História Love Spells - Capítulo 9


Escrita por: ~ e ~ExplosivoJlo

Postado
Categorias Supernatural
Personagens Balthazar, Bobby Singer, Castiel, Dean Winchester, Ellen Harvelle, Gabriel, Jo Harvelle, Jody Mills, Lúcifer, Sam Winchester
Tags Abo, Amor, Bottom!sam, Bruxas, Castiel, Debriel, Destiel, Feitiço, Gabestiel, Gabstiel, Incesto, Insinuações, Irmãos, Magia, Referencias, Romance, Sastiel, Sexo, Top!dean, Wincest, Yaoi
Exibições 131
Palavras 3.465
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Famí­lia, Ficção, Hentai, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Slash, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hey, hey, hey!

Demorei p cct dessa vez ;u; MASOK! 'TO AQ, AMORES E AMORAS DO MEU HEART <33

Gente, eu 'to mto feliz! <3 100 FAVORITOS o// *--*

É, eu sei que eu disse que os favoritos não importavam, o que importava era eu gostar e vcs tb e tals, mas, cara, 100 FAVORITOS SÃO 100 FAVORITOS ;u;

MTO OBRIGADO SEUS LINDOS <333 MDS EU AMO CADA UM DE VCS <333

Sério mesmo. Muito obrigado gente <3 AI Q EMOÇÃO *--*

Enfim...

Espero que gostem...

Boa Leitura~

sese<3

( Recomendo ouvirem Talking to the Moon - Bruno Mars <3 ESSA MSC EH MTO PFT E EU 'TO VICIADA NELA<33 *--* )

Capítulo 9 - Falando com a Lua...


— Boa tarde, eu estou procurando um desconhecido que foi internado aqui ontem à noite... Ele é; magro, alto, de cor clara e com um  senso de humor um pouquinho pirado. — Ele sorria forçado para a atendente, se apresentando como um dos agentes do FBI.

— Acho que sei quem é. Esta no quarto cento e treze, agente! — Sam agradeceu-a; caminhou em direção ao lugar indicado; abriu a porta, suspirou de cabeça baixa e levantou o olhar até achar um homem parado ao lado da maca; seu coração disparou e ele forçou-se a tentar conter as malditas borboletas no estômago. Dean o encarava; e aquela ideia de que estava sendo – literalmente -, secado por um irmão – ou não – que praticamente o odiava, fazia Sam querer sair correndo dali o mais rápido que podia.

 “Coisas do destino”.

Aquela ideia parecia tão patética ao ponto de fazer o loiro quere gritar o quanto era um idiota por estar quase pulando em cima do outro, novamente, e isso o fez sorrir de lado ironicamente; respirando fundo para acalmar seu ódio crescente em sua cabeça e seus ânimos contidos. Ele manteve o olhar, torcendo para que o outro fosse embora logo, seus punhos cerraram e ele apertou a seringa entre seus dedos com tamanha força que achou que esta iria quebrar.

Após duas semanas, onde tivera os piores dias de sua vida, depois de trabalhar com o rei do inferno apenas para ir atrás de uma demônio cavaleiro da primeira escala dos seres de olhos pretos – o que em sua opinião era uma baboseira – que surgira magicamente no meio de toda aquela situação turbulenta na qual estava enfrentando, depois de ir atrás do primeiro demônio da terra e arriscar sua vida apenas para ganhar uma marca no antebraço que mais se parecia uma tatuagem mal feita e queimada com ferro e ter que negociar com Crowley para que este conseguisse a primeira espada que agora lhe pertencia; teve a maldita sorte de encontrar o ser que lhe tirava o sono, noite após noite. Dizer que Dean estava irritadiço era pouco, e o cinismo de Sam em aparecer ali, manso, demonstrando um medo que ele sabia que era apenas fachada, o tirava do sério ao ponto de fazê-lo querer socar o moreno incansavelmente.  No entanto, devia se controlar, não pelo outro, mas sim pelo amigo que se encontrava adormecido, quase em um estado de coma.

— Eu... Ouvi a noticia do Garth no rádio da polícia... E você? — Sam perguntou demonstrando incomodo, tentando não encarar o irmão que o secava com fúria – coisa que ele notou assim que entrara pela porta do quarto.

— Também! — Dean respondeu friamente, causando um pequeno tremor na coluna vertebral do moreno que respirou fundo e concentrou-se em observar o amigo deitado sobre a cama; inerte ao mundo em seu redor — E de onde você veio? — Questionou não por preocupação, mas sim para tentar ignorar o desejo de enforcar o outro com o tubo de soro ligado a bolsa ao lado da cama.

