História Love on the brain - Capítulo 11


Escrita por: ~

Postado
Categorias Neymar
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Palavras 2.586
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Não me matem!!!
Não demorei por querer, eu estou a quase três semanas sem internet e na verdade acabou de voltar! (avisei lá no grupo do whatsapp)
Gente eu gostei do capitulo apesar de ser Madridista, estou ficando doida?
Espero que gostem!

Capítulo 11 - Sí se puede (Barcelona X Paris Saint Germain)


Barcelona, Espanha, 08 de março

Finalmente o jogo de volta do Barcelona se eu estou nervosa? Na verdade não, pois eu sou Madridista mas por outro lado eu estou empolgada para o meu primeiro jogo da Champions League. 

― Bom dia ― murmurei aparecendo na sala com um sorriso de orelha a orelha, mas ao contrário de mim todos estavam tensos. Rafaella parecia estar no telefone com os pais e Gil mexia no celular enquanto balançava as pernas ― Meu Deus gente ― resmunguei me sentando a mesa e olhando o que tinha. A mesa estava farta, talvez por ser dia de jogo e Neymar ter que sair de casa bem alimentado. Na maioria dos dias que eu passei aqui em Barcelona tomamos café em restaurantes, então era raro observar a mesa tão linda quanto hoje.

Neymar havia dormido agarradinho comigo, apesar de não termos feito nada a noite. Ele alegou que estava tenso demais para eu deixar ele dormir sozinho. Gil, não sabe dessa história maluca entre Neymar e eu. Bom, eu acho.  Mas as vezes ele dá uma risadinha quando o Neymar está presente no mesmo cômodo que eu e eu só me faço corar.

Sei que o que eu e Neymar estamos fazendo é errado. Mas isso está tomando um rumo que eu não pensei que levaria, como se a cada segundo que eu passo longe do mesmo fosse castigo ou até algo pior. Quando ele chega do treino e abre aquele sorriso de lado me desmonta inteira.

Eu lutei contra todas essas sensações e sentimentos que o mesmo tem sobre mim, mas foi inevitável. Também sei que para ele eu posso ser apenas um passa tempo, ou qualquer outra mera diversão. Mas o modo em que ele me trata, me fazendo se sentir especial. Toda amanhã ele me acorda com beijos depois de termos passado a noite toda transando, ou até mesmo quando dormimos em quartos separados. O modo em que ele faz questão de ser o primeiro a falar comigo pela manhã. O modo que meu corpo reage aos seus toques e beijos.

Com toda a certeza do mundo essa viagem rendeu, coisas boas e ruins. Pois nem tudo são rosas, tem dias que eu sequer quero olhar para a cara do Neymar ainda mais quando ele me estressa. Sem contar que todas as vezes que a Bruna liga ele me trata mal e a gente briga.

Não quero me antecipar dizendo que eu estou apaixonada, eu apenas gosto dele e de todos os motivos que me fazem gostar dele. Tenho consciência de que sou a outra, de que a Bruna é a mulher dele e não tem nem como eu competir com a mesma. Sei que deveria romper com todas as coisas que me fazem correr na direção dele mas nesses cinco dias que eu passei aqui percebi que ele é o meu ponto fraco, ele é o iceberg que está fazendo eu me afundar e mesmo eu podendo desviar meus impulsos me trazem de volta a ele.

― Vão se arrumar logo, não quero perder nada desse jogo ― Tomei um susto com a voz do Gil me trazendo de volta a sala de jantar, assenti comendo pão com ovo. Rafaella não estava mais falando em seu telefone e também comia.

― Ih meu filho, você é pior que mulher para se arrumar! ― Rafaella resmungou me fazendo rir.

― Até parece queridinha, isso é re-cal-que! ― Gil afinou a voz e fez movimentos com as mãos como se fosse uma mulher, Rafaella e eu gargalhamos com a idiotice do mesmo.

― Pelo amor de Deus ― coloquei as mãos na cara e ri ― Você ultrapassa todos os limites.

