História Love That Fell - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias UNIQ
Personagens Cho Seung Yeon, Wang Yibo
Tags Luizinho, Uniq, Wang Yibo
Exibições 29
Palavras 1.544
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Annyeonghaseyo ^^

Gente, importante lembrar que essa é minha primeira fanfic, e eu sei que esse ep ficou meio chatinho mas é que eu já escrevi ele três vezes e apagou sozinho do nada :'( então meio que já estava sem o tesão de escrevê-lo :( mas espero que gostem mesmo assim <3

Capítulo 1 - Acidente


“Senhoras e senhores, dentro de poucas horas aterrissaremos no aeroporto internacional de Incheon.” – Anuncia a voz feminina no rádio.

- Não é empolgante? – Mamãe me olha sorrindo. Seus olhos verdes brilhando de felicidade. Fazia-me bem vê-la assim.

- É sim. – Sorrio o mais verdadeiramente possível. Se ela estava feliz, eu estava feliz.   

- Olha, eu sei que é difícil, mas a Coreia  será a nossa casa agora, e com o tempo vai acabar se acostumando, vai gostar, eu sei que vai. – Ela olha em meus olhos enquanto acaricia minha bochecha. – Eu te amo.

- Eu também te amo.

 Fazia pouco mais de um ano que minha mãe estava planejando essa viajem, trabalhando em dois empregos, fazendo hora extra, economizando praticamente tudo que ganhava para tentar a vida no outro lado do mundo. Pra mim parecia loucura, mas ela conseguiu o que para ela parecia ser a oportunidade dos sonhos.

 Então há um ano ela vem mexendo com milhões de papeladas, documentos, transferências e autorizações para podermos nos mudar. Eu não fazia idéia de que mudar de país fosse tão complicado, esperava que o processo fosse cansativo o bastante pra fazê-la desistir, mas não foi.

 Agora estamos aqui, a não sei quantos pés de altura sobrevoando o oceano para morarmos em um país completamente estranho. Isso com certeza não estava em meu plano de vida, não que eu tivesse um exatamente. Mas se eu tivesse um, me mudar para a Coreia do Sul não estaria nele. Porém essa era a primeira vez que eu via minha mãe realmente feliz com alguma coisa desde o acidente, e isso era tudo o que importava pra mim.

 Então deixei para trás sem reclamar, minha escola, que eu nem gostava tanto assim, mas pelo menos as pessoas falavam a minha língua. Meus amigos, que não eram muitos, mas sem dúvida era a parte mais difícil de abandonar. Meu trabalho, que era meio período de garçonete, mas eu tinha um patrão realmente incrível que me dava vários conselhos legais de como enrolar meu namorado quando ele queria “algo mais”, ele era a figura mais próxima de um pai pra mim depois do acidente, eu realmente sentiria falta dele. E meu namorado, não que eu me importasse, ele só queria transar comigo, mas era bom ter alguém por perto quando as coisas ficavam realmente “difíceis”.

 Viro o rosto e olho pela janela, o céu estava escuro e nublado e eu quase não podia enxergar. Eu não havia estudado sobre o clima na Coreia do Sul, mas devia ser inverno porque eu estava morrendo de frio. Olho em volta enquanto todos os outros passageiros pareciam perfeitamente confortáveis com o clima eu parecia uma idiota embolada em casacos. Mas quem poderia me julgar? Eu sou brasileira, odeio o frio.

 De repente me lembro do que com certeza eu iria sentir mais falta. O sol. Não era como se aqui não tivesse sol, mas quando eu estava voltando da escola e ficava horas deitada na praia, ouvindo as ondas se desmancharem na areia, queimando no sol, eu amava aquilo, era como se eu pudesse me desligar do mundo, e bem, não seria aquele sol.

 Eu estava perdida em uma revista de economia qualquer a qual eu não entendia coisa nenhuma, mas parecia ser interessante, quando minha mãe apertou meu pulso me fazendo olhá-la assustada.

- O que foi? – Pergunto.

- Está sentindo isso? – Ela me olha séria. Aquilo me deixou confusa.

- Sentindo o que?

- Uma... Pressão... Vibração... Eu não sei explicar. – Ela morde os lábios em sinal de preocupação o que começou a me deixar preocupada também.

- O que? Não sei! – Fecho os olhos tentando me concentrar. Eu realmente não sentia nada. – Isso não é normal? Nunca voei de avião antes. – Digo assustada.

- Espere aqui querida, já volto. – Ela diz rápido se levantando do banco.

- Aonde senhora vai? – Pergunto segurando em seu pulso. Eu estava realmente preocupada agora.

- Tudo bem, eu não vou demorar. – Ela sorri e puxa o braço lentamente andando em direção a cabine. Ela podia entrar lá?

 Fico a acompanhando com os olhos até que ela é parada por uma aeromoça na porta da cabine. Mamãe diz alguma coisa em seu ouvido, a moça loira faz uma cara de susto, mas rapidamente sorri e abre a porta para ela entrar e posso ver seus longos cabelos castanhos desaparecendo para dentro da cabine. A aeromoça fecha a porta e volta a sua posição de estatua, mas ela tinha um semblante preocupado agora.

