História Love Rebel Season Second - Capítulo 35


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber, Lucy Hale
Personagens Justin Bieber, Lucy Hale
Tags Amy Adams, Justin Bieber, Love Rebel-bad Blood
Visualizações 31
Palavras 3.791
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Luta, Policial, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Sei que vocês querem me matar, mas GENTE EU NAO SEI OQ FAZER NA MINHA VIDA, A ESCOLA TOMA TODO MEU TEMPO E EU TO ESCREVENDO UM LIVRO AGR ENTÃO

Nossa...

Enfim, espero q gostem

Capítulo 35 - Terceira Temporada capítulo 8


Fanfic / Fanfiction Love Rebel Season Second - Capítulo 35 - Terceira Temporada capítulo 8

 

 

 

11/02/2017– sábado 

14:23 P.M 

Mansão em Liverpool, Inglaterra 

 

 

Quando chegamos na Inglaterra, há sol, mas não calor, venta muito, e me encolho dentro da minha jaqueta verde. Pegamos um helicóptero e fomos até Liverpool, em menos de quarenta minutos, pousamos no heliporto em cima da mansão que Chris alugou no jatinho, quando estávamos a caminho daqui. A mansão é completamente afastada de tudo, o centro fica a menos de vinte minutos, e a casa de Bruce Dickinson, a menos de meia hora. 

 

O quintal é incrível, sei que Justin adoraria essa casa, para correr com Jess e Joe. A grama e extensa, tão extensa que nem ao menos vejo o portão ao final da grama, que levaria até a estrada. A porta é grande e preta, assim como a estrutura da casa é sustentada por pilastras grandes e de mármore preto. Chris abre a porta e entramos, meus seguranças fazem a ronda, já que eu os trouxe comigo, não poderia vir desprotegida a um lugar que eu não tenho nenhum aliado. A não ser Jenkins, o traficante que cuida de Londres. Mas os caras de Liverpool são da pesada, sei cada um que controla cada parte daqui, resolvi os estudar dentro do jatinho, já que foram oito horas de viajem. 

 

—Eu quero o primeiro quarto que eu ver!– digo, subindo as escadas. As escadas ficavam em um belo hall, que daria pra ser minha sala inteira. A sala, pelo que vejo, é um corredor em baixo das escadas, com uma bela lareira feita em pedra. Subo as escadas de carpete vermelho, cansada. Esses saltos estão me matando. 

—Quando vamos conhecer Bruce?– Chris pergunta maldoso, sinto ele me seguir

—Vamos ainda hoje, mas pode ser um pouco mais tarde? Estou exausta!– digo curvada para frente, arrastando meu corpo ate o primeiro quarto que vejo. Quando entro no quarto, obviamente, ele não é o melhor da mansão, mas me limito a pensar que é o que tenho no momento, e no momento não estou com vontade de procurar um melhor. 

 

Jogo minha mala ao lado da cama e me deito na cama, com os pés para fora da cama. Abro os braços e sinto meu celular vibrar dentro do bolso de minha jaqueta, em baixo de mim. Solto uma enxurrada de palavrões e me ergo, enfiando a mão dentro do bolso e arrancando meu celular do bolso

 

—Que foi porra?– digo com raiva, de olhos fechados. As cortinas estavam fechadas, deixando o quarto o mais escuro que as grossas cortinas podiam

—Calma, já chegou?– reconheço ser Justin, suspiro, querendo dar um soco na cara dele agora

—Sim, você atrapalhou meu sono!– respondo, me virando de barriga para cima na cama. Olho para o teto vendo meu reflexo no espelho preso no teto. Eu estou horrível. 

—Desculpe, queria saber se chegou bem!

—Sim, cheguei. Entregou o carregamento, Justin? – pergunto sem paciência alguma 

—São seis da manhã aqui Amy!

—Eu nem sei que horas são aqui– digo, me virando vendo no criado mudo, um relógio digital, vi que eram duas e pouco da tarde –Aqui ja são duas horas! Caralho!– respondo, passando as mãos no rosto

—Que horas você vai até Bruce?

