História Love, Lust, Faith, Dreams - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Lendas Urbanas
Tags Creepypastas, Jeff The Killer, Nina, Slender
Exibições 7
Palavras 1.237
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Canibalismo, Estupro, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Notas da Autora


Nas notas finais temos o look de escola da Nina e a versão humana do Slender que eu escolhi
Boa leitura!

Capítulo 3 - He is back


Fanfic / Fanfiction Love, Lust, Faith, Dreams - Capítulo 3 - He is back

12 anos depois...

O despertador tocou mais uma vez e eu tive que levantar desgostosa. Assim que entrei no banheiro me deparei com olheiras profundas, o resultado de uma noite mal dormida, à dois anos era a mesma coisa. Dois anos antes Slender havia se distanciado de mim dizendo que precisaria resolver algumas coisas com amigos e nunca mais dera notícias, esses dois anos tinham sido muito chatos, mas não me impediram de mudar.

Deixei o cabelo crescer, fiz uma tatuagem, passei a usar roupas monocromáticas, passei a me exercitar e me isolei ainda mais. A escola tinha se tornado um inferno, com todos me chamando de esquisita e me batendo de vez em quando, aquilo me irritava muito, mas eu tinha certeza de que a hora daqueles miseráveis iria chegar. Minha mãe não percebia nada porque começou a passar o dia todo fora devido ao trabalho.

Depois de me arrumar fui até a cozinha e peguei alguma coisa para comer no caminho, fechei a casa e fui até o ponto de ônibus com um fone no ouvido. Me sentia como se estivesse sendo observada, ficando em estado de alerta. O ônibus chegou e em menos de vinte minutos já estava na escola, só continuava a ir ali porque era importante para minha mãe, mas não aguentava aquelas pessoas e uma das piores estava indo em minha direção: Karen Hobbes. Era quase que um clichê a implicância dela comigo, eu usava roupas escuras e tinha boas notas enquanto ela usava roupas mínimas e tinha que pagar para passar de ano, sendo bajulada por quase toda a escola.

- Olha se não é a viúva negra. Matou quantas aranhas-macho nessas férias? – revirei meus olhos e continuei andando mas ela puxou minha mochila e eu tombei – Tá surda é criaturinha?

Ela me deu um tapa e saiu rindo com seu bandinho, me levantei e fui para a aula. Sentei no canto e segui a rotina de prestar atenção na aula e copiar tudo, não sai durante o intervalo e fiquei lendo um livro no horário vago. Repetia pra mim mesma que era o último ano. Quando o sinal da saída tocou dei graças a Deus e sai de fininho, mas fui impedida perto da escada.

- Onde é que a dama de negro pensa que vai? – era Karen de novo, bufei e recebi um empurrão que me derrubou.

Chutes e socos de suas amigas vieram em seguida e eu fiquei lá parada, só mais alguns meses e eu estaria livre delas. Elas cansaram em algum momento e perceberam que eu não reagiria, indo embora. As agressões eram dolorosas, mas meu corpo já tinha se acostumado. Levantei-me mancando, peguei meu material e voltei pra casa, o casaco cobria a maior parte dos roxos, evitando olhares de que estivesse junto no ônibus. No caminho do ponto até minha casa senti novamente que estava sendo observada, mas ignorei e continuei a andar.

Abri a porta de casa e fui direto para a cozinha, fazendo um macarrão com molho pesto para almoçar, lavei meu prato e subi para o meu quarto. Passei a tarde estudando e fazendo minhas atividades da escola, quando terminei tomei um banho e coloquei uma blusa de alças finas, meus shorts de pijama e uma meia listrada, me joguei na cama e adormeci, dormiria até tarde pois já era sexta-feira.

Acordei próximo às 11 da noite, olhei o telefone e vi uma mensagem da minha mãe dizendo que seu plantão duraria até às nove da manhã do dia seguinte, como se fosse novidade que ela não estaria em casa. Nos primeiros anos de nossa recuperação ela esteve muito próxima de mim mas agora se afastava cada vez mais e eu me via sozinha novamente. A luz estava apagada então liguei o abajur e peguei o livro que tinha começado  a ler na escola, mal tinha começado a ler quando escutei um barulho na janela e me levantei para ver o que era. Meu coração quase saiu quando vi a figura pálida de terno do outro lado do vidro, Slender tinha voltado. Abri a janela dando passagem a ele, assim que entrou no quarto dei um tapa em suas costas.

- QUAL O SEU PROBLEMA? POR QUE NÃO MANDOU NOTÍCIAS? EU ESPEREI ESSE TEMPO TODO E JÁ ESTAVA ACHANDO QUE VOCÊ TINHA ESQUECIDO DE MIM! – continuei a estapeá-lo e gritei, mas suas mãos seguraram meus braços e ele me abraçou.

- Também senti saudades de você, Nina. – ele deu um beijo na minha testa e me soltou – Se passaram dois anos e você mudou tanto, minha princesa. Cada vez mais linda.

- Por que você demorou a voltar? Achei que tivesse morrido ou esquecido de mim – o abracei novamente e encostei a cabeça em seu peito

- Estive muito ocupado mesmo, do outro lado do mundo literalmente, mas agora estou aqui e não vou sair tão cedo.

Liguei a luz do quarto e percebi a bagunça que estava ali, Slender percebeu minha preocupação e deu uma risada. Empurrei umas coisas para baixo da cama e fechei o armário, quando acabei ele estava sentado na minha cama e não era possível ver sua reação porque ele estava em sua forma creepy. Sentei na frente dele e joguei o cabelo para trás.

- Por que você não fica na sua forma humana? Assim eu posso saber suas reações e ler seu rosto. – percebi que ele estava encarando a janela, mas escutou o que eu disse e começou a se transformar, virando a versão adolescente loiro de olhos castanhos, quando terminou ele estava olhando nos meus olhos – Você fica mais lindo assim.

- O que aconteceu com você? – seu olhar se desviou dos meus olhos e foi direcionado ao meu colo, ele se aproximou e abaixou uma das alças da minha blusa, abaixei a cabeça na hora e fiquei corada – Alguém te bateu? Me diga e eu vou fazer o infeliz pagar por isso.

- Foram só umas meninas da escola que tentam me inferiorizar, mas eu não ligo pra elas. – coloquei a alça no lugar e peguei o cobertor – Não se preocupe com isso.

- Se quiser que eu faça alguma coisa é só me avisar. Estou aqui por você – ele apoiou a mão no próprio peito ao dizer isso

Passamos a conversar sobre como tinha sido minha vida nesses dois anos, falei que minha mãe tinha se afastado e fazia falta, que não tinha feito amigos e nenhum namorado, nessa hora ele fez uma careta e eu fingi não perceber. Continuamos a conversa durante a madrugada e ele perguntou se não teria escola, expliquei que era fim de semana e ele perguntou o que eu pretendia fazer.

- Sei lá, ficar em casa e assistir alguma coisa. Fazer nada o fim de semana todo.

- Gostaria de sair comigo? – sua face humana ficou um pouco vermelha

- Claro, mas eu nunca vi você saindo de dia – ele riu do que eu disse

- Eu não sou um vampiro, já te disse o que sou.

- Sabe que vou ter que explicar a minha mãe o que vou fazer, né? – ergui uma sobrancelha e comecei a brincar com suas mãos

- Não considere isso como um problema.

Ele falou mais sobre suas viagens e eu falei sobre a escola e as meninas que me atormentavam. Lembro-me de ter dormido encostada no Slender e de receber um beijo na testa de boa noite.


Notas Finais




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