História Love Story - Capítulo 9


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Tags Drama, Musica, Romance
Visualizações 6
Palavras 4.326
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Insinuação de sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


OLÁ BOA NOITE!
QUERO PRIMEIRAMENTE PEDIR DESCULPAS PARA AS PESSOAS QUE ACOMPANHAM ESSA FANFIC POR DEMORAR SECULOS PARA POSTAR UM NOVO CAPITULO!
essa fanfic é especial para mim, pois foi uma das primeira que eu escrevi, mas ao ler ela de novo encontrei varias falhas e quis reparar isso escrevendo de novo, dando mais sentindo a ela, mas ao fazer isso eu tive um bloqueio de criatividade e parei de escreve-la por um longo periodo de tempo, mas essa nuvem passou por hora, então vai ter mais capitulos novos sim!


desculpem pela demora, sério mesmo!
boa leitura!

Capítulo 9 - A Oportunidade


 - um show? – perguntou Tamaki ao ver os bilhetes em minhas mãos.

Estávamos na área externa da escola onde havia uns bancos debaixo das árvores. Era o intervalo para o almoço, como de costume estávamos sozinhos almoçando e conversando, eu gostava desse momento, pois podíamos ficar mais a vontade sem ter outras pessoas olhando, ainda mais em um lugar onde não havia tanto movimento.

- sim, ele me deu os ingressos – contei sobre o novato – acho que deveríamos ir.

Tamaki me olhou com aquela expressão estranha no rosto, então beijou minha bochecha.

- o que foi agora? – perguntei me afastando, ele agia estranho em muita das vezes.

- estou feliz – ele me abraçou – você pela primeira vez me chamou para sair.

Era verdade. Sempre era Tamaki que me convidava ou saíamos em grupo, acho que pela primeira vez eu queria sair sozinha com ele, então beijei sua bochecha.

- às vezes é bom fazer algo diferente – falei sorrindo timidamente. Ele riu e me beijou na boca.

Depois disso fomos para a sala de aula, quando abrimos a porta Asami nos surpreendeu exibindo um bilhete azul escuro. O reconheci na hora, o show da banda.

- olhem só o que eu ganhei – falou – o Kato me deu, ele disse que é o primeiro show da banda dele.

- banda dele? – perguntou Tamaki pegando o bilhete que o entreguei mais cedo – The Knight – leu, então olhou para Mamoru Kato, ele estava entregando ingressos para todos da sala, parecia desesperado por publico – não sabia que tocava em uma banda.

- eu canto – corrigiu Kato se aproximando de nós – como é o primeiro show estamos fazendo de grátis, só para atrair publico.

- entendi – falei olhando para o bilhete. É não ia ser dessa vez que ia sair sozinha com Tamaki, mas fiquei feliz em poder ir para um show com meus amigos – boa sorte.

- obrigado – disse sorrindo – confesso que estou um pouco nervoso em cantar na frente de muitas pessoas.

- não fique – disse Asami – que tal treinar?

- como assim? – perguntou.

- que tal ir com a gente no karaokê – respondeu Asami sorrindo – somos um grupo pequeno, mas acho que já conta como publico.

Ele sorriu. Pela primeira vez eu percebi que não era um sorriso falso, era um sorriso meio apagado, quase sem mostrar os dentes, meio tímido, um sorriso bonito do seu jeito, não um sorriso largo como de Tamaki, nem um sorriso escandaloso como o de Usui, mas um sorriso calmo.

- acho que posso tentar – disse por fim passando a mão na nuca – quando podemos ir?

- hoje depois da aula – respondeu Asami – o que vocês acham? Posso falar como Usui e a Yui.

- é uma boa ideia – disse Tamaki – podemos finalmente fazer uma competição de voz masculina.

Eles riram, algo dentro de mim se sentiu incomodado, eles três conversavam coo grandes amigos e eu acabei fincando de fora do grupo, então abaixei a cabeça e olhei para minha cadeira, o livro ainda estava ali, me aproximei, então eles pararam de falar e estavam me olhando.

- você vai poder ir? – era Kato, eu o olhei.

- tenho que entrar no trabalho as seis – respondi.

- isso é um sim – falou Tamaki e então passou o braço pelo meu ombro – na linga dela.

...

Como sempre fomos ao karaokê perto da escola, aquele que parece uma boate, bar, etc. Tenho boas lembranças naquele lugar, o dia em que cantei na frente de todos pela primeira vez, naquele dia eu tinha decidido que ia correr atrás dos meus sonhos, mas acabei esquecendo.

