História Love Story - Capítulo 11


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Drama, Musica, Romance
Visualizações 5
Palavras 2.836
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Insinuação de sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 11 - O show!


 

Os dias passaram mais rápido do que eu imaginava.

Acordei no sábado bem cedo. Não consegui conter minha ansiedade. Eu ia cantar em publico, para um número de pessoas e levando como base o ultimo show do The Knight a casa vai ta lotada.

A primeira coisa que fiz ao acordar foi tomar um banho bem longo, lavei meu cabelo e fiquei de molho na banheira pensando na vida. Durante os últimos dias Tamaki estava me evitando, não respondia minhas mensagens nem falava comigo durante o almoço, ele estava com raiva de alguma coisa. E eu não sabia o que era.

Depois que saí do banho me vesti. Eu ia ensaiar com a banda uma ultima vez e depois sair com Yamada para ver roupas, ela disse que eu era muito mocinha e não combinava com o estilo da banda.

Antes de sair de casa avisei ao meu pai sobre o show, ele disse que ia aparecer por lá e estava feliz por eu finalmente ter tido coragem de cantar.

O ensaio de hoje foi sério, ninguém tirou brincadeiras ou conversou de mais.

Cantamos a sequencia do show apenas uma vez. Chiaki disse que eu deveria descansar minha garganta e evitar falar muito. Resolvi seguir seu conselho.

Quando estava com Yamada no shopping eu me comunicava por sinais. Quando ela escolhia minhas roupas e fazia que sim ou que não com a cabeça para ela saber do que eu havia gostado.

Depois de varias voltas conseguimos uma roupa legal. Um vestido preto sem mangas, uma meia calça arrastão, botas e uma jaqueta de couro. Voltamos ao studio.

Todo mundo estava ali, vi que estavam nervosos.

- gente esse é nosso segundo show – disse Chiaki – ensaiamos duro durante um mês, vamos tocar uma música original, temos tudo para dar certo. Yuu-kun você é incrível no teclado, Erina, você é boa no baixo, não conheço ninguém melhor.

- obrigado, mas não me chame pelo primeiro nome assim – disse Yamada ficando vermelha.

- eu gosto de te chamar assim – Chiaki sorriu – voltando a discurso – ele olhou para Mamoru – você manda bem na guitarra e sua voz é incrível e por fim – ele me olhou e sorriu – nossa novo mascote, Misa-chan você é incrível, nunca deixe alguém duvidar de você e nunca duvide de si mesma.

- obrigado a todos – falei. Criei coragem dentro de mim – vocês são pessoas incríveis e estão me dando essa chance eu agradeço muito.

- nós que agradecemos – disse Mamoru – precisávamos de uma menina bonita na banda.

- ei – Yamada apertou suas orelhas – o que quis dizer com isso?

- Yama-chan devo concordar, você é bonita, mas parece um homem – disse Chiaki.

- ainda agora estava me chamando de Erina e agora diz isso.

- pelo menos sou sincero meu amor – falou Chiaki.

- sincero uma ova – ela puxou a orelha dele, mas então sorriu e soltou – eu concordo – ela apontou para mim – você é nossa estrela então trate de mandar bem.

- não vou desapontar vocês – falei.

Nos preparamos para sair. Colocamos todos os nossos equipamentos no furgão de Chiaki e ele nos levou até a casa de show que íamos tocar, era a mesma de antes. Preparamos tudo, levando os nossos instrumentos para o palco e passamos uma música para testar o som e as luzes.

Quando deu seis horas as pessoas começaram a chegar e nós fomos para os camarins. Yamada me ajudou a me arrumar, ela me maquiou para parecer uma roqueira. Quando me vi no espelho até que gostei do look.

Ela estava mais feminina desta vez. Usava jeans rasgado no joelho, um top preto colado no corpo e uma jaqueta jeans preta por cima, estava com botas de salto alto e ela jogou todo seu cabelo para trás fazendo um topete.

Dez minutos para começar o show. Yuu-kun se atreveu em olhar como estava o local.

- esta lotado – disse ele ao voltar – até mesmo a parte de cima.

- o que? – perguntou Yamada – não creio.

- sério – ele repetiu – casa lotada.

- igual ou pior do que a ultima vez? – perguntei.

- pior.

