História Love me or Leave me - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Fairy Tail
Personagens Gray Fullbuster, Lucy Heartfilia, Natsu Dragneel
Tags Fairy Tail, Gruvia, Lucy, Nalu, Natsu
Exibições 158
Palavras 2.807
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Capítulo Três


Depois de tudo que Gray havia me dito, minha existência tinha se resumido a algo muito ruim, eu pensava em Lucy o tempo todo. Eu pensava em nós e em mim, eu lembrava do jeito que eu costumava ser não só com ela mas com todos. Eu só não conseguia lembrar em qual momento eu havia me perdido.

A empresa me consumiu, eu sei. Talvez seria porque eu antes não tinha um cargo tão alto e não sabia que era aquela ambição de ser o melhor sempre.

Estar à frente de uma empresa poderia transformar uma pessoa e talvez fosse isso que tivesse acontecido comigo.

Eu também sabia que não era uma desculpa. Não importa quanto tempo de trabalho eu tivesse ou quão estressante fosse aquilo, eu tinha um casamento, eu tinha uma esposa independente de qualquer coisa.

Um esposa incrivelmente linda.

Haviam-se passado duas longas semanas sem eu ter nenhum contato com Lucy. Gray também não queria mais nem olhar na minha cara e eu conseguia ainda sentir a fúria do garoto em meu rosto.

Essas duas semanas passaram-se lentamente, me maltratando da maior maneira porque tudo parecia um grande borrão. Eu me perguntava como tudo tinha desmoronado assim tão rápido.

Mas a verdade era que, para mim, tinha sido rápido mas para Lucy não. Eu costumava não estar mais me importante, eu só mergulhei na diretoria da empresa e tudo se resumia a ela, eu sabia que meu casamento estava se desgastando mas não parecia uma prioridade. Por isso o sentimento de que tudo explodira rápido e de uma só vez.

Mas quantas vezes Lucy havia aguentado tudo aquilo? Quantas vezes eu a via me esperando chegar em casa e eu apenas a ignorava? Quantas vezes eu sentia-a agir tão cuidadosa para me agradar e conseguir melhorar as coisas? Eu tinha consciência disso mas não me importava e agora tudo me faz sentir uma péssima pessoa, um lixo que conseguiu perder um ser humano maravilhoso.

Lucy é o sonho de qualquer pessoa e eu a deixei ir.

Ela é o sonho porque além de bonita, tem o melhor caráter que alguém poderia ter, tem uma personalidade linda e trata todas as pessoas tão bem.

Eu perdi noites a admirando e isso eu lembrava com um sorriso no rosto porque no outro dia eu acordava tão cansado e ela nem entendia o porquê mas era por ter passado todo o tempo observando seu rosto e seu corpo.

Os cílios tão longos e pretos destacados naquele rosto macio, seus lábios tão bonitos e cheinhos onde sempre ficava formado um pequeno bico, seu cabelo que quando estava grande caia pelo seu rosto quando ela não prendia em um pequeno coque. Ela é a forma humana da delicadeza. Seu corpo pequeno e magro com todas aquelas curvas, tudo muito perfeito.

Mas agora eu olhava pro nada, sozinho.

Depois de uma semana eu parei de ir a empresa e eu sabia que estava tudo sob controle, eu tinha uma ótima equipe que faziam tudo muito bem, em outro caso eu ficaria louco de abandonar a empresa apenas por um dia só mas agora eu não posso me importar menos.

Veja bem, eu procurei Lucy. Eu fui até a casa dos seus pais mas eles não me disseram absolutamente nada, até mesmo Layla que sempre gostou tanto de mim, me olhou com um olhar magoado e pediu para que eu saísse dali de forma educada.

Eu fui a todos lugares que eu podia me lembrar que Lucy já tinha estado, lugares importantes para ela ou para nós dois.

Eu cheguei a ir até a escola que ela ensinava e interceptei uma criança de uma forma meio maníaca, eu só queria que Juvia não me visse ali mas a garotinha me fez o favor de sair correndo e gritando pelo pai, eu não tive outra escolha a não ser sair rápido dali também.