- esse lugar é bom – comentou Kato ao entrar na sala.

As salas eram todas iguais; dois sofás vermelhos em cada lado, um pequeno palco com o microfone, a tela onde passava a letra da música, caixas de som e uma mesa. Os meninos pediram logo o de sempre, pizza, batata frita e refrigerantes.

- então quem vai ser o primeiro? – perguntou Usui animado.

- pode ser o Kato – sugeriu Asami – ele veio aqui para treinar.

- tudo é Kato agora? – perguntou Usui, senti uma leve amargura no tom de sua voz.

- não fique com ciúmes – disse Asami – só estamos ajudando ele.

- tá, tá, tá – disse Usui ainda um pouco irritado, ele deu o microfone a Kato – vamos ver o que pode fazer, vamos ver se ganha de mim.

- todo mundo ganha de você – provocou Tamaki – até meu primo mais novo.

- cala-se Yamato! – Usui estava fazendo graça – todos sabem que eu sou o rei do karaokê.

- um dia um rei pode perder sua coroa – disse Kato. Todos riram e bateram palmas. Eles se olharam e sorriram.

- boa sorte novato – disse Usui.

- obrigado.

Ele subiu no palco e olhou para um monitor, estava escolhendo a música, fiquei me perguntando que tipo de música ele cantaria, acho que um pop combina com ele, algo mais suave, não tanto animado, algo em nossa língua mesmo.

Então a música começou a tocar, não demorou muito para ele começar a cantar. Era uma música em inglês e ele sabia pronunciar muito bem a letra, na verdade ele nem estava olhando para a tela, estava apenas cantando, sendo envolvendo pelo ritmo, a batida de bateria, um leve piano no fundo, a guitarra era que mais chamava atenção.

A batida de bateria era dançante, Yui e Asami começaram a dançar aleatoriamente no ritmo da música, até mesmo Usui se levantou e começou a dançar. Eu também senti aquele energia vindo da música, fiquei de pé e olhei para Tamaki, ele sorriu e segurou na minha mão, começou a pular e me levando junto, fui pega por aquela energia divertida.

Então ele parou de cantar e todos aplaudiram. Ele tinha uma voz muito bonita.

- obrigado – falou fazendo uma reverencia.

- agora escolha a próxima pessoa para cantar – disse Asami – é a regra!

- certo.

Ele olhou para todos, então seu olhar parou em mim, esticou o microfone e sorriu, fiquei sem saber o que fazer, até porque eu não gostava disso, não gostava de cantar na frente das pessoas, achava que já havia perdido esse medo, mas sempre ficava nervosa e travava. Tamaki me puxou e me colocou no palco.

- eu sei que você consegue – falou no meu ouvido, isso me fez voltar ao mundo real. Ele se afastou, então segurei em sua camisa, ele se virou confuso.

- canta comigo – pedi.

Ele sorriu e puxou um microfone. Ficou ao meu lado. Olhei para o monitor e cliquei na opção para duetos, achei uma música que eu desconhecia, olhei para Tamaki ele parecia desconhecer também.

A música começa com um piano, então eu começava a cantar. A letra era bem romântica e depressiva.

- uma mulher ama você, ela te ama com todo seu coração, todos os dias ela te segue como uma sombra, quando ela sorrir, está chorando por dentro.

Acho que era algo sobre um relacionamento que não havia dado certo. Ou um relacionamento que não ia para frente porque só ela o amava, era triste, acho que fui envolvida pela canção.

- quando tempo mais, quanto tempo mais eu devo olhar assim para você? Sozinha. Esse amor sem sentindo, esse amor infeliz, eu devo continuar. Para você me amar? Venha um pouco mais perto, quando dou um passo em frente, você foge com ambos pés, eu que te amo, mesmo agora estou ao seu lado – essa parte a voz se elevou, fiz um esforço para que minha voz não desafinasse – aquela mulher está chorando.

Então minha parte acabou e Tamaki continuou, a letra era a mesma, o ritmo era o mesmo, porém trocava a palavra Mulher por Homem.

- este homem é uma pessoa tímida, por isso aprendeu a sorrir – a voz de Tamaki era boa, mas no ritmo da música não estava lá essas coisas – o coração desse homem tem várias historias, sem poder dizer que tem um melhor amigo, seu coração está cheio de cicatrizes.