— Do Novo México! — Sam respondeu quase o atropelando com as palavras, Dean sorriu forçado e balbuciou algo que o moreno apenas pode concordar com um aceno de cabeça, evidentemente incomodado com a presença alheia dentro do quarto que havia se tornado pequeno diante da tensão existente ali. Bem, ele não estava naquela droga de hospital para ficar brincando de casal em fase de abstinência – o que seria ridículo até mesmo para eles -. Ele sinceramente não estava nem ai para o que Dean sentia ou deixava de sentir. Queria apenas fazer seu trabalho e ir embora, talvez, para algum bar onde iria encher a cara e pegar quantas mulheres – ou homens – quisesse, apenas para provar ao loiro que não precisava dele para nada. Muito menos para sexo, já que Castiel se mostrara um ótimo amigo nessas horas em que estava necessitado de carinhos especiais.

— Bom, considerando que eu já ‘to... Resolvendo aqui... Se você quiser... — Dean fez um gesto com a mão, indicando a saída do quarto.

— Já falou com ele? — E Sam o ignorou, fazendo o mais velho morder os lábios e gritar consigo mesmo internamente, seu sangue fervendo a um modo que ele achou que era capaz de cozinhar seu próprio corpo. Respondeu com um “não”, num volume quase nulo e manteve sua concentração em qualquer coisa daquele quarto que fosse mais interessante do que o homem parado a pequenos centímetros de sua pele agora em combustão.

— Ele tomou muito analgésico. ‘Ta apagado desde que eu cheguei! — Completou, travando o maxilar em um gesto claro de que seu controle estava no limite. Sam pareceu não se importar e desceu seu olhar a um dos punhos do amigo, preso na beira da maca com uma algema de prata.

— Do que ele é acusado? — Demonstrou seu interesse ao perguntar.

— De matar uma vaca! — Dean fez questão de responder alto junto com um suspiro; encarou o moreno e manteve seu olhar ate ver que o outro não ia suportá-lo por muito tempo; sorriu vitorioso, erguendo seu queixo num modo superior sem realmente provocar.

— Por quê?

— Bem que eu queria saber! — E seu orgulho aumentava a cada segundo. Bem, que culpa ele tinha de ser um grosso de primeira, em todos os sentidos da palavra? Seu subconsciente sorriu e as imagens daquela maldita noite onde ele agiu por impulso e... Ok! Realmente era melhor não pensar em tais circunstâncias. Ter uma ereção naquele momento estava inteiramente fora de cogitação, não porque estava cuidando de um moribundo, mas sim porque queria demonstrar ao homem que remexia os dedos num ato nervoso a cada cinco segundos, que este não exercia mais nem um tipo de efeito sobre seu corpo — Tranca a porta! — Ele ordenou e Sam percebeu que estava longe de poder dizer o contrário, resolveu apenas obedecer passivamente para evitar brigas. Dean preparou a seringa com a adrenalina injetada, verificou a agulha e antes que pudesse aplicar o líquido no pulso do homem adormecido...

— Espera ai. O que quê é isso? Adrenalina? — Sam perguntou num tom alto, correndo para perto da maca novamente.

— Sim senhor!

— Qual é, ‘ta tentando reanimá-lo ou matá-lo?

— Eu quero respostas! Ele abandonou o Kevin. Abandonou a gente! — Fez uma pausa sem quebrar seu olhar com o do outro que engoliu em seco e encarou seus próprios sapatos, com um falso interesse visto a quilômetros. As mãos encharcadas com suor frio deslizando pelo rosto de traços felinos como se isso pudesse desfazer o efeito que as três ultimas palavras causaram em seu corpo trêmulo. Dean percebera e, malditas sejam as borboletas que adoram fazer a festa nos estômagos alheios — Se você tiver uma ideia melhor... — O loiro consertou seu erro, sorrindo ao ver o Winchester mais novo ruborizar e pigarrear forte, desarrochando o nó da gravata que parecia o enforcar a cada segundo.

 

[...]

 

No decorrer do caso, os Winchesters descobriram que Garth, havia se tornado um lobisomem, casado, e estava vivendo intensamente ou anormalmente bem, em uma cidade infestada por um ninho dos mesmos. Sam partiu para a investigação em algum canto daquele lugar que pudesse manter seus nervos longe dos alheios que investigava uma igreja, pertencente à família peluda do amigo – o que lhe parecia algo muito suspeito.

