História Love Rebel Season Second - Capítulo 33


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber, Lucy Hale
Personagens Justin Bieber, Lucy Hale
Tags Amy Adams, Justin Bieber, Love Rebel-bad Blood
Visualizações 30
Palavras 5.917
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Luta, Policial, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 33 - Terceira temporada capítulo 6


Fanfic / Fanfiction Love Rebel Season Second - Capítulo 33 - Terceira temporada capítulo 6

 

2 Semanas depois 

10/02/2017– sexta feira 

10h15 A.M

Escritório Amy

 

 

 

—Suas costas estão melhor?– pergunta Selena ao entrar no escritório. Puxa uma cadeira e se senta ao meu lado

—Sim, obrigada por perguntar!– respondo sem a olhar, digitando em meu notebook. Ela continua ao meu lado, me olhando sorrindo. Paro de digitar e a olho confusa – O que foi menina?

—Você ficou diferente de loira!– diz rindo pegando em uma mecha loura minha. Meus cabelos agora estavam loiros na altura dos ombros, meu nariz mais afinado a meu lábio um pouco mais cheio. Aproveitei para mudar de visual e fiz tudo o que eu realmente queria. Infelizmente não coloquei silicone, o que é meu sonho, por que eu teria que ficar quinze dias em cama e nem mesmo eu aguentaria ficar sem trabalhar. – Mas seus olhos ainda são os mesmos, pelo menos isso eu reconheço ser legítimo da minha irmã!– diz sorrindo, deitando a cabeça em meu ombro

—Queria ter olho verde?– pergunto voltando a mandar um e-mail para Trent, pedindo mais drogas. 

—Não sei, é bom ter os olhos da minha mãe. – diz pensativa, suspirando – Amy, posso te fazer uma pergunta?

—Claro!– digo sem dar muita atenção 

—Jura que não vai ficar brava?

—Não!– digo ainda sem lhe dar atenção, envio o e-mail para Trent e a encaro. Ela tira a cabeça do meu ombro e se encolhe, enfiando suas mãos no meio das pernas 

—Como era nosso pai?

 

Congelo, me lembrando. As lembranças doem muito pior do que facadas, muito pior do que as chibatadas que levei de Marcela. Dói como da vez que vi Justin me traindo com ela, dói mais do que todas as dores que ja senti na vida. Por que, de repente, me dou conta de que as lembranças é tudo que me restou de meus pais. Nosso passado as vezes por mais doloroso que seja, é tudo que nos resta. 

 

—Ele era incrível. – começo olhando para frente, me relembrando de tudo o que ja passamos – Todo final de semana ele nos levava a algum parque ou para tomar sorvete. Nós sabíamos que ele era importante, só não sabíamos por que ele era importante por isso eu e Julie não podíamos sair sempre, até estudar, estudávamos em casa. Ele era atencioso, carinhoso, presente, como qualquer bom pai. Teve uma vez que eu disse que era a mulher maravilha e pulei da escada. Eu quebrei uma perna, e ele não brigou comigo, foi e pulou junto comigo. No fim, nós dois ficamos com a perna quebrada e sem sobremesa por três meses. – dou risada, olhando para minhas mãos. Selena estava quieta, me olhando de olhos cheios de água – ele era simplesmente o melhor pai de todos, éramos uma família feliz, daquelas de comercial de margarina. – digo e meu olhar se escurece, deixo lágrimas rolarem livremente por meu rosto, lembrar dói– Até que ele morreu. Foi assassinado na verdade. Justin quem me contou. Marcus, um capanga de James, o matou. Eu matei todos eles, matei os dois. Não tenho receio muito menos arrependimento, durmo com minha consciência livre e limpa de tudo que já fiz. Minha mãe, era louca por meu pai, então, ela mesma se matou, ela ingeriu uma quantidade muito grande dos remédios antidepressivos que ela tomava, e morreu no hospital. Foi um choque pra mim, com dezoito anos ter que comandar tudo do meu pai, eu nem ao menos sabia metade dos esquemas dele. Foi arrebatador!– finalizo, olhando para frente. Limpo as lágrimas e olho Selena sorrindo. – Mas eu já me conformei, tudo nessa vida se vai, nada fica. 

—É, você tem razão!– diz balançando a cabeça, concordando. 

—Quer ir no shopping?–mudo de assunto, vendo ela assentir – vou me arrumar, você vai se arrumar também?– pergunto abrindo meu e-mail novamente vendo a resposta de Trent 

—Sim!– ela saí do meu escritório deixando a porta aberta. Vejo que ele diz que eu posso ir buscar a carga, e dou graças a Deus que já está tudo pronto.

