História Love Me Again - Capítulo 23


Escrita por: ~

Postado
Categorias Mats Hummels, Pierre-Emerick Aubameyang, Robert Lewandowski, Roman Bürki
Exibições 139
Palavras 2.132
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi, pessoas.
E eis aqui o capítulo final.
Boa leitura.

Capítulo 23 - Home


Segurava aquela bola de peito contra meu peito, ignorando os protestos de minha mãe. Sussurrava baixinho para ela e a acariciava como se fosse um conforto. As lágrimas já inundavam meus olhos, mais eu as segurava fortemente. Eu não queria aceitar. Deus não seria tão mal comigo em tirar ele de mim.

- Roman... - ouvi a minha mãe sussurrar. Sua voz continha pesar. Ela colocou a mão no meu ombro e eu não repudiei. Continuei imóvel, agarrado a ele, que estava imóvel.

- Traz ele de volta... - falei já com a voz chorosa. Levantei os olhos para minha mãe que me olhava carinhosamente.

- Oh, meu querido. Como eu gostaria... - ela acariciou-o. - Mas ele se foi.

- Não! - Elevei a voz. - Ele não pode ir! Ele tem que ficar comigo!

Não aguentei e já estava chorando. Minha mãe me abraçou e eu chorei nos braços dela. Eu tinha que aceitar. Max estava morto. Ele se foi para sempre.

- Filho... - meu pai se aproximou. - Max cumpriu sua missão na terra. Agora ele vai olhar você lá do céu...

- Existe um céu para animais? - Perguntei com a voz embargada; meu pai assentiu.

- Para todos eles. E Max vai ficar muito bem lá.

Voltei meu olhar para meu gato que jazia em meus braços. Eu tinha que aceitar. Max viveu 9 anos comigo, desde que eu era criança. A morte dele me tirou do chão.

Entreguei-o ao meu pai e sai correndo sem rumo. Ignorei os chamados de minha mãe. Eu queria ficar sozinho.

Ele vai para o céu dos animais. Meu pai dissera. E eu acreditei nisso.

- Ele vai ficar bem. - Zöe me disse quando enterramos ele no cemitério de animais que ficava na divisa de Dortmund e Schwerte.

- Eu sei. - Eu funguei.

Ela me abraçou e eu correspondi sem jeito, sem saber que diria quase as mesmas palavras para ela, algum tempo depois.

(...)

Embora a festa estivesse animada, eu não me sentia no clima. Lena, minha companheira, tentava me animar. Me sentia culpado.

Ela era legal. Ficamos algumas vezes. Nos dávamos bem, mas naquela noite, eu estava me sentindo estranho e não sabia o porquê.

- Você ouviu, Roman? - Lena me cutucou e parecia que havia saído de um transe.

 - Desculpa, Lena, o que você falou mesmo? - Me senti meio constrangido.; ela revirou os olhos.

- Está distraído hoje. Algum problema? A festa está chata? - Ela tomou um gole de bebida. Eu suspirei.

- Nada, eu estou... sei lá. - Dei de ombros. Nem eu mesmo sabia como me sentia direito.

- Será que ela sabe? - Lena perguntou olhando para um ponto atrás de mim. Curioso, olhei e senti o sangue sumir do meu rosto.

Zöe entrava no salão acompanhada por Daniel, meu melhor amigo. Alguns olhares se voltaram para eles. Ou melhor, para ela, que sorriu acanhada. Franzi o cenho. E que roupa era aquela? Aquele vestido não estava curto demais? Zöe não usava decotes, ou usava?

- Zöe colocou os peitos para jogo. - Lena comentou de maneira irônica e eu encarei ela bravo.

- Não teve graça. - Respondi da mesma maneira. Ela me olhou surpresa e depois deu uma risada irônica. - O que foi?

- O que foi, Bürki? - Ela cruzou os braços, me encarando. - Admita que você está morrendo de ciúmes da sua melhor amiga com seu melhor amigo! - Eu arregalei os olhos para ela que esperava uma resposta.

- Claro que não. Ficou doida? - Respondi e ela revirou os olhos.

- Aham, vou fingir que acredito! - Ela bufou e cruzou os braços, me deixando sem reação. Lógico que eu não estava com ciúmes da Zoe... ou estava?

Segurei a vontade de virar a cabeça novamente, mas nem foi preciso porque Zöe e Daniel aproximaram-se, perguntando se podiam se juntar a nós.

- Claro que podem! - Lena respondeu antes que eu pudesse abrir a boa. Zöe parecia sem-graça quando Daniel puxou a cadeira para ela se sentar. Aquele cavalheirismo dele me irritou. Ele não era assim.

- Está linda, Zöe. - Lena e disse e não havia ironia na voz dela. Ela e Zöe se davam bem, mas pude perceber que ela ainda estava brava comigo por causa da minha atitude.

