pode Fazer Muitas Coisas


- Eu não... Aguento mais estudar – reclamo pela milésima vez na aula, atirado na mesa com olheiras horríveis, a aparência decadente de alguém que teve seu orgulho ferido.

- Você está dando duro. Cansou de ficar só na média? Não precisa de tanto, Itsuki—

- Precisa se eu quero passar daquele arrogante cheio de si. – me recomponho, relendo o livro de física pela terceira vez – Definitivamente, vou acertá-lo na cara com minhas notas boas, assim nunca mais me chamará de burro novamente!

Rosno de raiva só de lembrar de ontem.

- Nunca o vi assim. Você pegou ódio eterno do Kashizaki-kun só por causa dos boatos, não é? Nem sabia que se falavam – comenta Makoto, deduzindo – Você podia ter nos apresentado ele.

- E dizem que o amor pode começar com ódio – Amamiya provoca.

- Amor o caramba. Foi ódio à primeira vista, ele é meu inimigo! Fora que deixou bem claro que gosta de garotas – lembro – Pouco me importa, não o perdoarei por tudo que me aconteceu.

- Ainda acho que é impossível você tirar uma nota melhor do que a dele. Somos da pior turma da escola.

- É meu orgulho de homem em jogo, Takeda – protesto com choramingos.

- Mas eu também sou homem...

- Falei que iria vencê-lo e ainda fui chamado de burro. Ele riu de mim.

- Kashizaki-kun é tão babaca assim? – perguntam as garotas.

- Mais ainda – arfa, arfa.

- Acho que o Itsuki está espumando pela boca, professor, tenho medo.

- Não estou não!

Mais noites em claro e minha cabeça está quase explodindo, tento estudar até na hora do banho, ou almoçando, jantando. Preciso conseguir essa nota. Até que o dia tão esperado enfim chega, o dia das provas, o dia que vou provar para Kashizaki Yuto que não sou nem um pouquinho burro. Mesmo que eu não saiba estudar direito ou não tenha o apoio de ninguém como aquele mimadinho tem, estou motivado pela vontade de vencer.

Chego à escola e me deparo com uma garota conversando com minhas amigas. É Murasaki-san, amiga de outra turma, pois ela é muito inteligente e ficou na turma B. Seus cabelos castanhos recaem sobre seus olhos baixos. Me aproximo com curiosidade.

- Olá, olá – cumprimento – Prontos para arrasar nas provas de hoje?

- Como assim “arrasar”? Só se for arrasar minha mãe com minhas notas ruins – diz Murasaki tristonha que só.

Ela é inteligente. Do que está falando?

- Você não estudou, Hana-san? – pergunta Makoto, tão atordoada quanto eu.

- Murasaki vai tirar nota baixa? Imagina eu... – prevê Amamiya negativa como sempre.

- Eu estudei – responde a outra – Esqueci minha célula em casa e não vou poder fazer a prova de biologia. Agora esqueci tudo sobre as outras matérias e nem estou com os livros para estudar! Não sei o que me deu hoje – choraminga, frustrada consigo mesma.

- Célula? – todos perguntamos em uníssono, confusos.

- É tipo uma pequena maquete de massinha de modelar para fazer a prova. A professora é um demônio na Terra, vou me ferrar... – percebo o quanto a garota está trêmula de preocupação.

- Calma, Hana...

Murasaki-san tem um coração muito sensível. Quando se trata de provas ela fica muito nervosa, mais do que qualquer um de nós. Ela deve ter um motivo bem especial para isso, e se for para não decepcionar sua mãe eu entendo.

Não aguento ver isso.

- Murasaki-san, eu trago para você – me ofereço de repente, determinado.

- O quê?

- Trago para você os livros e a célula, sei onde você mora e se eu correr chego à tempo. – retiro a mochila das costas e coloco nas mãos das meninas boquiabertas ao me ver começar a correr pela rua sem hesitar.

- Rápido, Shinoda-kun!

- Será que vai dar tempo?

Vai dar sim.

Vocês devem me achar maluco, as pessoas que passam pela rua devem me achar maluco correndo assim sem olhar para trás. Eu não posso deixar que outra pessoa sofra quando posso fazer alguma coisa, por isso corro sem parar.

- Mais rápido – digo à mim mesmo, já morrendo para respirar – Estou tão sedentário! Ah.

Paro um pouco para retomar o ar e caminho alguns passos apressados, voltando a correr. É pela Murasaki-san.

Por favor, dê tempo. Por favor que ela possa fazer a prova e se saia bem. Eu não me importo de me dar mal ou acabar sem uma nota boa, mas a Murasaki-san merece. Por favor...

- Estou quase chegando – arquejo ao falar, a casa dela se aproximando cada vez mais – Ah... Arf... Só mais um pouco.

Chego quase me atirando no chão, arfando como um louco, toco a campainha em desespero.

