História Love Love You - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO, Got7
Personagens Baekhyun, Chanyeol, D.O, Jackson, Kris Wu, Lu Han, Mark, Personagens Originais, Sehun
Tags Baekyeol, Chanbaek, Exo, Fantasia, Fem!krisoo, Hunhan, Krisoo, Markson
Exibições 75
Palavras 3.842
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Lemon, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Slash, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


OLÁ
Agora definitivamente é o ultimo capitulo e é muito difícil que eu volte a escrever nesse universo, por mais que eu tenha criado tudo com enorme carinho, uma hora tem que acabar, não é?
Obrigada a todos que acompanharam, quem sabe nos vemos numa próxima?

Capítulo 8 - Durma


Ao acordar, Luhan nada ouvia. Claro que ouvia os pássaros cantando, ouvia as carroças junto aos galopes de algum equino a certa distancia, mas não ouvia o bater de asa de Apash, o titã que vagava pelos céus. Era um humano comum agora, não lembrava-se de quando fora outras coisas, mas sabia que era um Fauno na forma de homem, isso nunca mudará. Grande parte de seu conhecimento desapareceu como fumaça ao vento, apenas recordava do necessário, virou-se de lado, dando de cara com Sehun adormecido, outra coisa que ainda mexia com  o interior do Lu era o porque este parecia evitar falar sobre o beijo, fora simples, mas tinha causado uma sensação nova no coração do mais velho e vê-lo agir como se nada tivesse acontecido feria seu interior como se estivessem matando as borboletas em seu estomago. Resolveu deixa-lo dormindo, precisava arrumar algumas coisas para então deixar de ser um iluminado por completo, ainda sentia as auras. 

Auras eram nada mais que representações das almas, cada ser tinha sua aura emanando pelos ares em cores diferentes, iluminados não conseguiam enxergar isso, apenas sentir mesmo. Os únicos que enxergam isso são os oráculos, mas nem mesmo Luhan sabia direito a verdade por trás destas criaturas. Sabia sobre o ritual, teve o desprazer de presenciar um, se lembrava dos gritos de horror vindo dos que seriam sacrificados para algo tão fútil como ouro, mas também achava horrível o que fizeram com Kyung Soo, em outros reinos e aldeias pessoas pagavam para oráculos, a aldeia de Chanyeol era uma das poucas que demonizaram tal ato por saberem do ritual. Mohanne não costumava julgar as religiões, a única coisa que importava no julgamento era a alma, se ela estava corrompida ou não, pois mesmo se estivesse 99% corrompida, esta ainda tentava resgata-la. Precisaria de ajuda, e sabia muito bem a quem devia recorrer: Ao próprio Kyung Soo, não fisicamente é claro, contataria as auras deste, e para isso, um ritual era necessário, mas nada pesado. 

-Mas hyung, pra que você precisa dessas velas?- Sehun perguntou, apesar de respeitar o espaço do outro, eram sete velas pequenas e estava levando para o quarto, podia ser perigoso, vai que uma delas cai e queima algo do tipo o corpo do Lu. Este ponderou um pouco, mas a presença de Sehun seria mais que benéfica, já que esse possuía um laço com o falecido, ainda não havia falado com Baekhyun sobre o fato que ficaria, mas isso podia ser deixado para depois, quanto mais Luhan demorasse para fazer o ritual, mais difícil seria pois aos poucos o espirito perdia sua essência até desaparecer em prantos ou se tornar maligno. 

-Hunnie, que bom ter perguntado. Quero sua ajuda, eu te explico no quarto- O mais novo o seguiu em seguida, parecia ser serio até demais, até questionaria a espécie de pentagrama com sete pontas feito com tinta branca, observou atentamente o outro por uma vela em cada ponta da "estrela", Luhan dizia algumas palavras que nunca havia escutado em sua curta vida, parecia recitar um poema, não ousou dizer nada até que este lhe questionasse algo-Você tem algum objeto com valor sentimental relacionado ao Kyung Soo?- Luhan queria ter perguntado isto de outra maneira, mas resolveu ser direto, não queria abalar muito o outro. 