 

 

Travo meu computador e notebook e os desligo. Abro uma gaveta e quando vou guardar meu notebook dentro da gaveta, uma foto virada ao contrário estava alí, com a parte branca, o fundo da foto, virada para cima. Pego a foto e deixo o notebook novamente em cima da mesa, olho para as letras tortas escritas com uma caneta esferográfica azul. Meus olhos brilham e ponho a mão na frente da boca, evitando o soluço. 

 

"Amy e papai, 1997

Amy 4; papai 29

Casa dos Adams" 

 

 

Viro a fotografia, fechando os olhos deixando lágrimas saltarem dos cantos dos meus olhos. Eu estava de ponta cabeça, com as pernas pequenas e curtas em um dos ombros de meu pai. Meu cabelo comprido tocava em seus joelhos, e minha cabeça ficava um pouco abaixo de seu umbigo. Meu sorriso, mesmo de ponta cabeça era o que mais iluminava a fotografia. Um dente da frente me faltava, eu estava engraçada, vermelha como um tomate pelo fato de meu sangue estar descendo para minha cabeça. Papai me segurava em meu joelho, dobrado em seu ombro. Usava um terno cinza como de costume, mas estava descalço e com a barra da calça social cinza molhada, eu tinha alguns fios de cabelo grudados na testa, meu pai segurava uma arminha de água laranja, e sorria para a câmera que lembro ter sido Rosa quem tirou. Eu tinha quatro anos, e Julie deveria ter pouco mais que um ano de idade, lembro que mamãe e ela foram visitar vovó Anna, em Atlanta, deixando eu e papai em casa sozinhos. 

 

 

Meus olhos verdes eram idênticos ao de meu pai, e isso era o que mais doía, o quanto éramos parecidos. Julie tinha os olhos verdes, mas eram mais claros, já os meus eram escuros igual de meu pai, e as semelhanças não paravam aí. Enquanto crescia cada dia mais ficava uma réplica perfeita dele, só que feminina. 

 

Vejo algo se mover na porta da minha sala e olho para lá, vendo Justin parado encostado no batente da porta, me olhando sorrindo pequeno. Não aguento, disparo a chorar fortemente. Meu peito subia e descia com violência, sinto meu peito perto da borda da mesa pelo jeito que eu chorava compulsivamente. 

 

Justin vem até mim e se senta ao meu lado onde Selena estava. Ele me puxa pelos ombros e me abraça com força. Agarro sua camiseta cinza escura e choro com violência, como nunca chorei antes. 

 

—Ele faz falta Justin!– digo entre o choro, sinto Justin concordar com a cabeça. 

—Eu sei pequena!– diz calmo, massageando minhas costas. 

 

 

Quando me acalmo um pouco mais, me afasto dele, jogando a fotografia dentro da mesma gaveta e colocando o notebook em cima da foto. Fecho a gaveta com a chave e olho para Justin. 

 

—Quer falar sobre isso?– pergunta como se eu fosse uma mulher bomba

—Não, foi uma fase, passou. Preciso aceitar que eles morreram, não tem outro jeito. 

—Talvez tenha, você não quer ir no túmulo dele? Ouvi dizer que você ir lá e conversar com ele ajuda!– ele diz sério e eu rio alto

—Você só pode estar de palhaçada, acha que eu vou perder meu tempo falando com um túmulo?– pergunto rindo debochada 

—Eu ouvi dizer que funciona!– diz ainda sério, mas sei que ele prende o riso

—Justin, me poupe!– digo rindo. Continuo o olhando concentrada com um sorriso no rosto – Eu lembrei tudo!

—Como assim? Tudo o que?

—Tudo o que vivemos, quando pensei que Kendall me mataria, veio como um raio de flashes. Não sei, isso é possível?

—Pelo visto é!– diz dando de ombros. – Então se lembra que temos filhos?

—Sim!

—Que não foi eu quem matou seu pai?

—Sim!– digo engolindo em seco

—Que você me deve um racha com seu carro rosa?– pergunta sarcástico, dando um sorriso de lado. Me derreto.

—Sim, mas acho que vai ser muito vergonhoso ver a mulher mais poderosa de Los Angeles correr com um carro rosa!– digo manhosa

—Você prometeu!– diz vindo para mais perto, colocando um dedo perto de meu rosto

—Mas Justin..– ele me interrompe 

—Você prometeu Adams, não faça eu te levar a força!– diz perto de meu rosto

—Adoraria que você me forçasse a outras coisas!– digo provocativa, perto de sua boca 

—Quer saber um segredo meu?– diz com os lábios a centímetros do meu, vou para frente com ganância, mas ele se afasta para trás sorrindo vencedor

—Qual?