- Murasaki-mãe, é o Shinoda! Vim pegar uns livros que sua filha esqueceu! – explico, quase sem ar.

Ela me deixa entrar. Começo a procurar imediatamente pela célula e encontro em cima de um armário. Ainda bem.

- Aqui.

O relógio aponta para o um e para o quatro.

- Está na hora! Essa não. – coloco tudo em uma sacola e volto a correr como o vento.

- Você não quer água? Vai dar tempo? – questiona a mãe de Murasaki à porta, preocupada me observando e rezando à Deus e Buda.

Eu também rezo com minha voz ofegante. Meu corpo está quente como se fosse entrar em combustão, sinto um pouco de dor nos calcanhares por causa de alguns tropeços no chão irregular. Estou tonto, não posso parar. Não agora.

Mesmo com essas sensações horríveis que me fazem querer me atirar no chão e parar de correr, ver as flores de cerejeira caindo sobre mim quando passo por elas é lindo. Eu sempre quis correr e fazer isso. Que inesperado. O vento que rouba meu ar resfria meu corpo e continuo sem parar.

- Mais rápido.

Chego ao portão do colégio em dois minutos, embora tenha parecido muito mais. Cambaleio até a entrada vazia ansiando por água.

- Ainda não acabou – me lembro, direcionando-me até a sala da turma B e invadindo – Murasaki-san! Consegui!

A voz sai cortada e fraca, afinal respiro como um cachorro. Ui, minha cabeça lateja.

- Não acredito, Shinoda-kun! – dá um gritinho, pondo as mãos sobre a boca de um jeito dramático.

- Acredite – sorrio, colocando tudo na mesa dela.

- Shinoda, o que é isso? Vá para sua sala – ordena o professor de Murasaki com as mãos na cintura prestes a me dar sermão.

- Desculpe, já estou indo. – me curvo como desculpas, encolhido de vergonha por ter invadido a sala assim.

Saio sorrateiramente sem perder o sorriso:

- Boa sorte nas provas, Murasaki-san.

Nem penso duas vezes, estou morrendo de sede, obviamente vou até o bebedouro.

- Shinoda, o que está fazendo? Vá para sua sala. – um professor me pega, dando-me um susto.

- Ah, estou morrendo de sede. Por favor, deixe-me beber água – choramingo implorando – Eu corri muito, juro que corri para chegar à tempo.

- Certo, vá tomar água. Mas só vai poder entrar na sala de aula no segundo período.

- Eh?!

Ao fim, fico um período inteiro esperando fora da sala em um banco. Só me resta um período para completar a prova tão esperada.

Não estou com raiva. É triste ter sido punido sim, no entanto, obrigado por eu ter conseguido ajudar uma amiga. Eu consegui.

- Espero que todos tenham ido bem nas provas – comento de repente.

- Você conseguiu terminar tudo, Itsuki? – indaga Takeda se espreguiçando na volta da aula, preguiçoso – Não consegui terminar nem em dois períodos, ter um só foi maldade com você.

- Fiz correndo – dou um sorriso divertido.

- Você sempre está correndo, bobão – ele também ri – Vamos ver amanhã o resultado de seu esforço. Tenho certeza que conseguiu alguma coisa.

- Okie dokie!

- Eh? Não seja tão fofo assim do nada.

- Não estou sendo fofo.

~//~

As notas já devem ter sido decididas, o quadro dos melhores deve ter sido colocado para a exposição. Eu estou nele...?

A multidão se aloja na frente das letras e nomes, notas. Me posiciono com o punho cerrado na frente dele... Quer dizer, atrás da multidão. Droga, queria fazer uma entrada triunfal, mas sou muito baixo e nem consigo enxergar o quadro.

A primeira coisa que vejo: Kashizaki Yuto, segundo lugar. Reviro os olhos. Que irritante. Espere... Segundo lugar. Quem está em primeiro?

Meu coração se acelera por um momento de pura emoção, devaneios tomam conta de minha mente boba. Eu poderia ter ficado em primeiro mesmo tendo corrido daquela forma? Estudei tanto. Eu fiquei?

Me meto no meio dos colegiais altos e finalmente admiro o resultado:

Murasaki Hana, primeiro lugar.

- Que bom. – abro um sorriso emocionado – Ela conseguiu vencer do Kashizaki-kun. É tão inteligente. Minhas orações funcionaram.

Quase me escapa uma lágrima. Não vejo meu nome no quadro, mas isso não é problema, Murasaki-san merece o primeiro lugar.

Por que sinto vontade de chorar? É muita alegria, não é? Um nó se forma em minha garganta de tanta emoção.

Com isso, caminho até um banco e me sento para tentar não chorar e ficar que nem um bobo vermelho. Preciso me recompor e parabenizar Murasaki. Preciso.

Respiro fundo.

Alguém, não vejo quem, se senta ao meu lado. Não fale comigo, não consigo falar.

