História Love My Love - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias Once Upon a Time
Personagens Cora (Mills), David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Regina Mills (Rainha Malvada), Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Sr. Gold (Rumplestiltskin), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Emma Swan, Evil Queen, Fanfic G!p, Homossexualidade, Jennifer Morrison, Khristtynna, Lana Parrilla, Lesbicas, Morrilla, Once Upon A Time, Ouat, Regina Mills, Swan Queen, Swanqueen, Swen
Visualizações 684
Palavras 2.386
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Orange, Poesias, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


*Boa leitura!😘💞❤️️💋💘💗📖

Capítulo 7 - Perigo a Vista


 

-Como sabe que faço isso?

 

-Acha mesmo que eu sou besta, aquele dia vi sua calça suja de esperma.

 

-Então você conhece muito disso?

 

-Sim, afinal eu tenho namorado, ao contrário de você que ainda é virgem e precisa se masturbar. Em quem você fica pensando quando goza em suas mãos?

 

-Você.... é uma garota ruim. –Falou se afastando e Regina nem se atentou a resposta que recebeu. Emma saiu da casa indo para a varanda.

 

A morena, não estava conformada queria brigar com a outra, foi atrás dela e a segurou pelo braço.

 

-Não saia enquanto estou falando com você! –Disse autoritária.

 

-Solte meu braço por favor, não quero brigar!

 

-Mas eu quero!!

-Qual o motivo?

 

-Tudo, aquele maldito diário, estar nessa ilha e você.

 

-Estamos aqui a mais de um mês, construímos essa casa juntas, pescamos, procuramos alimentos, brincamos e hoje quer me ofender e me magoar, já deve ter percebido que gosto de você.  – Regina a soltou e involuntariamente sorriu, mas logo voltou seu semblante fechado.

 

-Eu te odeio! –Falou da boca para fora. Emma queria chorar, se afastou descendo a escada e saiu correndo pela praia, o bom era lua cheia que iluminava o lugar. Regina se chutou mentalmente por ser insensível.

 

-Não vai meu bebê, volta! –Falou baixinho, respirou fundo.

 

Emma correu até cansar e sentar na areia, seus olhos banhados pelas lágrimas, Regina não tinha o direito de a magoar sem motivos. Ficou ali soluçando com a cabeça apoiada nos joelhos.

 

A morena não aguentou, precisava se desculpar, foi em direção para onde a loira havia ido. Caminhou um pouco e a avistou sentada na areia, se aproximou e sentou ao lado dela.

 

-Vai embora Regina, você me odeia!

-Não é verdade Emma, gosto de você!

 

-Serio? Não parece, está mentindo deve ser porque não quer ficar só na casa.

 

-Não tenho medo de ficar sozinha lá, mas acredite, com você é bem melhor, mesmo que em silêncio.

 

-Você preferia seu namorado do que eu, aqui nesse lugar.

 

-Não seja ciumenta, prefiro você, é mais esperta do que ele, acho que se fosse nós dois já teríamos morrido de fome, você é minha salvadora. –Sorriu.

 

-Eu nunca tive uma namorada. –Falou de repente pegando Regina de surpresa.

 

-Sério?

 

-Sim, como é namorar sério com alguém e ter relações sexual?

 

-Então você é mesmo virgem?

 

-Sim! –A morena internamente se sentiu feliz em saber.

 

-Respondendo sua pergunta, namorar sério é meio chato.

 

-Chato por quê?

 

-Não sou apaixonada pelo meu namorado, ele é grudento e pega no meu pé, o legal é que muitas garotas querem ficar com ele por ser bem bonito, só que ele só tem olhos para mim! Não sei como é ter relação sexual, ainda sou virgem também. –Emma abriu maior sorriso enxugando as lágrimas.

 

-Verdade?

-Sim!

 

-Você me disse que era experiente.

 

-Não sou, apenas sei como é essas coisas de sexo porque tenho uma irmã, ela me conta dos casos dela, e eu aprendi lendo umas coisas a respeito, ia perder minha virgindade no aniversário dele, que foi semana passada.

 

-Ainda bem que está perdida nessa ilha comigo! –Sorriu.

 

-Lesa. –Empurrou a loira com o ombro.

-Você quis me magoar, qual o motivo?