—Sinceramente? Agora que eu vi que horas são, eu não sei. Pensei que ainda era umas dez da manhã, ia dormir um pouco e ir de tarde, mas agora, acho que vou amanhã, não sei. De noite, quando eu acordar, posso ir até a casa dele estudar o lugar um pouco, tenho que ser esperta, ele é ex agente da CIA, ele também deve ser esperto!– digo, de olhos fechados, pensando 

—É, você tem razão!

—Muito difícil eu não ter!– digo maldosa ouvindo a risada de Justin 

—Eu te amo!– ouço Justin dizer e abro os olhos, olhando para meu reflexo 

—Eu também te amo!– digo baixo 

—Estou com saudade do que fizemos a uns quatro dias atrás!– Justin diz, baixo e malicioso 

—É, eu também!– confesso, me lembrando. –O carro pegou fogo!– digo rindo, me virando de lado

—Pois é, somos o casal fogo!– sei que Justin diz rindo, posso sentir que ele está sorrindo

—Gostaria de repetir isso?

—Você nem faz idéia!

—Vou pensar no seu caso quando eu voltar, se não se importa, eu preciso dormir amor!

—Tudo bem, mas se for ate a casa de Bruce me mande uma mensagem, por que se alguma coisa acontecer, sei que você foi até lá!– solto uma risada, concordando 

—Tudo bem, te amo!

—Te amo!– desligo, colocando meu celular ao lado do relógio. 

—Você não vai hoje ver Bruce, não é?– Chris me assusta, parado de braços cruzados, encostado em minha porta. Arrgalo os olhos, colocando a mão no peito, regularizando minha respiração 

—Droga, você me assustou desgraçado!– digo baixo, respirando fundo – não, não vou. Preciso dormir um pouco, me dê esse direito, pelo menos.

—Tudo bem, vamos amanhã então. Mas não podemos passar disso, se alguém souber que estamos aqui sem segurança, aliados e permissão dos traficantes de Liverpool, sabe que vamos morrer!– Chris diz, como um alerta. Balanço a cabeça, concordando

—Sim, eu sei. Mas dentro de três dias, estará tudo resolvido, é só uma questão de tempo, eles não vão saber que estamos aqui!– respondo, vendo Chris me olhar desconfiado 

—Tudo bem, você vai querer ir na casa dele anoite?

—Sim, mas vou sozinha, se eu for com você ou seguranças vão suspeitar, não podemos correr esse risco!– digo me sentando, tirando a tira da sandália que prendia em minha canela

—Amy, não sei não. Pelo menos um!

—Não Chris, confie em mim, eu sei o que estou fazendo, não iria me arriscar tanto assim. Eu só vou ficar do outro lado da rua, nada de mais!– Chris assente, se desencostando da porta 

—So me avise quando for, coloco uma escuta em você!

—Tudo bem!– ele fecha a porta enquanto eu jogo os saltos ao lado da cama. Fico de pé e tiro toda minha roupa, me jogo na cama e me enfio em baixo dos cobertores. Coloco meu celular para despertar as sete horas da noite e em menos de dez minutos, Caio em um sono pesado e de que estava precisando 

 

 

***

Mesmo dia

20:49 P.M

 

 

 

Fecho a tira da sandália em volta da minha canela, e me levanto, me olhando no espelho. A calça jeans me caía bem, a blusa era azul com pequenas âncoras bracas decorando a blusa de alça. Uma jaqueta vermelha viva chamava a atenção. Bagunço meu cabelo, o deixando com movimento. Passo o batom roxo e coloco minha lente. Pego minha mesma bolsa bege, carregando apenas minha carteira e uma arma pequena, para não levantar suspeitas. Passo algumas borrifadas de perfume em meu pescoço e pego meu celular em uma mão e minhas chaves na outra. 