― Eu sou o próprio limite meu amor ― ele riu e deixou a cozinha. Rafaella me deu um beijo na testa e logo fez o mesmo, continuei comendo calmamente o meu pão e bebendo meu suco de maracujá.

Quando finalmente acabei as funcionárias do Neymar já havia começado a tirar a mesa e batiam um papo animado comigo. Levantei correndo quando percebi quanto tempo perdi lá embaixo.

Tomei um banho quente apesar do clima fresco de Barcelona, não lavei a cabeça pois perderia bastante tempo para secar o cabelo e eu só vou a um jogo de futebol, não a um desfile.

― Tá pronta? ― Rafaella saiu entrando no meu quarto.

― Ainda não! ― Resmunguei, Rafaella estava vestida em uma calça jeans colada e uma blusa do Barcelona com o nome do Neymar ― vou me maquiar não, tô com preguiça ― resmunguei, colocando a sapatilha.

Levantei e me olhei no espelho de corpo todo, ajeitei a bermuda branca e a blusa também branca. Nunca que eu usaria a blusa do Barcelona, Neymar que me Desculpe!

― Sério que você não vai com a blusa que o meu irmão te deu ― Rafaella perguntou e eu assenti dando uma voltinha para observar a roupa ― Esse short tá curto demais, Neymar vai ficar puto ― ela alertou e eu revirei os olhos.

Que ele fique ― respondi seca ― Neymar não é o meu dono e se ele não fala da roupa da namorada não deve falar da minha também!

― Olha elaaaaa ― Rafaela imitou a menina lá do BBB e eu ri ― não está mais aqui quem falou! ― levantou as mãos em rendição.

Gil bateu na porta e eu gritei para o mesmo entrar.

― Que menino lindo ― apertei a sua bochecha e o mesmo riu ― acho que estou apaixonada.

Ele riu sem graça, fazendo eu e a Rafaella gargalhar. Ele também não sabe reagir a elogios.

― Vamos? ― mudou de assunto e eu sorri ― Hoje eu irei dirigir o Audi do Neymar ― ele falou animado.

― Se não correr tá de boa, que eu quero chegar viva ao estádio ― Rafaella resmungou e ele bufou bagunçando o cabelo da mesma. ― para idiota ― gritou me fazendo rir.

― Vamos crianças se não chegaremos atrasados ― murmurei e sorri falsa.

[...]

― Eu avisei para não correr ― Rafaella reclamou com o Gil quando já estávamos sendo direcionados ao camarote.

― Mas eu não corri, o carro que é rápido ― ele resmungou e eu bufei, já estava cansada da briga chata dos dois.

― Mentira, você que atolou o pé no acelerador ― ela rebateu e antes que o Gil respondesse eu me intrometi.

― Gente, chega pelo amor de Deus! ― falei alto chamando a atenção dos dois ― Vocês são chatos pra caralho!

Sentei de frente para o vidro do camarote, queria sentar bem próxima ao campo porém não achei o camarote próximo o bastante do campo, era uma distância considerável.

Procurei o Neymar com o olhar e o vi se aquecendo com o Messi, enquanto riam de alguma coisa. Seria errado eu falar que desejo a vitória do Barcelona só para ver esse sorriso quando chegarmos em casa? Sim, eu sei que sou completamente louca pelo Real Madrid e que não mudaria de time mas sei lá!

Os jogadores de ambos os times voltaram para o vestiário e apesar de terem perdido o jogo fora de casa com o placar de quatro gols, a torcida estava em peso no estádio. A energia que eles passam gritando ou cantando é magnifica, inexplicável. Me levantei do acento para tentar filmar a animação da torcida.

