História Love Notes of an Urban Boy - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Baekhyun, Chanbaek, Chanyeol, Romance, Xiuchen, Yaoi
Exibições 17
Palavras 1.842
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - O poeta e o desenhista


BaekHyun ofereceu dinheiro para me deixarem em paz, e eu não estava acreditando. Sua voz agora estava diferente da normal, mais séria, mais grossa, mais... sexy. Céus, por que estou pensando nisso num momento desses? Mas não posso negar que estava.

Os quatro que me agrediam pareceram esquecer totalmente a minha presença, e tiveram a atenção voltada apenas a BaekHyun, que continha um sorriso triunfante no rosto.

– Vamos, quanto querem? – Ele insistiu, e em seguida começou a tirar alguns bolos de dinheiro da mochila que sempre carregava.

Meus olhos se arregalaram ao tentar imaginar quantas coisas poderiam ser compradas com apenas um bolo daqueles. Por que diabos ele carregava tanto dinheiro? Isso é pedir pra ser assaltado! Os outros olharam com a mesma expressão que a minha, provavelmente pensando a mesma coisa, mas de uma forma mais suja.

– Queremos um bolo desse pra cada. – Eles responderam, gananciosos.

– Um bolo pra cada? Sem problemas. – E então ele tirou quatro bolos de dinheiro da mochila e os jogou no chão, um de cada vez, com ar de superioridade. Os outros quatro correram desesperadamente para buscar o dinheiro, não percebendo que estavam se humilhando ainda mais ao BaekHyun, que agora empinava o nariz e abria um sorrisinho de lado.

Ao me libertarem completamente, BaekHyun imediatamente pegou meu braço e saiu andando apressadamente. Quando não éramos mais visíveis, ele começou a correr. Não entendendo nada, não pude nem mesmo agradecer e já tive que perguntar o que estava acontecendo.

– Aquelas eram notas falsas, eles não podem saber onde estamos quando perceberem!

Fiquei sem resposta, e apenas abri um sorriso de indignação. Não pode ser, notas falsas? Por que ele tinha esse tipo de coisa? E desde quando BaekHyun é de enganar os outros desse jeito? Só pode ser piada!

– BaekHyun! Como assim, notas falsas? Você só pode estar brincando!

– ChanYeol, você acha que tenho tanto dinheiro para sair distribuindo assim? Posso ser rico, mas não sou um banco! Aquelas notas foram o que sobrou de um projeto da escola sobre economia, por isso as carregava na mochila! – Agora tudo parecia fazer sentido, afinal, quem pagaria tudo aquilo por mim?

– Então quer dizer que você engana as pessoas desse jeito? Que feio, BaekHyun! Parece que você não é tão santo quanto eu pensava! – Disse, dando uma risada sarcástica.

– Se tem uma coisa que eu não sou é santo, ChanYeol. – Ele abriu um sorriso malicioso e me olhou de canto. – Aliás, falando nisso, eu te salvei, então o mínimo que você poderia fazer por mim é mostrar o seu abs em troca, não é mesmo?

– Já disse que não vou mostrar coisa nenhuma, e não adianta insistir.

– Vaaaai! Eu faço o que você quiser! Pelo menos um pouquinho?

– Já disse que não, seu tarado!

Continuamos discutindo sobre isso enquanto caminhávamos, quando nos demos conta de que estávamos perdidos.

– Eu não acredito que você não sabe pra onde nos trouxe! – Reclamei.

– Ah, você acha que eu ia pensar nisso enquanto corria desesperadamente deles com você? Eu só queria fugir e pronto! E também, não acredito que você confiou em alguém desorientado como eu!

– Achei que você tivesse pelo menos um pouco de noção, seu doido! E agora? O que faremos?

– Eu não sei, só sei que estou morrendo de fome. – Ele afirmou e ao ouvir isso, percebi que meu estômago roncava. Não demorou muito para percebermos uma lanchonete aberta 24 horas, o único local aceso naquela rua escura.

– Eu não trouxe dinheiro... – Afirmei, ao perceber que ele estava pensando o mesmo que eu.