 

Abro a porta e desço, encontrando Chris no pé da escada, me esperando com uma escuta na mão. Ele me estende o aparelho e coloco tudo que tenho nos braços em cima de um aparador que tinha um vaso de flor em cima. Coloco o aparelho no ouvido e ajeito a escuta no meio do meu sutiã. Chris não fica envergonhado quando enfio minha mão por dentro da blusa, já está acostumado. Lembro do dia em que ele ficou vermelho uma única vez, quando ele deu uma escuta para Mary colocar no sutiã e ela tirou a blusa na frente de todo mundo. Eu, como sou a mais madura, o que fiz foi rir como uma hiena até tarde. Todos olharam Mary chocados, mas sua resposta foi a melhor. Disse que tinha coisas mais importantes para se preocupar do que seus peitos maravilhosos, ou seu corpo igual de uma sereia, como sempre, ela sendo humilde. 

 

—Fale alguma coisa– pede, indo até uma poltrona verde, ele se senta e põe seu notebook em cima das pernas 

—Unicornios fofinhos!– respondo vendo ele me olhar e sorrir

—Serio Adams? Unicórnios fofinhos? Você não é uma mulher perigosa? Gosta de unicórnios?– zomba, olhando a tela de seu notebook 

—Você acredita que vai casar com Julie e nem por isso eu estou jogando na sua cara!– respondo ajeitando minha blusa, olho para baixo vendo se ficou algum volume e nada, perfeito. Pego as coisas em cima do aparador e me viro para Chris 

—Mas eu vou me casar com Julie, eu já a pedi em casamento, ela é minha noiva, estamos marcando as coisas. Isso vai acontecer Amy.– diz sorrindo sarcástico, jogo uma flor com espinhos nele e os espinhos cravam em seu braço. Ele grita e me olha chocado 

—Isso é o que vamos ver, Beadles, tem muito tempo ate isso acontecer. Possa ser que você morra até lá!– respondo calma, indo até a porta ouvindo seus gritos furiosos comigo, tentando inutilmente, tirar os espinhos do braço 

—Você é louca Amy!– ouço dizer pela escuta e dou risada, entrando em meu carro

—Você sabe que sim!– respondo, ligando o automóvel simples, andando ate os portões 

—Eu deveria avisar a todos os traficantes que você está aqui e te matar!– responde carrancudo e dou risada mais uma vez, chego na estrada e vou até onde Chris me guia

—Mas não vai, por que sabe que Justin, Julie e todo o resto do pessoal te mataria!

—Eu posso forjar sua morte, sou o cara da internet, acha que eu não posso fazer o impossível com um computador.?

—Ontem você disse que ainda não fazia milagres Beadles!– digo calma

—Vire a esquerda agora!– ele diz e faço o que ele manda 

—Por que eu não podia continuar indo reto?– pergunto acelerando mais rápido 

—Está tendo um racha entre os traficantes de Liverpool e redondezas, você seria morta, com certeza!

—Obrigada, mas voltando ao nosso assunto, você sabe que eu te odeio por comer minha irmã!– respondo ultrapassando um carro vermelho lento

—Eu como sua irmã, e daí? Justin come você e nem por isso eu odeio ele!

—Vocês não são irmãos!– respondo rindo

—Mas fomos criados juntos, deve valer de alguma coisa

—Chris, me responde uma coisa

—Não quero!– ignoro revirando os olhos, rindo

—Foda-se vai responder mesmo assim. Sabe alguma coisa sobre a mãe de Justin? Ele quase nunca fala sobre ela, só sei que seu nome é Patricia e que ela mora em Atlanta, por que ele nunca fala dela?– pergunto com as duas mãos no volante, prestando atenção na estrada a frente. Eu via o começo da cidade no horizonte, e cada vez eu ficava mais perto. A cidade estava toda iluminada, e entrava em contraste com a escuridão do céu 

—Eles brigaram. Ela não gostava que Justin andasse com o pai dele, pelo mesmo motivo do pai dele ser a mesma coisa que Justin. Então Justin se rebelou contra ela, deixou ela bem instalada em uma casa grande em Atlanta, ele dá uma mesada pra ela todo mês, mas nunca vai a visitar. Ela me liga algumas vezes, ela sabe que é avó, caso não importe, foi eu mesmo quem contei pra ela. Pattie é doida para conhecer você e as crianças, mas tem medo de Justin

—Medo de Justin? Ta de brincadeira?– pergunto desacreditada – É ela quem é a mãe desse palhaço, como ele fez isso com ela?

