História Love Notes of an Urban Boy - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Baekhyun, Chanbaek, Chanyeol, Romance, Xiuchen, Yaoi
Exibições 48
Palavras 2.658
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Vida noturna


01:00 AM

Era tarde da noite, quando eu, ChanYeol, caminhava pelas ruas aos arredores da minha casa. Não queria ir muito longe, não porque tinha medo de me perder, mas sim porque gostava daquele lugar. Era totalmente urbano, cheio de prédios, comércio, e isso me fazia sentir em casa, já que sempre morei em lugares movimentados. Tudo bem que a essa hora da noite não tinha movimento nenhum, mas é essa a melhor parte do dia, porque não gosto muito do movimento. Eu acabei de dizer que gosto porque é movimentado, certo? Foda-se, acabei de mudar.

Mas o que estava fazendo aqui a essa hora da noite? Quero andar, apenas isso. Meus pais não me deixam sair à noite por ser perigoso, mas essa é a melhor parte do dia! Então é por isso que todas as noites, enquanto eles estão dormindo, saio de madrugada para respirar um pouco e talvez até fazer algumas besteiras.

Ah, mas eu não faço tanta besteira assim! Comparado aos amigos que eu fiz por aqui, sou um anjo! Apenas fico vagabundeando por aí e às vezes picho em alguns muros algumas frases que eu e minha cabeça dura criamos, mas que as pessoas dizem ser bonitas. Eu não sei o que se passa na cabeça delas pra achar tudo isso de apenas simples frases criadas por um cabeça dura como eu, mas se elas dizem, quem sou eu pra discordar? Por causa disso eu acabei escrevendo todas essas minhas frases e algumas músicas e poemas compostos por mim em um caderninho, e atualmente ele é a única coisa que eu considero realmente importante e o protejo com minha vida.

Certo dia, estava em um beco com meus amigos, mas enquanto eles conversavam entre si e usavam drogas, eu estava no meu canto terminando de escrever uma música, quando um deles surgiu do inferno, roubou meu caderno e começou a ler em voz alta. Eles consideram isso coisa de bichinha, e começaram a me zoar. Revendo minhas ideias resultantes sobre esse assunto que eu refletira há algumas semanas, perguntei “Mas qual o problema em pensar? E também, qual o problema em ser gay?”. Ah, isso só piorou as coisas. Vendo que aqueles filhos da puta não devolveriam meu caderno tão cedo, meti logo uns socos em seus rostos, recuperei meu caderno e saí correndo, encontrando em seguida um muro novinho. Não pensei duas vezes e pichei “Qual o problema em ser gay?”. Assim, da boca pra fora, ou melhor, do grafite pra fora. Não estava mais com paciência pra pensar em como deixar a frase bonitinha, então que se foda.

Depois desse dia, eu pensei melhor nas amizades erradas que tinha feito. Aqueles caras eram um bom exemplo de má influência, e faziam todas as coisas erradas imagináveis e mais um pouco. Além disso, a mentalidade deles era uma merda. Eram machistas e homofóbicos, um nojo de pessoas. Eu realmente não me encaixava entre eles, era por isso que sempre preferia me isolar e escrever minhas coisas em paz, agora tudo faz sentido. Pensando bem, eu poderia muito bem ser influenciado por eles e percorrer o mau caminho, mas não, apenas escrevo poesias. Meus pais deveriam estar orgulhosos de mim.

Falando sobre meus pais: Eles não faziam ideia da existência dessa minha vida noturna nas ruas. Sempre exigiam o meu máximo na escola, e eu até eu ia relativamente bem, mas apenas nas matérias de humanas. Números realmente não são o meu forte. Então, para evitar confusões (elas realmente me estressam, e eu não gosto muito de ficar estressado), eu me mostro bonzinho para eles e depois, de madrugada, saio para fazer o que realmente quero, o que não é muita coisa, apenas ficar vagando por aí e escrever já me faz feliz, e eu sinto que finalmente estou tendo a liberdade que tanto ansiava durante o dia. Não preciso sair por aí fazendo besteiras como meus antigos amigos; quero ter liberdade, e não destruir minha vida.