Caralho, bateu uma saudade fodida da torcida do Flamengo fazendo essa bagunça, passando essa energia maravilhosa, contagiando o time de raça. Agora as pessoas vão ao estádio por ir, sem amor ao time, sem amor ao futebol. Me lembro da minha primeira vez no maraca, eu tinha por volta de cinco ou seis anos, meu pai é flamenguista roxo e isso me influenciou bastante na escolha do time mas ao entrar naquele estádio foi inevitável o coração não se render aquele time. Meu coração acelerou e eu observava de cima da corcunda do meu pai o estádio explodindo em animação antes mesmo dos jogadores entrarem em campo. Irei trazer uma grande verdade: A maior torcida faz sim a diferença, não pelas coisas de dentro de campo mas principalmente fora dele. A propósito #ForaZéRicardo!!!

Gil e Rafaella se sentaram um de cada lado me deixando no meio, hoje não estou pronta para aturar briguinhas bestas. Gil estava bebendo um copo de chopp e Rafaella estava com duas latinhas, uma de suco de uva e a outra com sprite. Ela me entregou o refrigerante e sorriu fofa, quem olha até pensa que a vaca é civilizada.

― Vai começar ― Gil murmurou e eu observei os jogadores de volta ao campo se cumprimentando.

Barcelona começou o jogo com força total nos ataques e logo nos dois minutos depois do início da partida, Suárez converteu um gol fazendo assim o estádio enlouquecer inclusive os seres ao meu lado. Continuei do mesmo modo mas confesso que me bateu uma faísca de felicidade, porém um gol só não adianta de nada. Apesar de não ter realmente balançado as redes a bola entrou sim no gol.

O resto do primeiro tempo fora bastante ofensivo pelo lado do Barcelona, Messi e Neymar bateram faltas espetaculares. Sem contar as bolas que passavam a centímetros do gol.

O primeiro tempo continuou com o mesmo placar até que aos trinta e nove minutos do primeiro tempo, Iniesta disputou a bola com o Marquinhos e cruzou de calcanhar ― Na realidade fora um lance espetacular que eu não entendi direito só escutei os gritos da torcida e então percebi que fora um gol contra do PSG, Rafaella pulava igual maluca enquanto filmava a empolgação do estádio ― o cruzamento de Iniesta não encontrou nenhum jogador do barcelona dentro da área mas sim um jogador do PSG ― do qual eu não sei pronunciar o nome, algo como Kurzawa ― que tentou tirar mas acabou rebatendo para o fundo do gol.

O primeiro tempo acabou com o placar desse jeito, dois a zero Barcelona. Eu estava com o pico de animação elevado pois bebi alguns goles ― grandes goles, por sinal ― do Chopp de Gil e eu sou muito fraca para bebidas. Rafaella, já havia tirado inúmeras fotos e não parava quieta um segundo se quer. 

― Preciso ir ao banheiro ― murmurei e Gil assentiu como se eu tivesse falando com ele, comecei a rir com o meu pensamento besta. Coisas que a bebida faz comigo rir de coisas banais ― Rafa, me leva no banheiro? ― fiz biquinho e ela me puxou pela mão.

O camarote estava bastante cheio por sinal, talvez pelas famílias dos outros jogadores, amantes ou empresários. Sim, eu também ri desse pensamento atraindo alguns olhares, logo fechei a cara e segui Rafaella em silêncio mesmo. Corri em direção a cabine e logo fiz xixi, estava quase fazendo nas calças. Sai da cabine devidamente vestida e me arrumei em frente ao espelho, Rafaella fazia poses para o mesmo e fotografava. Revirei os olhos.

― Preciso de algum doce para cortar esse efeito de álcool ou eu sou capaz de fazer alguma besteira ― Rafaella me olhou.

― Fraca ― resmungou e eu a mandei dedo do meio pelo espelho.

Saímos do banheiro do camarote e fomos em direção a um dos garçons ― rico é fogo viu, pode nem levantar pra pegar a própria comida no estádio ― pedi duas barrinhas de chocolate e ele anotou na nossa conta para ser paga quando sairmos. O jogo já havia recomeçado e a posse de bola estava com o PSG.