Sam fora atacado por um lobisomem policial e bem, Dean logo soubera. A irmã Joy, mãe adotiva da esposa de Garth, capturara-os e os prendera num esconderijo no celeiro nos fundos da casa, tramando uma morte onde ela seria a vítima e Sam e Dean os culpados, o que não fora bem executado, já que o loiro aparecera na ultima hora e salvara os três presentes ali, sem contar que matara os três lobisomens psicopatas.

Garth fora entregue a sua esposa novamente e a família peluda ficara sem três integrantes, o padre Jim estava salvo e isso fizera os ânimos dos Winchesters se acalmarem.

Agora, Dean acabara de estacionar em uma espécie de pátio a céu aberto onde o carro alugado de Sam estava. O clima dentro do Impala estava tenso novamente, e bem, não poderia melhorar nem mesmo se eles quisessem, então, nestas circunstâncias o melhor remédio era ignorar a presença um do outro até que a droga da culpa termine de consumir seus cérebros tão rápido quanto um zumbi próximo de um corpo humano.

Sam abriu a porta do carro, suspirou e resolveu descer sem dizer uma palavra; o loiro estava prestes a ter um ataque cardíaco no banco do motorista e, ok, deixar as coisas naquela situação não era algo que sua mente perturbada estava cogitando muito ultimamente. Ele não confessaria em voz alta; nem sob tortura que o que estava sentindo era saudade, entretanto no fundo de seu coração nublado e sofrido, ele sabia que esse sentimento era o que dominava ali e ser um covarde; entregar Sam de mão beijada para algum filho da puta ou sei lá quem fosse, era algo que lhe causava náuseas e a sua fúria incontida de alguns dias para cá retornava com tamanha força que ele imaginava estar enfrentando um tsunami interno de emoções não correspondidas.

— Hey! — Dean falou alto de dentro do carro, mandando a vozinha agora irritante do seu egoísmo e prepotência para algum lugar que destinasse a puta que pariu; Sam travou no meio do caminho e se virou para o loiro tentando demonstrar indiferença e apagar a imagem no mínimo, idiota e impossível demais que havia criado em sua cabeça, onde Dean vinha até si e... “Para com isso!” – Ordenou internamente para seu corpo — Você... Lembra daquele dia em que... Aquelas coisas aconteceram e... Bem... Droga Sam! — O que fazer se ele não era bom com palavras?!

— Quer dizer quando eu caí fora de toda aquela palhaçada? — Sam completou e ignorou a droga da culpa que queria o forçar a se redimir por algo que ele sabia que era a mais pura verdade.

— É, quando cada um de nós acabou indo para um lado! — Dean o encarou e dessa vez fez de tudo para não quebrar o contato visual, já que o moreno parecia querer sair correndo dali — Eu ‘tava muito confuso! De repente eu não via mais o resto, só... Você e eu e... Ah! Não interessa. O que interessa é que, quando a gente andava junto...

— Nós dividíamos a carga! — O moreno completou, com um suspiro profundo.

— É! Eu sei que eu acabei tirando parte de você nesse processo e com isso eu... Quis te forçar a fazer coisas que agora eu vejo que você não queria. — Sam abaixou a cabeça e o loiro tomou fôlego, engolindo o nó teimoso que insistia se formar em sua garganta — Eu não sei Sammy. De repente o certo pareceu errado e... E... O errado mais errado ainda... Então... — Dean desceu seus olhos para o chão, onde procurou os próprios sapatos e cerrou seus punhos dentro dos bolsos da jaqueta, respirando fundo; demonstrando cansaço.

— Tudo bem! — O caçula concordou; bem, ele tinha de colaborar em algo e realmente com o loiro por perto a carga se tornava mais fácil para se aguentar — Mas alguma coisa se quebrou, Dean.

— Não dá pra negar isso! — E eles voltaram a se encararem como se um pudesse ler a alma do outro. Aquele clima novamente tenso retornara com tal força que pressionava os dois, fazendo cada um deles querer largar tudo e sair correndo para algum lugar que fosse longe deles mesmos — Eu só acho que de repente a gente pode acertar os ponteiros e superar tudo o que aconteceu.

— Eu não penso assim. Desculpa mas, eu não vejo mais as coisas como antes. Nós dois nesse lance todo. Naquele dia, dentro do quarto, você tentando me forçar a... — Sam sentiu suas bochechas esquentarem e pode quase visualizar seu próprio cérebro rindo de sua cara, como se fosse um idiota e bem, ele realmente era — Eu não consigo ver você como um irmão, mesmo você sendo, eu não posso, porque é mais forte do que eu. Olha, eu não posso mais confiar nem em você; muito menos em mim, porque eu sei que não adianta nada eu dizer que não e meu corpo todo dizer outra coisa! — Dean engoliu em seco e passou a língua pelos lábios, um habito comum que exercia em situações praticamente iguais àquela.