 Zöe agradeceu meio envergonha. Percebi que ela evitava em olhar pra mim. Sua atenção quase toda voltada para Daniel, que parecia um idiota perto dela.

- Você é um verdadeiro cavalheiro, Daniel. - Lena elogiou quando ele trouxe uma bebida para sua acompanhante.

- Ora, que isso. - Ele pareceu envergonhado.

- Obrigada. - Zöe pegou a bebida. Impressão minha ou ela parecia encantada com aquela encenação toda do Daniel?

Tentei participar da conversa. Lena tentou quebrar meu gelo. Ela não fez cena, nem nada. Porém, continuei com a cara fechada enquanto observava os três conversarem animadamente.

E Zöe não olhou para mim nenhuma vez. Toda sua atenção voltada pra Daniel, que já estava com vontade de encher de porradas.

- Vamos dançar, Zöe? - Ele pediu quando uma música lenta começou a tocar. Alguns casais já estavam na pista dançando colados.

Eu quase engasguei com a minha bebida.

- Vamos. - Ela disse e Daniel a conduziu para a pista. Eu acompanhei os dois com os olhos, imóvel como uma estátua.

- Vamos dançar, Roman? - Lena convidou, me assustando. Me senti envergonhando em encarar o casal e desviar o foco na Lena. Ela não merecia aquilo.

I have a tale to tell.

Sometimes it gets so hard

to hide it well.

I was not ready for the fall

Too blind to see the writing on the wall.

- Vamos... - respondi automaticamente, deixando Lena feliz. A conduzi até a pista, há alguns metros de onde estava Zöe e Daniel. Não consegui parar de encará-los.

A man can tell a thousand lies

I've learned my lesson well

Hope I live to tell the secret I have learned

Till then it will burn inside of me.

Lena conversava comigo, mas as palavras eram completamente aleatórias. O casal parecia bem entrosados.

As cenas a seguir foram impulsivas. Larguei Lena no meio da pista e fui em direção ao Danel que estava prestes a beijar Zöe. Puxei ele para bem longe, chamando atenção das pessoas ali. Percebi a besteira que fizera quand0 Zöe me empurrou e foi em direção ao meu amigo.

Senti as pessoas me encararem. Lena me olhava chateada. Sem pensar duas vezes, sai correndo dali.

(...)

Zöe parecia uma criança enquanto corria pelo (parque) rindo. Na verdade, parecíamos duas crianças brincando de pega-pega. Por ser mais forte e rápido, eu estava quase ganhando a corrida.

- Te peguei! - A agarrei por trás, rindo também. Coloquei ela no chão e ela virou-se para mim.

- Parabéns, você ganhou. - Me cumprimentou sorrindo. Eu correspondi e balancei a cabeça. Aquilo era apenas uma condição ou Zöe queria apenas brincar um pouquinho?

- Agora, senhorita Bernstein... - agarrei ela pela cintura e pude sentir o cheio floral que emanava dela e me deixava louco. - Sim ou não?

Ela sorriu misteriosa, me deixando agoniado com aquele suspense todos. Acho que sabia a resposta, mas a espera já estava me matando.

- Eu aceito. - Ela disse por fim, me fazendo respirar aliviado.

Sorri e a agarrei, girando-a no ar. Minha felicidade estava completa. Não faltava mais nada.

(...)

- Desculpa, Roman... eu esqueci - Zöe parecia se sentir culpada, mas eu não ligava.

- Agora não interessa mais. - Cortei ela indo em direção a porta. A chuva havia aumentado, os raios cortando o céu de Dortmund.

- Você está sendo egoísta. - Ela veio atrás de mim. Eu subi na minha moto. Olhei para ela e dei uma risada amarga.

- Desculpa, mas não fui eu que esqueci de um compromisso.

- EU TINHA CRIANÇAS PARA CUIDAR, PORRA! ELAS PRECISAVAM DE MIM! QUAL O PROBLEMA DE VOCÊ ACEITAR ISSO?? - Ela gritou.

O rosto dela molhado pelas lágrimas que misturavam com a chuva que caia impetuosamente.

- Talvez esteja sendo egoísta mesmo. - Eu disse friamente. - Nos falamos depois, Zöe. - Sem dar tempo de ela responder, coloquei o capacete e sai disparadamente.

(...)

Abri os olhos assustados. Minha cabeça parecia girar com aquela avalanche de lembranças. Sentia um peso no meu corpo e pude observar Zöe dormindo em meus braços. Sorri. Ela parecia um anjo.

Tomando cuidado para não a acordar, me afastei e sentei na cama. Esfreguei o rosto com as mãos... o acidente ainda estava vivo ainda na minha mente. Um clarão e depois as trevas. E uma prisão invisível que lutara para sair durante quatro anos.

