História Love Rebel Season Second - Capítulo 36


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber, Lucy Hale
Personagens Justin Bieber, Lucy Hale
Tags Amy Adams, Justin Bieber, Love Rebel-bad Blood
Visualizações 34
Palavras 5.075
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Luta, Policial, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 36 - Terceira temporada capítulo 9


Fanfic / Fanfiction Love Rebel Season Second - Capítulo 36 - Terceira temporada capítulo 9

 

 

 

Quando abro a grande porta e olho para o hall, há algumas pessoas no mesmo, de pé onde conversavam com Chris. 

 

—Quem são?– pergunto, rude. Sinto meu celular vibrar em minha mão e olho, vendo ser Justin. Ignoro a ligação, olhando para o casal em minha frente. A mulher é loira, com os cabelos curtos na altura dos ombros. Usa uma calça jeans preta, um salto alto simples preto e uma camisa branca de cetim, com um casaco preto por cima. Tem os olhos azuis e o rosto fino. O homem vestia um terno simples, com sapatos lustrosos. Seus cabelos eram pretos e estavam em um topete baixo, os olhos eram pretos como os de um felino

—Eles são Emily e Derek, são moradores e vizinhos do bairro de Bruce!– Chris responde me apresentando os dois, Emily sorri abertamente, com os olhos brilhando. Já Derek, se contenta em apenas um balançar de cabeça 

—E o que eles estão fazendo no meio da minha sala?– pergunto com a bolsa em meu braço, me apoio em uma perna, olhando Chris sugestiva 

—Eles vão nos ajudar, sabem a rotina dele e da família, são vizinhos a mais de dez anos

—É, e também odiamos os Dickinson!– Emily diz soberba, revirando os olhos, dramática 

—Olha, caso você não saiba, isso aqui é muito maior que uma rixa insignificante entre vocês, eu não dou a mínima se você gosta deles ou não, sua função aqui é dizer o que eles fazem, e não palpitar em exatamente porra nenhuma, então se contente em olhar tudo ao seu redor e falar quando eu realmente te pedir, obrigada!– ela me olha furiosa, aperta o braço de seu marido e sorri falsa

—Claro, me desculpe!– diz, forçando as palavras a sair. Seu marido, Derek, não defende a esposa, pois sabe que a recompensa será maior no final. 

—Quero saber desde quando eles acordam desde a hora que vão dormir, e espero que vocês não errem, por que se me passarem as informações erradas, quem estará com a cabeça sendo procurada serão a de vocês.– começo vendo Derek acentir 

—Nunca faríamos isso, Christian nos disse quem vocês são. São empresários famosos e milionários que tem uma dívida com Bruce não é?– Derek pergunta me olhando, buscando a verdade em meu olhar. Olho para Chris de soslaio, vendo ele segurar o riso. Ele tem mania de inventar coisas que nunca seremos, mas sempre cai como bons disfarces. 

—Sim, e eu tenho poder e recursos, vocês serão bem recompensados.– Derek acente e Emily ergue a cabeça– por aqui, não quero ficar de pé o tempo todo!– os conduzo até um escritório, no piso superior. Subo um lance de escada e vou até o final do corredor, onde lembro ser o escritório que Chris me mostrou na planta da casa

 

Abro a porta e vejo que tudo já está organizando, Chris sabia que viriamos pra cá. A sala é revestida em madeira, aquecendo o lugar nos dias frios. Uma mesa pesada de mogno estava no centro da sala, as paredes ao lado da mesa eram revestidas de estantes de livros. A parede atrás da mesa era em vidro, deixando ver a parte lateral da casa, onde um muro com folhas e plantas o enfeitava. 

 

Coloco minha bolsa na mesa e dou a volta na mesma, me sentando na poltrona preta de couro. Emily e Derek entram logo depois de Chris. Emily olha tudo anestesiada, como se ela estivesse dentro de um castelo de cristal. 