-Tenho, vai precisar?- O mais velho assentiu, esperou que Oh lhe entregasse o que pelo visto era um colar, já que o outro parecia desamarrar algo preso em seu pescoço- Ele me deu isso há muito tempo, disse que ganhou de presente da minha mãe, é tudo que eu sei- Entregou ao maior um cordão preto com um pingente dourado de uma rosa aberta, não era muito pequeno, mas também não muito grande, Luhan pegou com cuidado para por no centro do desenho, onde se encontrava um pequeno amontoado pétalas de rosas brancas e algumas flores rosas pequenas como a cabeça de um alfinete, Sehun não reconhecia flores deste tamanho diminuto, mas presumiu que foram estas as "coisas" que Luhan havia saído para buscar logo ao amanhecer. Essas flores só nasciam no castelo de prisma, este ficava na floresta suspensa, conhecida pelas arvores rosas onde somente os Aetios, as criaturas aladas, viviam mas poucos tinham a permissão para entrar no castelo pois é lá onde as almas que retornariam ao plano físico ficavam antes de reencarnarem. Luhan voltou a recitar palavras, e assim que o pingente tocou as pétalas, estas mudaram suas cores do branco puro para o mais vivo vermelho, como sangue. Tal acontecimento foi claramente percebido pelo mais novo, assustando-se - O-o que foi isto?  

-Isto, Sehun, é um ritual- Até riria da expressão do citado, mas era normal os humanos associarem rituais "pagãos" com coisas ruins, como sacrifício- Eu tenho que trazer alguém de volta, mas preciso contatar o espirito dessa pessoa para descobrir o que devo fazer para convence-lo a sair do plano espiritual, por mais que esteja sofrendo lá, isso é uma tarefa difícil. Cada ponta dessa estrela significa uma aura, são parte de uma alma, cada extremo tem um positivo e um negativo no lado oposto, apenas um não tem nenhum dos dois. Todas criaturas possuem as sete, mas a que fica no "topo" varia em cada espécie- Luhan explicava, mostrando apontando para os pontos, acendendo as velas com calma, caso falhasse, não sabia o que fazer- Este aqui fica no topo em criaturas como elfos e centauros, é a coragem, o desejo de conquista, caso esses comecem a se corromper, se tornam mais agressivos e egoístas, territoriais, pode se dizer, representado pela cor laranja Luhan disse outra palavra cujo Sehun não sabia o significado, e no mesmo instante a chama se tornou da cor dita, o mais novo apenas observava tudo que acontecia- Criaturas como duendes e gnomos tem este, por isso são brincalhões e divertidos, o bom humor é a característica principal, porem, se sentirem-se culpados, ficam medrosos, tímidos e arrependidos, caso se corrompam também farão mal aos outros- E neste, a chama adquiriu uma cor amarelada quase dourada como o mais puro ouro- Fadas, ninfas, náiades são conhecidas por serem bondosas, sempre amam os outros e tem uma empatia enorme, conseguem compreender e ajudar os outros com uma maestria que me surpreende sempre, mas podem ficar triste demais, tantas ninfas morrem na solidão, e também seu emocional se torna instável, a magia nestas criaturas é extremamente presente, mais do que nas outras, podem ferir os outros na mesma facilidade que podem se ferir.  

