História Love on the brain - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Tags Drama, Hospital, Love On The Brain, Médico, Narusasu, Naruto, Naruto Uzumaki, Sasuke Uchiha, Sasunaru, Yaoi
Exibições 61
Palavras 1.372
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Depois de um tempinho pensando comecei a escrever isso e, bem, só tenho uma coisa a dizer: É isso que dá se viciar em Grey's Anatomy. xD

Capítulo 1 - I


RedChachki

Love on the brain

I

A sala de cirurgia estava repleta de empenho e um pouco de tensão. O cirurgião cardiotorácico, Naruto Uzumaki, operava um aneurisma* na aorta, do mesmo jeito que fez outras dezenas de milhares de vezes. Tudo estava indo nos conformes, mas ele não imaginava que dessa vez algo daria errado.  O tecido da artéria era mais frágil que o suposto por ele e durante a operação ele acabou rompendo o aneurisma com seu utensílio. Isso resultou numa hemorragia altamente perigosa.

— Dr. Uzumaki, temos que parar o sangramento! — disse a médica que o auxiliava.

 Naruto irritou-se por um segundo.

— Eu sei, eu sei — respirou fundo. —Eu dou um jeito nisso. Só aspira aqui.

Tentou. Não demorou a encontrar a fonte da hemorragia, afinal ele mesmo a provocou. Ponderou por três segundos se a fecharia com sutura ou com grampos. Escolheu os grampos, pois naquele local seria mais seguro pelo menos por agora e também evitaria outras complicações por ser mais rápido. E começou a fechar o rompimento.

Enquanto fechava, os aparelhos que acompanhavam o estado da paciente começaram a dar sinal de piora.

— Os batimentos aceleraram! Está taquicárdico! — alertou o outro médico que o auxiliava.

Ao saber disso, terminou rapidamente de fechar o rompimento e o sangue parou de jorrar. Mas agora o coração já começava a perder o ritmo e parar de bater. Estava dando indícios de perda.

“Droga! Droga! Droga!” ele gritava em sua própria mente diversas vezes.

Tentava suas últimas opções e recursos para trazer o paciente de volta.

— Uma ampola de adrenalina! — Naruto pediu.

Em conjunto, tentou o desfibrilador direto. Aplicou a corrente elétrica uma, duas, três vezes. Não deu em nada. Mesmo assim, Naruto não estava disposto a desistir. Continuou a tentar reanimá-lo pelos próximos minutos, até que a médica do outro lado da mesa pegou em seu braço, olhou para ele e balançou a cabeça negativamente.

— Não dá mais... Já se passaram dez minutos e nada... — ela falou, um pouco receosa.

Naruto, ainda com as mãos no paciente, olhou para o teto e em seguida respirou fundo fechando os olhos. Ao abri-los, olhou ao relógio na parede e disse:

— Hora do óbito, dezesseis e quarenta.

Afastou-se da cama, retirou e descartou as luvas, removeu a máscara e saiu da sala de cirurgia. Não disse uma única palavra enquanto fazia isso. Ganhou os corredores, andando até a primeira sala livre de pessoas que pudesse encontrar.

Entrou numa sala de descanso que aparentemente estava vazia. Antes de deitar no colchão situado no chão, chutou-o algumas vezes. Estava irritado. Estava frustrado principalmente. Não era a primeira vez que errava, óbvio. Ninguém nunca deixou de cometeu erros. Mas já era o seu quarto paciente seguido que morria em suas mãos na cirurgia só essa semana. Isso estava o abatendo. Certamente seus conflitos familiares e amorosos estavam o derrubando. Sua família estava completamente desunida em uma separação e ele acabara de assumir-se gay ao terminar um namoro (secreto) de três meses com um oftalmologista do mesmo local — ele evitava vê-lo desde então. Precisava focar no trabalho. Era o que deveria movê-lo.

Estava quase chorando. Quase. Respirou fundo de novo, engoliu em seco um choro que não chegaria a acontecer. Tinha prometido a si mesmo que evitaria ao máximo chorar naquele hospital. Quando ia se deitar de bruços no colchão, alguém desceu da parte de cima do beliche do cômodo. Naruto ficou surpreso. Entrou transtornado demais que nem percebeu que o quarto não estava de fato vazio.

— Olá, Dr. Uzumaki — falou o homem que agora vestia seu jaleco.

— Ah, Sasuke, que susto... e você pode ir me chamando pelo primeiro nome. Eu já te disse isso um milhão de vezes — tentou não parecer envergonhado, embora algo o tenha deixado a impressão que falhou em fazer isso.

— Não vai rolar. Local de trabalho. Aliás, tenho uma craniotomia** pra agora. Dormi dois minutos a mais. Estou atrasado.