 

—Sentem–se!– peço, apontando para as duas cadeiras na frente da mesa. Eles se sentam e Chris coloca uma cadeira ao meu lado. Pega seu notebook e o posiciona em um ângulo em que eu e ele podemos ver a tela e em que Chris mexe. Chris entra em um banco de dados e eu ja sei o que ele faria. 

—Bom, quando vocês quiserem começar fiquem à vontade!– Chris diz, fazendo os dois olharem para Chris. Chris tira uma foto rapidamente e congela a imagem, procurando os dois no banco de dados universal

—Eles acordam seis horas da manhã, todos os dias, bom, menos de final de semana quando não tem aula!– Emily começa e eu peço para ela continuar, olho de soslaio para a tela e a busca estava quase completa – Michele leva as crianças para a escola, eles saem seis e quarenta e cinco, e ela volta sete e vinte. 

—E o que Bruce faz enquanto sua mulher leva os filhos na escola?– pergunto com as mãos juntas em cima da mesa

—Bem, ele fica em casa, geralmente fica na garagem onde ele mais gosta, as vezes ele mexe no jardim e de vez em quando ele saí para correr. 

—Você sabe qual dia da semana ele sai para correr?– Chris pergunta os olhando 

—Geralmente nos domingos de manhã, ele gosta de correr antes de ir visitar os pais– Derek responde e eu olho Chris sorrindo maldosa. A busca fica completa e eu, juntamente de Chris, lemos as fichas do casal

 

Emily Mitchell Clark– 32 anos, nacionalidade canadense, designer de interiores. 

Derek Flint Clark, 33 anos,  nacionalidade britânico, advogado.

 

—Você é advogado e está se vendendo?– pergunto desacreditada para Derek, que me olha chocado de olhos arregalados 

—Como vocês sabem?– é Emily quem pergunta pelo marido 

—Como eu poderia confiar em você sem te conhecer?– Rebato, sorrindo esperta 

—Sim eu sou. São tempos difíceis pra todos, acabei de ser demitido e não tenho muito dinheiro, essa solução cabe para nós dois, vamos sair ganhando do mesmo jeito no final!– bato a caneta na mesa, o olhando sorrindo com um sorriso presunçoso como se eu fosse a mais esperta na sala. 

 

E de fato, eu era.

 

—Tudo bem, isso não vai afetar nada, continue!– peço, colocando a caneta lentamente em minha mesa

—Aos finais de semana, eles vão até a casa dos pais de Bruce ou eles vêem até aqui, eles foram lá, tinham acabado de chegar quando estávamos vindo pra cá!– olho Chris confusa 

—Por que não me avisou?– pergunto vendo ele dar de ombros 

—Tenho meus motivos, depois eu lhe falo!– responde mexendo em outras coisas em seu divertido notebook 

—Eles sempre vão no supermercado ou em alguma feira as quartas. As sextas eles saem sempre de noite, vão em uma pizzaria a duas quadras dali. De terças eles vão a igreja, e segunda e quinta eles ficam em casa ou as vezes, saem ou dão alguma festa ou churrasco. – balanço a cabeça, concordando. 

—Mais alguma coisa que achem que devem me contar?– pergunto olhando os dois, vendo eles se entre olharem. 

—Ele tem uma sala na casa dele, não deixa ninguém entrar ali, é uma sala em baixo das escadas, ele diz que é uma sala de coisas inutilizada por ele, mas duvido muito, um dia vi luzes meio cinzas ou azuladas por baixo da porta.– Derek diz, lembrando 

—Uma sala de vigilância das câmeras, com certeza!– Chris diz ainda concentrado no seu notebook 

—Vocês disseram que ele saí todo domingo para correr, que horas?– pergunto, pegando um papel para anotar, Chris nega, apontando para a tela do notebook onde agora, reparo estar com todas as informações que o casal nos disse

—Ele saí as cinco da manhã e volta as seis, no máximo seis e meia, corre em um parque no final da rua onde fica a escola dos garotos!– Emily, que até então estava quieta, deixando seu marido falar, responde. Olho para ela e  novamente, aperta o braço de seu marido

—Mais alguma coisa? Essa é a chance de vocês!– digo, sorrindo confiante 

—São os detalhes fundamentais pra vocês!– é Derek quem responde. 