— Entendi. Mas, o que quer que aconteça, ainda somos uma família!

— Você fala como se isso fosse curar tudo o que rolou, como se isso mudasse o fato... De que tudo o que deu errado entre nós dois, aconteceu porque somos uma família! — O moreno deu um riso nasal, demonstrando seu nervosismo. Dean sentiu como se uma faca penetrasse seu estômago e chutes fossem dirigidos diretamente a sua cabeça. Ele se sentia um completo babaca naquele momento e ainda se perguntava por que diabos ele resolveu sair do carro para tentar consertar algo que ele sabia que não tinha conserto.

— Não somos mais uma família? — Perguntou mesmo já sabendo a resposta. “Isso serve para completar meu papel de trouxa”.

— ‘Ta, se você quer trabalhar; vamos trabalhar! Se quiser que sejamos irmãos... — Ponderou e ergueu o queixo. Não ia ser fraco e chorar de novo, tinha que encarar seus problemas de frente e ser um moleque chorão na frente daquele que havia tornado sua vida em céu e inferno ao mesmo tempo não estava na sua lista de hipóteses imaginárias — Estes são meus termos! — Terminou de falar e seguiu para o Impala estacionado atrás dos dois. Dean mordeu os lábios e limpou os olhos marejados com as costas da mão, respirou fundo e caminhou até o carro também, logo dando partida para saírem dali o mais rápido possível.

 

[...]

 

— O que vão querer? — A garçonete loira atrás do balcão perguntava com interesse, mascando um chiclete entre os dentes brancos e de lábios rosados pelo batom; os cabelos claros presos em um coque alto com pequenas mechas da franja ondulada caindo sobre o rosto; maquiagem leve; roupa formal. Calças Jeans; blusa xadrez com os três primeiros botões abertos demonstrando um pouco seus seios alinhados, sobre o ombro um pano de prato de cor branca e um sorriso que o loiro considerou safado, contando o par de olhos azuis claríssimos secando indiscretamente Sam que sorria do mesmo modo para ela.

— Duas doses da bebida mais forte que tiver! — Dean respondeu no lugar do moreno, se sentindo excluído mediante o modo na qual o moreno quase se jogava sobre o busto da mulher que lhe demonstrava dar total permissão ao que ele, Sam, quisesse.

— Pra mim, cinco, por favor. — Samuel completou ignorando o que o outro dissera, e o mais velho sentiu realmente que estava sobrando naquele lugar; entretanto, não ia dar o gostinho ao caçula de sair dali para provavelmente ir atrás de alguém enquanto Sam transava num modo visual com a garçonete oferecida.

“Alguém está com ciúmes...” – Era a consciência do loiro, novamente o fazendo enxergar o óbvio.

“Eu não vou deixar essa vagabunda se jogar pra cima dele assim, na cara dura, e ele ainda ficar babando por ela como um cachorro no cio!”

“Então faça alguma coisa porque daqui a pouco... Já vai ser tarde demais!”

— Vou ao banheiro! — Usou a única desculpa que conseguiu para por seu plano – que ele sabia que ia ferrar ainda mais as coisas, entretanto, a situação tensa, exigia medidas desesperadas de um cara que sofria de ciúmes pelo próprio irmão – em prática e esfarrapar as esperanças da loira. Sam não lhe deu atenção e aumentou o sorriso ao perceber que o outro se retirava.

Minutos depois, um loiro aparentando estar feliz retornou ao balcão, desfazendo a expressão animada por outra de longe, indignada; Sam embebedava-se com as pequenas doses que lhe eram servidas uma após a outra. Reparou num pequeno bilhete posto a frente do moreno e ele identificou como sendo o número de telefone da vadia que investia cada vez mais em sua vítima, entretanto aquela situação não ficaria daquele jeito por muito tempo.

— Meu amor, já começou sem mim? — Fez um bico, se aproximando do corpo conhecido por trás, acariciando-lhe as costas e segurando o riso enquanto observava a loira perder o ar e Sam estacar; a cor morena ficando ligeiramente branca enquanto ele perguntava-se que tipo de doença mental contagiosa o loiro possuía. Dean olhou para a mulher que estava sem reação mediante a cena, sorriu e em num movimento de lábios pronunciou sem emitir som, encarando-a com um risinho cheio de escárnio e prepotência;

“Já tem dono, vadia!”

