História Love, Sex & Drugs - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Camila G!p, Camren, Camren G!p
Exibições 762
Palavras 2.047
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Ficção, Hentai, Mistério, Orange, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Capítulo 1


Camila ainda era nova quando tudo aconteceu e teve de abrir mão de muita coisa para que pudesse assumir os negócios da família. Seu pai, Alejandro, adoeceu quando tinha 17 anos e estava terminando o High School, Camila queria seguir os passos do pai e, por isso, decidiu estudar Engenharia Civil.

Alejandro tinha uma empresa conceituada no ramo da construção, a Cabello’s Constructions e sempre foi muito apegado à sua filha. Por algum motivo qual não foi explicado, Camila nasceu com os órgãos genitais masculinos, mas isso não foi motivo para que a sua família a odiasse, apenas fez com que eles a amassem mais. Infelizmente, todo esse tratamento com amor e carinho não foi dado a ela enquanto estava no colégio. Alguns colegas descobriram sobre sua condição e começaram a fazer algumas piadinhas e maldades com a latina durante a aula e após a mesma durante o caminho para casa. Aos quinze anos Camila descobriu as drogas e bebidas e, cada dia que passava, se tornava mais dependente delas. Alejandro descobriu das drogas quando notou que a filha estava andando diferente, um pouco mais irritada que o normal e, então, encontrou um pacote com um pó branco em sua gaveta.

 

 

- Camila, podemos conversar? - perguntou sério enquanto  o jornal em suas mãos.

- Papa, eu estou cansada. Quero tomar banho e dormir. - disse enquanto segurava a alça da mochila.

- Não me interessa, Camila. Vem no meu escritório. - levantou-se indo em direção ao cômodo.

Alejandro respirou fundo indo até a sua mesa e abrindo uma gaveta retirando o saquinho com o pó branco e o jogando em cima da mesa enquanto encarava a filha.

- O que é isso? - perguntou vendo Camila ficar calada - Me diz, Camila, o que é isso?

- Onde encontrou?

- No seu quarto. Eu fui buscar o kit que te emprestei para desenhar ontem a noite. - suspirou cruzando os braços - Me explique, Karla, o que é isso?

- Nada. - falou desviando o olhar.

- Camila, eu não sou idiota. Onde eu errei, uh? Onde sua mãe e eu erramos com você?

- Isso não tem nada a ver com vocês. - murmurou sentindo seus olhos marejarem.

- Lógico que tem, você é a nossa filha. - suspirou cansado - O que está acontecendo? Somos amigos, lembra? Costumávamos contar tudo um pro outro.

- Eu não quero falar disso, papa.

- Eu me importo, Kaki. Você e sua mãe são tudo que eu tenho e eu quero o bem estar de vocês. - viu a filha virar para sair do escritório e suspirou. - Se tiver algo acontecendo, você pode conversar comigo.

 

 

Naquela noite, a latina subiu para o seu quarto e chorou durante toda a madruga. Amava o seu pai, amava a sua família e não queria ser motivo de desgosto para eles.Mas, sentia-se triste e, às vezes, culpada por coisas que ela nem tinha a ver. Aguentava todos os dias durante o período da aula as pessoas apontando o dedo na sua cara e lhe chamando de aberração. Por um momento, ela só queria que aquilo parasse e encontrou isso com as drogas. Encontrou amigos que não a julgava e não a deixavam triste.

 

 

Camila estava em seu quarto sentada de frente para sua prancheta com algumas réguas e lápis ao seu lado enquanto desenhava na folha de papel. Seus olhos estavam vermelhos, havia usado cocaína um pouco antes de ir para casa e chorado um pouco.

- Kaki. - escutou a voz do seu pai do lado de fora do quarto.

- Entra. - resmungou traçando mais uma linha na folha.

- O que está fazendo? - perguntou ao ver a filha concentrada.

- Hm, nada de mais.

- Podemos conversar? - fechou a porta do quarto sentando-se na cama vendo a latina desenhar e, sequer, olhar para ele - O que eu fiz para você se afastar assim? Éramos tão unidos, filha. Até sua mãe notou.