Então chegou uma parte em que cantávamos juntos. O refrão. No fim eu falava mulher e ele homem, por um longo tempo mantive aquele High Note. Então a música terminou.

Todos bateram palmas. Eu olhei para Tamaki, ele parecia surpreso e feliz.

- que lindos – disse Asami – formariam uma bela dupla.

- também acho – concordou Yui.

- o próximo a cantar vai ser o Usui – falei.

- e a Asami – disse Tamaki.

Eles subiram no palco e começaram a cantar uma música meio melosa. Sentei-me e bebi um pouco de água, aquela música exigiu bastante das minhas cordas vocais.

- você tem uma bela voz – disse Kato – fiquei admirado.

- obrigado – falei – mas não acho tudo isso.

- ela tem mania de se menosprezar – disse Tamaki se metendo na conversa – a sua voz é incrível, linda, perfeita.

- eu concordo com ele – riu Kato – você já fez alguma aula de canto?

- nunca – respondi – quer dizer, meu pai é produtor musical, então quando eu era pequena ele me ensinava cantar, mas faz muito tempo.

- Miharu! – disse Yui – você vem cantar comigo.

- tô indo – falei ficando de pé.

Ela escolheu uma música bem animada, na verdade a música era em coreano, o que não me ajudava muito, por sorte eu reconheci logo que começou a tocar. Ah Yeah, do EXID. Até mesmo Asami subiu no palco para cantar.

No fim todos cantaram mais de uma vez, foi bem mais divertido do que das outras vezes. Depois disso todos foram para os seus caminhos, Tamaki, como de costume, foi me deixar em casa, no caminho paramos para comer um sorvete e conversar sozinhos.

- vejo que alguém se divertiu mais desta vez – disse ele.

- ah, é que hoje eu perdi completamente a vergonha de cantar na frente de vocês – falei. Eu estava muito exaltada, quando percebi isso me contive – eu gosto disso.

- acho fofo o jeito que você fica quando está muito feliz – disse – confesso que estou com ciúmes.

- ciúmes?

- o jeito que o Kato te olha – falou – me irrita.

Ele olhou para o céu. Estávamos no parque em que conversamos pela primeira vez uns meses atrás, parece que foi há tanto tempo. O silencio reinou entre nós, então me deitei em seu ombro.

- mas eu só tenho olhos para você – falei – você sabe disso.

Tamaki me olhou, me olhou no fundo dos olhos, então me beijou, aquele beijo apaixonado, senti um arrepio tomando conta do meu corpo, então nos afastamos, ele riu e me beijou levemente e rapidamente nos lábios.

- olha a hora! Você tem que ir logo para casa – falou ficando de pé – vamos?

Ele esticou a mão, a segurei, então caminhamos em direção a minha casa. O caminho foi rápido, desejei que demorasse mais um pouco, paramos na frente do prédio, ele deu um beijo em minha testa, eu o segurei e o beijei de verdade, Tamaki pareceu surpreso, mas então me envolveu e devolveu o beijo.

- MIHARU MISAKI! – alguém chamou meu nome.

Assustei-me e me afastei de Tamaki, olhei para o lado e o vi, saindo de um taxi, segurando uma mala grande e marrom, usando um casaco de couro e uma blusa social preta, jeans escuros e os óculos no rosto. Meu pai.

- papai – falei, corri até ele e o abracei forte – quanto tempo!

- filha – ele me abraçou de volta – quando tempo.

- que bom te ver bem – ele segurou em meu rosto – tem algo diferente em você e não é o fato de você estar se agarrando com um estranho no meio da rua...

- não sou um estranho – disse Tamaki.

- não falei com você – disse meu pai. Senti a irritação no tom de voz dele e me dei conta no que eu havia me metido.

- pai – falei me afastando e segurando na mão de Tamaki – esse é Tamaki Yamato e ele é meu... Bem...

- sou namorado da sua filha – completou Tamaki.

- namorado? – meu pai olhou para ele e olhou para mim – é sério isso? Minha Miharu namorando? – ele riu – isso parece um milagre!

- pai... – fiquei sem graça.

- senhor, sua filha é especial para mim, sinto muito ter a beijando publicamente, mas eu gosto tanto dela e quero que todos saibam.

- filho – disse meu pai rindo – não precisa se explicar, só estou surpreso por saber que minha filha calada e calma está saindo com alguém. Podemos entrar e conversar melhor.

- não acho que seja uma boa hora – disse Tamaki – eu adoraria, mas tenho que voltar para minha casa, meus pais devem estar preocupados.