 

Os observo por alguns segundos antes de abrir minha bolsa e pegar minha carteira. Abro a pequena bolsinha preta e pego meu talão de cheques, abro em um e escrevo todos os dados que pede alí. Quando finalizo com minha assinatura falsa, destaco a folha das outras e estendo para Derek, mas Emily se apressa e pega o papel com a mão cheia de anéis e pulseiras espalhafatosas 

 

—Cem mil, espero que vocês não digam nada! Esperem uns três dias para retirarem esse dinheiro, vou dar um tempo até as coisas esfriarem e eu colocar esse dinheiro na minha conta!– volto a me encostar na cadeira, rodando a caneta em meus dedos. Emily me olha chocada

—Obrigada!– agradece, sorrindo

 

Dou de ombros e chamo Rob para os levar até lá fora. Quando vejo pelas câmeras que eles saíram pelos nossos portões, sorrio para Chris 

 

—Você vai os matar não é?– pergunta sem emoção na voz

—Sim!– respondo, sorrindo com a língua entre os dentes – sabem como britânicos são, não se pode confiar neles, te traíram na primeira oportunidade! Voltando ao assunto, já sei como podemos pegar Bruce!

—Como?– Chris se concentra em mim agora, deixa o notebook de lado e vira a cadeira em minha direção 

—Emily disse que Bruce saí para correr todo domingo, amanhã é domingo. Vamos ter que ser rápidos e precisos. Ele não pode desconfiar de nada até já ter caído em nossa armação 

—E como vamos fazer isso?– Chris pergunta apoiando a cabeça na mão – O cara deve ser esperto pra caralho, vai perceber caso pessoas desconhecidas cheguem perto dele, ele vai sair correndo 

—Sim, mas ele não pode sair correndo se estiver dentro de um carro!– digo sorrindo, brincando com a caneta em minhas mãos 

—Estou completamente confuso agora, o que você quer dizer?

—Quando ele estiver indo para o parque, Emily disse que é no final da rua onde fica a escola não é? Aposto que não terá muita gente nas ruas a cinco horas da manhã, paramos atrás dele e os jogamos dentro de um furgão com slogan de um restaurante ou alguma loja, ninguém vai desconfiar se ver um furgão parado na rua, vai ser lá dentro que vamos o interrogar!– explico vendo Chris acentir entendendo um pouco melhor minha teoria

—Onde vamos conseguir um furgão?

—Sugiro que comece dando seu jeito!– respondo despreocupada, me encostando na cadeira e apontando para o notebook com a caneta 

—Quem vai buscar o furgão e os adesivos?– pergunta já entrando em lojas de aluguéis de carros 

—Simples, dez homens vieram conosco, peço para um dos dez!– respondo, olhando para o lado, dando de ombros 

—O carro já está alugado!– responde, se encostando na cadeira. Chamo Rob e minutos depois ele abre a porta e vem ate minha mesa

—Quero que mande algum dos seus homens buscarem esse carro para mim, nesse endereço!– escrevo a marca do carro junto da placa, assim como o endereço do lugar. Entrego o folheto para Rob que acente 

—Farei isso!– garante, olhando o papel em mãos 

—Alguem tem que buscar os adesivos nesse lugar, mande outro segurança buscar, peça para ele ser rápido, o lugar vai fechar em menos de meia hora!– Chris diz, entrando outro papel para Rob 

—Tudo bem, mais alguma coisa?– pergunta educado

—Sim, peça para as empregadas preparem a janta para todos nós, incluindo vocês. – Rob se assusta com esse pedido, mas finge não demonstrar – como eu sei que a mesa é grande, podem comer nela, porém mande alguém trazer meu prato e de Chris, vamos comer aqui mesmo!– peço vendo ele concordar mais uma vez