A explicação durou minutos e minutos, interrompendo os preparativos do ritual, Hae permitiria a volta de Kyung Soo porque estava arrependida do que havia feito com este, mesmo que não pudesse controlar as atitudes de suas criaturas e quase todos Oráculos eram corrompidos, mas não podia julgar este em especifico por causa dos outros, ele era apenas um garoto que deve a infelicidade de nascer assim, permitiria então que este voltasse ao plano físico, Hae mesmo sendo a criadora de tudo e todos, também tinha muito para aprender, pois como todos, esta ainda tinha seus defeitos. Luhan também espalhou mais pétalas, falando que as flores e tudo que é parte da natureza tinham um reflexo nas almas, por isso em cada floresta mística havia uma atmosfera diferente.Também explicou que os humanos foram a primeira criatura criada por Hae, eles tinham todas as auras no topo, logo as almas deles eram mais forte, e também eram os únicos que podiam usar a magia para atacar com tudo, ferindo gravemente outros, então depois da guerra foram proibidos tanto para sua própria segurança quanto para a segurança de todos, Sehun também aprendeu que poucas criaturas caçavam, e quando o fazia pediam desculpas para os animais, coisa que os humanos não se importavam em fazer. E então Luhan voltou ao ritual, as velas variavam na cor da chama, cada palavra dita por Lu, que mantinha os olhos fechado retomando a oração, o fogo das velas parecia ficar mais intenso, porém não atingia as plantas utilizadas, ambos garotos estavam de mãos dadas, precisavam do sentimento mais puro, o amor. Existia vários tipos de amor, aquele que Sehun sentia por Kyung Soo e vice-versa seria o necessário, o ar parecia mais leve ao redor dos garotos, ambos de olhos fechados enquanto o mais velho recitava as palavras místicas num tom elevado, por sorte Byun e Park estavam na escola de Sulli, se estivessem de olhos abertos veriam que das pétalas vermelhas escorriam uma espécie de liquido vermelho e grosso, como sangue, que ia em direção das pontas deixando o rasto avermelhado no trajeto, tal liquido também desenhava no chão símbolos que nem mesmo Luhan se recordava, e então todas as velas se apagaram, no mesmo momento em que alguns objetos por cima das cômodas foram parar no chão, havia dado errado. Mas Sehun ainda sentia como se algo estivesse tentando sair daquele cômodo, coisa que o outro também sentia. 

-Não...- Luhan murmurou baixo, uma das coisas que havia se esquecido era dos estágios que um espirito passava antes de retornar, apenas aqueles que ainda temiam a vida passavam por isso. Eles podiam não saber, mas o pranto de Kyung Soo ecoava alto no plano espiritual inteiro, repetia para si mesmo o quão inútil havia sido para seus amigos, o quanto apenas fez o mal e todas as lembranças que estes tinham consigo eram tristes, Kyung sentia como se nunca será motivo de alegria para alguém, apenas um fardo, e ao mesmo tempo queria abraçar Sehun com todas suas forças e pedir para sair daquele lugar, queria sentir o perfume de Yifan, sentir seu corpo contra o seu, queria ouvir Chanyeol cantar, tocar violão com seus dedos magros, tudo que queria era que não tivesse desistido antes, mas agora era tarde demais para si mesmo. 

-Lu, o que aconteceu?- Perguntou sentindo um bolo se formar em sua garganta, algo estava lhe ferindo, sentia como se alcançar Kyung fosse impossível agora, pois segundo o que entendeu das explicações, esta era a única forma de traze-lo de volta. 

-E-eu não sei. Oh deusa, eu... - Mal completou sua frase, os braços de Sehun o envolveu em um abraço, era tão doloroso para si, sabia o quanto o mais novo queria que isto tivesse dado certo, se culpava tanto enquanto as lagrimas do outro molhavam sua camisa branca, o que desencadeou o choro do próprio, não queria decepciona-lo- D-Desculpa Hunnie, eu falhei, me desculpa por favor. 

-Hyung, a culpa não foi sua- Se afastou para acariciar o rosto do mais velho, secando suas bochechas molhadas, deixando um breve selar nos lábios, provando o gosto salgado das lagrimas do mesmo, tal ato pegou o outro de surpresa- Eu te amo, não fique assim- Sehun não havia tocado no assunto, mas isso não importava agora, pois só não tinha conversado com Luhan sobre isso antes por vergonha- Vamos dar um jeito nisso, tem mais algo que podemos fazer?- Suas testas se tocaram, ambos olhavam para baixo, onde suas mãos se encontravam com os dedos entrelaçados, Luhan negou, fechando seus olhos com força e mordendo seu lábio inferior- Tem que haver algo, por favor,  me diz que tem- As defesas de Sehun estavam tão frágeis, não conseguiria segurar suas lagrimas mesmo que tentasse muito, elas apenas desciam, molhando o chão de madeira- Por favor, Luhan, não diga isto- Fungou, não queria acreditar de forma alguma que tudo estava perdido, queria manter a esperança mesmo que esta estivesse quase se partindo em pedaços. 