– Tudo bem, eu pago, mas vamos logo.

– Obrigado. – Agradeci depois de um tempo, quando já tínhamos começado a caminhar em direção à lanchonete.

Chegando lá, percebemos que o ambiente estava deserto, e tínhamos apenas a companhia dos funcionários, que também não eram muitos. A maioria das prateleiras onde continha os salgados estavam vazias, dispondo para nós apenas o que tinha sobrado de um dia inteiro de comércio.

– Eu vou querer uma esfiha de queijo e uma coca. – BaekHyun pediu à balconista, me acordando do transe que eu tinha entrado ao admirar o local e as comidas. – E você, Channy?

– C-channy? – Enquanto ainda acordava para a realidade, estranhei o apelido. – Hum... Acho que vou querer um croissant e um cappuccino grande.

Terminamos de fazer o pedido e sentamos em uma mesa para dois, encostada na janela. Agradeci a BaekHyun mentalmente por ter escolhido o melhor lugar da lanchonete, ele até que tinha bom gosto, não só para roupas, mas para escolha de lugares também. Para tudo, na verdade. Podia ser irritante, mas era decente.

Enquanto eu me perdia em pensamentos novamente ao olhar através da janela, outra moça apareceu trazendo nossos pedidos, me dando um leve susto. BaekHyun deu uma risadinha meiga e fez um comentário sobre minha falta de atenção. Mas o que eu poderia fazer se sou viciado em pensar?

Uma sensação de prazer me invadiu ao olhar a combinação quentinha de croissant e cappuccino que pedira, o que me deixou inspirado. Tomei um gole da bebida e peguei meu caderno e minha caneta que descansavam no meu colo, folheando algumas páginas e começando a anotar algumas ideias em seguida.

– O que você tanto anota nesse caderninho? – BaekHyun perguntou, erguendo uma sobrancelha.

– Apenas algumas ideias. – Respondi, despreocupado. Depois de anotar mais algumas coisas, fechei o caderno, o coloquei em cima da mesa e apoiei o cotovelo na mesa, descansando o queixo na minha mão.

– Ei, não se mexa! – BaekHyun, depois de avaliar minha posição como se estivesse vendo algo realmente surpreendente, pediu. Tirou rapidamente um pequeno livrinho do bolso e uma lapiseira, e começou a rabiscar.

– Mas o que você... – Comecei a falar, mexendo apenas minha cabeça.

– Não se mexa! – Ele pediu de novo, e começou a rabiscar rapidamente.

Uns dez minutos depois, eu finalmente pude me mexer. Então finalmente descobri o que ele estava fazendo, depois de insistir bastante e ele, relutante e envergonhado, me mostrar seu caderno. Ele havia me desenhado, exatamente naquela posição, e tive que admitir que aquele desenho estava mais bonito que eu de verdade, mesmo ainda sendo um rascunho. Ele realçou meus pontos principais, enfatizou meus olhos e desenhou minha roupa de um jeito que combinasse perfeitamente comigo, tanto com meu físico, quanto com minha personalidade. Nunca mais visto outra roupa, pensei.

– BaekHyun... Não sabia que você desenhava tão bem. – Fiz uma pausa, enquanto o observava corando e dando um sorrisinho tímido, olhando para suas mãos que descansavam em seu colo. – Mas só tem um problema...  – Mostrei o desenho e apontei ao meu rosto desenhado nele. – Você fugiu muito da realidade, não tem como alguém bonito assim ser eu.

– Mas pra mim está exatamente igual... É assim que eu te vejo, ChanYeol. Sabe, eu não sou 100% exato com meus desenhos. Meu objetivo não é mostrar a realidade, e sim meus sentimentos por trás dela. Seus olhos, por exemplo, provavelmente foram desenhados maiores que os seus na realidade, porque gosto deles. Você deve me entender, porque faz o mesmo em suas poesias, certo?

– Então... Quer dizer que você me acha bonito?

– Ah, não precisava ser tão direto assim... Considere que diante dos meus olhos, você é assim, ok? Então se você achou o desenho bonito... Sim, eu te acho bonito. – Ele mantinha a cabeça abaixada, e agora eu entendia por que não queria mostrar o desenho no início.

