História Love Me If You Can - Capítulo 60


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Corridas Ilegais, Drama, Gangster, Lesbicas, Máfia, Segredos, Yuri
Visualizações 608
Palavras 3.544
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, FemmeSlash, Ficção, Luta, Mistério, Orange, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yuri
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Hey Mafiosos :3

Nem demorei tanto dessa vez :v
O capítulo tem música, só pra dar um clima especial... A música é Arctic Monkeys - Old Yellow Bricks
Pessoas, eu criei uma playlist com as músicas da fic no Youtube, então se quiserem dar uma olhada, vou deixar o link junto com a música ^-^

Boa Leitura ^-^
(Desculpem qualquer erro)

Capítulo 60 - Baile de Máscaras (Parte 1)


Fanfic / Fanfiction Love Me If You Can - Capítulo 60 - Baile de Máscaras (Parte 1)

Quando chegamos, podia-se escutar uma música alta vinda de dentro do salão.

Depois de dois séculos, nossas “princesas” finalmente terminaram de se ajeitar – depois da Rachel ameaçar amarrar os dois numa cadeira e raspar o cabelo de ambos, e da Luna ter um ataque de risos após ver a cara de desespero dos dois. Idiotas. Nos separamos e viemos em dois carros, Adrian e Anna no carro da maior e eu, Robert e Caleb no carro do moreno. Já que nos separaríamos lá dentro, resolvemos já chegar e fingir que não nos conhecemos.

Quando finalmente chegamos, o local não tinha nos decepcionado. A decoração pelo lado de fora lembrava muito o estilo dos cassinos dos anos 70, paredes douradas e vários holofotes deixavam o lugar ainda mais brilhante e luxuoso. Logo na entrada percebemos que nossa missão seria difícil, já que seguranças estavam parados na porta e outros sondavam o local e também tinha várias câmeras espalhados por lá. Se o lado de fora já é assim, imagina por dentro. Mas parece que isso não intimidou o Caleb, que sorriu travesso ao ver o que teria que enfrentar, Isso me fez imaginar o sorriso que as duas loiras devem estar dando agora, já que elas não só passavam por muitas coisas difíceis, como elas também amavam a sensação da adrenalina correndo pelas veias, ou seja, amam o que fazem... E admito que eu também. Então assim que chegamos a porta, o sorriso já não era uma exclusividade do Caleb, pois até o Robert parecia estar empolgado.

Mostramos os convites – que a Luna arranjou não sei como, mas não questionei, até porque, ela parece conseguir de tudo – para os seguranças, que nos analisaram por poucos segundos antes de nos deixar entrar. Quando demos o primeiro passo para dentro do lugar, percebemos o nível das pessoas que estavam lá, homens andavam imponentes com seus paletós caros e suas máscaras detalhadas, já as mulheres desfilavam pelo salão como se estivessem em sua passarela particular, exibindo seus caros vestidos e máscaras brilhantes e chamativas. É claro que não estávamos diferentes deles, éramos de uma das máfias mais conhecidas do mundo e tínhamos muito dinheiro – mesmo que eu não me orgulhasse de onde tiraram ele. Robert usava um terno de linho cinza e uma máscaras simples também cinza que cobria até um pouco acima do nariz, e tinha os cabelos jogados para trás formando um belo topete, ele calçava um sapato social cinza que combinava bem com o terno; já o Caleb vestia uma calça skinny preta, uma camisa gola V branca e por cima um blazer preto, nos pés ele calçava um sapato social preto de couro e os cabelos estavam levemente arrepiados, lhe dando um charme inegável. Ele usava uma máscara azul marinha que era bem parecida com a do Robert.

Já eu, estava um pouco mais simples que a Adrian, mas nem por isso menos bela. Usava um vestido preto de alças finas que ia até um pouco acima dos joelhos e era bem colado até a cintura onde tinha um cinto dourado com alguns detalhes brilhantes, depois disso ele caia em uma saia rodada; eu calçava uma bota de salto agulha, e tinha os cabelos lisos caindo em cascata pelos ombros, já que a Lisa insistiu que queria os deixar meio ondulados já que eles eram lisos – e de acordo com ela – sem graça. E no final das contas, ela não estava errada já que eu fiquei ainda mais bonita assim. Minha máscara, assim como o cinto, era dourada e bem mais caprichada que a dos rapazes, pegando apenas a região dos olhos e seu aspecto bem detalhado lembrava muito renda.