Mas voltando ao presente: depois de andar um pouco, cheguei ao local que mais gostava de ficar, encostei em um muro e comecei a escrever todos os pensamentos que tive hoje durante a aula. Fazer aquilo era muito bom, como se eu estivesse desabafando todos meus pensamentos, mágoas, dúvidas, tudo no caderno. Já que estava inspirado, resolvi escrever uma música, um rap, para ser mais específico. Gostava de escrever esse tipo de música e cantar depois para mim mesmo, pois gostava do efeito que surtia por minha voz ser grossa.

Quando me perguntam que carreira quero seguir quando terminar a escola, sempre respondo com uma profissão “modinha”, aquela que todo mundo escolhe, acho que por ser boa e não te fazer morrer de fome, como engenheiro ou médico. Mas o que eu realmente queria era ser rapper. Começou com um hobbie, mas quando parei para pensar melhor, cheguei à conclusão que eu não tenho talento pra mais nada, a não ser fazer rap. Esse era o meu sonho secreto, e até agora o único que sabia disso era meu caderno. Esse era mais um motivo para eu o proteger tanto.

Enfim. Terminei mais rápido que o esperado, já que estava empolgado, e comecei a cantar. Estava sozinho, então tudo bem. É, ou pelo menos era o que eu achava. Quando terminei, levei um susto ao ouvir um indivíduo que surgiu do inferno me aplaudindo.

– Parabéns, você é bom! – Ele disse, quando percebeu que eu notei sua presença. Era um garoto bonito, com uma boa pele, e aparência de riquinho (imagino a quantidade de dinheiro que foi embora só nas roupas que estava usando).

– Você me ouviu? Achei que estivesse sozinho! – Respondi, em tom de reclamação.

– Ouvi sim, do começo ao fim! Fazia tempo que eu não via algo assim ao vivo! Você tem potencial! Já pensou em virar cantor?

– Obrigado, mas... Acho que isso não é da sua conta. – Respondi rispidamente, não gostava de plateias.

– Ah, mas por quê? Você teria futuro!

– Olha, não querendo ser indelicado nem nada, mas eu não gosto que me assistam, então se você puder cair fora...

– Ai, que grosso! Você não pode dizer ao menos seu nome?

– ChanYeol, agora vaza.

– Prazer, ChanYeol! Eu sou o BaekHyun! Você tem quantos anos? – Ele perguntou, ignorando completamente o “vaza” e estendendo a mão para me cumprimentar.

– Mas você é surdo ou o quê? Eu disse pra vazar!

– Mas eu não quero sair daqui! Você parece ser interessante, então eu quero conversar com você! Foi você que escreveu essa letra?

– Mas como é atrevido! Você quer conversar comigo, mas eu quero ficar sozinho! Escuta, o que alguém com boa aparência como você faz aqui sozinho a essa hora?

– Estava sem sono, então vim dar uma caminhada. E você?

– O mesmo, e também vim escrever algumas coisas, SOZINHO!

– Ah, mas como você é chato! Quer saber? Eu vim aqui sozinho, desobedecendo meus pais pela primeira vez, mas estou com tanto medo dessa rua escura e vazia que não quero ficar sozinho!

– Volte pra casa, então!

– Eu até voltaria, mas acabei me perdendo...

– Mas é um gênio, mesmo!

– Ah, não reclame assim comigo, você...

Ele já ia me retrucando, quando ouvimos um barulho e ele, morrendo de medo, pulou para cima de mim, me usando para se proteger. Me abraçou por trás e eu podia o sentir tremendo, assim como seu corpo quente, o cheiro de seu perfume aparentemente caro e seu rosto observador se encaixando no meu pescoço.

– Mas é só um gato, imbecil! – Reclamei, quando a criatura que provocou o barulho se revelou diante de nós.

– Ah, poderia ser um cachorro grande! Eu morro de medo de cachorros! – Ele falava, e eu podia sentir as vibrações de sua voz, que provocava em mim uma sensação estranha, porém boa.

Era para nos separarmos depois disso, já que não tínhamos mais motivos para continuarmos assim, mas quem disse que isso aconteceu? Ele simplesmente continuou lá, e eu também não fiz nada para terminar o contato, então apenas continuamos assim. Aquilo estava até bom, já que era uma noite fria, e seu corpo me aqueceu. Ele tinha parado de tremer, dando a entender que o medo passara e ele realmente só continuava assim porque queria.