—Eu sou louco por morenas, mas louras me dão um tesão do caralho!– sorrio sexy e monto em seu colo, colocando sua mão em minha bunda enquanto enfio minhas mãos por dentro de sua camisa. 

 

Nosso beijo é quente, ele morde meu lábio e eu solto um gemido em resposta, rebolo devagar em seu colo e isso o faz soltar um resmungo. Rebolo mais uma vez sentindo dessa vez ele bater em minha bunda coberta por uma calça de couro preta. Me separo dele por um segundo ate passar sua camisa por sua cabeça. A jogo no chão e sinto ele deixar um chupão em meu pescoço. Mordo o lóbulo de sua orelha e ele aperta mais forte minha bunda, me fazendo rebolar. 

 

—PUTA MERDA!– ouço gritarem e me viro assustada. Selena tem as mãos paradas no ar, uma de cada lado do corpo, como se estivesse orando. Ela já estava pronta, com uma bolsa preta também nos braços. Olho para ela e depois para Justin. – Gente, quê isso? Vocês não tem vergonha não?

—Eu pensei que você tinha fechado a porta seu idiota!– respondo olhando para Justin, dando um tapa em seu ombro

—E eu pensei que ninguém atrapalharia!– diz olhando para Selena que revira os olhos 

—Vem cá meu filho, a culpa não é minha se vocês têm um fogo do inferno!

—Eu ja vou Selena!– digo, antes que os dois começem uma guerrinha de palavras insignificantes

—Onde vocês vão?– Justin pergunta voltando a me olhar 

—Ao shopping, e depois ao galpão de Trent!– Selena ergue uma sombrancelha como se não soubesse disso, e não sabia mesmo. Mas terei que ir

—Cuidado Amy, se descobrirem estamos ferrados!– diz como um pai 

—Eu sei!– digo entediada 

—Não há nada que eu possa falar que vai fazer você ficar não é?– pergunta já derrotado 

—Não, sabe disso amor!– digo com biquinho, como se eu lamentasse por isso, mas na verdade eu não estou nem aí. – vou ter que ligar pra você ou alguém ir comigo depois buscar o carregamento no Trent, é muita coisa. – anuncio saindo de cima de Justin 

—Essa franquia é pra quem?– pergunta se esticando e pegando sua camisa no chão ao seu lado

—Para duas daquela fraternidade de mauricinhos e três para os pontos de revenda em Las Vegas. – digo pegando meu celular vendo Justin ligar meu computador 

—Tudo bem, vou modificar algumas coisas na tabela de hoje e depois vou passar no seu túmulo, sabe como é, se estiverem me seguindo tenho que parecer que ainda não te superei!– diz triste fazendo eu rir. Vou ate ele e o beijo. Me afasto dele quando ouço o pigarro de Selena – leve seguranças!– diz enquanto me afasto, ele me bate mais uma vez na bunda e eu o olho feio, vendo Selena revirar os olhos 

—Você é nojento!– diz para Justin que dá de ombros 

—E você é ridícula!– retruca enquanto eu empurro Selena para fora do corredor onde fica o escritório. Bato a porta ouvindo Justin gritar que me ama e o trinco se travar automaticamente. 

 

Olho para a caixinha de metal ao lado da porta vendo que pedia o scanner da palma junto da retina e uma senha com seis dígitos. Tudo certo. Volto meu olhar para Selena que me olhava impaciente. 

 

—Tudo bem, ja estou indo!– digo dobrando o corredor que ficava escondido atrás da escadaria que levaria aos andares de cima. Selena vem atrás de mim até chegarmos no quarto. Ela se senta na cama e cruza as pernas. – Eu só vou trocar de blusa e por um salto, sei que você está puta!

 

 

***

 

 

13:46 P.M

 

Espero Selena parada do lado de fora da loja onde ela terminava de pegar a sacola com sapatos dentro. Ela empurra a porta de vidro para fora e saí, vindo para meu lado. 

—Por que não quis comprar nada? Tinha umas botas maravilhosas pra você– diz arrumando suas sacolas. Chamo um segurança e peço educadamente, para que leve as sacolas de Selena até o carro e volte a nos encontrar na praça de alimentação. 

—Não estou com disposição pra compras hoje Selena!– respondo olhando para os lados através das lentes escuras do óculos. 

—Não estou nem aí, comprei umas botas pra você, sei que vai adorar! Você colocou sua lente de contato?– Selena pergunta em minha frente na escada rolante 

—Sim, não iria arriscar, alguma loja pode pedir para eu tirar o óculos, não poderia ser pega por uma coisa tão banal assim!– digo saindo no segundo andar, indo para a outra escada, para chegar ate a praça 

—Mas e se você tirar? Podem suspeitar de você ser muito parecida com a Amy morta!