- Esse é o momento em que nos separamos? – Caleb perguntou próximo ao meu ouvido, já que ele estava um pouco atrás de mim.

- Sim, vamos até o bar pedir uma bebida, você finge que se incomoda por ser a vela do trio e se afasta. – Repassei o plano.

O nosso plano consistia basicamente em nos separarmos e procurar. Eu e o Robert estamos fingindo que somos um casal, enquanto o Caleb é o amigo vela que em algum momento vai se incomodar com isso e se afastar – para procurar. Eu e o Robert estamos de mãos dadas e seguíamos para o bar com o moreno a tira colo, enquanto desviamos de vários convidados e garçons que passavam servindo bebidas e alguns salgados, no entanto, quem quisesse algum tipo de bebida mais elaborada poderia ir até o bar e pedir, E era exatamente o que estávamos indo fazer. Como o que estava sendo distribuído pelos garçons era apenas bebidas alcoólicas, tínhamos que ir até o bar para pegar refrigerante ou suco, já que como estávamos ali a “trabalho” não poderíamos nos dar ao luxo de ficarmos embriagados.

Quando paramos em frente ao bar, um rapaz nos atendeu e eu pedi duas Pepsi; claro que ele nos olhou um pouco estranho porque naquelas festas o que mais se via eram pessoas bêbadas – mesmo que isso não gerasse problemas, pois sempre tinham pessoas prontas para resolver esse tipo de situação – mas não falou nada e nos entregou nossas bebidas.

- Olha, eu acho que vou dar uma volta! – Caleb disse emburrado, entrando no papel.

- Para que? Acabamos de chegar, podemos ir juntos! – Fiz um pequeno draminha e segurei o braço dele para impedir que ele se afastasse.

- Eu não quero ser a vela aqui. – Ele se soltou e sorriu – E além do mais, já vi uma bela morena e acho que vou falar com ela. – Ele balançou um pouco a cabeça na direção do andar de cima, onde se via o único corredor que era visível do andar de baixo, que era o que levava a grande varanda e onde ficava os banheiros.

Nele eu pude ver uma garota de cabelos castanhos claros, que usava um longo vestido dourado e parecia estar estressada, já que andava apressadamente em direção a varanda. Só podemos reconhecer a mulher como sendo Diane, porque parecia que tinha caída algo nos olhos dela – já que ela os coçava constantemente – e ela teve que tirar a máscara.

- Boa sorte então, cara. – Robert deu alguns tapinhas nas costas dele em gesto cordial – E não a deixe escapar! – O verdadeiro significado daquela frase, só era visível para nos.

Caleb sorriu e se afastou indo em direção a grande escada que levava ao andar de cima, nos deixando para trás.

- O que faremos? – Robert perguntou baixinho no meu ouvido, enquanto fingia que acariciava o meu rosto.

- Adrian só não quis nos dizer o que realmente precisávamos fazer. – Falei bem próxima ao rosto dele, com nossos lábios quase se tocando – No entanto, é obvio que vamos apenas ficar aqui de vigia caso alguém suspeito apareça. – Dei lhe um selinho e aproximei meus lábios do ouvido dele – O que eu duvido muito que seja fácil, já que todos estão de máscara, mas não é impossível. – Beijei o local e me afastei, o arrastando pela mão até o salão, abandonando nossos copos de refrigerante quase cheios em cima do balcão.

Aquela demonstração de carinho em público não foi nenhum tipo de sacrifício para nos dois, porque assim como dois atores que precisam se beijar para entrar no papel, entendemos que aquele é nosso trabalho e que aquilo é necessário. Nosso forte laço de amizade ajuda bastante, já que em várias ocasiões eu cheguei a dar selinhos nele para provocar a Lisa, e ele apenas ria porque assim como eu, para ele aquele gesto era banal.

Andamos meio que sem rumo, já que não achávamos nada de interessante naquele monte de gente esnobe. Mesmo com a música alta, o som que predominava no local era dos grupos de homens que falavam gritando, conversando sobre qualquer merda e tendo as mulheres – uns dez anos mais novas – postas ao lado deles como se fossem troféus brilhantes que eles compraram. Isso é decadente para qualquer um, pensei e revirei os olhos com isso, Que merda, hein.   

