História Love Will Just Remember II - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Michael Jackson
Personagens Michael Jackson, Personagens Originais
Tags Michael Jackson
Visualizações 35
Palavras 3.874
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oiiii meus amores, aguardado para um dos capítulos mais esperados? Preparem os olhos porque irão chorar até desidratar (mentira gente), ou será verdade??? Espero que gostem do capítulo e curtam os médicos. Digamos que Alasca fará uma merda e ela está ferrada.

boa leitura szsz

Capítulo 8 - Chasing Cars


Fanfic / Fanfiction Love Will Just Remember II - Capítulo 8 - Chasing Cars

 

Capítulo Oito — Chasing Cars

Mesmo quando nossas esperanças fogem da realidade, e nós finalmente temos que nos render à verdade, isso só significa que perdemos a batalha de hoje. Não a guerra de amanhã.

Grey's Anatomy

 

Meus pés viraram o corredor apressando-se até a secretária, o tênis esborrachado fazia um barulho irritante onde eu sentia meu cérebro se estremecer com o ruído. As mãos seguravam um prontuário faltando apenas a funcionária da secretária assina-lo para dar alta para o paciente que havia entrado com paralisia facial alguns dias atrás. Finalmente consegui chegar até o local desejado onde ofeguei rapidamente pelo fato de estar correndo.

— Katerina, poderia assinar este prontuário pra mim? Só falta a sua assinatura e o paciente poderá ir para casa. — pedi e a morena de cabelos presos com a caneta azul em mãos assentiu confirmando. Sorri gentilmente, e senti uma dor na região do peito onde foi impossível conter o grunhido e minhas pernas enfraquecerem.

— Doutora Alasca! — disse a funcionária largando os objetos e vindo em minha direção segurando meu braço. — A senhora está bem?

A sensação estranha invadindo meu peito foi dura, abalou meu psicológico e poderia acabar com todo meu dia. Algo havia acontecido, e havia um sentimento doloroso no meu peito, meus suspiros aumentaram e eu olhei nos olhos da funcionária que estava com o seu semblante completamente preocupado, ela ajudou-me levantar atraindo olhares dos pacientes que aguardavam ser atendidos. 

— Estou, não se preocupe. — limpei a pequena gota de suor que escorreu da minha testa e tossi um pouco. — Não almocei, então acho que deve ser isso.

Mas eu sabia que não. A secretária ainda estava com o olhar desconfiando sob a minha pessoa, pegou o copo de plástico e o encheu de água gelada me oferecendo, onde foi bebido em uma golada só. Agradeci e peguei o celular do meu bolso discando o número telefônico de minha mãe. Precisava saber se Michael e Dulce estavam bem, que estavam seguros, que nada havia acontecido com eles. Após alguns segundos, escutei a voz da minha mãe do outro lado da linha:

Alô, filha? 

— Mãe, Michael e Dulce já chegaram em casa? — perguntei apoiando os cotovelos na secretária. Que se arrombe! Todo mundo já sabia que Dulce era filha do Michael depois das fotos vazadas e as notícias que correram na televisão. Os babacas dos doutores pensavam que eu não escutava os comentários, meu ouvido era mais limpo do que eles imaginavam. 

Olha filha...Michael me ligou alguns minutos atrás avisando que já estavam chegando. Aliás já devem estar mesmo. Espera, escutei o barulho da campainha, devem ser eles. Depois te ligo, beijos. — desligou na minha cara, e minha expressão com certeza não foi uma das melhores. Se fossem eles, eu aliviaria mais, eu esperava que fosse.

O telefone da secretaria tocou e Katerina atendeu, era emergência com certeza, quando a pessoa do outro da linha disse alguma frase, seu rosto ficou completamente pálido e seus olhos ousavam a se mover, estranhei e toquei em sua mão e estremeci ao sentir o contato extremamente frio de sua pele. 