E conseguira. Estava livre.

 Lembrei de Nastassja de como havia sido fraco em me sentir atraído por ela durante uma das minhas brigas com Zöe. E como deixei ela entrar na minha vida depois do acidente? Eu devia estar maluco.

Observei meu braço tatuado. Muitas mensagens e desenhos aleatórios, uma imagem de Cristo me remetia as crenças aprendidas desde pequeno com meus pais, de que a fé podia curar e fazer milagres. Os anos passaram e eu acreditava naquilo. Que talvez um dia ela me ajudaria a volta a ser o que era. E talvez aprendesse com meus erros, pois foi por causa deles que o acidente aconteceu. Fora culpa minha.

- Roman... - Zöe sussurrou abrindo os olhos. - Tudo bem? Aconteceu alguma coisa?

- Nada... só perdi o sono.

- Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acaba; havendo profecias, desaparecerão; havendo línguas, cessarão; havendo ciências, passarão. Agora, pois permanecem a fé, a esperança e o Amor. Porém o maior deste é o Amor - Zöe falou e eu virei para ela. Ela estava olhando para as minhas costas. - Profundo isso. - Ela apontou para a tatuagem de escritas na minha lombar. - Você sempre foi muito... cristão.

- Eu sei - suspirei. - E isso não me ajudou com os meus defeitos.

 - Todos temos defeitos, eu já disse. - Ela me abraçou por trás e beijou meu ombro. Podia sentir o perfume dela e o calor do corpo que me fazia tão bem.

- Eles poderiam sumir depois do acidente, mas ficaram presos no meu inconsciente. - Eu apontei para minha cabeça.

- É que sua cabeça lembrou que você é um ser teimoso demais para deixar-se esquecer. - Ela falou bagunçando o cabelo.

Abracei ela de volta e ela se aninhou ao meu corpo. Ainda tínhamos muito o que conversar, mas eu queria aproveitar mais esse momento de tê-la nos meus braços.

- Na noite do acidente... - eu comecei a encarando. - Eu briguei com você. Fui um idiota, me desculpe.

- Tudo bem. Foi um impulso seu. - Ela respondeu tentando me acalmar, mas eu sabia que ela carregava uma certa culpa por isso. O que era injusto. Eu era o principal culpado.

- Eu nunca quis terminar com você, mas eu pensei nisso quando fui embora... acho que deixei para fazê-lo depois do acidente.

- Não vamos falar mais disso. - Ela posou a cabeça no meu ombro, mas ela levantou-se um súbito me encarando... – Espere aí, como você... Como sabia que queria terminar comigo? - Dei de ombros. - O que mais você se lembrou?

Não respondi, apenas sorri e disse:

- De tudo. Lembro que Daniel estava de olho em você na festa da escola, do meu gato que morreu, do nosso pedido de namoro... e de como fui um idiota de te deixar.

- Você reclamou do meu vestido! - Ela cruzou os braços.

- Estava muito decotado, Zöe.

- Machista! - Ela me deu um tapa no meu obro e fiz careta; ela sorriu. - Você voltou! - Confirmou com uma voz emocionada.

- Eu nunca fui embora, Zöe. Eu apenas estava preso e querendo voltar a ser o que era... apenas um pouco melhor. Menos ciumento, menos inseguro.

Ela deu um gritinho e me abraçou e nós dois caímos na cama.

- Você não sabe o quanto eu esperei por isso - ela admitiu, acariciando meu rosto. Quatro anos... eu tentei superar, mas eu te amo e sei que jamais amarei ninguém dessa forma.

Ouvir aquilo me deu uma paz que eu nunca pensava que existiria. Era como se tivesse voltado para a casa depois de algum tempo perdido. Eu havia me encontrado. Graças a Zöe, eu estava de volta.

- Eu também te amo, senhorita Bernstein. E prometo de amor até a eternidade... ou além dela.

- Prometemos nos amar para sempre. - Zöe me abraçou pelo pescoço.

- Prometemos. - Eu confirmei antes de beijá-la. Talvez aquela promessa nem era preciso fazer. Mas era sempre bom reforçar.

 


Notas Finais


Vestido da Zöe: http://g01.a.alicdn.com/kf/HTB1Uxc1IpXXXXb7XpXXq6xXFXXXn/A-linha-frisada-verde-vestidos-com-cintas-de-espaguete-frisada-Embellished-vestidos-de-festa-curto.jpg
A música na festa é "Live to Tell", da Madonna. Amo.
Sim, Roman Bürki is back! \o/ (faz dancinha).
É isso, gente. Agora é só o epílogo e fim.
Até lá e obrigada pelos comentários.

Juh.


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