Vocês já ouviram falar que gêmeas tem um tipo de sentido especial entre elas? Eu nunca acreditei nessa merda, mas aquilo se mostrava cada vez mais real toda vez que eu estava no mesmo ambiente que a minha gêmea. Parei de andar de repente, deixando o Robert confuso, no entanto eu me sentia sendo observada e tenho certeza que não era por qualquer pessoa; comecei a procurar da onde vinha aquela sensação correndo os olhos pelo lugar e parando bem em cima de outro par de olhos, Dourados. Uma silhueta muito parecida com a minha, estava parada no topo da escada atraindo vários olhares curiosos para ela, mas o único que ela correspondia era o meu. Sorri ao constatar que não importava o quanto qualquer pessoa negasse, eu e Camile éramos irmãs e sabíamos disso, Talvez mesmo antes de nos conhecermos!

Ela desceu as escadas devagar, tendo o corrimão como apoio, já que o vestido longo e o salto não ajudavam muito. Me virei para Robert e disse antes de largar a mão dele.

- Eu vou ajuda-la. – E antes que eu pudesse correr até ela, ele segurou o meu braço.

- Por que? Quem é ela….? Na verdade, como sabe quem está por baixo daquela máscara? – Perguntou confuso.

- Camile, e eu não sei... Só sei que sei que é ela! – Me soltei e corri até a escada, empurrando várias pessoas que estavam pelo caminho, Minha frase fez algum sentindo? Não, mas dane-se.

Cheguei a escada quando ela já estava na metade do caminho, Para vocês verem o quão lerda ela estava sendo, e estendi minha mão, que ela prontamente agarrou. Camile estava linda e isso era um fato, ela usava um longo vestido vinho de alças finas, que era soltinho mas em uma escada, com certeza dificultava os movimentos; o vestido tinha alguns detalhes dourados que combinavam com a máscara igualmente dourada que era – incrivelmente – parecida com a minha. Nos pés ela calçava um belo salto agulha dourado, que só estava complicando mais a descida.

- Isso é algum sentido de gêmea ou algo do tipo? – Perguntei quando finalmente chegamos ao térreo.

- O que? – Ela me olhou confusa.

- Você não pode estar no lugar que eu, que já sinto sua presença e claro que tem o fato de que quase todas as vezes que nos encontramos – Eu a encarei divertida – estamos combinando. – Apontei para nossas máscaras e ela sorriu.

- Eu li algo sobre em uma revista de pesquisas, talvez seja real. – Ela respondeu no mesmo tom divertido.

Sem dizer nada, eu comecei a puxa-la na direção em que o Robert estava e ela não pareceu se importar com o fato de que ainda estávamos de mãos dadas. Essa nossa cumplicidade me assusta as vezes.

- Boa noite, Camile. – Robert cumprimentou casualmente, estendendo a mão, mantendo o papel.

- Olá... Robert? – Ela segurou a mão dele e perguntou confusa, talvez não tenha gravado ainda o nome de todos. Ele apenas confirmou com a cabeça antes de tomar um gole do seu champanhe, Parece que alguém não entendeu a ordem de não beber nada alcoólico naquela noite – O que fazem aqui? – Ela nos olhou confusa.

- Ora, um casal não pode ir mais a bailes para quer dançar um pouco a moda antiga? – A cara de confusão dela só aumentou, mas quando eu segurei a mão do Robert e dei um selinho nele rindo de forma divertida, ela parece ter percebido que só estávamos encenando – E você irmãzinha, o que faz aqui mesmo depois dos meus avisos sobre essa região estar perigosa? Você sabe... Está havendo muitos assassinatos ultimamente! – Perguntei de forma acida e ela logo percebeu o porquê do meu ataque repentino, já que assumiu uma posição ofensiva.

- Somos gêmeas, então você jamais poderá me proibir de fazer algo por idade, porque você não manda em mim! – Assim como eu, ela não é de deixar as coisas baratas – E no final, o real perigo só existe para você! – Aquela resposta chegou a me abalar um pouco, mas eu nunca admitiria isso.

- Me sinto um pouco traída de nossa tia só ter lembrado de ter entregue o convite para você, fui esquecida pela família por acaso? – E assim como eu, ela se sentiu abalada com aquilo. Talvez ela não esperasse que a Luna descobrisse que ela tinha sido convidada diretamente pela anfitriã da festa.

- Como você? – Ela soltou minha mão e tentou analisar o meu rosto, mas só obtive um sorriso debochado da minha parte.