Meu coração disparou e eu comecei a senti minhas mãos ficarem suadas. Se estava pior do que a ultima vez então há mais pessoas, da ultima vez tinha bastante gente, como isso é possível?

Meus pensamentos me deixaram calada.

Será que vou conseguir? Eu não estou pronta. Eu quero ir para casa! Onde eu estava com a cabeça para aceitar ser de uma banda? Porque fiz isso? Que loucura é essa?

- respira fundo – disse Mamoru no meu ouvido e apertando meu ombro – vai dar tudo certo, é só imaginar que está no studio.

- é o que faz? – perguntei para ele.

- sim – respondeu – fico muito nervoso antes do show.

- nem parece.

- eu aprendi a conter, porque sei que vai dar tudo certo.

Ele sorriu para mim. Mamoru era um cara gentil, ele sempre dava os melhores concelhos, queria que Tamaki estivesse aqui comigo. Olhei para o meu celular e nenhuma mensagem ou ligação dele. Fiquei triste.

- vamos – disse Mamoru segurando na minha mão – antes do show a gente faz um pedido, como é sua primeira vez, você vai primeiro.

- vamos fazer o melhor show das nossas vidas – falei colocando a minha mão.

- que esse seja o nosso primeiro show juntos – disse Chiaki – com essa nova formação – ele colocou a mão em cima da minha.

- que tudo de certo – disse Yuu colocando sua mão também.

- que seja nossa primeira música original de muitas – Yamada colocou a mão dela.

- vamos fazer historia! – disse Mamoru colocando a mão dele – três, dois, um...

- THE KNIGHT GO! – falamos todos juntos e seguimos para o palco.

As luzes estavam todas apagadas, mas dava para achar nossos lugares.

Chiaki sentou-se na bateria. Yuu-kun ficou em pé no teclado. Yamada ficou ao meu lado direito com seu baixo e perto do microfone. Mamoru ficou do meu lado esquerdo com sua guitarra e o microfone. Me posicionei no meio, segurei a base do microfone firmemente.

Eu não conseguia ver ninguém da multidão, estava tudo escuro, mas eu ouvia os múrmuros e os comentários.

Será que eles são bons? Porque colocaram uma cantora nova? Preferia mais quando só o Mamo-kun cantava.

Essas vozes se transformaram em zumbidos, minhas pernas tremiam, respirei fundo varias vezes, mas nada conseguia me deixar calma. Foi então que ouvi sua voz na minha cabeça.

“só imaginar que estar no studio”

Então minha mente trabalhou, quando fechei os olhos e voltei a abri-los eu estava no studio, as vozes haviam desaparecidos, minhas pernas pararam de tremer e meu coração ficou calmo.

Olhei para trás e fiz  sinal com a cabeça para Chiaki. Ele bateu as baquetas uma nas outras contando no ritmo da música. Então as luzes se ligaram, Mamoru e Yamada começaram a tocar seguidos de Yuu-kun.

O primeiro verso era meu.

- Eu quero me divertir hoje, eu quero muito, não me importo com o que dizem, é o meu jeito. O que você está fazendo agora? Venha querida não se esconda – cantei.  

Depois era a vez de Yamada.

- Você vai aumentar o volume dessa musica agora? Para que não pense em mais nada, ah sim o que você está fazendo? Venha querida apenas deixe o corpo reagir – cantou.

Depois todo começaram a cantar, deixando a voz de Mamoro mais alto do que as nossas. Então veio a sua parte solo.

- Ay traga de dentro suas habilidades de dança, se divirta como se fosse o último dia, carpe diem, não vou te impedir de fugir depois de se divertir hoje, pense em como será bom quando você deitar na cama querida – ele cantou. Era uma espécie de rapper.

A próxima parte era minha de novo.

- Espero que se sinta bem estando em casa, espero que não esqueça dessa sensação agora, então espero que se divirta comigo então você terá uma boa manhã.

Quando cantei o segundo refrão foi que ficou impossível de ouvir os gritos da plateia, então aquela ilusão de estar no studio desapareceu e foi ai que eu vi toda aquela multidão, gritando e cantando junto com a gente.

Não sei explicar, mas isso me deu energia e forças, tirei o microfone da base e comecei a andar pelo palco cantando. Quando a música acabou todos aplaudiram e gritaram.