Quando finalmente nos sentamos já estava nos dois minutos do segundo tempo, Neymar fora derrubado na área ― meu coração se apertou e eu me levantei me aproximando do vidro, Rafaella logo se encostou ao meu lado. Graças a Deus não foi nada demais e o mesmo se levantou ― o juiz não sabia se marcava ou não o pênalti  e formou uma confusão, o árbitro que estava atrás do gol indicou que havia sido efetuado o pênalti sim. Messi foi o jogador encarregado de bater o pênalti e logo converteu mais um gol para o barcelona. Três a zero, inacreditável. Mais dois gols e o Barcelona se classifica, o estádio estava eufórico. Quem diria? Meu Deus!

O time do PSG começou a mostrar reação, Cavani começou a aparecer mais no jogo e meter a bola na trave. Rafaella estava quase se pendurando no vidro de tão nervosa. Porra, só mais dois gols, é pedir muito? O mesmo homem que fez o gol contra para o Barcelona deu um passe de cabeça espetacular para Cavani encher o pé e consagrar um gol para o PSG. 

E eu já estava como? Na merda e olha que eu nem torço para o Barcelona. Esse gol complicou e muito a vida do Barcelona, agora será preciso três gols e isso é praticamente impossível. Eu só conseguia pensar no Neymar, ele saiu de casa tão confiante me acordou com um super beijo de bom dia e me falou que ainda acreditava na classificação.

Gente o que está acontecendo? Cadê o Barcelona atacando igual o começo do jogo? Mais uma finalização do Cavani e quase gol, Rafaella pela primeira vez hoje estava sentada e em silêncio enquanto o Gil se encontrava roendo o cotoco de unha.

Barcelona volta a finalizar com o Messi mas ele apenas joga a bola para a linha de fundo. Aos quarenta e dois minutos do segundo tempo Neymar se prepara para bater uma falta da entrada da área e converte mais um gol para o Barcelona. Golaço, na gaveta e é por esse motivo que eu gosto desse menino. Ri baixo com o meu pensamento, até parece que eu só gosto dele por esse motivo. 
Ele nem comemorou o seu gol, talvez pela tensão que se espalhava em campo. Mas em compensação a torcida fez uma festa espetacular e eu observava o estádio se incendiando, Neymar é muito querido por aqui e em campo ele faz uma enorme diferença.

Por volta dos quarenta e cinco minutos, Messi faz um lançamento perfeito para Suárez dentro da área porém o mesmo é derrubado. O juiz marca outro pênalti para o Barcelona e as pessoas no estádio se enchiam de expectativas. Quando o Neymar foi em direção a bola meu peito se encheu de orgulho, antes mesmo dele tocá-la. Naquele momento o estádio se calou diante dele, meu amor virou um gigante na frente do goleiro. Ele converteu mais um gol, cinco a um para o barcelona.

Que partida maravilhosa para o Barcelona, para o Neymar, para qualquer pessoa que admira um bom futebol. Juiz deu cinco minutos de acréscimo e Rafaella apertou a minha mão com força e sussurrou "eu acredito". Então se passaram quatro minutos e nada, isso era frustrante pois eles mereceram a classificação só por causa dessa partida. Gil não piscava sua total atenção era o campo, já a Rafaella mantinha os olhos fechados e eu estava atônita sem saber para onde olhar. 

Aos quarenta e nove minutos, Neymar fez um lançamento perfeito para a área do PSG e Sergi Roberto converte o sexto gol do barcelona, o gol decisivo. Todos no estádio enlouqueceram, a torcida do Barcelona, os jogadores, a comissão técnica. 

Hoje eu irei sair com uma coisa daqui, o mantra que a torcida catalã gritou desde antes do início da partida Sí se puede algo como eu acredito. E por hoje, somente hoje eu acreditei no Barcelona!

O impossível aconteceu, Barcelona estava classificado!


Notas Finais


Primeiramente obrigada pelos comentários do capitulo anterior, amei mesmo cara aaaaaaaaaaaaaaa <3
Comentem aqui também em, estou de olho em vocês!
Beijos da tia Ray <3


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