—Obrigado, Dama!– agradece sincero, Chris me olha e eu desvio o olhar 

—Não foi nada, sei que devem estar famintos, todos tem que ser recompensados de alguma forma, pode ir, mas não se esqueça dessas coisas que eu lhe pedi ok? Buscar o furgão, os adesivos, preparar a janta e trazer os pratos aqui!– Rob acente a cada fala minha, recordando

—Sim senhora, com licença!– ele saí do escritório e fecha a porta, Chris continua a digitar em seu notebook 

—Esta ficando mole, Adams!– caçoa, sem me olhar, sorrindo de lado

—Não sei por que escolho vir nessas viagens com você. Deveria vir com Justin, pelo menos assim eu transava!– resmungo ouvindo seu riso 

—Você é ingrata, isso sim!

—In..INGRATA?– grito vendo Chris me olhar divertido – Como é que é Beadles? Eu sou ingrata? Se eu fosse ingrata, já teria te matado a muito tempo 

—Digo o mesmo, eu poderia ter te matado no mínuto em que você se encontrou com Bruce, eu poderia mandar uma mensagem no celular dele com toda sua ficha e sua verdadeira identidade. Mas não fiz isso porque sou generoso!– diz sem me olhar, se gabando 

—E o mais modesto também, presumo!– murmuro, dando atenção ao meu celular onde tocava novamente – Oi Justin!– atendo, colocando o celular no ouvido

 

Chris olha pra mim e sorri malicioso, reviro os olhos e me levanto, indo até a porta. Fico no corredor, fecho a porta e me encosto na parede branca ao lado da porta 

 

—Onde você estava porra? Você não me deu notícias! Você foi ver Bruce? Se encontrou com ele? Como foi? Você está bem? Aconteceu alguma coisa?– pergunta afobado, sorrio de lado, vendo o quanto se importa 

—Calma, calma. Estou bem. Sim, eu fui até Bruce, vi sua casa e estou bem. Aconteceu alguns imprevistos mas não é nada com que você tenha que se preocupar. Não aconteceu nada e agora estou no escritório com Chris bolando um plano para pegar Bruce!– respondo cruzando as pernas, olhando para meus pés 

—E como será esse plano?

—Chris contratou dois vizinhos de Bruce que sabiam sua rotina e de sua família, eles nos contaram tudo e pronto, sabemos como pegar Bruce, isso é o importante. Você entregou o carregamento Justin?

—Sim, está tudo entregue. Ryan e Mary foram comigo os entregar, Chaz passou o dia com Selena no galpão dois, Selena chegou em casa destruída, tomou banho e jantou, deve estar dormindo uma hora dessas. Emma, Mary e Julie foram ao cinema, mandaram uma mensagem avisando que estão chegando, Ryan deve estar dormindo e Chaz esta assaltando a geladeira. Que porra é essa Chaz?– Justin diz e ouço algo cair no chão 

—Puta merda Justin, você quebrou a vasilha de Rosa, ela vai matar você!– ouço Chaz dizer assustado e dou risada 

—Não foi eu palhaço, você quem estava comendo tudo da geladeira. – Justin diz bravo e ouço uma terceira voz do outro lado da linha

—Vocês quebraram a minha porcelana francesa!– Rosa grita assustada e imagino a cara dos dois babacas a olhando mais assustados ainda – Eu mato vocês!

—R-Rosa, foi Justin quem fez isso!– Chaz diz, e eu me dobro pra frente de tanto rir

—Eu? É você quem está quase fazendo da geladeira sua amante de tantas vezes que você vem aqui e eu sou o culpado?– Justin diz, inconformado 

—Tudo bem Rosa, possa ser que foi eu, mas eu compro outra, não tem problema!

—Só existiam cinco dessa no mundo Charles, como acha que vai conseguir?– Rosa diz alto

—Eu compro, não tem problema, dou o que for só pra comprar outra pra você!