E agora eu via tudo escorrendo pelos meus dedos e me sentia imponente, tinha esgotado todas as formas de tentar algum contato.

Eu ligara também, tantas vezes mas parei quando encontrei o celular dela jogado dentro de uma gaveta, me indicando que ela não seria encontrada de forma nenhuma.

Até mesmo havia chorado para minha mãe e havia dito que eu era uma péssima pessoa.

Ela concordou.

Ela ficou irritada e triste comigo, eu também havia me desligado um pouco dos meus pais mas ela parecia entender isso por conta do trabalho puxado, porém não admitia que eu fizesse o mesmo com Lucy que estava comigo na minha própria casa.

E agora eu estava ali, sentado e sozinho em frente a pequena mesinha que tinha um Lucy sair dali a qualquer momento e vir sentar ao meu lado.

{Lucy}

Duas semanas.

Eu não poderia dizer que a vida estava boa mas estava mais tranquila.

Aquele famoso "a poeira tinha baixado", se encaixava em partes na situação. Eu ainda chorava as vezes deitada na minha cama e sentia uma falta descomunal de Natsu mas estava disposta a não fazer nada sobre isso.

Eu passava alguns dias bem e outros extremamente mal, como no dia em que minha mãe havia me contado que ele foi vê-la e tinha uma expressão triste ao procurar por mim. Meu pai odiou que a minha mãe abriu a boca para me dizer isso e eu sabia porquê.

Meu pai sempre me conheceu muito bem e tivemos uma relação muito boa, ele conseguia enxergar que eu só queria gritar e correr dali no exato momento para chegar até Natsu e dizer que eu o amava e sentia sua falta.

Mas eu não faria isso, eu não fiz. Eu apenas engoli em seco e digeri a notícia. Na mesma noite eu chorei a minha vida fora e quase não dormi me perguntando como ele estava e se sentia tanto minha falta também.

Tinha dias que eu acordava assim fraca mas tinham outros que eu acordava pensando que o que eu estava fazendo era porque ele merecia e se ele estivesse triste era porque ele quis aquilo e eu não deveria me sentir mal.

Juvia e Gray já sabiam onde eu ficava e vinha me visitar. Eu tinha saído do hotel e estava morando em um pequeno bairro afastado de tudo, numa pequena casinha que ficou como herança da minha avó para minha mãe.

Ninguém sabia dela a não ser meus pais, mamãe nunca quis vende-la ou colocar gente para morar nela porque deixou tudo do mesmo jeito de quando vovó morava ali. Ela sempre só ia manter o lugar em ordem mas nunca muda-lo

Como pouca gente sabia sobre isso, consequentemente Natsu não sabia também, nunca foi um assunto tocado lá em casa e eu nunca havia comentado sobre com ele também.

Então era ali que eu estava agora, Juvia e Gray me visitava aos finais de semana e me deixava por dentro de tudo sobre a escola, a família deles, e sobre a pequena criança deles. Nunca sobre Natsu.

Talvez eu tinha uma certa inveja deles, o namoro, o casamento a vida deles é tudo que eu sempre quis nada mudou desde que eram jovens o mesmo amor a mesma intensidade e eu me pego pensando porque comigo foi diferente? Eles tem uma filha maravilhosa e uma vida perfeita tudo que eu sempre quis para eu e Natsu.

Gray deixou escapar que ambos haviam brigado e eu fiquei irritada por aquilo, ele fez totalmente o contrário do que eu tinha pedido e isso me deixou extremamente enfurecida.

Ainda mais ao saber que ele havia batido em Natsu, tive que segurar com tanta força a pergunta que teimava em sair por minha garganta. "Natsu está bem?"

E era assim que eu passava meus dias, eu tinha plena consciência de que um dia eu teria que voltar a minha vida normal uma hora outra, onde quer que fosse, mas eu ainda não estava preparada.

