História "Love Potion" - Capítulo 22


Escrita por: ~

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Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Ambre, Armin, Castiel, Dakota, Kentin, Lysandre, Nathaniel
Tags Aletin, Alexy, Ambre X Dake, Armin, Casnath, Castiel, Castnath, Hibridos, Kenale, Kentin, Kenxy, Lysandre, Lysmin, Nathaniel, Personagens Originais, Sexo, Tretas
Visualizações 158
Palavras 2.065
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Ecchi, Escolar, Ficção, Lemon, Magia, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá!

"Ah Larissa, você não tinha que postar capítulo de 'Apenas um Concurso' ?"

Tinha, claro. Mas eu tô sem inspiração para aquela história e eu não posso deixar as outras paradas por causa de apenas uma, então vou atualizar LP mesmo e foda-se!

Hey. Querem lemon de Narmin?

- Sim?
- Não?

Votem (de novo). Essa fanfic é feita a base de opiniões mesmo.

Ah. O talk Show vai ser no próximo capítulo, se não fizeram suas perguntas as façam logo nos comentários com #TS. Estou esperando!

PS - Capítulo não revisado, riscos de conter erros gramaticais graves!

Podem ler agora, eu deixo!

Capítulo 22 - Vingança


Soluços altos misturados com gotas ensurdecedoras, daquelas bem gordas e molhadas, eram despejadas com pudor no literal mar de lençóis arroxeados. Os punhos pequenos batiam agressivamente no travesseiro branco e fofo, enquanto massacrava-se internamente por acreditar em algo que sabia ser impossível. Amar.

Como ele poderia imaginar que aquelas seriam as consequências? Como saberia a dor de um par de chifres na cabeça? Como pôde entregar-se de corpo e alma àquele canalha?

- P-Por que L-Lysandre? – murmurou entre lágrimas. – Por quê?!

Deu um grito alto e fino que fez arder sua garganta, teve que enfiar o rosto no edredom para que o barulho não acordasse aos outros. Armin nunca imaginou que o peso da traição pudesse fazê-lo sentir-se assim. Afinal, como estaria Nathaniel?

Ficou imaginando a dor do garoto loiro que havia se preparado àquela noite, decorado centenas de vezes um discurso enorme, comprado um par de alianças caríssimas, se controlado emocionalmente para pedir Castiel em namoro e depois presencia aquela cena? Deuses ele deve estar arrasado!

Sorte que amanhã já voltariam para Sweet Amoris, não aguentaria mais um segundo perto daquele platinado. Poderia finalmente mergulhar suas lamúrias em longas partidas no PSP, lanches gordurosos de fast food’s e se empenhar em seu canal de gameplays. Isso! Iria esquecer Lysandre e focar em sua vida...

Bom ..., era fácil falar. Queria ver ele mesmo fazendo aquilo.

- Armin?

Batidas calmas foram dadas na porta e de cara o moreno reconheceu a voz preocupada de Alexy. Sorriu por detrás do travesseiro e resmungou algo ininteligível. O azulado deu de ombros e entrou no quarto com um pote de sorvete de creme nos braços, uma colher pequena e o celular.

- O-Oi Alexy... – disse abafado pelo travesseiro.

Seu irmão gêmeo sorriu compreensivo e se sentou na beirada na cama. Estendeu o pote de sorvete junto a colher para o moreno que pegou os objetos com o cenho franzido. Engoliu uma boa colherada de creme gelado enquanto observava Alexy colocar um filme de comédia romântica no celular.

- Toma. – lhe deu o aparelho. – Pode jogar tudo para fora. Romance e sorvete é a combinação perfeita para qualquer traição. Confia, experiência própria.

Armin riu. Deu outra colherada de sorvete e continuou vendo a cena de brigas entre casais. Acabou deixando uma risada nervosa sair, percebeu então que rir das desgraças dos outros o deixava bem mais leve. Realidade, pessoas são cruéis.

- Eu ...  nunca pensei que passaria por isso um dia, Lexy. – suspirou e engoliu o sorvete. Riu de novo. – Nunca amei alguém como aquele ... cafajeste do Ozanan. – grunhiu.

O azulado se virou em sua direção e mordeu o lábio inferior. Ele não era tão bom de conselhos amorosos. Normalmente, mandaria a pessoa ir para uma boate e encher a cara. Mas era seu irmão ali e era como se Alexy conseguisse sentir sua dor. Talvez a tal “conexão dos gêmeos” que o povo fala por aí.

- Olha Armin. Eu não posso dizer que sei o que sente, até porque somos gêmeos, mas não temos sentimentos iguais. Só quero que saiba que eu, Rosa, Lucy, Ken e principalmente o Nath estamos aqui para te ajudar nesse momento. Uma traição dói muito, porém não se sinta inútil. Você é um menino incrível e se o idiota do Lysandre não conseguiu ver isso, aperta o botão do foda-se e vive a tua vida. És livre agora, extravasa esse Armin interior que eu sei que você tem e mostra para ele que você não precisa de homem para ser feliz. – segurou seus ombros e o balançou.