 

-O motivo. –Pensou um pouco. -Um dia você vai descobrir.

 

-Quer ser minha amiga quando voltamos?

 

-Já somos amigas, Emma.

 

-Promete que ainda vai falar comigo e que não vai deixar a briga das nossas famílias destruir nossa amizade, que ainda é bem frágil?

 

-Prometo que quando voltarmos seremos amigas, talvez. Você me salvou quando se atirou no mar atrás de mim, nunca te agradeci, mas obrigada. –Puxou a loira para um abraço.

 

-De nada, sempre pode cair na água que irei te salvar. –Se desvencilharam do abraço.

 

-Você é louca sabia? Era para estar em sua casa, com certeza no maior luxo, optou por se jogar no mar atrás de mim.

 

-Não imaginei que isso poderia acontecer, mas me sinto feliz, afinal nos aproximamos e estamos nos conhecendo.

 

-Você sabe que poderíamos ter morrido?

-Sei sim, o bom é que estamos vivas.

 

-Estou com frio, vamos entrar?

-Quer que eu fique te abraçando?

 

-Você promete que não vai ter nenhuma ereção e espirar seu liquido em mim? –Sorriu tirando uma e logo sentou entre as pernas da loira que a abraçou por trás.

 

-Não, você fala coisas que me deixa constrangida, sabia?

 

-Mais cedo estávamos brincando e você ficou por cima de mim, parecia que íamos transar, senti uma coisa estranha bem aqui. –Pegou a mão da loira e colocou sobre sua barriga.

 

-Eu também senti. Desculpa se a desrespeitei de alguma forma?

 

-Tudo bem, você nem me desrespeitou, estava bem mole. –Sorriu, se Regina pudesse ver o quanto a loira estava vermelha.

 

-Menos mal, é sei lá, tenho medo que pense que sou alguma tarada.

 

-Você não é! Emma, nem me respondeu em quem pensa quando se masturba.

 

-Respondi sim, não fico fazendo isso que falou com frequência, foi apenas uma vez que pratiquei, um momento de fraqueza.

 

-Relaxa, acontece. Também sinto vontade de me tocar, principalmente quando estou para menstruar.

 

-Você faz?

 

-Sim, é raro, acho que só me toquei duas vezes.

 

-Hum, foi bom? Em quem pensou?

 

-Foi aqui na ilha uma noite dessas, acordei excitada.

 

-Pensou no seu namorado?

 

-Em alguém sarado com os braços que me atrai muito e os olhos mais lindo que já vi, bem bonito. E você? –Emma nem se tocou que Regina falava dela.

 

-Da vez que fiz, foi numa garota muito atraente, sexy, legal, ela deve ser bem cobiçada. –Regina sentiu ciúmes, nem notou que a loira falava dela. Ainda eram muito ingênuas a certas coisas.

 

-Acho melhor nós entrar, realmente apesar de seu abraço ser delicioso, esse vento gelado está fazendo minha pele enrugar.

 

-Vamos marrentinha, amanhã começo a trabalhar na nossa jangada.

 

-Irei te ajudar!

-Obrigada!

 

Levantaram, tiraram a areia de suas roupas e voltaram para a casinha. Entram no local, Regina apagou a luz e deitou ao lado da loira se achegando no corpo dela, sendo acolhida, primeira vez de colchinha. Regina se sentindo segura e Emma sorrindo com sentimentos inéditos. Ouviram o vento do lado de fora, o barulho do mar, Emma apertou mais a morena em seus braços, enfim foram vencidas pelo sono.

***

O dia clareou na pacata cidadezinha gelada do Maine. Mary havia sonhado com a filha, acordou mais animada. Levantou cedo e decidiu ir comprar ingredientes para o café da manhã, se arrumou e saiu, David e Neal ainda dormiam. Entrou no carro e seguiu para o supermercado mais popular da cidade, entrou no local, pegou um carrinho e seguiu pelo corredor pegando alimentos, num descuido seu carro bateu em outro, levantou a cabeça e se deparou com Cora Mills.

 

-Me desculpe! –Disse envergonhada pelo ocorrido.

 

-Tudo bem Sra Nolan. –Disse Cora tranquila, seguindo com seu caminho, antes de se afastar muito, Mary falou.