Comecei a refletir e pensei: nós dois somos artistas, ele desenhista, e eu poeta. Ele me desenhou, e eu escrevi um poema sobre ele. Porém, ele me mostrou sua arte, mas eu não mostrei a minha. Diante desse pensamento, comecei a me sentir culpado e, vagarosamente, levei minha mão ao poema.

– Sabe, você me desenhou, e... Eu escrevi um poema sobre você. – Confessei.

– S-sério? Um poema? – Ele levantou a cabeça e me olhou, surpreso e feliz. – Eu posso ler? Posso? Posso? – Ele pedia, como uma criança que pedia um brinquedo à mãe.

– Você me deixou ver seu desenho, então é mais que justo eu te deixar ler meu poema. – Abri o caderno na página do poema e lhe entreguei. – Só não leia em voz alta, por favor.

Seus olhos surpresos iam de uma ponta à outra rapidamente, e seu sorrisinho aumentava a cada linha lida. Evitei olhar sua reação por pura vergonha, e comecei a entender a situação de BaekHyun quando vi seu desenho.

– Ah, você escreve tão bem... – Ele afirmou, finalmente, enquanto relia algumas palavras. – Mas eu não sou tudo isso.

– Parece que o jogo virou, não é mesmo? – Brinquei, o fazendo rir e concordar comigo.

– Está vendo? Então você realmente me entende quanto ao exagero nos meus desenhos, e fico feliz em saber que seus pensamentos sobre mim são semelhantes aos meus sobre você. – Ele me devolveu o caderno, e eu timidamente estendi a mão e o peguei de volta.

– É a primeira vez que encontro alguém que compreende minhas ideias...

– Ah, é? Fico feliz em saber que sou eu! Você também é o primeiro a entender o verdadeiro sentido da minha arte.

– É, parece que somos dois artistas incompreendidos. – Ele concordou comigo, e trocamos sorrisos.

– Agora só falta você mostrar o abs.

– BaekHyun, não começa.

– Chato! Eu só queria treinar anatomia masculina!

– Ah, tá bom, acredito. Desenhe você mesmo, então! Eu é que não vou ficar posando pra você sem camisa!

– Ah, mas eu não tenho tanta massa musclar quanto você! E não precisa ficar posando, só uma olhadinha já basta!

– BaekHyun, é não e ponto final. E não vamos mais tocar nesse assunto.

Ele fez uma careta e olhou para sua esfiha, percebendo que não tinha terminado de comer. Voltou a dar umas mordidas nela, enquanto eu esquecia o assunto e voltava a pensar nas coisas que gostava. É... Era pra ser as coisas que gostava, mas meus pensamentos sempre se voltavam ao BaekHyun, e eu sequer conseguia desviar o olhar dele.

Percebi que um de seus braços descansava sobre a mesa, deixando sua mão livre e acessível para mim. Não entendendo o porquê, tive vontade de pegá-la, e quando nossas mãos já estavam a poucos centímetros de distância, ele percebeu meu ato e me olhou sem entender. Imediatamente retirei minha mão e fingi que nada estava acontecendo, tentando em seguida entender o que eu estava fazendo e brigando comigo mesmo. Porém, ele já tinha entendido tudo, e sem dizer nada, apenas abriu um sorrisinho maldoso, colocou na boca o canudinho de sua coca-cola e desviou o olhar.

Ao terminarmos de comer, ele revelou que na verdade sabia muito bem onde estávamos e que só dissera aquilo para ficarmos juntos por mais tempo. Já passava das 05:00 da manhã, e a minha raiva ao saber daquilo era tanta que eu estava a ponto de jogá-lo pela janela da lanchonete.

Expliquei onde era minha casa e ele me ajudou a achar meu caminho de volta. Ao nos despedirmos, ele se despediu com outro beijinho no rosto. Ah, como aquelas despedidas me frustravam! Aquilo despertava em mim um sentimento esquisito, e já que eu não entendia o que podia significar, ficava frustrado. Pensando melhor, BaekHyun inteiro me deixa frustrado!



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