Ela engoliu em seco, tratando de sair dali o mais rápido possível que conseguia. Sam deu um riso nasal, controlando-se para não atacar as doses num canto ali e depois dar a surra que o outro vinha merecendo há tempos, se levantou rapidamente deixando o papel intocado no balcão, saiu porta afora sem dirigir um olhar sequer para o mais velho, Dean encarregou-se de segui-lo e guardar o papel em seus bolsos. No lado de fora, os dois caminharam até o carro, e o silêncio incomodo que se fazia entre eles, era um motivo convincente para fazer o primogênito quase perder o juízo que ele tinha – que já era pouco – e não atacar o outro dentro dos bancos de trás de sua Baby.

— Porque fez aquilo? — Sam o tirou de seus devaneios, travado do lado de fora com as mãos na maçaneta, o olhar identificado como mortal que era dirigido a Dean, o fez arrepiar-se e sua cabeça latejou quando a frase “foi uma má ideia fazer aquilo” apitou como um alarme, alto demais, fazendo-lhe ter uma breve enxaqueca.

— Aquilo...?

— Não se faça de tonto! — Se virou de costas para o outro que estava à frente do capô, pronto para ir para seu lado no banco do motorista. Seus dedos coçavam, apenas com a hipótese de presentear o irmão com belos socos. Ele sentia seu corpo se aquecer com a ideia e isso o fazia sorrir mesmo que estivesse espumando de raiva.

— Ah, você quer dizer quando eu cortei o seu barato e desfiz o seu encontro com aquela vadia? Obrigado, pensei que não fosse agradecer nunca! — Dean sorriu com tanto sarcasmo que o moreno pensou que nem um palhaço de circo poderia ser tão sonso como ele – e bem, palhaços o assustavam.

— Eu não estou agradecendo nada! Quer dizer que agora você vai controlar a minha vida? É bom demais pra ser verdade!

— Se for o caso; sim! — Respondeu com naturalidade; entortando o cenho à medida que pronunciava cada palavra.

— Você não tem o direito de...

— Não me venha com essa! — Dean esbravejou e caminhou até a frente do outro; tomando-lhe pela cola da camisa e o imprensando contra a porta do carro; seus olhos faiscavam de raiva, ciúmes, e algo que pôde identificar como ódio — Se você ‘ta achando que eu vou sossegar enquanto você dá encima dessas vagabundas, você ‘ta muito enganado! — Ele o prensava contra a lataria, deixando o moreno cada vez mais encurralado.

— Você é um idiota! — Sam gritou, tentando empurrá-lo em vão. O loiro sempre fora mais forte, mesmo que o caçula fosse o maior em altura.

— E você é um cretino! — Com a voz agora mais controlada, o sardento avaliou todo o rosto do irmão, descendo sua visão lentamente para a boca rosada e entre aberta por onde as arfadas quentes de ar escapavam; salivou e mordeu os lábios, mudando sua expressão para uma que fez o coração do mais novo bater desesperadamente rápido contra o peito; golpeando suas próprias costelas.

— Você não pode controlar a minha vida! — Disse com voz trêmula, sentindo suas pernas fraquejarem cada vez mais a cada segundo.

— Eu sou o mais velho, portanto eu faço o que eu quiser, irmãozinho. — Sorriu, aproximando seu rosto do alheio. Ele era um idiota de primeira, mas o que fazer quando sua cabeça lhe ordena para parar e seu corpo briga contra a decisão? Sempre fora ensinado a seguir o que o coração falasse, e bem, era o que estava fazendo.

— Eu te odeio! — Sam o observou aproximar-se, desesperado, lutando contra o que cada célula de seu corpo queria que se realizasse desde que voltara com toda aquela ideia maluca de trabalho duplo.

— É, eu também me odeio...! — O sorriso cafajeste que lhe fora dirigido fizera todos os pelos corporais do caçula se arrepiarem conforme era secado como uma presa a frente de seu predador — Mas não vou cometer o mesmo erro de antes. — Disse com uma falsa convicção, soltando-se do corpo do outro que respirou aliviado, mesmo que em seu intimo a decepção predominasse — Vamos embora! — Caminhou novamente até o lado do motorista; suas pernas bambeando a cada passo que dava, a respiração se tornando pouco a pouco ofegante e o semblante assustado de quem acabara de cometer um crime levado a prisão perpétua.

Tinha completa certeza de que estava ficando maluco, e a culpa de toda aquela bagunça era de Sam. 


Notas Finais


Esse é o episódio 12 da 9° Temporada.

Peguei, e fiz algumas mudanças, mas que ficaram legais ( eu acho =3 ).

Enfim...

Espero que tenham gostado, muito obrigado a todos - novamente - e até a próxima! o/ <3


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