O moreno sorriu e largou o pote encima da cama. Se jogou encima do irmão e abraçou-o com força, respirou fundo e deixou as lágrimas escorrerem por seu rosto abatido. Os olhos azulados já pareciam roxos de tão vermelhos, inchados ao redor de sua esclera, totalmente embargados pela dor.

- Obrigado Alexy, eu te amo mano. – apertou-o mais.

O azulado riu e retribuiu o abraço com todo o carinho do mundo, fazendo um afago amigável em suas orelhas. Não era normal do moreno falar que o ama e por isso decidiu aproveitar esse milagre. Enfiou a cabeça na curva de seu pescoço e deu leves tapas em suas costas.

- Hey. Todos contra o Lysandre? – disse aquele nome com desgosto, nojo.

Armin se afastou e o olhou determinado. Engoliu o choro e observou o horizonte. O azul de seus olhos estava apagado, sem aquele lindo brilho que tinha, totalmente sem rumo no tempo. Suspirou e concordou com a cabeça.

- Todos contra o Lysandre.

 

* * *

 

Gritos raivosos eram proferidos para o sereno noturno. As estrelas se recusavam a brilhar naquele local, pareciam ter medo do ser que pairava ali. Socava tudo o que via, desde troncos de árvores a folhas verdes e retorcidas nos troncos finos. Estava enraivecido. Queria matar a primeira coisa viva que visse pela frente, se livrar daquele peso de seus ombros, esquecer daquela cena.

Havia se preparado tanto. Concordara com Alexy e Rosa para que eles lhe entregassem a caixa surpresa naquela noite, para então dá-la ao dono de seu coração – agora, despedaçado. Porém ali estava o falso ruivo aos beijos com o garoto platinado. Se lembrou de ver Armin sair dali correndo com as mãos nos olhos, parecia soluçar no meio de tanta gente. Fechou os olhos.

Ele deve estar arrasado.

Mas afinal porque sentia tanta dor? Ele e Castiel não tinham absolutamente nada, nenhum compromisso, sexo casual e muito menos eram ficantes. Foram apenas alguns beijos e uma noite. Só. Não tinha o direito de ter ciúmes, até porque o garoto é livre.

Ah! E como doía pensar na verdade nua e crua. Como apertava seu coração com a dor de suas lágrimas. Assim é se sentir inútil, humilhado e rejeitado? Assim que Melody se sentiu aquele dia? Como pode o ser humano ser tão cruel a esse ponto? Como?

- Nath?

Virou-se bruscamente para se deparar com a figura de cabelos dourados idênticos aos seus, assim como o par de olhos cor de esmeralda. Uma ser de mechas castanhas vinha andando pesadamente no meio das folhas, como se tivesse medo de esmagar elas. Parou do seu lado o olhando de forma compreensiva, animando-o um pouquinho.

- Ambre? Lucy? Por que porra vocês estão aqui? – posicionou os braços na cintura e sorriu.

Lucy correu em sua direção e o abraçou com força. Ambre veio por trás e se atracou no seu pescoço. Nathaniel riu e retribuiu os dois apertos da melhor forma possível. Elas eram sua família, a de verdade, aquela que não abandona seus filhos na hora que precisam, que não os machucam e nem os humilham.

Como duas certas pessoas. No final, Castiel e Francis merecem o inferno.

- A gente viu tudo o que aconteceu, sentimos muito Nath. – a loira disse triste.

- É brother. – a morena suspirou. – Você deve estar muito fodido. Não sei como é ter um par de chifres, mas tenho certeza que isso deve doer para um caralho. Eu ia trazer umas barras de chocolate daqueles toddy, mas sua irmãzinha mariquinha disse que isso só ia te engordar. Aí depois você ia virar uma baleia, ficaria puto, quebraria os espelhos da casa e teria azar para sempre! – dramatizou.

O loiro riu. Era algo bem típico de sua irmã preocupar-se com sua saúde, visto que a amiga o enchia de mimos e doces – os quais aprendeu a gostar. Por um momento até esqueceu do babaca de cabelos vermelhos.

- Nem é para tanto, Lucy! O Nath tem que se alimentar direito para continuar com esse corpo maravilhoso! – jogou os cabelos para trás e virou o rosto para o lado oposto.

- Para de reclamar, cacete! Não vê que ele riu! – apontou para o garoto sorridente. – Viu só? Eu deveria ser psicóloga, sou ótima em animar seres humanos. – vangloriou-se.