- eu entendo – disse papai – vá com cuidado meu filho.

- até mais – disse ele para meu pai, então se virou para mim – mando mensagem quando chegar.

- estarei esperando.

Então ele se foi. Olhei para meu pai, me sentia estranha, o que eu devo falar, devo contar tudo, como comecei a namorar ou algo desse tipo? Como ele vai reagir. Então meu pai me pegou de surpresa, me abraçou de novo e bem apertado.

- estou tão feliz – disse – em ver que minha filha está vivendo, vamos entrar isso pede um chá de ervas do papai.

O chá de ervas do papai, o melhor chá. O ajudei com suas coisas e subimos. Naquela noite contei a ele como conheci Tamaki e meu pai incrivelmente gostou mais ainda dele. Fui dormir tarde, ainda jogamos uma partida de poker, meu pai havia melhorado muito, perdi tudo para ele.

Era divertido conversar com alguém em casa, eu sentia falta disso, mas acho que vou demorar um pouco para me adaptar a ter mais alguém vivendo comigo, ter que fazer café para duas pessoas, jantar para dois, o silencio se vai, mais uma vez não estava sozinha.

No outro dia a aula foi longa, nada de mais aconteceu durante o dia, somente o fato de Mamoru não ter ido à aula, de alguma forma isso me preocupou, mas quando o professor avisou que ele estava doente um alivio bateu, sem que eu percebesse. A semana se passou rapidamente e logo era o grande dia do show.

Marcamos de nos encontrar na estação perto da casa de show as 16 horas, como de costume fui um pouco mais cedo para evitar atrasos, não demorou muito até que Tamaki, Usui e Asami chegassem, eles estavam todos vestidos a caráter. Digo, usavam roupas pretas, jeans colados, camisetas com desenho de caveira e Asami usava uma sombra preta, me olhei rapidamente e estava usando apenas jeans e uma camisa azul escura de manga comprida.

- eu sabia que vinha vestida normalmente – disse Asami passando o braço pelo meu – trouxe algo para você.

Ela me arrastou para o banheiro da estação, abriu a sua bolsa e tirou um colete de couro preto, então jogou em cima de mim, ela soltou meus cabelos e os penteou, então pegou seu estojo de maquiagem.

- é hora do show – disse sorrindo enquanto segurava seus aparelhos de tortura, digo, de maquiagem.

Não demorou muito até que ela me deixou ver no espelho, parecia uma nova pessoa, delineador negro marcando meus olhos, batom vermelho destacando meus lábios e rímel deixando meus cílios alongados. De fato, eu ficava bem mais bonita maquiada, talvez eu devesse me arrumar mais.

- viu só, você fica diva com esse batom vermelho – ela me deu o batom – é um presente.

- Asami – entreguei a ela o batom – desculpe, não posso.

- ei, pode ficar, comprei três iguais, um para mim, para você e para a Yui – contou sorrindo – agora podemos andar com o mesmo batom às vezes.

Sorri e guardei o batom na minha pequena bolsa que carregava apenas o celular, o ingresso e a carteira, então juntas, saímos do banheiro, quando Tamaki me viu de batom ele ficou totalmente surpreso, podia ver em seu olhar sorridente.

- uau – disse Yui aparecendo – você está linda!

- faço das palavras de Yui as minhas – disse Usui – nunca pensei que fosse ver a Misaki-san tão arrumada! Tamaki que cara de sorte você é!

- ei! – disseram Tamaki e Asami ao mesmo tempo. Olhei para Yui e Usui e comecei a rir.

- obrigado pessoal – falei timidamente – nunca havia recebido um elogio desses.

- Tamaki não está fazendo seu trabalho direito – disse Yui segurando na minha mão – se não cuidar dela eu a pego pra mim.

Então ela beijou minha bochecha, Usui deu um grito, Asami riu e Tamaki revirou os olhos, então deu um passo para frente e me puxou dos braços de Yui, então me beijou na frente de todas as pessoas que estavam passando por ali, meu instinto foi empurra-lo para longe.

- o que pensa que está fazendo na frente de todos? – perguntei com o rosto quente.

- mostrando para essa gilete quem é seu dono – respondeu.

- meu dono? – perguntei irritada – Tamaki...

- não fica com raiva Miharu – disse Yui tocando em meu ombro – ele sempre foi tão possessivo.