Muitas pessoas acreditam que é um drama grande todos que sofrem por amor dessa maneira, sofrem por alguém e param toda sua vida e rotina para tentar se reerguer daquilo. Não é um drama, eles não sabem como estão errados. Perder um amor dói, se separar de uma pessoa que se ama pode te devastar por inteiro de dentro para fora, você começa a se sentir péssimo, seu corpo dói, tudo simplesmente passa a doer de uma forma insuportável que nenhum remédio inventado pela medicina possa curar aquilo. Só uma coisa pode ajudar e é exatamente aquela que está te mantendo distante. É uma via de mão dupla, aquilo que te faz mal é a única coisa que pode te consertar também. Não é um drama, é a realidade que só quem sente algum dia pode entender. Me diga, se alguém que você ama muito, alguém que já se tornou parte de você como uma continuação de um membro de seu corpo simplesmente é arrancado dali? Como se sentiria? É uma situação péssima e eu odeio passar por isso. Eu estava tentando não precisar de Natsu mas eu respirava ele e sentia cada parte do meu corpo implorando por ele, por contato, por seu corpo. Mas eu não o tinha.

Eu amava desenhar, se tinha algo que me fazia esquecer a realidade e me jogar de alma totalmente era isso. Mas até desenhar não parecia ter efeito quando eu começava a rabiscar e quando olhava para o papel eram pequenos olhos fechados e um sorriso grande demais no rosto que era a razão para que seus olhos se fechassem tanto assim. Eu sabia de quem era aquela expressão e porque inconscientemente era algo relacionado a ela que minha mão começava a desenhar os traços.

Eu definitivamente precisava de algo para me distrair, eu pediria ajuda a Gray nesse final de semana que ele estava chegando de novo para me tirar dali e me ajudar a ver cenários diferentes e pensar em coisas distintas.

Mas para hoje eu só voltaria a dormir e tentaria deixar tudo para lá.

{Natsu}

Mais um sábado, eu tinha me superado dessa vez. Eu me sentia um fugitivo ou alguém que estava fazendo algo muito errado. Eu estava na frente da casa de Gray dentro do meu carro, decidindo se eu descia ou não. Tinha vindo até ali fazer alguma coisa, me desculpar, tentar manter uma conversa sem nenhum soco envolvido, mas fiquei lá dentro com as janelas fechadas por uns longos 30 minutos.

Eu me perguntava se deveria ou não fazer aquilo até que me decidi que iria. Quando ia abrir a porta do carro, vi a porta da sua casa abrindo, de lá de dentro saía Gray com seu esposa Juvia. Juvia parecia que não iria sair junto até porque ainda estava de pijama mas se despedia de Gray na sua frente.

Gray carregava alguns livros empilhados em um braço e algumas sacolas em outro. Tentei apurar minha visão para identificar o que era e não consegui. Gray rapidamente entrou em seu carro e deu a partida em direção a não sei onde, mas eu iria saber.

Eu tinha consciência de aquilo era completamente insano mas na minha mente só me veio a palavra Lucy no momento. Se ele estava indo visita-la?

Eu não perderia a chance, iria junto. Não me importava agora se eu estava parecendo um louco tomando aquela atitude mas momentos desesperados precisam de medidas desesperadas então por isso eu o segui.

Passava-se um pouco das 10 horas da manhã quando finalmente Gray estacionou em frente a uma casinha.

O caminho foi bem longo e eu nunca tinha estado naquele local, eu tomei muito cuidado na ida para que o garoto não percebesse que estava sendo seguido mas foi quase impossível quando começou tudo a ficar muito deserto por ali, porém eu dei o melhor de mim.

Me compliquei um pouco com o cinto pelo nervosismo que eu estava, se tudo desse certo eu veria Lucy depois desse tempo sufocante. Formaram 3 semanas, era quase 3 anos para quem passava todos os dias na companhia dela.

Quando olhei para frente Gray não estava mais porém a casa só poderia ser aquela que ele parou na frente, eu sai do carro fechando tudo e respirando fundo antes de começar a andar até lá.

Não dei o primeiro passo quando senti meu corpo ser prensado contra a porta do carro e Gray com o rosto vermelho cheio de raiva me olhando como quem poderia me explodir.

"Você acha que eu sou burro, seu merda?" – Gray estava muito irritado, de um jeito que eu não tinha visto, eu não disse nada porque não queria piorar a situação.

"Realmente achou que eu não ia perceber você me seguindo? Jura que achava que estava sendo discreto? Estava igual um elefante no meio de um shopping, Natsu."