- Você não fez nada, papa. - murmurou parando de desenhar - O senhor acha que eu sou uma aberração? - perguntou baixo.

- Onde você escutou isso? - olhou espantado para a filha. - Camila, eu nunca disse isso, eu…

- Eu sei, papa. - suspirou - Mas lá no colégio me chamam assim.

- Kaki…

- Você e a mama dizem que eu sou perfeita, mas as pessoas nem conversam comigo direito e eu… - abaixou a cabeça deixando as lágrimas caírem. - Outro dia quando eu estava chegando do colégio uma amiga da mama estava com ela na sala e disse que vocês só não tiveram outro filho porque tiveram medo que nascesse igual a mim.

- Hey, nós amamos você. - suspirou vendo Camila fungar - Você é perfeita, hija. Algumas pessoas são más, já conversamos sobre isso antes. - disse vendo a menor assentir - Foi por isso que começou a usar drogas.

- Eu conheci umas pessoas.

- No colégio? - a mais nova negou.

- Eles não me julgam por ser assim.

- Te forçaram a usar…

- Não. - Alejandro respirou fundo.

- Kaki… Eu nunca te proibi de fazer nada. - disse calmo - Eu me importo com você e com a sua saúde e você sabe que tudo isso é ruim. - a mais nova assentiu - Quando eu tinha a sua idade, eu quis experimentar e eu usei, só que não quis continuar. Você ainda é nova, Kaki, tem uma vida pela frente e um futuro brilhante. Não vou falar para você parar, é uma decisão sua por mais que você ainda seja menor. Se eu te proibir sei que é pior, você vai usar escondido de mim e, provavelmente, terá alguma overdose sem que eu saiba onde você está. - suspirou - Eu só preciso que você confie em mim. Eu não quero te perder, filha.

 

 

Camila não parou de usar drogas, apenas controlava a quantidade. O desenho que ela havia feito naquele dia se transformou em uma casa de madeira que ela e seu pai construíram em Tampa, onde tinham uma casa. Tudo ficou da forma como Camila queria, a casa principal e a casa dos empregados que cuidavam do local e, um pouco mais acima próxima a um lago, a casa de madeira.

 

 

- Já está quase formando, Mila, decidiu para qual faculdade vai? - Lucy, sua prima, perguntou enquanto a latina arrumava sua bolso para voltar para Miami.

- Ainda não sei. Columbia é uma opção, UCLA e até a UM.

- Você sabe que o tio Alê não vai deixar você estudar em qualquer uma. - a mais nova assentiu. - Eu vou voltar pra faculdade essa semana, tenho algumas coisas pra resolver.

- Eu vou sentir sua falta. - Camila disse deitando a cabeça no colo da prima. 

- Eu também vou, Mila. - suspirou - Mas você sabe que pode me ligar quando precisar de alguém pra conversar. - falou vendo a mais nova assentir.

Lucy, assim como Alejandro, era uma das poucas pessoas que entendia Camila. Sempre foi a melhor amiga da latina, haviam crescido juntas apesar da diferença de idade, conversavam sobre tudo e faziam tudo juntas. Lúcia tinha entrado para a faculdade de Columbia em New York e estudava psicologia. Sentia falta da prima, de cuidar da menor e tentar protegê-la da maldade das pessoas. Ela estava em todos os momentos ao lado da latina, quando ela descobriu a doença do pai, quando o homem morreu, quando ela teve problemas psicológicos, quando tentou se matar.

 

Camila agora tinha seus 22 anos, já estava com a faculdade concluída e tomava conta dos negócios da família. Sua mãe, após a morte de seu pai, decidiu morar em Tampa na casa que tinham.

Havia acabado de sair de casa e iria encontrar alguns amigos em uma boate, era sexta feira e estava cansada. A semana tinha sido corrida e quase não teve tempo para comer.

- A toda poderosa chegou. - Harry comentou ao ver a latina se aproximar do bar.

- Um whisky. - pediu ao barman antes de cumprimentar os amigos.