—Sim, caso isso acontecer eu vou me identificar como Elena, uma prima bem distante da Amy morta, que morava no norte da Inglaterra. – respondo pegando meu celular no bolso do lado de fora da bolsa mostarda. Outra coisa que tive que mudar, meu visual. A antiga Amy sempre usava cores escuras como vermelho, preto, azul, cinza e verde escuro. Essa nova Amy, usa cores coloridas, alegres, divertidas. Usava uma calça jeans clara, um cropped salmão e um salto alto nude. As vezes eu detestava usar essas roupas, pela demora que eu fico para poder montar um figurino que combine com tudo, bem diferente das minhas outras roupas que estão separadas de um lado no closet, era só eu pegar a primeira peça de roupa preta ou escura e pronto, estava vestida para matar 

—Você tem sotaque?– caçoa Selena, indo para a fila de uma lanchonete 

—Claro que sim, tinha uma tia que morava lá, eu a visitava algumas vezes no natal. – respondo, com sotaque britânico, fazendo Selena erguer uma sombrancelha 

—Vem cá, quantas línguas você fala?– pergunta olhando para todos que nos olhavam estranho pelo fato dos seguranças nos cercarem minuciosamente, atentos 

—Nunca parei para contar na verdade!– respondo, indo para frente quando uma pessoa saí da frente indo para o balcão de pedidos 

—Adoraria que você me dissesse, por favor!– pede cínica, sorrindo da mesma forma. 

—Falo o inglês, como é óbvio, português, espanhol, alemão, francês, russo e mínima coisa o mandarim. – Selena tem a boca aberta, de olhos arregalados 

—Eu só falo espanhol e inglês, e olha que meu espanhol é bem mal!

—Eu e Julie estudávamos em casa, papai nos forçava a aprender tudo, fiz algumas aulas de piano também. Ele queria nos entreter, já que não podíamos sair sempre de casa. E tive que fazer português por meu pai ser o que comanda o tráfico do Brasil. – repondo essa última parte mais perto dela, para que ninguém escutasse, vou para frente assim que outra mulher faz seu pedido – Eu e Julie sabemos quase as mesmas línguas, ela só não aprendeu alemão e russo, mas em mandarim ela domina. 

—Sabe o que eu queria entender?– diz de braços cruzados, segurando seu celular grande em uma das mãos – como esse negócio de tráfico funciona, por exemplo, você, Marcela e James brigavam para serem os donos de Los Angeles, por que não pode ter mais que um?– pergunta, me olhando confusa. Faço um sinal com as mãos como se dissesse que depois eu lhe explicava. Vamos ate o balcão e escolhemos o que vamos comer, peço para meus seguranças escolherem também, não é por que sou a chefe deles que eles tem que me proteger vinte e quatro horas por dia, não, na verdade eles tem sim, mas não sou de ferro e sei que eles tem fome também. 

 

De primeira eles ficam relutante, mas digo que se eles não pedirem eu mesmo pedirei. Eles pedem e eu pago, claro, com o cartão de crédito novo que Chris fez pra mim, com meu nome falso, data de nascimento falsa, tudo falso. Eu abri essa conta, peguei uma parte do meu dinheiro, uma parte bem pequena mesmo, e transferi para essa conta. Caso Troi investigasse, ele poderia palpitar que Justin ou alguém de minha equipe tinha a senha da minha conta e apenas transferiu o dinheiro para uma prima da falecida. 

 

Nos sentamos em uma mesa grande, reservada das outras, com meus seguranças cercando eu e Selena. 

 

—Bem, cada cidade pode ter apenas um traficante local, claro que existe vários fornecedores, esses podem ter vários, por que eles não precisam necessariamente fornecer apenas para a cidade que ele está, pode ser para o mundo todo. Bem, aqui de Los Angeles, eu sou essa pessoa maravilhosa,– Selena ri e eu jogo um picles nela – Há um traficante em cada Estado também, um acima de mim. 

—Então o daqui controla a Califórnia?– Selena pergunta com a mão na frente da boca para que eu não visse sua boca cheia 

—Sim

—E você sabe quem é?

—Sei, na verdade somos aliados. Sabe os irmãos Foster?

—Sim, os que você assinou contrato no dia que James tentou matar você?

—Sim, então, eles não são apenas fornecedores, para pouquíssimas pessoas eles contam quem realmente são. Eles chefiam a Califórnia e outros Estados também, os outros foram herdados dos pais ou avós, mas a Califórnia em especial eles conquistaram. 