- Assim como algumas pessoas recebem informações de passarinhos encantados, eu consigo as minhas com a lua. – Ela não precisou de nem um segundo para entender a minha piada infame. Sim, nisso éramos muito parecidas. – Agora, poderia me dizer onde está nossa tia? Eu queria muito reencontra-la, não sei se sabe, mas eu nem me lembro mais a última vez que a vi!

De repente, o semblante dela mudou completamente, ela parecia estar preocupada com algo e eu temia que não fosse comigo; com certeza ela imaginava que por baixo do meu vestido, em algum lugar eu escondia uma arma, E ela tinha razão.

- Você sabe, nossa tia é muito ocupada! – Ela tentou recuperar a postura, mas a voz dela denunciava o nervosismo.

Uma agente do FBI não deveria saber disfarçar isso melhor?

- Durante tantos anos ela sempre tentou entrar em contato e eu sempre me recusei, espero que ela não guarde rancor disso! – Abaixei minha cabeça fingindo tristeza, mas logo levantei-a e sorri – Mas finalmente chegou o dia em que tenho que conhece-la!

Eu sabia que todas as pessoa ao nosso redor estavam alheias a nossa conversa, mas manter aquele teatrinho já estava se tornando algo divertido para mim, a busca por respostas para os meus questionamentos já estava se tornando uma tarefa complicada para ela e cada vez mais ela se via sem saída.

- Eu entendo o seu desejo, mas precisa entender que ela é a anfitriã da festa e precisa garantir que tudo corra bem! – Ela tentou dar um fim as minhas investidas, mas mal sabe ela que eu estou aqui só para isso.

- Tenho certeza que ela tem muitas pessoas para fazer isso, assim como teve muitas pessoas para correr atrás de mim. – Sorri cínica, A cada tapa dela, eu dou uma voadora!

- Bem... mas... – Ela foi salva pelo celular tocando, que estava entre os seios dela – Fala... Sim... Claro, eu já estou indo! – Ela desligou o celular e colocou no mesmo lugar – Elise, você está cometendo um erro! Você está um passo atrás de tudo, até da verdade! – Ela segurou nos meus ombros e disse de maneira desesperada, sem se preocupar se estava chamando atenção ou não.

- Camile. – Disse de forma calma e baixa, assustando tanto ela quanto o Robert, que estava apenas observando a nossa interação – Vocês acham que eu estou perdida nesse jogo, que você, minha tia, o Franco e a Adrian sabem de tudo e estão um passo a minha frente, mas entenda. – Encostei minha mão no rosto dela e comecei a alisar a bochecha com o polegar, enquanto aproximava meu rosto do ouvido dela – Quando o xeque-mate chegar, vocês perceberam a verdade, eu estou no jogo de vocês, mas vocês estão dançando a minha dança: uma valsa lenta e ritmada que está tendo o ritmo ditado por mim! – Dei duas leves batidinhas no rosto dela antes de me afastar e voltar a segurar a mão do ruivo.

Os dois pareciam estar perplexos, eles com certeza não entenderam o que eu quis dizer e tenho certeza que tão cedo entenderiam, afinal, como eu falei, quando o xeque-mate acontecer todas as máscaras vão cair e todas as verdades serão ditas! Eu estou tão profunda ultimamente! Quando Camile finalmente recobrou a consciência, ela correu em direção as escadas, subindo sem nenhum problema... Pera... Essa filha da puta me enganou?

- Lise. – Robert me trouxe a razão, quando me mostrou meu celular que tocava, já que pedi para ele guardar o aparelho no bolso da calça, pois não quis trazer bolsa.

Engraçado que os celulares aqui só tocam em momentos convenientes. Quando olhei a tela, vi que quem estava me ligando era a Luna.

- Fala.

- Como estão as coisas ai? – Ela foi direta e parecia estar um pouco preocupada.

- Eu e o Robert estamos bem, desde que chegamos não vimos a Adrian nem a Anna e já faz um tempo que não vemos o Caleb. – Expliquei a situação e escutei ela bufar do outro lado da linha – O que ouve?

- Faz um tempo que não consigo falar com a Adrian, já estou começando a ficar preocupada!

- Tenha calma, até parece que não conhece a cabeça dura da sua irmã! – Tentei acalma-la, o que não deu muito certo.

- De qualquer forma ela é minha irmã, Lise, não consigo simplesmente deixar pra lá! – É estranho ver a Luna preocupada.

- Okay, eu e o Robert vamos dar uma procurada e depois eu ligo! – Propus.

- Só tomem cuidado!