- Você é estranho, sabe – uma voz familiar diz – Qualquer um teria deixado Murasaki-san sem o material para que ela se desse mal nas provas.

- Egoísta – só o que consigo dizer, o nó na garganta não deixa.

Sei que se eu desfizer o nó vou acabar chorando e não conseguir mais parar.

- Não fique tão deprimido, conseguiu o décimo lugar mesmo fazer a prova em um período. Isso não é um orgulho? – diz Kashizaki.

- Décimo? – levanto-me com o comentário rondando minha mente, é como uma luzinha que começa a piscar incessantemente, algo que faz o nó se desfazer sem necessidade de choro – Não minta para mim.

- Eu não estou mentindo, hm – o garoto aponta para o quadro que já não está tão cheio de gente na frente.

De longe dá para ver os kanji grandes e claros em letras pretas. Shi-no-da. Existem quantos Shinoda’s nesta escola? “Itsuki”. Não acredito que possa haver alguém com o mesmo nome que eu.

Abro a boca e arregalo os olhos, sem conseguir reagir muito bem a esse choque.

- Décimo... – quero gritar. Sei que não posso, então grito mentalmente, travado em uma posição engraçada – Eu estou em décimo! Como consegui ficar em décimo? Ah. Você vê isso, Kashizaki-kun? Eu não sou burro!

Não me importo nem com humilhá-lo, estou tão feliz que não consigo parar de sorrir. Nunca havia nem ficado nos cem melhores, ficar no top dez à essas circunstâncias é incrível.

- Estou tão feliz, tão...

- Nunca disse que você é burro. Você é barulhento. – Kashizaki idiota se levanta com um ar esnobe – Se acreditar em si mesmo consegue fazer muitas coisas.

- Está me chamando de “inseguro”?! – ergo o dedo para ele, fazendo bico de raiva.

O inimigo suspira. Isso significa que está irritado, quer brigar?

- Da próxima vez eu te passo, ou não me chamo Shinoda Itsuki – prometo, audacioso – Vou continuar sendo barulhento se isso o irrita, assim estamos quites.

Estranho, dá um sorriso fraco.

- Também não gosto de garotos inseguros, stalkers que ficam gritando sem mais nem menos.

- Eu não sou stalker – nego a acusação.

Seu olhar me acusa ainda mais. Não posso mentir, ele está vendo minha alma. Sinto como se meu coração fosse parar agora.

- Talvez... só... Um pouquinho.

Kashizaki sorri de novo, seguindo seu caminho.

O que será que ele pensa? O que quer de mim?

- Ainda irei descobrir.

Você é um mistério, Kashizaki. Ainda.

~//~

- Itsuki, em que clube você vai entrar? – Takeda me pergunta alguns dias depois na aula, não temos muito o que conversar mesmo – Acho que vou para algum clube de anime, dá para dormir nessas salas e ninguém liga.

- Seu preguiçoso – desaprovo num suspiro – O que você acha bom para eu entrar? Sempre quis entrar em um clube no ensino médio! Que empolgante.

- Esportes? Você adora correr.

Fito a janela, tranquilo pensando. Os clubes de esportes se distribuem em quadras largas e o que mais posso ver da janela são os jogadores do clube de beisebol. Será que é legal? O clube de vôlei era muito revigorante, ainda que cansativo. Mesmo que eu nunca tenha sido bom em jogar;

No beisebol eles correm, além do mais. Não é como vôlei.

- Hm, aquele garoto com o taco lá é bom – comento apontando, sem nem saber a identidade do desconhecido.

Parece com alguém que eu conheço, está muito longe para ver.

Não. Impossível, não pode ser.

- Hey, Takeda. Quem é aquele com o taco? – indago só para confirmar. Mas não pode ser.

- Ah, não reconhece? É o Kashizaki Yuto.

Não pode ser.

Não pode...

- Kashizaki também faz esportes?! O quê?!!!

Eu definitivamente preciso entrar em um clube de beisebol.

Por quê? Vou vencer o estúpido do Kashizaki nisso.

 

 


Notas Finais


Me dá uma tristeza ao ver alguém se esforçando pra alguma coisa e não conseguir por causa de alguns problemas externos aaa quase chorei junto com o Itsuki
Chamar de barulhento é GRRR Itsuki é meu filho, coisa linda da mamae, foi criado com muita timidez e sentimentos intensos, adoror
Sobre ter corrido pra buscar uma coisa para uma amiga realmente aconteceu xD Mas foi até divertido, eu diria. Quando penso em ajudar alguém nada pode me parar q

Agora Shinoda quer jogar beisebol. Isso dará certo? ajshbahsb sempre quis jogar beisebol, eu adorava ver no Snoopy e Charlie Brown, naqueles filmes americanos etc Algum dia jogarei c:

Bora próximo cap
Kissu shitte


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