—E se cada cidade e Estado deve ter apenas um traficante representante, quem é o dos Estados Unidos?

—Adam, ele era um grande amigo do meu pai, ele me disse sobre você, foi ele quem confirmou que era mesmo verdade sobre você ser minha irmã 

—Você ja pensou em comandar os Estados Unidos?– pergunta sorridente, como se sonhasse 

—Bem, não sei, meu pai antes de morrer era um dos candidatos para isso, nunca saberemos!– explico dando de ombros, mordendo meu lanche 

—Apesar que você já comanda o Brasil 

—Pois é!

—E como isso funciona? Por exemplo, vocês se encontram ou coisa assim? Como uma reunião para definir algumas coisas!– pergunta limpando as mãos, bebendo seu refrigerante 

—Sim, uma vez por ano, nos reunimos cada vez em um país, é chato você ter que ver todos juntos, ali, olhando um para a cara do outro querendo que alguns morram. 

—Ja que tem os países, tem também de continentes?

—Bem, infelizmente, sim. Mas esses nos nunca conhecemos e nem vamos conhecer, eles pedem sigilo total. Só os representantes dos países os conhecem, e se espalham quem são, eles são mortos. 

—Uau, tudo isso só por alguns quilos de cocaína!– diz devolvendo o copo na mesa, rindo debochada 

—Não é só sobre drogas Selena, nessa reunião, resolvemos sobre tudo. Alguns tem raiva dos outros, obviamente, mas temos que manter a aparência só naquele dia, depois eu posso matar quem eu quiser. Por exemplo, você sabe que a Síria está em guerra com os Estados Unidos ou a França, sei lá, mas nesse dia, temos que olhar um na cara dos outros e fingir que nos adoramos e temos assuntos em comum 

—Deve ser irritante e entediante!

—Sim, você nem faz idéia. 

 

Depois de termos terminado nosso lanche, vamos ate o carro sendo escoltadas pelos seguranças. Entro no meu vendo Selena fechar sua porta

 

—Vai passar no Trent?– pergunta ligando o rádio 

—Sim!– digo passando pela rotatória do estacionamento e saindo na avenida, andando logo atrás dos dois carros da frente que me protegiam, assim como dois atrás de mim

—Vai ligar pro Justin?– pergunta com a voz arrastada, dou risada

—Sim, você tem o número dele?– ela acente e pega seu celular. Toca algumas vezes na tela e logo depois põe no viva voz

—O que você quer praga?– ouço a voz irritada de Justin e Selena revira os olhos

—Eu não pediria nada a você babaca, é Amy quem precisa!

—O que ela quer?

—Tem como ir no Trent? Leve o dinheiro que está no cofre do escritório subterrâneo, você sabe a senha!– peço, virando a direita em um semáforo que estava aberto para mim

—Qual dos cofres?– pergunta enquanto ouço o barulho do elevador pedindo a senha para poder descer até o subsolo

—Acho que o sétimo tem o dinheiro todo, ponha na bolsa e leve para o galpão de Trent, já estou indo pra lá!

—Ok

 

Selena desliga sem ao menos eu me despedir e eu a olho confusa 

—Por que não gosta de Justin?– presto atenção na estrada esburacada e esquecida em minha frente, meus seguranças abriram caminho, me deixando na frente por ser uma pista de mão única, eles sabem que eu adoro correr, então dois ficavam um de cada lado do carro e os outros dois vinham atrás 

—Não sei, na verdade. Acho que se eu gostasse me assustaria. Você me odiaria se eu tivesse a intimidade que Julie tem com ele, aliás, foi por causa de mim que vocês se separaram e você foi parar no Brasil, dois anos longe!– diz se encolhendo no banco, enfiando as mãos no meio das pernas, olhando para fora 

—Selena já conversamos sobre isso, sabe que eu não tenho raiva de você. Se isso tinha que acontecer então aconteceu, e pronto, passou. Não se martirize por uma coisa que já passou. Estou com Justin e estamos feliz, acho que tudo isso que aconteceu, no final serviu para ficarmos mais unidos juntos como casal!– digo acelerando para 140 quilômetros, ela me olha e balança a cabeça, concordando 

—Tudo bem, mas não me peça para gostar dele, ele até pode te fazer bem, mas ainda acho ele um babaca imbecil.– concordo, rindo

—Até eu acho isso dele algumas vezes

 

 