-Vocês... querem trazer Soo de volta... não é?- Talvez por estar procurando o que podia ter feito de errado, Luhan não percebeu em nenhum momento que Yifan estava os observando, sabia sobre a verdade do falecido, carregava com suas mãos calejadas um pequeno e avermelhado baú enfeitado pelo próprio Kyung Soo, era uma caixinha de musica, o chinês era mais que habilidoso, havia feito como um presente de casamento, mesmo que não soubesse dizer o nome da relação de tinha com este, mas o amava com todas suas forças e faria tudo por ele- Kyung e eu fizemos isso, ela toca uma musica que compomos quando mais novos- Sehun e Luhan ouviram o som de algo dando corda, o objeto era bem elaborado, mais de uma nota tocava ao mesmo tempo no mecanismo usado, uma musica lenta teve seu inicio- Colocávamos você para dormir com ela, Sehun- Sua voz saiu um tanto quanto embolada, por um motivo que os mais novos não sabiam dizer ainda- Então, deite aqui e descanse perto de mim...- Começou a cantar no mesmo ritmo dos toques que saiam do baú. 

-Porque nós vamos ficar bem- Lu seguiu, Chanyeol estava cantarolando essa musica na mesma manha enquanto preparava café para Byun, e por ter uma memoria boa, recordava perfeitamente, a caixinha ainda tocava enquanto isso- Mas quando deixarmos, eu sei que é difícil, porque não é apenas isso- Apenas seguia o ritmo, cantando como se fosse sua ultima musica, aquilo parecia ser nada mais que uma ultima despedida para o falecido, quem sabe agora ele poderia descansar em paz. 

-Mas vai ficar tudo bem...- Sehun mal conseguia cantar direito, sua voz estava tão embargada, agora mais do que nunca sentia o vazio deixado por Kyung Soo- A manhã está a caminho, você sabe que isso é apenas um sonho. 

-A beleza desta bagunça é que ela me traz para perto de você- A musica findou-se lentamente, ao que o silencio dominava o cômodo, trazendo junto a si a tristeza, pois Soo nunca voltaria, pois Luhan não sentia mais a aura espiritual deste, Yifan se aproximou dos mais novos, abaixando-se para abraçar os mesmos, deixando o pequeno baú deitado no chão. Agora apenas a saudade rondava o quarto. 

-OH DEUS, YIFAN- A voz esganiçada de Chanyeol findou o silencio, assustando todos que estavam presentes na pequena casa. Park passou bons segundos apenas observando, achou inicialmente que tudo era apenas uma alucinação, as pétalas e luzes, tudo, mas podia jurar ter ouvido a voz de Kyung cantando aquela musica em especial, tinha acabado de chegar da escola de Sulli com seu amado, este também havia ficado em estado de choque. Yifan correu para chegar à sala onde havia uma pequena lareira de ferro, se deparando com o mesmo símbolo que Luhan havia desenhado no chão, agora feito com pétalas de Cravo-de-defunto vermelhos, e no centro um corpo pálido coberto por uma roupa feita por um pano fino e branco. Era Kyung Soo, o chinês reconheceu assim que seus olhos focaram-se no rosto belo e nos lábios carnudos, entre eles tinha uma pétala de rosa, a flor preferida do mesmo, andou rápido na direção deste, tocando-lhe a derme fria como gelo. Agindo por seus instintos retirou a pequena pétala branca e beijou os lábios deste, sentindo a pele aquecer-se lentamente, a cor da derme retomar-se e os olhos abrirem lentamente. 

-Y-Yifan?- Todos presentes na sala choravam, estavam surpresos, Luhan ainda mais, pois claramente o ritual havia falhado, o que trouxe Kyung certamente havia sido Mohanne, era o único ser que teria esse poder. Seus lábios foram selados novamente, seu amado beijava-lhe cada parte do rosto enquanto suas lagrimas desciam, mas ainda havia um problema, não podia continuar na cidade, tudo se repetiria caso ficasse. 