Todo mundo riu, menos ele, não entendi a referencia, talvez tenham se referindo a algum romance passado dele, não quis perguntar, até porque não gosto de me meter na vida dos outros, mas parte de mim queria saber mais sobre Tamaki, sobre seu passado, planos para o futuro e coisas do tipo.

- vamos logo para o show – disse Tamaki se recompondo e me puxando.

Eu não gostei dessa atitude, mas depois eu queria conversar melhor com ele, não era o momento para isso, apertei sua mão e segui ao seu lado sorrindo, pude ver seu rosto se iluminar com um belo sorriso.

A casa de show estava lotada desde já, havia muitas pessoas e a parte da frente já estava toda tomada, ficamos bem afastados do palco, mas perto do telão onde podíamos ver a banda tocar, ainda faltava uns minutos para o show começar, mas já havia um DJ tocando para animar o pessoal.

Asami e Yui estavam dançando animadas enquanto os meninos riam e bebiam refrigerante, fiquei ao lado de Tamaki o tempo apenas observando, não sabia dançar e não estava com cede.

- vem cá – Asami me puxou, então foi me envolvendo com sua dança totalmente aleatória, comecei a rir e pular tentando ficar no ritmo da música.

Então tudo parou e ficou escuro, somente uma luz focou no palco, então uma pessoa surgiu, o reconheci mesmo que estivesse usando roupas estranhas, como uma calça vermelha colada e uma blusa preta social e um chapéu da mesma cor que a camisa.

Então a música começou a tocar, ele pegou um microfone com uma base e começou a cantar, era uma música alegre e dançante apesar de ter uma batida forte de rock, as pessoas ao meu redor estavam curtindo, pulando, cantando junto, enlouquecendo.

- eu conheço essa voz – disse Yui no meu ouvido.

- como assim? – perguntei – é o Mamoru.

- não – disse ela – a voz dele me lembra duma pessoa.

- vocês também? – perguntou Asami – reparei no karaokê.

- como assim? – perguntei confusa.

- a voz dele é igual à de Kohaku – respondeu Yui – no karaokê não parecia muito porque era um lugar menor e mais fechado então ficava mais alta, mas agora escuto claramente.

Eu nunca havia escutado direito uma música de Kohaku, mas aquelas duas era tipo fãs número um do cantor, para elas falarem isso era porque era verdade. Resolvi ignorar isso e curtir o show, acho que elas fizeram o mesmo, afinal não tinha como duas pessoas terem a mesma voz a não ser que ambas fossem a mesma pessoa, mas Kohaku e Mamoru não tinham nada haver.

O show foi curto, meia hora, depois disso o DJ voltou, então nós saímos para comer em algum lugar, na saída esbarramos com Mamoru, ele estava cercado de meninas querendo tirar fotos com ele, ao nos ver conseguiu uma desculpa para fugir, então correu em nossa direção e praticamente nos empurrou para longe do lugar.

- ufa, essa foi por pouco – disse quando estávamos bem longe das fãs.

- explique-se – disse Yui – que maluquice foi essa?

- precisava fugir das minhas lindas fãs, eu as amo, mas não rola.

- não estou falando disso – falou Yui irritada – porque sua voz é tão igual à de Kohaku?

- ah, você também – disse ele passando a mão na nuca – a verdade é que eu e ele somos irmãos.

- sem chance! – disse Asami – irmãos?

- gêmeos – explicou – as fãs malucas dele correm atrás de mim achando que sou ele – então revirou os olhos e suspirou – vocês tem ideia do que é ter que mudar de cidade inúmeras vezes porque foi perseguido por fãs?

Olhei para ele, nada haver com Kohaku, talvez se eu imaginasse os cabelos negros compridos, os olhos esverdeados, lentes de contato claro, a mesma altura, o mesmo porte físico, era ele.

- minha nossa – falei – parece a mesma pessoa.

- o que? – perguntou Yui.

- imaginem ele com os cabelos negros compridos e aquela lente ridícula verde – falei – ops os lindos olhos verdes.

As duas ficaram caladas encarando Mamoru, então deram gritinhos assustadas.

- sem chances, sem chances, sem chances – gritava Asami sacudindo a cabeça – é igual ao príncipe Kohaku!

- por favor, não digam isso – vi a expressão de nojo tomar conta de seu rosto – sei que são fãs dele, mas, por favor, não me vejam como ele, eu imploro.

- porque sente tanta raiva de seu irmão? – perguntou Tamaki.