Não sei o que aconteceu, mas por alguns minutos me deixei levar, e quando percebi, ele estava acariciando minha barriga. Interrompi imediatamente aquilo, ficando de frente para ele, que me olhava com um sorrisinho.

– Mas o que você estava fazendo? – Perguntei.

– Ei, eu posso te ver sem camisa? – Ele perguntou, na maior cara de pau.

– Hã? Não! – Fiquei indignado com a pergunta.

– Ai, que chato... Mas você é tão gostoso...

– Vaza! – Gritei com ele, ficando sem reação com o que ouvira.

– Que fofo, ficou com vergonha. – Ele disse. Fiquei vermelho ao ouvir isso, o fazendo dar algumas risadinhas.

Acabei eu mesmo voltando para casa no final, e não queria nem saber se ele estava perdido ou não. Não é da minha conta, e eu não o veria nunca mais. Eu acho.

(...)

 

Eu disse que não o veria nunca mais? Ah, como fui iludido! No dia seguinte, no mesmo horário, lá estava ele de novo.

– Então quer dizer que você costuma vir aqui todos os dias? – Ele começou com suas perguntas.

– Sim, parabéns pela grande descoberta. E agora, quer mais o que para me deixar em paz?

– Já disse que quero te ver sem camisa.

– Hum... Não.

– Ai, qual o problema? Homens costumam andar sem camisa por aí!

– É, mas você e esse seu pedido são suspeitos, então não.

– Então você pode pelo menos responder minhas perguntas? Você sempre as ignora! Eu só queria ter uma conversa com você!

– Tudo bem, se isso te aquietar...

E então ele começou com a explosão de perguntas, e em algumas horas de conversa, ele já sabia sobre mim o mesmo tanto que meus amigos da escola. Pelo menos, a cada resposta que eu dava, ele também dizia sobre ele, então sabíamos um do outro igualmente. Como eu pensara, ele não passava de um riquinho, mas um riquinho frustrado com a vida, que fugia de suas obrigações durante a noite, assim como eu. Ao conversarmos sobre isso, acabei simpatizando um pouco com ele, por conseguir me identificar. Acho que ele não é tão chato assim, e talvez fosse uma boa companhia para essas minhas noites solitárias pelas ruas. Bem, pelo menos é melhor que aqueles meus amigos de antes.

Lá pelas 04:00 da manhã, chegou a hora de nos despedirmos e voltarmos para nossas respectivas casas.

– Até amanhã, Channy! E vê se repensa sobre me mostrar seu abs! – Ele disse, e em seguida se aproximou e deu um beijo em meu rosto. Fiquei tão besta com tal atitude que nem me despedi, e quando me dei conta, ele já havia desaparecido.

(...)

 

E foi assim que continuamos nos encontrando, e a cada dia que se passava, minha ideia sobre ele mudava. Ele ainda era um riquinho fresco, mas pode se tornar uma pessoa legal quando se o conhece melhor.

Estava na escola, durante a aula de matemática, pensando no que poderia escrever hoje. Não me vinha ideia nenhuma, até que lembrei do BaekHyun, da vez em que ele me abraçou por trás, e de quando ele beijou meu rosto... Até que finalmente fiquei inspirado, e comecei a ter ideias justamente sobre ele.

A inspiração era tanta que eu não podia simplesmente guardar tudo para escrever depois. É como se minhas ideias estivessem com raiva de mim por eu não querer soltá-las logo e me torturassem até mudar de ideia, e foi isso que aconteceu. Não ligando mais para a aula (até porque já fazia tempo que eu deixara de prestar atenção), peguei meu caderno, abri na última folha e comecei a escrever tudo rapidamente, para depois arrumar melhor as palavras.

Era um poema sobre BaekHyun, e confesso que fiquei um pouco frustrado quando me peguei tendo esses pensamentos sobre ele. Mas ninguém leria isso, não é mesmo? Esse é o caderno que eu expresso da forma mais sincera possível todas as minhas ideias, boas ou ruins, e essas sobre o BaekHyun não podiam ficar de fora. Comecei falando sobre sua beleza externa: era um garoto bonito, isso eu não podia negar, e talvez por suas roupas caras e a expressão de superioridade que sempre fazia, tinha um ar nobre. Me senti levemente vermelho apenas nessa parte, e não conseguia revisar o que já tinha escrito por causa da vergonha.