Quando finalmente chego em Trent, saio logo do carro vendo Justin acabar de estacionar ao fundo dos carros dos meus seguranças. Entro primeiro, nem dando bola para ele. Não sou burra, alguém poderia estar nos observando no meio do matagal que nos cercava, se vissem eu beijando Justin, Levantaria muita suspeita. Entro no galpão sendo recebida por outra garota, dessa vez morena. Ela deve estar avisada sobre mim e sobre quem sou, por isso, me deixa entrar sem pestanejar. Coloco minha mão na caixa prateada ao lado da porta de ferro e a porta sobe, se abrindo me deixando ver a correria dos homens de Trent. Hoje é dia de carregamento e entrega, uma completa confusão o dia todo

 

Ele mesmo me vê e vem até mim com uma caneta e prancheta em mãos. Me dá um beijo na bochecha e faz um movimento com a cabeça para Selena, eles ainda não são tão chegados. Justin passa pela porta e vem ate nós, pega em minha cintura com a mão esquerda e com a direita cumprimenta Trent. 

 

—Está tudo organizado?– pergunto vendo Trent sorrir malandro

—Sabe que sim!– diz nos levando ate um canto separado onde havia vários tabletes de vários tipos de drogas. Os tabletes eram coloridos, das mais diversas cores 

—Que porra é essa meu irmão?– pergunto sorrindo debochada – eu vim em uma loja de doces e não estou sabendo?– Zombo, olhando para ele querendo uma resposta cabível para o que vejo

—Uma nova técnica, foi Chantel quem deu essa ideia e acabou funcionando. Os que estão em verde são maconha. Branco para cocaína. Amarelo, crack. Azul, heroína. Rosa, êxtase. E as outras cores são vários tipos de metanfetamina.– explica apontando para as respectivas cores. Balanço a cabeça compressiva 

—Faz sentido!– Justin responde dando de ombros 

—Eu estava confundindo tudo, entreguei um carregamento completamente errado semana passada, os tabletes eram todos brancos, entreguei maconha sendo que o cara pediu cocaína. – diz andando até a escada lateral. Das escadas dava para ver todo o galpão do lado de baixo. Entramos em seu escritório e Justin joga a bolsa em cima da mesa de Trent, deixando alguns papéis caírem, parecida com aquelas mochilas de mochileiros ou militares, era grande e parecia ser pesada. 

 

—Tem mais do que é o pagamento!– Trent repara assim que abre a bolsa e pega em alguns maços separados. Em cada maço havia dois mil, e com certeza ali tinha o triplo do que realmente tinha dado o valor da "compra". 

—Não precisa agradecer, pense em como um adiantamento da próxima carga que vou precisar pra amanhã, acha que consegue?– pergunto me servindo com um pouco de whisky 

—Acho que sim, do que precisa?

—Mais vinte quilos de maconha, foi um pedido de emergência, sabe que as fraternidades são as que mais compram, playboys metidos que tem tanto dinheiro da pensão dois pais que não sabem o que fazer!– respondo, dando de ombros, virando o copo em minha boca, tomando o líquido amarronzado em um gole só 

—Acho que consigo, mas mesmo assim, ainda sobraria uma quantia alta daqui!– responde com alguns maços em mãos 

—Presente para o bebê, comprem o quarto dele com isso, sei que Chantel vai querer o quarto como o de um príncipe ou princesa. Bem, acho que já vou, vai ficar bem?– pergunto indo para perto dele. Justin e Selena se despedem, indo para baixo colocar as cargas nos carros

—Claro que sim, te ligo quando a carga nova chegar!– o abraço forte, sentindo ele me tirar do chão. Trent é meu melhor amigo. Quando me separo dele e olho seu rosto, lembro das vezes que ele visitava a casa dos meus pais, como conversava comigo e me fazia bem. Dos dias quentes de piscina e churrasco. Das aventuras doidas que ele ja me fez passar, como da vez que me levou até um racha escondido do meu pai, com quinze anos. Claro que antes de eu chegar, ele avisou todos quem eu era, agora entendo por que fui tão bem tratada naquela festa. No final, meu pai descobriu, me buscou e ficou furioso comigo e Trent, quase me proibiu de andar com Trent, mas na mesma noite, Trent aparece na varanda do meu quarto com duas caixas de pizza. Deve ter sido difícil subir até a varanda usando as rachaduras na parede e as plantas. 

—Alisson te deu notícias?– pergunto puxando a alça da bolsa até se ajustar no ombro

—Sim, ela entra em contato todo dia, ela liga pra mim, diz que tem medo de ligar pra você e você a matar. – dou risada– Troi está quieto, cuidando da sua parte da Rússia, já que Beatrice tomou a outra parte. Tem repassado algumas drogas, fechado negócio com alguns políticos do Kremlin, pedido novos corredores, nada de novo. 