Antes que Naruto pudesse responder, Sasuke saiu do quarto. Naruto chamava tanto ele de Sasuke ao invés de Dr. Uchiha no hospital que ele já estava acostumado e nem ligava mais. Naruto deitou no colchão, levou as mãos até a nuca, de modo que sua cabeça repousasse nelas, e olhou para o teto. Piscou algumas vezes. Estava pensando. Pensando em como sua vida estava uma merda e na trilha que ela estava desenhando até o fracasso. Conseguia até traçar um futuro onde o grande doutor Uzumaki era demitido por se mostrar inútil em salvar vidas e amargurava na sarjeta bebendo uma última garrafa de uísque que conseguiu comprar.

Depois pensou um pouco sobre Sasuke e no quanto ele vem exercendo seu trabalho de maneira impecável. Às vezes, só às vezes, em momentos como esse, Naruto queria ser como ele. Queria ser uma pessoa extremamente voltada ao trabalho. Onde nada mais importasse além de salvar a vida dos pacientes.

Então, cochilou. Dormiu por quase duas horas. Precisava relaxar.

Ao acordar, foi ao banheiro lavar o rosto e depois foi a um quarto de uma paciente verificar como estava indo no pós-operatório de um transplante bem sucedido que ele mesmo fez. Ela progredia bem. Nenhum sinal de rejeição. Daqui a pouco ele poderia dar alta a ela. Vê-la ali, recuperando-se, o fazia se sentir bem.

O rosto da paciente contorceu-se, estava prestes a acordar. Naruto aguardou isso acontecer.

Quando ela acordou, ele sorriu.

— Boa noite, dorminhoca.

— Olá Dr. Uzumaki — ela falou, ainda entorpecida pelo sono pesado da recuperação.

— A doutora que deixei cuidando de você no pós-operatório me disse que seu corpo não rejeitou o coração novo e que você vai sair daqui a alguns dias.

A paciente sorriu. Estava completamente exausta, mas conseguiu responder algo:

— Ah, eu lhe agradeço muito doutor. O que você fez por mim...

— Eu só fiz o meu trabalho — e deu início a sua saída do quarto. — Volto aqui amanhã, ok?

— Boa noite, doutor.

Ao sair de lá, Naruto andou pelo corredor até o quadro de cirurgias. Analisou bem e não enxergava seu nome ali. A noite estava tranquila e não havia nenhuma cirurgia programada para ele. Poderia ir pra casa mais cedo. O dia não lhe foi bom de novo.

Foi até a porta do elevador e apertou o botão. Esperou por uns segundos, até que ele abriu. Sasuke estava lá. Entrou. Desceriam os dois até o térreo.

Naruto começou a falar.

— Nossa, o meu dia hoje foi terrível. Mais uma vez perdi alguém em minhas mãos... o aneurisma tava mais complicado do que eu pensava — Naruto meio que desabafou, mas não pareceu ter sido notado. — O seu dia, como foi?

— Nada extraordinário. Foi bem chato na verdade. Só mais uma craniotomia perfeitamente executada para a drenagem de um hematoma grave e o paciente parece que vai passar por uma ótima recuperação — falou calmo, não expressava orgulho ou algo como superioridade, era o seu jeito.

A porta do elevador abriu e eles saíram. Deixaram os jalecos na lavanderia e foram juntos até as vidraças do portão de entrada do hospital, os dois saindo de lá.

A noite estava envolvida num ar frio como uma verdadeira geada negra. As luzes da rua em frente ao hospital cintilavam em reflexo nos olhos de Sasuke. Quando Naruto percebeu isso, ficou fascinado.

— Sabe, Sasuke, às vezes eu queria...

— Você queria?

Eles pararam perto do estacionamento.

— Eu queria ser você. Não me leve a mal, mas, poxa, eu só tenho cagado minha vida essa semana.

Sasuke nada respondeu. Ficou um silêncio predominando ali por um tempo, deixando Naruto inquieto. Um tempo congelado pela temperatura baixa, era quase possível sair fumaça de suas respirações.

— Naruto, vem comigo — pegou o loiro pela mão até seu carro no estacionamento. — Hoje a gente vai beber até você aprender a nunca mais dizer uma besteira dessas, entendeu?

Naruto corou, estava surpreso. Não se lembrava desse lado de Sasuke até hoje, em anos de amizade. Em sua mente, achou que ele ficou realmente incomodado com o fato de que queria ser ele. Mas concordou, precisava descontrair um pouco. Beber com o amigo, o perfeito Dr. Uchiha, era uma das coisas que mais gostava de fazer desde que o conheceu na faculdade — começaram a beber nessa época, aliás — e fazia um bom tempo que isso não acontecia. Então, que mal teria?


Notas Finais


*Área inchada e enfraquecida em uma artéria.
**Abertura cirúrgica do crânio realizada com o objetivo de se chegar ao encéfalo.
-
Estou pensando em acrescentar/trabalhar outros personagem ao decorrer da fanfic, mas isso só se de fato eu conseguir fazê-la uma long fic e fazer capítulos um pouco maiores. Também tenho dúvidas sobre quais personagens colocar e também tenho medo de acabar perdendo o foco da fanfiction que é Naruto e Sasuke. Vou ver o que faço.:/
Enfim, obrigado por ler e espero que você tenha gostado.


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