Olhei para Mamoru e para Yamada. Eles haviam gostado.

- boa noite! – falei ao microfone – nós somos o The Knight, espero que gostem do nosso show!

- obrigado por virem – completou Mamoru.

- vamos para mais uma? – perguntou Yamada. Ela parecia estar bem animada.

O publico respondeu que sim. Fizemos sinal para Chiaki e ele começou a tocar a próxima música que era How Can I say. Eu particularmente gostava e não gostava dessa música, ainda bem que íamos cantar juntos e eu não era a primeira a cantar.

- Eu me odeio agora, odeio o jeito que eu me sinto. Em algum ponto eu não sinto mais nada – começou Mamoru - Me odeie agora. Eu queria que você parasse de me olhar do jeito que me olha. Eu quero que esse amor acabe.

O próximo verso, eu cantava no fundo junto com ele. Mamoru era perfeito para dar um high note que essa música exige antes do refrão.

- Como eu posso dizer toda vez que estamos juntos, você continua feliz. Como eu posso dizer que meu coração já te abandonou – cantamos o refrão juntos - Eu não consigo juntar as palavras. Oh, como eu posso dizer.

O próximo verso era meu.

 - Eu me odeio agora, eu me odeio quando não estou com você, eu me sinto confortável, eh, me odeie agora, eu queria que você percebesse isso com seus olhos claros, por favor, não sorria para mim.

Foi minha vez de dar o high note. Espero ter dado certo. Com a vibração do publico eu soube que fiz correto. Quando a música acabou mais uma onda de gritos e aplausos.

Desta vez não fizemos pausa para falar com o publico continuamos tocando. A próxima musica era Butterfly e Mamoru cantou sozinho, fiquei junto de Yamada fazendo o coro.

- Depois de um sonho interminável, neste mundo de nada, parece que nossos sonhos amados vão se perder cobertos de imagens que tendem a desvanecer mesmo com estas asas estranhas tenho certeza que podemos voar sobre o meu amor – era o refrão.

Agora vinha meus solos. A primeira música era NO, thank you.

A música começava com uma pequena melodia de piano, então os outros começavam a tocar.  Então comecei a cantar.

- Em frente à um quadro branco nós estamos. Vamos rabiscar livremente os nossos sonhos, mesmo que o sino da escola ecoe no pôr do sol, nós não podemos esquecer o poder de sonha.

Não havia percebido o quanto minha voz saía potente quando cantava essa música. Acabei me empolgando e me deixando levar pela música que ecoava por todo o local, pelos gritos, pelas vozes cantando junto comigo.

- Não, obrigada! E eu não preciso de recordações toscas – quando cantei essa parte eu fiquei se joelhos no palco - Pois eu sou forte, apaixonada por esse sentimento, ser inundada de lembranças é um luxo reservado aos adultos - E por enquanto eu, procuro evitar – foi o ultimo verso da musica.

Quando pararam de tocar eu ouvi os gritos, então finalmente olhei para a plateia e vi os rostos conhecidos, vi Asami e Yui pulando animadas junto de Usui, vi meu pai sorrindo e aplaudindo e então vi Tamaki ele gritava meu nome, podia ver seus lábios falando “vai Miharu”. Isso me deixou muito, muito animada mesmo, então fiquei de pé e voltei ao centro do palco, a próxima música era Nee, que é um pouco mais lenta, então coloquei o microfone na base e respirei fundo.

- Ei, em quem você está pensando agora? Quanto a mim, estou pensando em você – diferente das outras músicas era eu quem puxava o som, que basicamente era o teclado de Yuu-kun - Quando eu abri a janela, eu podia sentir o cheiro do ar da noite, na minha mente, cujo seu rosto aparece der repente. Como eu continuo embora com esta frieza? Você foi o único que chegou até mim.

Olhei para Tamaki. Essa música me fazia lembrar dele, eu estava dedicando ela a ele, espero que ele entenda.

- Por que é sempre você que vem para me apoiar? E outra vez, eu me apaixono – era o high note antes do refrão - Ei, não importa o que eu tenho que fazer, eu quero ver você. É doloroso se apaixonar, mesmo se eu acabar feliz, ou mesmo se isso me deixar triste. Você é sempre a única razão.

Cantava pensando em todos os momentos em que passei com ele. Percebi que havia tocado a todos da plateia que estavam balançando os braços no ritmo da música.