—E como foi a reação dele quando soube que eu morri?

—Alisson disse que ele deu uma festa de três dias. Disse que foi pela sua morte e de Marcela, acho que ele não gostava dela tanto assim!

—É, acho que não

 

Me viro e esbarro em um porta retrato que estava na ponta da mesa de Trent. O objeto cai no chão e por um milagre, não quebra. Me abaixo e o pego. Viro a foto pra mim e congelo no lugar. É uma foto  minha, Trent e meu pai. Eu estava no meio dos dois, que me seguravam, fazendo uma "cadeira" com os braços. Eu tinha um braço de cada lado do pescoço deles, e sorriamos feliz, meus olhos quase fechados pelo meu sorriso. 

 

—Você ainda tem isso, uau, eu tinha uns dezesseis anos!– respondo me levantando, colocando o porta retrato de volta no lugar

—Sim, sabe que seu pai era como um pai pra mim também!

—Eu sei!– respondo triste, cruzando os braços

—Ele faz falta não é?– Trent pergunta relutante, me olhando do mesmo jeito

—Sim, faz!– respondo baixo, quase que em um sussurro

—Qual foi a última vez que você foi no túmulo dos dois?

—Não me lembro na verdade, acho que foi bem antes de eu ir embora para o Brasil, tipo, bem antes mesmo! Acho que até antes de eu me tornar aliada de Justin! 

—Não acha que já está na hora de ir lá?

—Não tenho tempo e não preciso Trent, Justin acha a mesma coisa, ir até lá não vai os trazer de volta– respondo grossa, como se eu quisesse enfiar essa opinião em sua cabeça

 —Tudo bem, você quem manda na sua vida!– responde erguendo as mãos. 

 

Me despeço dele e desço as escadas, ponho meu óculos escuro novamente e vou até o lado de fora onde meus seguranças ja me esperavam dentro dos carros. Apenas Justin e Selena me esperavam do lado de fora. Vou até eles

—Pegaram tudo?– pergunto jogando minha bolsa dentro do banco do passageiro, pela janela que estava aberta

—Sim, eu não vou com você?– Selena pergunta ao ver eu jogar minha bolsa no lugar que ela sentaria

—Não, pode voltar com ele? Vou ter que passar em um lugar!– peço, ja entrando dentro do carro, pegando a chave em minha bolsa ao meu lado

—Onde você vai? Posso ir também?– Selena pergunta agitada, mas Justin a impede, puxando seu braço com delicadeza para trás 

—Acho melhor não Selena!– sei que Justin entendeu onde vou, minha feição me denunciava. Eu tinha os olhos marejados e eu tremia de insegurança – Estou feliz que tenha tomado coragem, só leve dois carros de segurança, por favor!– pede, vindo ate mim e me dando um selinho pela janela 

—Tudo bem, obrigada!– digo o olhando deixando uma lágrima descer. Ele, carinhosamente, limpa a lágrima e se afasta. Acelero, deixando meu coração do mesmo ritmo em que eu corria nas ruas, a milhão. 

 

***

 

15:58 P.M

 

 

Aperto os caules das rosas vermelhas nas palmas, sentindo os pequenos espinhos quase furarem minha mão. Ando ate o final do corredor com túmulos dos dois lados, meus seguranças estão no começo do corredor, parados, e com certeza me olhando com pena ou algo assim. Não os culpo, ate mesmo eu tenho pena de mim nesse momento. Paro, me virando de frente para o último túmulo do corredor. Ele era preto feito em mármore. Um do lado do outro, do jeito que eles queriam ser enterrados, juntos. 

 

Vou para mais perto, já sentindo as lágrimas molharem minha bochecha. Passo a mão no mármore empoeirado e úmido, olho a foto dos dois, e isso faz meu coração pular. Olho para o lado, um pouco mais abaixo, onde minha foto estava ali, assim como a data do meu aniversário e morte, a frase era incrível, uma obra de Mary, com certeza. Dou risada, esquecendo onde estou. 

 

"Amy Katherine Adams 

06/03/1993– 27/01/2017

Uma amiga, irmã e mãe que nunca morrerá" 

 

Troi deveria ser bem idiota, já que a frase é um trocadilho que na verdade, adorei. Mary tem uma criatividade incrível. Volto o olhar ao túmulo dos meus pais, a placa grande também em mármore tinha letras rústicas e pratas, escrita "família Adams" bem grande. Estou estática, sem saber o que falar ou como agir. Reparo que há um buquê de rosas negras ao lado de minha foto, junto de um porta retrato com minha família. Me abaixo, não me lembrando dessa foto. Meu pai e minha mãe não estava nessa foto, e nem acho que estaria, já que eu estou com Joe e Jessie na foto. 