 O que foi aquilo? Um código de aeromoças? Aquilo me parecia... Estranho.

 De repente a porta no final do corredor atrás de mim se abre, e por ela entra uma aeromoça morena empurrando um carrinho com bebidas. Essa parecia normal até quando passa do meu lado sussurrando alguma coisa baixinho, mas ela falava em coreano então não podia entender. Ela estava rezando? Sinto meu corpo se arrepiar. Tudo bem, aquilo estava realmente ficando estranho agora.

 Decido me virar para perguntar a ela o que estava acontecendo quando de repente, um giro, um grito, e tudo estava no chão.

 Fui arremessada para frente, mas agarrada pelo cinto que me puxou com força fazendo minha cabeça se chocar contra o banco e uma pontada de dor percorrer todo o meu corpo. Eu grito.

 A aeromoça é jogada no chão juntamente com o carrinho que antes de cair em cima dela, bate no teto espalhando cacos de vidro por todos os lados. O pedaço de uma garrafa acerta minha cabeça fazendo o sangue escorrer em minha testa até meus olhos se misturando com as lágrimas que agora jorravam descontroladamente por todo meu rosto.

 As pessoas gritam, choram e se desesperam em um barulho ensurdecedor. Meu coração batia disparado, minha respiração estava ofegante, sentia meus órgãos se retorcendo dentro de mim juntamente com a dor que percorria toda minha espinha.

 Desprendo-me do sinto rapidamente tirando o casaco e em seguida uma camisa de poliéster mangas longas e a uso para enfaixar a testa que não parava de sangrar nem um por um segundo.

Levanto-me no banco para olhar em volta as pessoas desesperadas apertando os cintos, a aeromoça loira tentava pedir para todos manterem a calma enquanto o avião balançava de um lado para o outro fazendo o carrinho bater nos bancos, nas paredes, no teto, fazendo um barulho insuportável.

 O avião gira novamente me arremessando com tudo no chão do corredor juntamente com as duas moças desacordadas agora. Meu rosto grudado no carpete lambuzado com o sangue que escorria da minha testa. Por um minuto tudo fica escuro e em silêncio, eu não sentia mais nada. Só podia ouvir o som da minha respiração lenta, e as batidas do meu coração acelerado. Até mesmo a dor havia ido embora.

- Meu Deus! Meu Deus! – Digo baixinho em uma suplica desesperada. Não demorei muito para entender o que estava acontecendo. O avião estava caindo, e eu ia morrer.

 De repente, tudo volta. Os gritos, o choro das pessoas, o barulho do maldito carrinho batendo de um lado para o outro, era aterrorizante.

 A dor era insuportável. Minha cabeça latejava e sangrava descontroladamente, todo o meu corpo doía e eu tinha certeza que tinha algo cravado em meu abdômen, mas não arrisquei me virar para ver.

 Estico o braço ao máximo que posso para alcançar o colete salva vidas embaixo do banco a minha direita. Com muito esforço consigo me levantar me apoiando nos assentos e vesti-lo o apertando o mais forte possível em volta de mim.

 Eu não podia descrever a dor que estava sentindo. Minhas pernas já estavam bambas e minha vista falha, eu lutava para continuar de pé, acho que havia perdido sangue demais. Um turbilhão de coisas se passando por minha cabeça, infinitos pensamentos e eu não conseguia aterrissar em um.

 Eu só sabia que eu ia morrer e minha mãe estava atrás daquela porta então eu ia entrar lá e dar um abraço nela.

 Eu miro em direção a cabine ignorando tudo ao meu redor, começo a andar lentamente me apoiando nos bancos tentando não pisar nas moças ensangüentadas  no chão, as pessoas pedem para eu parar, mas ninguém tenta me impedir.

 Um passo. Foi a distância que cheguei da porta quando de repente a porta lateral do avião se abriu e o vento me sugou para fora.

 No ar, eu pude ver, as aeromoças, as garrafas, as revistas, o carrinho. Soltos no céu contrastando com a luz do sol que não existia a poucos minutos atrás.

 Eu pensei que na morte não se sentia nada, mas eu senti tudo.

 Senti o impacto do meu corpo se chocando contra a água, senti o frio no meu corpo se afundando nela, senti o gosto do mar enchendo meu estômago, senti a dor das ondas quebrando sobre meu corpo, eu vi meu sangue se misturar nelas, mas a última coisa que senti foi a pressão do colete me puxando para a superfície.

 A luz do sol me cega por longos segundos, pisco no mínimo umas quarenta vezes até minha visão se estabilizar e inclino a cabeça para ver o avião se afundando a alguns metros de mim juntamente com minha mãe.

 Deito minha cabeça na água e deixo as lágrimas escorrerem. Eu já podia morrer agora. 


Notas Finais


Se deu a impressão de que foi muito rápido, essa era a intenção mesmo. Esse foi curtinho só para mostrar o acidente mesmo e poder desenvolver a historia a partir daí, mas os próximos serão maiores e mais caprichados, bye <3


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