—Acho melhor que isso seja verdade, caso o contrário, Rosa vai o deixar sem sobremesa por um ano, com certeza!– digo ouvido o riso de Justin e as vozes de Chaz e Rosa ficarem para trás 

—Eu sei!– Justin diz rindo – você vai até Bruce amanhã?

—Sim!– Chris abre a porta e me chama com a mão – e preciso pensar melhor agora para não ser morta ou pega, está tudo bem aí?

—Sim, só liguei para saber se você estava bem e dizer que te amo!

—Justin, eu te amo também, não precisa me ligar de cinco em Cinco segundos para me dizer isso, eu sei e sinto que você me ama, para com isso!

—Sim, eu sei, desculpa. Você já vai desligar?

—Sim, Chris está me olhando de cara feia!– e de fato, Chris me olhava com cara de poucos amigos

—Tudo bem, me ligue amanhã antes de ir até Bruce. É sério Adams, me liga!

—Ok, ok. Eu te ligo!

—Te amo!– diz 

—Eu também te amo!– desligo vendo Chris revirar os olhos 

—Nem Julie me diz tanto eu te amo assim!– reclama enquanto eu volto a me sentar na cadeira. Ele fecha a porta e se senta ao meu lado

—Deve ser porque ela não te ama, está vendo? Um motivo ótimo para você não casar com ela!– respondo abrindo meu MacBook, sorrindo falsa para ele

—Não adianta Amy, eu vou casar com sua irmã, eu amo Julie!

—Tá, ok. Já entendi que eu vou ter que te matar para não casar com ela!– digo, erguendo os braços para cima

—Acho que mesmo morto ainda amaria Julie!– responde olhando para frente 

—Quem está sendo o dramático agora?– Rebato, vendo ele me olhar feio e eu gargalhar alto, sendo a mais esperta. 

 

 

Eu sou a mais esperta, ele querendo ou não. 

 

 

***

 

 

12/02/2017– domingo 

4:16 A.M

Mansão alugada de Liverpool, Inglaterra 

 

 

Paro ao lado do furgão vinho e o olho. A lataria está gasta, com ferrugens nos cantos, mas ainda daria para o gasto. Entro no banco de trás junto de Chris, Rob junto de outros dois seguranças estavam no banco da frente. Quando saímos de casa, eram 4:20 da manhã. 

 

Todos ficamos quietos a maior parte do tempo até chegar uma rua antes do parque, eu e Chris examinamos todas as ruas, e Bruce só chegaria no parque se viesse por essa rua ou por um beco, mas pelo beco demorava mais dez minutos para chegar no parque, já a rua, era um atalho muito bom. Checo a arma no meu coldre em minha perna, meu salto alto já começava a irritar. O furgão começava a ficar abafado pelas janelas estarem todas fechadas, e mesmo com o ar condicionado ligado no frio, ainda sim o vento artificial saía quente pelo fato do motor estar ligado. Paramos ao lado do meio fio da rua e esperamos.

 

—Você trouxe as fotos?– pergunto para Chris vendo ele deixar o celular de lado e me estender uma pasta preta. Abro a pasta vendo algumas folhas ali. Uma foto da imagem congelada do vídeo do estacionamento onde ele tirava fotos de minha equipe, uma de seu rosto com sua ficha na CIA e a foto em que colocaram em cima de meu túmulo. Deixo a pasta com as fotos em cima de meu colo, com meu celular em cima da pasta. –Eu deveria ter vindo de short!– reclamo, passando as mãos nas pernas cobertas por uma calça. Me estico e consigo tirar minha jaqueta verde, ficando de regata. Chris me olha entediado no outro banco de frente para mim

—Pare de reclamar Adams!– murmura sem me olhar, vidrado em seu celular 

—Alguem de vocês têm um cigarro? Estou nervosa!– peço para meus seguranças, vendo Mark, o que estava ao lado de Rob, me estender um maço de cigarros com um esqueiro em cima.– obrigada!– agradeço abrindo o maço e pegando um cigarro 

—Você vai fumar nesse calor?– Chris pergunta incrédulo 

—Estou nervosa porra!– esbravejo, o olhando feio. Acendo o cigarro e devolvo as coisa para Mark 

—Temos movimento!– Rob diz atento, se erguendo um pouco de seu acento

—Tragam ele aqui, agora!– peço tranquila, cruzando as pernas e soprando a fumaça do cigarro. 