 

-Elas estão vivas! –Cora parou e se voltou para ela.

 

-Como sabe? –Mary se aproximou.

 

-Vi num sonho!

-Sonho?

-Sim!

 

-Quer tomar café comigo e me contar sobre esse sonho? –Mary e Cora eram duas mães desesperadas que estavam se apegando a todas as esperanças de terem suas filhas sã e salvas, deixando as diferenças de lado.

 

-Aceito, mas primeiro vou acabar de comprar umas coisas e colocar no carro, depois poderemos ir ao Granny’s, se a senhora quiser?

 

-Mas é claro, assim acabo de fazer minhas compras também.

 

As duas fizeram o que disseram. Cada uma entrou em seu carro e foram para o Granny’s, param seus veículos e saíram dos mesmos, entrando e chamando a atenção dos poucos moradores que estavam no local e ficaram alarmados ao verem elas juntas. Ignoraram os olhares e sentaram em uma mesa, uma jovem garçonete se aproximou com um bloquinho de notas nas mãos. Fizerem seus pedidos, a moça se afastou.

 

-Então Sra Nolan, me conte seu sonho?

 

-Foi o seguinte: vi minha filha sorrindo junto a sua, elas pareciam felizes, em alguma ilha deserta no pacífico.

 

-Felizes, minha filha e a sua? –Sorriu com ironia.

 

-Sim, elas tinham um filho, aliás um bebezinho! –Cora arregalou os olhos.

 

-Bebezinho? Impossível, esse seu sonho foi louco, são duas garotas perdidas, e faz pouco mais de mês que elas estão desaparecidas, e não existe a menor chance da minha filha se envolver com a sua e a engravidar.

 

-A chance da sua filha engravidar a minha não existe, mas da minha engravidar a sua sim! –Cora piscou três vezes sacudindo a cabeça.

 

-Meu marido está certo, quando diz que os Nolans são malucos. –Pegou sua bolsa tentando levantar.

 

-Não vá, minha filha é diferente, escute o resto do sonho! –Cora viu sinceridade.

 

-Ok, como assim sua filha é diferente? –Voltou a se ajeitar na cadeira.

 

-Ela é menina, mas possui algo de menino.

 

-Algo? Explique melhor. –Mary pediu para Cora se aproximar mais. Num sussurro falou.

 

-Têm pênis! -Cora arregalou os olhos.

 

-Nossa, então você não é tão louca. Acha que nossas filhas podem viver um romance como naquele filme, lagoa azul?

 

-Não sei, mas se isso acontecer, sabe que a guerra entre nossos maridos será terrível!

 

-Nem quero imaginar, agora tenho uma preocupação a mais com minha menina, ao imagina-la numa ilha com a cobrinha da sua filha perto dela. –Sorriu.

 

-Então a senhora acredita que nossas filhas estão vivas?

 

-Sim, sinto no meu coração!

 

-Obrigada! –Seus pedidos chegaram, iniciaram seus desjejuns conversando ainda sobre o sonho, estava nascendo uma amizade.

***

Emma acordou com a morena sobre seu corpo, sorriu e nem ousou se mexer, apesar de seu pau estar duro, não por excitação, nem por vontade de ir ao banheiro e, sim algo natural do seu corpo, mas já era um grande indicio para o sexo, ainda mais com Regina daquele jeito. Devagarinho puxou um pano e colocou em cima do seu pênis para que Mills não notasse. A morena acordou preguiçosa, levantou a cabeça que estava no peito da loira e a encarou envergonhada. –Desculpa. –Se virou para o lado.

 

-Tudo bem, você é pequena e não é pesada. –Falou rindo.

 

-Você se acha loira, só porque é um pouquinho mais alta que eu. Vamos levantar, temos muito trabalho a fazer. –Em um pulo levantou da cama e logo pegou no braço da loira a puxando. Emma morrendo de vergonha sentou com o pano no meio das pernas, Regina sorriu travessa.

 

-Tira o pano e deixa eu ver o que esconde?

 

-Não, não!

-Deixa de ser chata.

 

-Coisa que acontece comigo as vezes pela manhã, depois passa. –Regina puxou o pano, vendo a loira animadinha.