—Justin queria uma vida rica e luxuosa, coisa que naquela época, Pattie não podia dar pra ele. Então ele se bandiou pro lado de Jeremy, que Deus o tenha.

—Ele morreu? Como?

—Tiroteio com a policia, um pouco antes de vocês se tornarem aliados, as crianças ficaram com Pattie.

—E quando foi a última vez que Justin viu a mãe e os irmãos?

—Acho que tem uns sete anos que eles não se vêem!– minha boca se abre em total espanto

—O que?– grito dentro do carro, chocada– sete anos?

—Sim, você já está na cidade né?

—Sim, acabei de chegar. Vai me mostrar onde ele mora ou vou ter que perguntar pra cada pessoa que eu ver?– pergunto ouvindo Chris murmurar algum xingamento – depois vou conversar sério com Justin sobre isso, eu vou resolver

—É um assunto delicado pra ele Adams, não força a barra!

—Eu vou é meter a barra na cara dele se ele não for ver a mãe dele, porra, queria eu ter uma mãe!– digo, parando por aí, não queria chorar logo agora. 

—Tudo bem, não vou me meter entre vocês

—Mas eu vou me meter entre você e Julie com certeza!

 

 

Eu e Chris continuamos brigando até eu chegar na rua de Bruce. A rua era sem saída, com casas dos dois lados da rua. Estaciono meu carro de frente sua casa, do outro lado da rua. As casas eram em padrões exatos, a mesma construção desde as mesmas cores. Havia uma janela grande do lado direito da casa, ao lado da porta.  O quintal era bem cuidado com arranjos redondos e pequenos. Um caminho feito de pedrinhas brancas trilhavam o caminho do portão até a porta. Um carro vermelho estava estacionado na frente do portãozinho branco. A garagem estava fechada, com o portão branco abaixado.

 

—Quer que eu tire algumas fotos pra você estudar melhor o lugar?– pergunto para Chris, sua respiração era baixa. Ele sabia que eu tinha que me concentrar, memorizar cada parte da casa. 

—Não precisa, eu estou com a planta aqui em minha frente. É fácil entrar no site da agência de imóveis sabia?– diz sarcástico, e queria estar lá agora para o socar na boca 

—Vai se foder– murmuro, voltando a me concentrar. Pela janela eu conseguia ver a metade da sala de jantar, e uma família está alí reunida. Duas crianças, Bruce Dickinson, sua mulher, e seus pais. Eu tive tempo de estudar cada um, também, no jatinho. Não preguei o olho em nenhum minuto desde que pus os pés dentro de meu jatinho. Sua mulher, se chamava Michele , tinha 34 anos, era fotógrafa. Seus pais, Ian e Martha, ambos tinham 71 anos, Martha era paisagista e Ian, ex arquiteto

 

As crianças tinham 7 anos, uma garota e um garoto, gêmeos. Mia e Dominic, estudavam a uma escola que ficava a cinco quadras daqui. Observo com mais atenção, cada detalhe que posso dentro da casa. Eles riem felizes, Bruce ajudava os filhos a comer enquanto sua mulher conversava sorrindo com os sogros. 

 

—Queria entrar lá agora e acabar com essa palhaçada!– digo entre dentes, olhando para frente vendo uma adolescente de uns dezessete anos sair de um carro, sorrindo completamente bêbada. A observo acenar para os amigos, e logo após, a pessoa que dirige arranca cantando pneu, e deduzo que também esteja bêbado. Pelo menos uma chegou viva em casa. Ela entra em seu quintal e deixa o portãozinho aberto, anda com dificuldade até a porta e tem mais dificuldade ainda para abrir a porta. Mas é uma mulher quem abre, e começa a brigar com a menina, deve ser mãe dela, com certeza. 

 

Quando volto minha atenção para o lado de minha janela, me assusto. Bruce está parado ao lado de minha janela, e bate no vidro. 