 

Meus seguranças deixam Bruce passar do furgão e como um passe de mágica, eles saem todos juntos do furgão e vão até Bruce. Chris se senta ao meu lado enquanto ouvimos socos e um grito forte. Alguém é jogado na lataria do furgão e isso faz o mesmo balançar, eu confio em meus homens, e eles sabem que terão que me trazer Bruce aqui, não querem morrer. Chris me olha quando alguém solta mais um grito, trago meu cigarro tranquila. 

 

Segundos depois, a porta do furgão é aberta sendo arrastada para o lado. Rob segura os braços de Bruce para trás, onde sei que estão amarrados. Mark tem um dos braços sangrando, e o outro segurança, Ed, tem o nariz torto e uma linha fina de sangue escorrendo pelo mesmo. Rob joga Bruce dentro do furgão e fecha a porta. Olho para ele segurando meu cigarro perto de meu rosto, trago mais uma vez olhando seu estado. 

 

Seu rosto está vermelho, seu olho, começava a inchar e tornar uma tonalidade arroxeada. Seu lábio estava cortado, e em seu pescoço tinha a marca da mão de Rob. 

 

—Tem um kit de primeiros socorros na bolsa aí na frente, podem usar!– digo para meus seguranças quando eles entram, eu não os encaro, continuo encarando Bruce que me olhava com rancor e fúria, suas pupilas estavam dilatadas assim como sua narina 

—O que você quer?– pergunta com a mandíbula travada– sei que o endereço de sua adorável irmãzinha que não é. Sei que você não é uma grande empresária que estava viajando muito!– diz sarcástico e eu dou risada, cruzando as pernas e deixando minha mão com o cigarro repousada em minhas pernas 

—Direto, igual a mim!– respondo divertida– você é bem esperto para quem trabalhou para a CIA, mas vou te contar uma coisa, você ficou velho e enferrujou. Meus seguranças acabaram de sair da CIA e estão novinhos em folha para trabalharem pra mim, isso é uma coisa que não podemos mudar, o tempo!– digo, despreocupada o olhando. 

—Diga logo o que quer, sei que não me pegou para batermos papo!– ruge como um animal, Chris tem uma arma em seu colo e fica com o dedo no gatilho 

—Quero saber pra quem tirou essa foto!– digo, pegando a foto e virando a mesma em sua direção. Ele apenas abaixa o olhar para a foto e volta a me olhar 

—Não sei do que você está falando!– responde tranquilo dando de ombros. Dou risada, tragando meu cigarro 

—Ohh, claro, eu sabia que você diria isso. Mas, você continuará com essa mesma resposta se algum dos seus filhos perder uma orelha?– pergunto maldosa vendo ele me olhar furioso e Chris me olhar confuso 

—Você não seria capaz!– ruge se levantando pra cima vindo em minha direção, Chris aponta a arma para ele e ele para, levanto uma perna e o empurro de volta ao banco com meus saltos

—Eu já fui capaz de muito coisa, e no final, nem seria eu quem faria isso, eu tenho quem faça por mim!– ele me olha de olhos marejados, morde a boca e olha para o lado

—Você é muito diferente do que me falaram, Dama!– sua fala me assusta, deixo minha mão parada perto da boca

—Você sabe sobre mim?– pergunto perplexa, o olhando assustada. Ele solta um riso e me olha 

—Tenho que saber caso eu quiser fazer um serviço!– dá de ombros e continua – Nunca pensei que iria ouvir isso da boca da princesinha do papai!