Harry e Louis eram mais velhos que Camila e, também, estiveram sempre ao lado da mesma. Os amigos que ela falava que havia conhecido fora do colégio e a aceitava? Sim, eram eles.

- Sentimos sua falta.

- Eu sei. - bebeu do líquido que o bar lhe entregou - Vocês dois me amam.

- Vai ficar segurando vela ou vai procurar alguém pra transar?

Camila passou os olhos pelo local e viu uma morena com a pele clara sentada em um dos bancos do bar. A morena estava sozinha e tinha seus cabelos caídos em seu rosto impedindo que a latina a visse. Bebeu o conteúdo do seu copo e saiu em direção a morena sobre os olhares atentos dos seus amigos.

- Posso te pagar uma bebida? - perguntou ao chegar ao lado da morena.

- Por que eu deixaria uma estranha me pagar uma bebida? - levantou o rosto vendo a latina a sua frente. 

- Camila Cabello. - disse dando um sorriso de lado.

- Quero deixar claro que isso não significa que eu vou pra cama com você. - falou vendo a latina sentar ao seu lado. 

Camila pediu as bebidas e engatou em uma conversa animada com Lauren. Ela era divertida e sexy, Camila adorava aquilo. Passaram a noite inteira juntas bebendo e conversando.

- Laur... - a morena virou o rosto vendo sua amiga chegando ao seu lado junto a sua namorada. - Vejo que conheceu alguém. - comentou ao ver a latina sentada ao lado da amiga. - Você é...

- Camila Cabello. - a mulata se adiantou.

- Você a conhece?

- E quem não, amor? - olhou para a loira - Ela é a dona da Cabello's Constructions.

- Oh. Me desculpe. - falou fazendo a latina sorrir tímida e olhar para o outro lado da boate a procura dos amigos. 

- Mani e eu estamos indo. Vamos pra casa dela, quer que eu te deixe em casa?

- Não precisa, a casa da Mani é do outro lado da cidade. Pego um táxi.

- Se a minha amiga chegar em casa com um arranhão, eu te procuro até no inferno Cabello. 

Camila assentiu e viu Lauren se despedindo das amigas. A latina voltou a procurar os amigos e os encontrou sentados em uma mesa no canto enquanto bebiam.

- Hm, são meus amigos. – explicou ao ver que Lauren tentava ver para onde olhava

 – Vem.

- Já vai, Mila? – Louis perguntou abraçando Harry.

A latina sentou-se de frente para os amigos com a morena ao seu lado e se esticou pegando o copo que estava com Harry o levando até os seus lábios. 

- Essa é Lauren. - falou pousando o copo em cima da mesa - Esses são meus amigos, Harry e Louis. 

- É um prazer conhecer você, Lauren. - Harry disse.

- Digo o mesmo. - sorriu.

Os quatro passaram alguns minutos entre conversas e risadas. Camila se sentia leve, depois de muito tempo, e isso era bom. 

- A Lúcia chega amanhã?

- Sim, tenho que buscá-la no aeroporto. - sorriu ao falar da amiga. - A Sarah vem junto. 

- Aquela pirralha está enorme. - Louis comentou.

- Verônica e ela estão fazendo um bom trabalho com a minha pequena. - olhou para Lauren que estava alheia a situação. 

- Tenho que ir para casa. - disse olhando para Camila - Meus pais acordam cedo e, como não estou em casa, vão ligar pra Dinah. 

- Oh, eu te levo.

- Não precisa, eu pego um táxi aqui na porta.

- Vamos, eu te levo.

Lauren suspirou vendo que não tinha saída e se levantou despedindo dos amigos da latina. Camila seguia um pouco a frente no seu caminho até o carro, Lauren estava um pouco atrás. Esperou até que a morena chegasse perto e abriu a porta do passageiro para que ela pudesse entrar, deu a volta no carro e entrou partindo em direção à casa de Lauren enquanto ela dava as coordenadas. 

- Obrigada. - Lauren disse segurando a bolsa em seu colo quando o carro parou na porta da sua casa. 

- Não precisa agradecer.



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