- Ei, eu quero ver você!

Quando a música acabou os gritos foram mais intensos e mais altos. Olhei para Yamada e ela sorriu para mim.

Pela primeira vez ali naquele palco eu me senti bem, senti que podia ser eu mesma, e isso me viciou.

O show foi continuando, cantei mais duas músicas sozinha e depois foi a vez de Mamoru cantar sozinho, ele também colocou todo seu sentimento em uma música e isso me deixou emocionada assim como a plateia.

- vocês estão se divertindo? – perguntei quando ele terminou de cantar. A plateia respondeu que sim – nós também estamos, mas vamos ter que acabar – eles fizeram um “ah” – não fiquem tristes, deixamos o melhor para o final, a próxima música se chama Listen! – anunciei – e ela foi composta pela a Yamada, espero que gostem dela assim como nós.

Mais uma vez quem começou a tocar foi Yuu.

- No fundo do meu coração nada parecia ressoar – quem começou a cantar foi Yamada - E agora eu percebi, não posso deixar de notar, vou mandar vibrações para você sem parar. Esperando que nos iremos a qualquer lugar juntos, o barulho destrói nossa linda harmonia.

- Só há som e você aqui, mas está tudo bem, pode parecer que estarmos juntos é felicidade, mas na verdade é sacrifício! – cantou Mamoru.

O refrão foi cantado por todos nós.

- Cantaremos tudo assim como sentimos não importa quão pequeno seja porque este é o único som do mundo não olhe para baixo nem chore não importa o que aconteça viva Sua Vida ao Maximo vamos viver até nossa vida acabar, meu querido encantador! Cantarei

A segunda parte da música era minha.

- Mais do que palavras doces lembranças de suas melhores intenções sagacidade, inteligência! E divertido cantar pela eternidade não pare! Porque os meus sentimentos novamente estão fugindo da luz eu preciso prende-los com a música!

A música era boa porque tinha muitos solos de piano e um de guitarra o que deixou o publico louco.

Deixei o ultimo verso da música para Yamada que se empolgou e soltou sua voz.

- Cantarei esta canção para você! Então escute!

Yuu-kun terminou com o seu incrível solo de piano e os aplausos explodiram o local. As pessoas pediam bis. Olhei para a banda e todos estavam com o mesmo olhar, estavam perdidos em tanta emoção, a única coisa que pudemos fazer foi agradecer reverenciando, todos estavam sem palavras e cansados, nem percebi quando fiquei cansada, minhas mãos estava doendo de tanto apertar o microfone, minhas pernas voltaram a tremer, meu pulmão parecia que ia pular do peito e meu coração não estava quieto.

- pessoal – disse Mamoru – obrigado por virem e vibrarem com a gente hoje.

- foi muito especial a presença de todos – falei – vocês nós dão força, coragem e energia.

- vocês gostaram do show? – perguntou Yamada gritando e o publico respondeu que sim – prometemos fazer mais um!

- isso, esse é só o primeiro – concordou Mamoru – nós vemos no próximo!

As luzes se apagaram e nós saímos do palco. Quando chegamos nos camarins eu só me atirei no sofá, estava morta de cansada, mas olhei para todo mundo e corri para abraça-los.

- nós conseguimos! – disse Chiaki – foi incrível!

- foi perfeito! – concordou Yamada – nunca esperava que eles fossem vibrar tanto.

- nem eu – falei rindo – vocês foram incríveis.

- e você também – disse Yuu-kun – eu gosto desse novo Knight.

- eu sempre achei que faltava uma coisa – disse Chiaki.

- o que? Colocar no plural esse nome? – perguntou Yamada rindo – brincadeira.

- eu acho mesmo que falta um plural – revelou Mamoru – porque todos nós somos os cavaleiros.

- isso significa uma mudança de nome? – perguntou Yuu.

- é só um S – disse Mamoru.

- então agora somos os the Knights! – disse Yamada – gostei!

...

Eu poderia falar que aquele foi o momento mais feliz da minha vida, porque foi, mas a vida me deu vários, porém esse momento ainda tem um significado muito importante e por isso que quando me lembro desse dia eu me lembro disso.

A imagem de nós cinco abraçados e rindo.

 


Notas Finais


espero que estejam gostando!


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