"Gray, eu estou desesperado, cara, qual é."

"Eu não acredito em você."

"Olhe nos meus olhos, você acha que eu estaria em um papel vergonhoso desse se eu não estivesse realmente sem saída? Você não consegue perceber? Cara, é só olhar para mim, eu estou um trapo." – Gray pareceu suavizar o aperto em minha roupa mas ainda continuava em uma posição defensiva.

"Eu procurei em todos lugares e não encontrei, minha ideia inicial era te pedir desculpas por tudo e depois pedir sua ajuda mas eu te vi saindo quando ia falar e eu simplesmente pensei que precisava ver a Lucy e te segui. Eu te imploro, eu faço o que você bem entender se me levar até ela."

"Não." – Gray desencostou de mim mas ainda me fitava com raiva.

"Merda, Gray, eu já procurei onde podia, eu não estou indo para a empresa, minha vida está ruim, eu só preciso vê-la, até de longe eu aceito." – Não era assim que eu queria mas eu aceitaria tudo a partir daquele momento.

"Natsu, Lucy é uma das pessoas mais importantes e ela está passando por uma barra, eu não vou deixá-lo faze-la sofrer novamente."

"Eu não vou, eu não quero prometer mas eu vou dar o melhor de mim, Gray. Eu não quero dar promessas mas sim ações, quero que ela volte a me enxergar como o cara que ela viu quando nós conhecemos, que a fez se apaixonar por mim. Eu só quero isso. Que me perdoe por eu ter errado por ela e quero assegura-la que sinto muito a falta dela e que faria qualquer coisa para que ela fique feliz ao meu lado." – Gray entendia o que eu estava falando, ele era apaixonado pela Juvia também e com certeza conseguia identificar meu desespero pôr a pessoa que eu amo.

"Ela não mora aqui nessa casa, eu vou te levar até lá. Me escute bem, eu a farei vir até a porta, você não vai chama-la e nem falar nada. Ficará quieto dentro do seu carro e quando eu for embora você irá também, eu vou estar de olho em você, não me apronte nenhuma." – Eu consegui respirar finalmente com aquilo e assenti rapidamente que faria tudo aquilo e o mesmo caminhou até seu carro sem nem me dizer nada, entrei no meu e o segui.

A rua não era mais tão distante daquela e logo chegamos a real casa de Lucy, novamente eu parei distante do outro e fiquei dentro do carro. Subi o capuz do meu moletom, não queria estragar aquele momento com Lucy me vendo.

Gray bateu na porta e demorou um pouco até ser aberta, meu coração quase saltou da boca e eu vi o braço de Lucy segurando a porta aberta.

Gray apontava para o carro e logo Lucy saia junto com ele até o mesmo.

Meu mundo parou ali, não existia mais nada além de Lucy Heartifilia e seu lindo rosto, não tinha mais Gray, não tinha carro e ela parecia caminhar em câmera lenta. Ela estava todo empacotada e parecia um bebê ali dentro da sua blusa enorme de moletom e a sua calça. Seus cabelos estavam cortados mas ainda continuavam grandes. Ela aparentava estar um pouco mais magra e eu quase sai correndo daquele carro para a colocar no colo e alimenta-la.

Ela e Gray pareciam olhar dentro do carro e Lucy tinha uma expressão boa, não chegava aquela que eu via quando ela estava feliz mas era algo. Provavelmente Gray estava mostrando-o os livros, ela era apaixonada por eles e com certeza deveria estar contente.

Eles pegaram os livros e as sacolas que Gray segurava antes e voltaram para casa, Lucy na frente de Gray que lançou um olhar para o meu carro enquanto a outra não via, eu só conseguia falar vários "nãos" dentro do carro porque aquele momento ia acabar, eu queria vê-la mais mas não podia. Gray já tinha feito o que disse que faria por mim.

Enfim, eles bateram à porta e eu fiquei ali parado sozinho, apenas olhando aquela casa e revivendo a imagem de Lucy na minha cabeça.


Notas Finais


o próximo capitulo é o ultimo :( aaah eu amo escrever ela e vai ser ruim dar adeus, mas espero que tenham gostado <3


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