- Claro. – Desliguei o celular e observei o meu decote, Se ela consegue, eu também devo conseguir! Sobre o olhar curioso do ruivo eu escondi o meu celular em meu sutiã – Precisamos procura-las!

- Isso não é meio desnecessário? – Ele perguntou ainda me olhando de maneira estranha.

- Sim, mas se não fizermos a Luna me mata! – Suspirei – Você vai atrás do Caleb e eu vou subir e ir atrás das duas! – Ele apenas assentiu com a cabeça e como íamos na mesma direção, demos as mãos e fomos até a escada.

[Play Música]

Quando chegamos no primeiro andar, eu dei um último selinho nele antes de ir ao corredor oposto a varanda. Não é como se eu tivesse um plano do que fazer... Porra!

Vi que um garçom ia mais à frente com duas bandejas, uma com salgados e outra com duas taças de vinho. Suspeito. O segui pelo grande corredor de poucas portas, até que ele finalmente chegou ao final e quase deixou as bebidas caírem quando esbarrou em alguém, a loira prontamente pediu desculpas e continuou a caminhar em minha direção. Adrian.

You are the fugitive but you don't know what you're running from

You can't kid us and you couldn't trick anyone

Houdini, love, you don't know what you're running away from

(Você é a fugitiva, mas você não sabe do que você está fugindo

Você não pode nos enganar e você não conseguiu enganar ninguém

Houdini, amor, você não sabe do que você está fugindo)

- O que faz aqui? – Ela perguntou confusa.

- Sua irmã me ligou desesperada porque não conseguia falar com você! – Me estiquei um pouco para olhar por cima do ombro dela para ver se conseguia ver o garçom, mas ele já tinha sumido – E agora, se me der licença. – Me abaixei e tirei minhas botas – Preciso ir.

- Tome cuidado! -  Ela gritou e eu virei a cabeça mandando um beijo pra ela, que sorriu.

Virei no corredor a direita que era a direção que eu vi o garçom ir, mas ele não estava mais ali. Aproveitei que estava sem minhas botas e comecei a correr, estranhando o fato de que aqueles corredores estavam vazios, Até sem seguranças? Quando no final do corredor, virei a esquerda, vi várias janelas que davam para o gramado de trás, e nele eu vi duas pessoas em frente ao lago artificial. Uma delas eu sabia que era Camile, mas a outra eu não conhecia. Francesca!

Eu não sabia como chegar lá em baixo sem descer novamente pelas escadas principais, no entanto, o garçom com certeza sabia. Comecei a correr novamente pelos corredores vazios, até que o vi abrindo uma porta no final de um corredor e a fechando logo em seguida, dei um tempo para finalmente abri-la e dar de cara com uma escada que deveria levar até o jardim. Fechei novamente a porta e desci correndo, sendo parada somente pela outra porta que tinha ao final da escada, respirei fundo e a abri, vendo o garçom servindo as duas que agora estavam sentadas em um banco de madeira.

Quando comecei a caminhar em direção a elas, o único a notar minha presença foi o garçom que imediatamente sacou uma arma e apontou para mim, mas minha reação não demorou muito para vir, já que em poucos segundos larguei minhas botas no chão, levantei um pouco o meu vestido e peguei a pistola que estava presa em minha coxa por uma liga.

- Fique parada ai! – O garçom gritou, assustando as duas mulheres que imediatamente se viraram e quando me viram, tenho certeza que ficaram pálidas.

- Eli..se? – Camile, já sem a máscara, parecia estar vendo um fantasma, e a reação da nossa tia não era diferente.

- Você realmente é a cara da sua mãe, Lise. – A voz doce de minha tia, por algum motivo, me deixou muito mais irritada.

- Pra você é Elise, Elise Bussie. – Sorri com escarnio – A cavalo das peças negras.

- Você é um peão! – Camile parecia já estar um pouco mais recuperada, diferente da tia.

- Não, eu acabei de me autopromover! – Sorri – E com certeza não é um prazer te conhecer, tia!

A partir de agora eu sou uma Cavaleira!

Promoção: Cavalo


Notas Finais


Música (Playlist): https://www.youtube.com/watch?v=dw0cvFJeu7Y&list=PLTyLsyB4P2Z6QagP122A-7mDDGC2fRJ4J&index=19

O encontro finalmente aconteceu, TAN, TAN, TAN.... Sinto o cheiro de treta (sou retardada) :v
Se quiserem comentar fiquem a vontade :)

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Até a próxima, bye :3


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