Ambre bufou e revirou as íris esverdeadas. Cruzou os braços em descrença e se permitiu sorrir. Ver o irmão um pouco melhor já a deixava mais aliviada, nem queria pensar no que Nathaniel seria capaz de fazer.

- Obrigada garotas, sério! – sorriu sincero. – Mas que tal a gente se jogar no lago e esquecer do mundo? – jogou a camisa para longe. – O último que chegar vai beijar o sapo! – e correu.

Lucy sorriu e foi correndo atrás do de mechas douradas. Tirou seu vestido e sapatos pelo caminho, logo pulando dentro da água putamente gelada. Riu e jogou os braços para trás, regulou a respiração e se permitiu ir boiando pela correnteza leve. A outra apenas observou tudo e resmungou.

- Não vou borrar a maquiagem para isso! – virou o rosto.

- Vem Ambre! – gritaram juntos. – Dake não vai ficar feliz vendo que você prefere um sapo do que ele!

Ambre apenas suspirou derrotada e tirou o macacão jeans que usava. Andou a passos lentos para onde os dois malucos estavam e enfiou os pés no gelo. Estremeceu e caminhou até o irmão que sorria vitorioso. A morena comemorou e foi flutuando até eles.

- Hey! – chamou ela. – Todos contra o Castiel?

Os gêmeos se entreolharam e assentiram um para o outro. Nath nunca pareceu tão determinado em toda a sua vida, parecia realmente querer tirar as lembranças do ruivo de sua cabeça. Esquecer daquilo e viver a vida do jeito que merece. Era livre.

- Todos contra o Castiel!

 

* * *

 

O garoto passava emburrado o pano molhado pela bancada suja de bebida alcoólica. Seus cabelos escuros estavam bagunçados e o rosto claro molhado por suor. Estralou o pescoço e largou o paninho sujo na pia, sentou no balcão de madeira e ouviu o som fino. Treck.

- Porra! – reclamou. – Já não basta ter que limpar essa merda eu ainda quebro o copo? Puta que pariu, sou muito sortudo mesmo.

Voltou ao chão e contornou o bar, se ajoelhou e catou os cacos de vidro fino meio rosados. Franziu o cenho ao encontrar algo peculiar. Esfregou lentamente o pó branco em seus dedos e observou-o se desfazer na grama levemente molhada de coquetel, formando uma leve espuma na mesma. Arregalou os olhos e lambeu o pó branco, crispou os lábios e tossiu.

- Que porra ... é impossível.

Correu para dentro do depósito e fuçou em todas as caixas. Jogava os produtos e sentia seu corpo arder um pouco, mas não totalmente fora do controle, arfou e tirou o pequeno potinho. Riu vitorioso.

- Eu sabia. – Ryan sorriu. – Afrodisíaco.

 

* * *

 

O dia amanheceu como todo qualquer outro comum. Os alunos entravam no ônibus amarelado e conversavam animadamente lá dentro, falavam de suas experiências no acampamento e sobre as provas finais – que seriam daqui a quase dois meses.

Armin estava sentado perto da janela e observava a paisagem do lado de fora. Aquela semana o fez tão feliz e tão triste ao mesmo tempo que não sabia como reagir. Queria apagar aquele dia de seu calendário e vivê-lo de novo. Maldito seja Lysandre Ozanan!

Nathaniel vinha de cabeça erguida da porta de entrada. Usava seus óculos escuros e a jaqueta preta de sempre, olhava autoritário para todos, mostrando-se o menos abalado possível. Olhou o moreno e o garoto platinado que entrava no ônibus. Mordeu o lábio inferior e se sentou do lado dele. Levantou os óculos e engoliu em seco.

- Como você está, Armin? – perguntou calmo.

Parou de observar a paisagem afora e olhou diretamente para os olhos dourados do garoto ao seu lado. Respirou fundo e deu de ombros.

- Sei lá, Nath. – abaixou a cabeça. – Lysandre me machucou muito ontem e acredito que você esteja tão ruim quanto eu. Só quero esquecer de tudo e, não sei, me vingar? – riu baixo.

Nath sorriu de canto e abriu um dos bolsos de sua mochila. Tirou a caixinha de veludo roxa escura e a abriu. Mostrou as duas alianças de ouro finas com desenhos de corações na parte interior. Armin ergueu a sobrancelha, confuso.

- Sabe Armin, eu não queria deixar isso apodrecendo no canto. – mostrou para ele os anéis. – E como nós dois estamos fodidos nisso, que tal unir-se a mim e se vingar de quem nos quebrou? – virou para o lado um pouco corado.

O moreno sorriu e deu um beijo leve na bochecha direta do loiro, o qual sorriu para si. Colocaram as alianças um no outro, vendo que Castiel e Lysandre observavam tudo atônitos, sentados juntos lá no fundo. Sorriram.

- Aceito, parceiro.



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