—O que eu faço?– pergunto desesperada para Chris, Bruce espera pacientemente. Como eu não pude ver ninguém chegando? Droga de menina que prendeu minha atenção tanto assim. 

—Dê seu jeito, drible ele porra!– Chris está mais desesperado que eu. 

 

Com confiança, pego meu celular na mão e abaixo o vidro, sei como sair dessa. 

 

—Posso ajudar?– pergunto confusa, faço movimento como se eu estivesse acabado de terminar uma ligação, o olho esperando respostas. Ele me olha ameaçador, deixa uma mão repousada no teto do carro e a outra ao meu lado na janela 

—Sou o síndico do bairro e nunca vi seu carro rodando por aqui! O que faz aqui?– diz bravo me olhando de cima. Solto um riso meigo, balançando a cabeça 

—Sim, eu sei, é minha primeira vez aqui!– digo, parecendo indefesa e meiga. – o senhor se importa de se afastar um pouco do carro? Gostaria sair!– pergunto meiga, piscando lentamente. Ele me encara por alguns segundos antes de se afastar. Tiro as chaves da ignição, pego minha bolsa e meu celular. Abro a porta e ponho um pé para fora, pegando impulso e me levantando, saindo do carro. Bato a porta e ligo o alarme, conferindo se a porta estava mesmo trancada. Me viro, vendo Bruce ainda alí, parado de braços cruzados. 

 

Olho para trás dele, por cima de seu ombro e vejo que o carro vermelho não está mais estacionado ali. Me martirizo ainda mais, por não ter ouvido absolutamente nada. Eu podia ouvir a respiração ofegante de Chris no meu ouvido, e isso me deixava ainda mais nervosa

 

—A senhora não me respondeu. O que veio fazer aqui?– ele me olha de cima a baixo, me encolho perante seu olhar, como se eu fosse tímida, mas na verdade eu queria arrancar os olhos dele por ele me encarar desse jeito – Aposto que a senhora tem muito dinheiro, o que pretende em um bairro desses?

—Estou procurando minha irmã, eu sou empresária e estive viajando muito, combinei com uma amiga dela de a reencontrar, mas esqueci de pegar o endereço de minha própria irmã, acredita?– respondo rindo, mas Bruce continua quieto e de braços cruzados, com a cara fechada – então vim até aqui, eu tinha o endereço da amiga da minha irmã, ela mora aqui!– aponto para onde a garota bêbada entrou – Desculpe, eu só vim pegar o endereço de minha irmã, eu não sou uma ladra senhor!– digo parecendo envergonhada com seu olhar sobre mim, olho para baixo, cruzando os braços, tímida 

—E por que não foi antes? Vi que Lucy chegou agora pouco, deveria ter a abordado logo que ela chegou, não é? – diz desconfiado, e digo a mim mesma que ele já sabia da minha existência antes mesmo da tal Lucy chegar 

—Sim, sim. Eu fui na casa dela, mas a mãe dela disse que Lucy não estava e não me deixou entrar, acho que ela não foi muito com minha cara. Resolvi ficar aqui no carro e esperar Lucy, e sobre eu não ter a abordado logo que ela chegou, eu nem ao menos sabia que ela havia chego, estava em uma ligação importante, como o senhor viu, e eu mexia em meu tablet antes!– respondo, erguendo meu celular na altura do rosto para ele ver. Ele me olha algum tempo e penso que quando ele desistiu, me faz mais perguntas 

—Eu não vi nenhum brilho dentro do seu carro quando eu lhe chamei!– ouço Chris sussurrar um "puta merda" baixinho e fez uma gota de suor escorrer pelo meio das minhas costas 

—Eu tinha desligado o tablet segundos antes do senhor me abordar!– o respondo rápido, para não levantar dúvidas. Chris suspira. 

