História Love sick - taeyoonseok - Capítulo 2


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jin, Rap Monster, Suga, V
Tags Taegi, Taeseok, Taeyoonseok, Threesome, Yaoi, Yoonseok
Exibições 72
Palavras 598
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drabble, Drama (Tragédia), Ficção, Fluffy, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Cross-dresser, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Pansexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - 2- he's blue


É engraçado pensar que eles sempre foram amigos. Melhores amigos, mais especificamente. Yoongi e Hoseok se conheceram no ensino médio, na pré-histórica época antes de Namjoon conhecer Seokjin, e durante o curto relacionamento que teve com o loirinho. Hoseok se lembra de cada detalhe da expressão de tédio que o mais velho tinha quando eles se conheceram, mesmo que Namjoon parecesse muito carinhoso e romântico com ele. 

 

Yoongi sempre foi um cara fechado, quieto. Sempre ouvia mais do que falava. Porém, quando abria a boca, sabia exatamente o que dizer e como se expressar, e, mesmo antes de Hoseok sentir algo romântico por ele, seus sorrisos raros e tímidos iluminavam o dia. O loiro tinha isso de não gostar de pessoas, preferir ficar sozinho com seus intermináveis livros antigos. Mas acabou por, estranhamente, se dar bem com Hoseok e continuar seu amigo mesmo após o término meio traumático com Namjoon.

 

Acabaram por estudar na mesma universidade, Hoseok com psicologia e Yoongi jornalismo; foram até colegas de quarto pelos primeiros semestres. E a amizade se prolongou, até que ambos estivessem com vinte e quatro anos, prestes a se formar. 

 

Talvez, foi por convivência que acabou com essa mania de pensar que acabaria sozinho. Yoongi tinha muito disso. Por mais que amasse romances e fosse obcecado pelo movimento romancista, ele não acreditava nessas coisas todas de amar incondicionalmente, mesmo que vivesse perto de Namjoon e presenciasse o quanto ele idolatrava o namorado. 

 

Era diferente de Hoseok, por que ele acreditava que o amor existia, só não acreditava que ele podia senti-lo.

 

O mais próximo que chegou disso foi com uma garota chamada Soohyun, tão inteligente e afiada, fazia Hoseok se sentir pequenininho e, por algum motivo, ele apreciava isso. Era óbvio que acabaria com o coração partido, chorando copiosamente no sofá de casa enquanto comia sobras do jantar passado, o que não era óbvio foi que Yoongi acabou indo o consolar.

 

Quando ele entrou pela porta do dormitório do amigo, sem bater — por que era íntimo o suficiente para ter uma chave —, Hoseok se sentiu meio cego pelo brilho do sol atrás dele, refletido no casaco azul e nos cabelos platinados, criando uma aura quase angelical e muito controversa na silhueta do mais velho.

 

Se havia algo que Yoongi não era, essa coisa era angelical.

 

Min Yoongi era azul, frio. Demonstrava isso em todas as suas ações e palavras, demonstrava isso sendo amigo do único namorado que teve mesmo tendo sido traído pelo mesmo, demonstrava isso não dando a mínima para nada em seu redor, mesmo os sentimentos de seus amigos.

 

Mas ele estava ali quando Hoseok teve o coração partido, ele se sentou ao lado do mais novo no sofá rachado de couro falso, segurou sua mão e disse coisas sabias que havia aprendido em seus infinitos livros de amor. 

 

Hoseok se surpreendeu ao sentir o toque frio e elétrico do mais velho em sua mão, eles não costumavam se tocar nem nada do tipo, Yoongi não gostava de contato físico. Mas, naquela noite quente de primavera, ele segurou a mão do outro pela noite inteira, sem reclamar, sem ser pedido, sem cara feia, e sua mão era surpreendentemente fria.

 

– As tuas mãos são tão frias, Yoongi-ah...

 

– Mas é como dizem... – sussurrou em resposta, sorrindo delicadamente e levando a mão de Hoseok até o seu peito, por cima do casaco azul, onde o coração palpitava. – Mãos frias, coração quente.

 

E aquela foi a primeira vez que Hoseok considerou, talvez num delírio pela tristeza e overdose de comida velha, que Min Yoongi poderia ser aquele amor impossível que procurava.



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