 

-Nossa! –Sentiu algo quente em sua calcinha, ao ver o volume na roupa da outra. –Isso é por que eu estava sobre você?

 

-Não, acordei assim, sempre acontece. –Regina sentiu-se frustrada.

 

-Ata! Resolve aí seu probleminha, estarei acendendo o fogo lá fora, vou fazer algo para comermos. –Se virou afastando-se nervosinha.

 

-Espera! –Regina parou e ficou de costa, esperando o que a loira ia falar.

 

-Você é muito linda! –Mills sorriu.

 

-Você também é! –A passos largos saiu da casa. Emma levantou tirou os trapos e vestiu sua calça e blusa, lavou o rosto. Estava mais relaxada. Saiu da casa e se aproximou da morena, que já havia acendido o fogo.

 

-Você não se masturbou?

-Não!

 

-Como faz para voltar ao normal?

 

-Controle cerebral, eu não estava pensando em sexo, quando isso acontece, dura uns 20 minutos, depois passa sem eu fazer nada.

 

-Hum, ainda bem!

 

-Você tem sorte em ser uma garota com vagina.

-Você é que tem, pelo menos não fica menstruada.

 

-Por esse lado é bom! –Sorriu.

-O que vamos comer?

-Ovos, pode ser? Ainda tem uns ali dentro daquela cestinha.

 

-Você pode frita-los enquanto irei atrás de alguma fruta. –Disse a loira.

 

-Não vá só, vamos comer primeiro.

-Ok, mandona!

 

-Mando em você agora criançona. –Disse entrando na casa, Emma sorriu faceira. Regina pegou sua frigideira improvisada e voltou para perto do fogo, fritou os ovos, começaram a comer de cocaras. –Acha que estamos virando selvagem?

 

-Não marrentinha, por que essa pergunta?

 

-Olha como comemos?

 

-Devia ter pego a colher que fez de madeira.

 

-Esqueci!

-Se quiser vou buscar?

 

-Nada disso, está bom assim. –Sorriu gentil. Acabaram de comer. Regina entrou na casa e vestiu sua roupa desgastada. Prontas, Emma pegou a faca e seguiram mata a dentro. Swan cortou bambus, enquanto a morena ia amontoando, por volta das 13 horas, pararam, estavam cansadas, carregaram os bambus para a praia, deixaram embaixo de uma árvore, estavam suadas, sorte que ainda tinha um peixe assado, precisavam apenas esquentar.

 

Regina passou a mão na testa, tirando o suor após deixar os bambus na areia. –Minha bebê, você esquenta o peixe que irei buscar aquele cacho de banana que vi, naquela bananeira perto da lagoa. -Pegou a faca da mão da loira e se afastou. Emma ficou estática sem falar nada com cara de boba, Regina a havia chamado de sua bebê. Se beliscou.

 

-Uau! –Fez cara feia sentindo dor. –Isso não é um sonho, ela gosta de mim. Saiu dando pulinhos na areia, entrou na casa cantarolando e foi esquentar o peixe.

 

A morena chegou até onde havia umas bananeiras, eram baixas, cortou o cacho que já estava amarelo, sorriu contente e de certa forma estava feliz e esperançosa de conseguirem voltar para a casa depois que a jangada aprontasse, e também felicidade por estar bem com Emma, novos sentimentos surgia. Pegou um cipó, amarrou o cacho da banana e colocou na costa, quando se abaixou para pegar o facão, o susto foi tremendo, uma panthera ou onça-preta bem próxima, rosnando para seu lado. Seu coração errou uma batida. Por segundos sua vida passou como num filme, pensou em sua mãe, pai, irmã, amigos e Emma...

**

Uma hora depois...

 

 Emma estava impaciente e uma tempestade se formava, sua preocupação começou a aumentar, resolveu esperar mais um pouco, se fosse atrás, Regina poderia achar, que não a achva capaz de conseguir alimentos, aí daria início a uma briga, tudo que queria era paz, ser amiga da morena ou quem sabe ter uma chance com ela, só que estava difícil controlar a vontade de ir atrás dela. O peixe estava frio novamente, começou a ventar forte, as ondas do mar agitadas e relâmpagos cortando o céu, prenúncio que as coisas iriam piorar muito...

 


Notas Finais


*Será que Regina foi devorada? rsrs


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