—O que isso quer dizer palhaço?– pergunto com raiva, jogando o cigarro no chão do furgão 

—A pessoa que me contratou, ela disse coisas lindas sobre você, e não que você tinha virado uma psicopata louca por sangue de inocentes ou uma vadia sem coração!– bato meu punho contra a porta do furgão e Chris me olha relutante 

—DIGA LOGO QUEM MANDOU VOCÊ TIRAR A PORRA DESSA FOTO!– grito vendo meus seguranças me olharem relutantes, Chris fica quieto

—Eu não vou dizer nada. Ele vai ficar muito decepcionado com o que você se tornou, Dama!– diz sarcástico e eu parto para cima dele, acertando meu punho em seu rosto várias e várias vezes. Quando sua cabeça tomba para frente, Chris me puxa para trás, me esperneio, indo para frente, mas ele tem mais força, me agarra e me joga para trás. Abre a porta e me empurra para fora, perco o equilíbrio pelos saltos e vou ao chão. Me levanto e sento em um banco de frente onde caí, arrebento as tiras do salto e os jogo longe, Chris fecha a porta e vem ate mim 

—Você ficou louca? O cara podia morrer de tantos socos, ele iria morrer sem contar nada!– começa, de pé em minha frente. 

—Eu não estou nem aí, de quem ele está falando?– pergunto brava, lançando meu corpo para cima, ficando pequena comparada a altura de Chris 

—Eu não sei, e não vamos descobrir se ele morrer caralho!– algumas pessoas já passavam ao nosso lado, e nos olhavam estranho– Vamos ter que rodar agora, estão começando a estranhar, obrigado Amy, foi de grande ajuda!– diz e se vira, indo em direção do furgão 

—Vai se foder!– digo indo atrás dele. Deixo os saltos e vou descalça ate o furgão. Me sento no mesmo lugar e olho para Bruce –vamos rodar!– peço para Rob, que saí com o carro para qualquer lugar longe dali 

 

Bruce está de olhos fechados e o rosto cheio de sangue, ele está com a cabeça encostada na lataria do carro e parece pensar.

 

—Vamos para casa!– mando, olhando para ele que ainda tem os olhos fechados 

—O que você está fazendo?– Chris pergunta bravo 

—Faça isso, agora!– esbravejo, fazendo ele bater o punho na lataria do furgão mas fica quieto. 

 

 

Quando chegamos na mansão, não tirei os olhos de Bruce em nenhum momento. Pego uma cadeira na cozinha e coloco no meio do hall de entrada, de frente a escada. Amarram Bruce ali e eu fico de frente para ele, de pé e descalça. Meu corpo está quente, mas o vento frio que entra pelas janelas e pela porta aberta faz meus pelos se arrepiarem. 

 

—Vamos lá, eu só vou perguntar uma vez, ou eu ligo para meus seguranças e com uma ordem eles invadem sua casa e matam toda sua família, seus pais estão inclusos nessa!– falo com raiva, mostrando meu celular para ele. Ele me olha entediado 

—Você não se parece nada com o que me falaram!– diz baixo, me olhando procurando alguma sanidade em meus olhos. Chris e Rob se sentam no pé da escada atrás de Bruce, com armas nas mãos, assim como eu posso ver alguns de meus seguranças na entrada da porta 

—Como acha que eu iria perguntar sobre isso? Que eu iria te chamar para um convite formal para tomarmos chá?– pergunto debochada vendo ele me olhar sério – Errou feio amigo, eu mudei muito, a pessoa que te contou como eu era não sabe nada sobre mim, eu já apanhei muito dessa vida, e não sou mais a doce e meiga que com certeza te contaram. – digo, com amargura na voz– Agora, eu juro, é a última vez que eu peço. Quem foi que mandou você tirar essa porra de foto?– pergunto, esticando o braço segurando a foto

 

Bruce fica quieto, e eu conto cinco segundos antes de desbloquear meu celular e discar para Mark e Ed, que estavam de frente a casa de Bruce. Quando eu iria a apertar o botão de ligar, ele grita, me pedindo para parar, olhando para o chão. 