- acho melhor irmos para algum lugar comer e eu conto a historia toda – respondeu olhando para o céu que estava se fechando em uma repentina tempestade de começo de outono.

Todos concordamos, então seguimos para um pequeno restaurante na esquina da rua principal, sentamos em um canto e fizemos nossos pedidos, depois que a comida chegou Mamoru começou a contar.

- quando éramos pequenos Kohaku sempre teve mais talento do que eu. Sempre tocou piano, violino e qualquer instrumento que fizesse som – contou – como nossos pais eram músicos a atenção foi toda para o prodígio da família, quando ele tocava eu cantava, mas claro, com um pai pianista e uma mãe violinista ninguém ligava para o cantor, foi assim por anos, até que em uma apresentação da escola eu recebi reconhecimento, ganhei o festival de talentos por cantar a capella, logo meus pais reconheceram meu talento e largaram Kohaku.

- esses merecem o premio de pais do ano – comentou Usui depois de comer um pedaço de carne que estava na chapa.

- eu não os culpo, acho que ninguém entenderia o que é ter pais músicos.

- eles sempre querem exigir o máximo de si – falei. Todos me olharam – o que? Meu pai é produtor musical, acho que a pressão é a mesma.

- sim, isso mesmo, acham que só porque eles são talentosos os filhos tem que ser também – ele suspirou, pude ver a dor em seus olhos, ele teve uma infância ruim, meu pai pode ter sido duro comigo no começo, mas nós nos divertimos bastante – Kohaku ficou com raiva e aprendeu a cantar, no começo foi uma negação, mas como de costume ele aprendeu logo, a controlar seu timbre e virou a estrela de novo. Ele chegou logo com a notícia de que queria ser cantor pop, meus pais apoiaram e fizeram de tudo para dar isso ao filho, enquanto eu fiquei nas sombras.

- porque simplesmente não falo o que queria? – perguntou Tamaki curioso. Acho que era a pergunta que todos queriam fazer.

- eu sempre fui mais independente dos meus pais, eu queria ser cantor, sim, mas não queria o dinheiro deles para isso, lutei, montei a banda e comecei a fazer pequenos shows, mais ou menos na mesma época que meu irmão fez sucesso, logo veio as fãs que achavam que eu era ele, percebi que elas só me ouviam porque gostavam dele, porque eu era parecido com ele – ele fez uma pausa e respirou fundo – daí veio a aparência nerd, óculos, cabelos negros, ninguém mais me confundia com ele.

- fato – falou Asami – você também fez algo com a voz, no karaokê, parecia totalmente diferente, mais grave, mais alta e mais suave.

- o lugar ajuda – falou – mas no palco, em um lugar grande a nossa voz fica igual, não da para ver a diferença.

- a sua é mais alta – falei – a de Kohaku é mais baixa.

Ele me olhou surpreso, na verdade todos estavam surpresos, fiquei sem graça e dei de ombros voltando a olhar para a comida.

- eu apenas sei – falei – escutei uma música do Kohaku quando ele começou a fazer fama.

- então você escuta Kohaku – disse Asami naquela voz estranha então me abraçou – eu sabia.

- isso não me faz fã dele – falei irritada.

Todos riram, depois disso comemos em silencio fazendo apenas piadinhas sobre a sala de aula, logo Mamoru se enturmou, acho que eu e ele somos mais parecidos do que eu imaginava, a vontade de ser alguém sem precisar da ajuda dos outros, o desejo se seguir os sonhos.

- Miharu – ele me chamou, todos pararam e nos olharam – acho que você deveria fazer parte da banda.

- eu? O que? – me engasguei.

- sim, sua voz é linda e precisamos de um vocal feminino.

- porque eu? – perguntei.

- porque não conheço outra menina bonita e com talento igual a você, se não quiser tudo bem, eu entendo.

- ela quer – disse Tamaki. Fui pega de surpresa, desde quando ele manda na minha vida? – Miharu sempre quis ser cantora e ela tem talento, acho uma oportunidade única.

- também acho – disse Asami – não seja besta, aceite.

- lembra-se do que me prometeu? – perguntou Yui.

- eu concordo – disse Usui.

Olhei para todos, uma onda de emoções veio, quis chorar e abraçar a todos, mas tinha que me manter séria como de costume, a única coisa que não consegui conter foi o sorriso que se formou em meu rosto.

- acho que não tenho escolha – falei olhando para Mamoru que sorriu e estendeu a mão para mim, a segurei.

- bem vinda – disse.

- obrigado. 



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