 

Eu estou olhando para baixo, ouvindo Joe se explicar sobre alguma coisa. Justin tinha Jess em seu ombro e sorria olhando para a frente. Meus amigos também estavam na foto, todos com seus filhos, menos Julie, já que não tem filhos, mas ela também está na foto. Todos acabávamos de sair do shopping, a foto foi tirada de alguém do qual eu não havia detectado, pois todos nós estávamos distraídos, Chaz ate mesmo lambia o sorvete de Charlotte que chorava pedindo o sorvete de volta ao pai, eu me lembro desse dia, mas não lembro de ter pedido para alguém tirar uma foto nossa. 

 

Confusa e um pouco assustada, pego meu celular. Tiro uma foto e ligo para Justin, ainda agachada e olhando para todos os lados. Meus seguranças ainda estavam parados no mesmo lugar, o que me acalmava em partes. 

 

—Aconteceu alguma coisa?– Justin pergunta assim que eu atendo o celular, ouço ele pedir para Chaz e Ryan pararem de falar

—Bem, não sei explicar, talvez sim, não sei, estou confusa, desculpe!– respondo atordoada, passando a mão na cabeça, coloco o buquê de flores na ponta do túmulo e me sento no chão, não ligando se iria sujar minha calça. Estou tonta, sinto que vou cair a qualquer momento 

—O que aconteceu?– volta a perguntar ainda mais preocupado 

—Vim aqui visitar o túmulo dos meus pais como sabe, e meu túmulo, que é do lado dos deles, está aqui. Com um buquê de flores negras e uma fotografia nossa, de toda nossa equipe que eu não lembro de ter tirado, foi você?– digo rápido, sinto pegarem em meu ombro e olho para cima, vendo Rob, o novo chefe da minha segurança me olhar preocupado 

—Esta tudo bem senhora?– pergunta me ajudando a me levantar 

—Sim, obrigado Rob!– digo, afastando o celular da boca, limpando minha calça. Rob acente, e dá um passo para o lado, colocando as mãos para trás, me esperando pacientemente

—Não, eu levei um buquê de rosas cor de rosa, como sei que você odeia essa cor, levei como um deboche pra você, mas eu nunca levaria um buquê de rosas pretas, muito menos uma foto da nossa família, não quero que algum policial reconheça nossos rostos– Justin explica, me apoio na ponta do túmulo que bate em meu quadril

—Tem certeza?– pergunto ainda relutante– Se não foi você, quem foi? Mary? Emma? Julie? Até mesmo Ryan, Chaz ou Chris, quem foi Justin?– pergunto já entrando em desespero

—Olha, calma. Por que não envia a foto para meu celular e vem pra casa? Vamos resolver isso, mas calma!– balanço a cabeça concordando mesmo que ele não possa ver. Envio a foto para ele por mensagem 

—Pronto, daqui a pouco estou aí!– digo e desligo, olhando a foto estática. 

 

Se não foram eles, quem foi?

 

—Esta tudo bem mesmo senhora?– ouço Rob perguntar mas não o olho

—Não Rob, não está nada bem!– engulo o choro e arrumo o óculos em meus olhos, sinto alguns pingos de chuva molharem meus ombros. –Pode me esperar junto dos outros, eu já vou!– peço vendo ele acentir e ir até os outros. Volto a pegar o buquê de flores nas mãos e o olho. 

—Vocês são a razão da minha vida, e é por vocês que ainda luto, não vou desistir, vou lutar e vencer, por que sei que seria isso que você faria pai, não correria feito um covarde. Você iria para a linha de frente e morreria caso fosse preciso, e é isso que vou fazer, vou morrer caso precisar. – arrebento a corda que prendia todas as flores juntas e as separo em três partes. Coloco uma parte no túmulo de meu pai, beijando cada flor. Coloco à outra parte em minha mãe, beijando cada flor. 

 

Quando apenas mais uma rosa está em minha mão, me abaixo, olhando para a minha própria foto. 

 

—Essa é pra você, que foi fraca e indefesa. – digo e cuspo na flor, colocando ela no meio das flores negras. Me levanto, sentindo eu ficar molhada em instantes pela chuva grossa que caía. Olho para baixo egocêntrica. Ajeito a bolsa em meu ombro e ando ate onde meus seguranças me aguardavam. Sorrio, formulando planos infalíveis para pegar Troi. 

 

Amy Adams morreu a duas semanas atrás, hoje sou a Dama de Los Angeles, o anjo da morte. E nada e nem ninguém me fará parar.  



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