-Vamos embora- O chinês anunciou, isto já estava em seus planos antes, não ficaria nem mais um minuto naquela cidade, pois cada cliente que entrava em sua mercearia lhe jogava algum insulto relacionado ao seu amado, não aguentaria nem mais um "por sorte aquela aberração morreu" saindo da boca de alguém- Vamos começar do zero, eu e você, não importa onde- Acariciava aqueles fios negros que tanto sentia falta enquanto se perdia novamente na imensidão que era o olhar de seu amado. 

-M-mas e nossos amigos...?- Do ainda estava confuso, até poucos instantes só o desespero conseguia enxergar, até ouvir uma voz que lhe causou arrepios por todo corpo, enchendo seus pulmões com um sopro de algo que não sabia dizer, mas aqueceu todo seu interior, e então estava de volta- Não podemos abandonar tudo assim... 

-Podemos sim, Kyung, aqui não temos nada além de nós mesmos, nossos garotos vão vir com a gente, mas por favor, nós merecemos esse recomeço, eu quero acordar todo dia sabendo que você vai estar ao meu lado, sem medo algum, não precisamos de muito. Fuja comigo- Nenhum dos garotos sabia dizer exatamente o que sentiam, era um misto de felicidade com espanto, por mais que não tivessem entendido o que realmente havia acontecido, estavam pouco se importando em saber, iriam se escorar nos fatos, seu amigo estava de volta, independente dos mistérios, o garoto de sorriso em forma de coração estava lá novamente. Todos esperavam ansiosamente a resposta deste, que após ponderar sobre tudo, percebeu que era a escolha certa a se fazer. 

Kyung se sentia tão aliviado, finalmente livrou-se de toda a escuridão que lhe rondavam, suas memorias estavam intactas, em seu pequeno corpo ainda tinham todas as cicatrizes profundas causadas por si mesmo e as marcas da corda que usou para enforcar-se em seu pescoço, mas isso agora era passado, o presente era sua nova dadiva, o futuro nunca mais lhe assombraria, pois já não podia enxergar isto. 

Venderam todos seus moveis e casa, pegaram todo o ouro que tinham, as "aberrações" nunca mais pisariam naquele vilarejo, mudaram-se junto a Byun e Park, estes decidiram ir para Jouer, a floresta azul, lá havia um rio com uma ligação direta para o reino submerso, então Baekhyun podia voltar para visitar seus pais e amigos sempre que quisesse, Chanyeol podia cantar com os faunos e ensinar as crianças como tocar violão, Yifan se daria muito com os elfos e sátiros, Luhan já havia morado lá em outra encarnação, Sehun adoraria conhecer todas as outras criaturas que viviam por lá, Kyung poderia ter uma vida normal junto a seu amado, quem sabe até adotar uma criança, todos sairiam felizes de lá, viveriam juntos uma nova vida, um novo começo, afinal de contas, quando se trata de amor, ninguém sairia perdendo. 

 