Agora era a hora da aparência interna. O que eu achava da personalidade de Byun BaekHyun? Bem, no começo eu não gostava de sua presença, já que queria apenas ficar sozinho, mas pensando bem, ter ele como companhia pode até ser bom. Acho que temos futuro como amigos. Ele também tinha seus defeitos: era mimado, levemente egoísta, fresco e medroso, além de se achar. Porém, também suas qualidades: fiel, sincero e divertido. Comecei a sentir um grande afeto por ele, e o resto do poema se baseou nas minhas imaginações sobre como seria quando nos encontrássemos novamente hoje.

Já estava viajando nas nuvens, pois esse era o poema mais prazeroso que já escrevera, quando a professora passou na minha mesa, chamando minha atenção:

– Park ChanYeol, pare de escrever poemas para sua namorada e preste atenção na aula!

– N-namorada?! – Perguntei, nervoso. Então aquilo se parecia com um poema para uma namorada? De jeito nenhum!

– Se você não prestar atenção na aula, eu jogo isso tudo no lixo!

E foi assim que eu fui interrompido de expressar meus sentimentos em forma de arte literária, só podendo pensar nisso depois de horas de aula.

(...)

 

Passei o resto do dia inteiro pensando em encontrar BaekHyun, e consegui deixar a vergonha de revisar meu poema. Agora estava pronto, e... Confesso que ficou tão bom que não deveria ser escondido no meu caderninho secreto. Eu podia mostrar pra ele, né? Não, claro que não! Onde eu estou com a cabeça! É, mesmo não merecendo esse destino, o poema infelizmente não verá outras caras a não ser a minha, mas prometo cuidar muito bem de você e lê-lo todos os dias, viu, poema?

 

Decidir ir encontrar BaekHyun uns 15 minutos mais cedo, já que estava ansioso. Mas quando já estava saindo, dei uma passada em frente ao espelho e percebi que não podia me apresentar a ele com aquela aparência horrível que me encontrava. Coloquei uma roupa melhorzinha, arrumei o cabelo e até passei um pouco do corretivo da minha mãe para esconder as olheiras, já que eu dormia pouco por conta desses passeios à noite e estava parecendo um psicopata. Quando já estava terminando, parei para pensar que era a primeira vez que me arrumava para alguém. Vi meu rosto começar a ficar vermelho pelo reflexo do espelho e parei com aquilo imediatamente, me apressando para sair de casa.

Não encontrei BaekHyun quando cheguei ao local que combinamos nos encontrar. Estranho, ele é sempre pontual, o que será que aconteceu? Resolvi procurá-lo por aí, quando me aproximei de um beco escuro e ouvi seus gritos vindos de lá.

Conseguindo enxergar apenas um pouco de seus rostos, mas o suficiente para conseguir reconhecê-los, vi BaekHyun sendo intimidado pelos meus antigos amigos. Eles tinham juntado o bando inteiro e percebi que pretendiam o agredir seriamente.

– ChanYeol, me ajude! – Ele gritava por ajuda, enquanto um dos agressores o segurava pelo pescoço contra a parede.

Ao sentir que vê-lo naquele estado doía demais, pulei em cima do que o segurava e lhe meti um soco bem no meio do rosto, deixando a região vermelha e inchada. Estava explodindo de raiva apenas por ter presenciado um pouco da cena, e sentia que deveria proteger BaekHyun.

Mas não demorou muito até os outros virem me atacar também, e o jogo logo virou mais uma vez. Comigo totalmente incapacitado de revidar, eles me batiam, enquanto disparavam comentários homofóbicos, deixando BaekHyun pasmo e extremamente assustado. Percebendo que eu acabaria na pior, ele disse:

– Quanto vocês querem para deixá-lo em paz?


Notas Finais


Olá!
Espero que tenham gostado!
Bem... Eu particularmente a achei meio estranha e ainda não sei que surpresas podem acontecer nela... Mas não queria deixar essa ideia mofando e quando percebi já estava escrevendo bastante, então resolvi continuar com ela e postar logo kfkdfjkl
Nos vemos no próximo capítulo!


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