 

 

Bruce fica alguns segundos sem falar nada, e me dou por vencida de que ele não tem mais o que perguntar. Ouço a mulher dele o chamar do outro lado da rua, e ela nos olha confusa. Essa é minha deixa para escapar dele

 

—Suponho que seja sua esposa lhe chamando– digo baixo e olhando para baixo, tímida – acho melhor o senhor ir vê-la, antes que ela tenha uma impressão errada sobre o que acontece aqui!– termino, levantando o olhar vendo ele me olhar ameaçador 

—É, é verdade!– concorda, dando um passo para o lado

—Desculpe se eu levantei suspeitas, não queria lhe trazer incômodo algum ou perturbar alguém de sua rua, me desculpe senhor. Vou agora mesmo falar com Lucy e não vou mais lhe atrapalhar!– respondo, sorrindo pequeno. Me viro, dando a volta no carro, subindo na calçada, e entrando no quintal da casa de Lucy. Subo mais um degrau e bato na porta. Ela é aberta pela mesma mulher que estava brigando com Lucy. 

—O que você quer?– pergunta ríspida, seu hálito é de cigarros com vodka, enjoativo. Lucy aparece atrás dela, com o rosto vermelho e molhado pelas lágrimas, assim como as roupas rasgadas. Arregalo os olhos de surpresa, e não estou fingindo

—G-gostaria de falar com Lucy, por favor!– peço, relutante. Estou com medo dessa mulher, por que sei que, se ela partir para cima de mim, vou ter que me fingir de inocente que não sabe lutar, muito menos vou poder lhe dar um tiro. 

—Você é mais uma daquelas assistentes sociais? Por que se for eu mato você, já estou cansada!– ruge feroz, Lucy dispara a chorar e vem ate a porta, mas é empurrada para o chão com força pela mulher. Me pergunto como ninguém à denúncia. Me assusto, e agarro a alça de minha bolsa– e não ouse se levantar Lucy, para seu próprio bem!– ameaça ouvido o choro da filha

—Me tire daqui moça, por favor, me tire daqui, me salve!– pede aos prantos, seus braços estão arranhados e vermelhos, seus olhos também, e sinto pena dela. Por que, me coloco no lugar dela, ou melhor, coloco Jess em seu lugar. Se fosse com minha filha que estivessem fazendo isso, com certeza eu mataria a pessoa da pior maneira 

—E então vadia? Você é ou não assistente social?– a mulher ruge em meu rosto

—S-sim, sou!– me esforço dizer essas palavras, e Chris me xinga pela escuta

—Que porra você está fazendo Amy?– o ignoro, prestando atenção na mulher

—Ahh, mas você não vai levar Lucy de mim, eu a adotei e vai ser assim ate o fim da vida dessa maldita. Ela é minha escrava, e se não se importa, ela tem uma casa pra limpar. – a mulher bate a porta e por pouco não pega em meu nariz.  Arregalo os olhos, olhando para trás. 

 

 

Bruce está em seu quintal com uma mangueira em mãos, e molha o canteiro de flores em volta de seu jardim. Ele tem os olhos fixos em mim, e posso ver seus olhos azuis do outro lado da rua, me olharem ameaçadores. A porta de sua casa está aberta e seus dois filhos correm um atrás do outro pelo quintal. Sua mulher aparece por trás dele e o abraça. Abaixo a cabeça, apertando a alça de minha bolsa mais forte. Antes de entrar em meu carro, me viro, vendo que ele ainda me  observava. Aceno para ele, vendo sua indiferença para mim e o olhar meigo de sua mulher, ela sim sorriu e acenou para mim, mas seu sorriso morreu ao ver seu marido não fazer o mesmo. Entro no carro e rapidamente estou saindo daquele bairro 

 

 

—Porra!– ouço Chris dizer e quase havia me esquecido dele

—Eu sei, foi tenso!– digo respirando fundo.

—Você deveria ser atriz, sabia?– Chris diz debochado e ate mesmo eu dou risada 

—Eu sei, foi incrível!– me gabo, indo onde meu GPS mandava– mas, e então? Ja tem um plano?

—Mais ou menos, vem pra cá, que te conto tudo!– diz e isso faz eu acelerar

—Ok!– mudo de marcha, indo a 150 por hora 



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