 

~~~ 

 

O tempo havia passado, as florestas místicas não eram mais necessárias, porém as criaturas ainda se escondiam da melhor forma que conseguiam, mesmo que tivessem que se camuflar dentre os humanos, a casa onde Sehun e seus amigos moraram já fora demolida há séculos, dezenas de casas já foram construídas por cima, cada uma com uma família diferente, um outro amor, uma nova historia, tudo agora era diferente. Mas isso não significa um fim, e sim apenas um começo. 

-Amor, olha o que eu achei no sótão- Shin Hye andava pela casa repleta de caixas grandes e vazias, até onde seu esposo, Jong Suk, estava montando uma cômoda ao lado de sua cama, mostrou-lhe a pequena caixa avermelhada- Não é lindo?- Sorria abertamente para seu amado, esperando ouvir o que este achou. 

-É muito bonito sim, parece ser bem antiga- Selou os lábios de sua mulher, parando o que estava fazendo para pegar o objeto, o olhando de baixo para cima, achando uma pequena manivela, dando corda em seguida. A caixa mesmo que desgastada ainda funcionava perfeitamente, começando a tocar uma musica lenta e bela. 

-Não é adorável?- A sonoridade tinha algo difícil de explicar, trazia para aqueles que ouviam uma serenidade incrível, aquele baú foi criado com tanto amor e carinho, agora emanava essas emoções para todos- Você acha que Chae Woo vai gostar? 

-Claro que sim, vai lá entregar pra ela enquanto eu termino de por essa gaveta- Beijou a testa da sua amada, que assentiu indo em direção ao quarto da criança- Te amo, Hye- Falou em voz alta quando esta deixou o quarto. 

-Bom dia minha pequena- Entrou no quarto branco com apenas uma parede pintada em vermelho e repleto de decorações infantis- Olha o que a mamãe trouxa para você- Pôs a pequena caixa em uma mesa com canetinhas e papeis riscados, mais no centro havia também varias pelúcias de diferentes animais, junto à uma criança com cerca de quatro anos usando um vestidinho cor de salmão brincando com estes- O que você deve dizer agora? 

-Hm... Obrigada Omma- Estendeu os braços, esperando a mais velha a pegar no colo, sua progenitora não deixou de perceber que esta havia aprontado algo, talvez fosse instinto de mãe, mas aquele sorriso sapeca não enganava ninguém. 

-O que está escondendo, Woo-Woo- Apertou a pontinha do nariz desta, arrancando risadas da pequena. 

-Não estou escondendo nada- Mostrou as suas mãos, sujas pela tinta das canetas em diferentes cores, sua mãe estreitou os olhos na direção desta e depois sorriu, deixando sua filha no chão novamente. 

-Vou preparar algo para comermos, seu Appa deve estar tão cansado da mudança- Ao chegar na porta, mandou um beijo para a mais nova, que segurou como se fosse um objeto invisível e acenou se despedindo da mesma. 

-Chae, podemos sair agora?- Uma voz baixa chamou-lhe a atenção, direcionou seu olhar para de trás da pelúcia marrom de ursinho, vendo seus novo amigo que era uma espécie de mini humano, tinha cerca de quinze centímetros, orelhas pontudas e usavam roupas simples, o mais velho se chamava Ilhoon e o outro Sungjae, e fora o mais novo a sair primeiro do seu "esconderijo". 

-Yah! Sungjae, era pra você ter esperado eu dar o sinal que combinamos- Ilhoon saiu de trás da girafinha, com uma expressão visivelmente emburrada, era arriscado demais aparecerem para adultos, e estes realmente preferiam crianças. O mais velho deu um tapinha na testa do mais alto, fazendo a garotinha sorrir, achava os dois tão adoráveis. 

-Ai! Desculpa, hyung...- Fez um biquinho infantil, fazendo Ilhoon se arrepender mentalmente por ter sido meio agressivo com este- Podemos brincar agora?- Perguntou para a "gigante", indo em direção aos brinquedos jogados ao lado de um grande baú de plástico, onde ficavam as bonecas da menina, retirando a capa de um dos super-heróis da mesma e amarrando em seu pescoço- Olha Chae, eu sou o Super Jae-Jae!- Chae Woo apressou-se para pegar uma das coroas de suas princesas, a entregando para Ilhoon, que a olhou confuso. 

-Você vai ser a princesa que vai ajudar o Super Jae-Jae a derrotar o Vilão Porcão- Pôs em uma de suas mãos um fantoche de porco com uma expressão raivosa- Haha, eu sou um terrível bandido e vou destruir todo o mundo- Falou engrossando sua voz, abrindo e fechando sua mão para fazer os movimentos da boca de seu fantoche- Sua coroa te dá o poder de soltar raios-lazer, vamos Pinkhoon?- Pra que princesa em apuros? 

-Só se for agora!- Colocou a pequena coroa de plástico com enfeites vermelhos e pondo-a em sua cabeça- Vamos Super Jae-Jae, juntos iremos derrotar o Porcão- O que Chae Woo não sabia ainda, é que tanto SungJae quanto IlHoon eram duendes, tem tamanho semelhante às pixies e adoram crianças. A casa que Shin Hye e Jong Suk compraram ficava em cima de uma colônia de duendes, viviam lá tranquilamente já que não podiam se passar por humanos, mas as criaturas místicas viverem junto aos humanos já é outra historia, e quem sabe em uma próxima oportunidade eu possa contar.


Notas Finais


Adoro crianças (mentira)
Enfim, adeus <3


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