 

—E então? Vai falar?– pergunto com raiva, vendo ele acentir – então fale, não tenho todo o tempo do mundo!

—Eu não posso te dar um nome, por que ele mesmo não me deu, mas pagou muito bem!

—Não quero saber quanto ele pagou, quero saber quem ele é!– Rebato revirando os olhos 

—Só posso te oferecer um endereço, só isso. 

—Acha que isso vai me ajudar em quê, porra?– rujo, com raiva. Chris atrás dele pede, com as mãos, para eu me acalmar 

—Acho que muito, se ele ainda estiver no mesmo lugar, vai ser bom pra você, caso o contrário, você entra na estaca zero de novo!

—Você ainda não entendeu, caralho?– pergunto, indo para perto dele– Quero algo concreto de que eu possa encontrar essa pessoa que pediu isso!– digo alto, colocando a foto de frente seu rosto ensangüentado 

—Essa é a única coisa que tenho, se não quiser, não vai fazer diferença pra mim!– olho para Chris e ele balança a cabeça, com seu celular nas mãos, com certeza para já rastrear o endereço que Bruce vai dizer

—Ande, diga logo!

—Condominio Morgan, rua seis, casa 670. Nevada, Las Vegas.– enquanto Bruce ditava, Chris digitava. Olho para Chris vendo ele fazer sinal positivo com o dedo

—Aqui diz que a casa ainda está ocupada.– responde Chris e Bruce franze o cenho

—Estranho, geralmente ele se muda de três em três meses, deram sorte!

—Quem é ele?– pergunto determinada

—Isso você vai ter que descobrir sozinha!– responde sério e eu parto para cima dele de novo, porém Chris é mais rápido e me detém 

—Ele já nos deu algo, isso é melhor do que nada!– diz em meu ouvido enquanto olho Bruce 

—Tudo bem, vou te mandar de volta para casa. Desamarre ele Rob!– peço vendo Rob me olhar relutante – anda, faça o que eu estou mandando!

 

Rob demora para o desamarrar, eu puxo Bruce pela blusa de moletom e o arrasto até um banheiro que tinha ali em baixo. 

 

—Anda, limpa essa cara. Sua família não pode te ver assim!– digo vendo ele me olhar confuso mas faz o que eu peço. Ele joga agua no rosto e passa sabão em líquido, tirando todo o sangue seco. Faz algumas caretas de vez em quando mas termina de limpar tudo. Abro o armário debaixo da pia e pego um kit médico, estendo alguns esparadrapos e algodões em sua direção. – Sua mulher pode estar dormindo ainda quando você chegar, ela não vai se assustar muito se você disser que quase foi assaltado!– Bruce ri

—Quase?– pergunta debochado 

—Sim, você lutou com eles!– respondo séria vendo ele tampar os machucados com os esparadrapos 

—Você vai se surpreender e até se assustar, espero que não morra!– diz debochado e eu o olho confusa 

—Do que você está falando?

—Você vai saber na hora certa!

 

Quando voltamos para o hall, a cadeira que Bruce estava sentado ja tinha sumido, e no lugar dela estava Chris e Rob me esperando. 

 

—Leve ele Rob, e volte o quanto antes, quero ir embora logo!– peço vendo ele acentir – E para você não bancar o espertinho e nem ligar para o tal homem, todas as linhas de sua casa estão sendo monitoradas, assim como toda linha de telefone em um raio de três quilômetros da sua casa, e claro que eu também vou deixar alguns homens tomando conta de você, não quero surpresas até quando eu me encontrar com essa pessoa!– digo vendo Bruce revirar os olhos

—Eu nem tenho o número de telefone dele!

—Você ja foi um agente da CIA renomado, acha que não consegue dar seu jeito?– pergunto debochada – mande um beijo para Michele, Mia e Dominic, ate nunca mais Bruce Dickinson!– digo me virando e subindo as escadas indo arrumar minha mala para voltar ao meu lar, minha casa. 



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