— T-udo bem, a ambulância já está a caminho. — desligou o telefone e me olhou. 

— O que houve? Você está gelada. — perguntei, ela me olhou nos olhos e mexeu em seus cadernos os alinhando completamente. 

— Eu preciso que você convoque toda a equipe de melhores cirurgiões para a ambulância que chegará as sete e meia. A pessoa é importante. Inclusive a pediatria. — ela disse levantando-se de sua cadeira caminhando para o telefone preso na parede digitando alguns números. Não faria perguntas, em questões completas que pareciam ser graves, o que mais enchiam as secretárias eram perguntas.

Desde que o chefe da cirurgia havia entrado em férias, para meu azar, ele havia me colocado para cuidar da área da cirurgia, a questão foi aprovada até pelos próprios presidentes do conselho e do hospital. Era algo que eu me recusava a acreditar desde que havia começado a trabalhar, afinal, eu era muito nova para esses tipos de cargos. "Idade é apenas um número, não significa que tenha pouco conhecimento." Palavras do presidente do hospital. 

Bipei todos os chefes das cirurgias e os reuni perto da entrada do hospital, já vestido com os aventais azuis para se protegerem e protegerem também o paciente de qualquer infecção, aos poucos foram chegando exatamente os oitos chefes e até os residentes. O protocolo dos cirurgiões chefes de cada área, eles conheciam, mas os residentes conheciam pouco, em situações como pessoas importantes eles precisavam lembrar de quem estava ali. 

— Eu chamei vocês aqui hoje pois a pessoa que chegará aqui é uma pessoa completamente importante. Vamos saber quem é quando chegar aqui, pode ser um ator, pode ser o presidente do nosso hospital, pode até ser um cantor famoso. — meu coração quase parou. — Quero que lembrem-se de que independente de quem está ali, temos que dar o nosso melhor, só porque é uma pessoa importante não significa que devemos tratar como se vivesse em um reinado, assim como uma criança que foi a praia brincar e acaba sendo engolida por uma onda, como alguém que foi para uma entrevista de emprego, enfim. Todos são importantes para alguém, eles tem família, por isso a pessoa que está chegando só terá tratamento especializado se o caso for realmente grave.

Todos assentiram e alguns residentes bateram palmas, lembro-me do meu primeiro dia de residência onde escutei esse mesmo discurso. 

Até que as sirenes altas foram escutas, e eu suspirei olhando para o céu orando. Por favor, me guie para essa jornada. Todos foram em direção a maca que descia das três ambulâncias, focalizei bem e fui em direção até o primeiro paciente.

— Já tem as informações necessárias? — perguntei para o para-médico, ele assentiu me olhando meio abalado, inclinei a sobrancelha esperando a resposta. 

É o Michael Jackson, Alasca. — eu senti que meu coração quase saiu da minha boca, minha pele esfriou-se e parecia que o mundo havia sumido, que o chão em meus pés não existia mais, meu corpo inteiro tremia e eu não conseguia dar ouvidos aos médicos. O mundo havia sumido.

We'll do it all

Everything

On our own

 

We don't need

Anything

Or anyone

— Esse sangue está vindo do peito? — foi o que havia me despertado, a frase cardiologista. 

— Ele está consciente. — me virei imediatamente ao olhar o corpo estirado na minha frente, e andejei rapidamente até o seu corpo, retirei a lanterna do bolso da minha calça e posicionei em seus olhos vendo-o que ele conseguia move-los, as lágrimas escorreram de seus olhos, e meu coração quebrou de um jeito tão dolorido naquele momento que eu não conseguia acreditar que era ele que estava aqui.

— Michael, sou eu a Alasca. Fica calmo que você está no melhor hospital do Rio de Janeiro, você será atendido pelos melhores médicos e vai sair dessa. Eu prometo. — seus olhos piscavam várias vezes e eu reparei que sua mão estava esticada para mim, eu a peguei e senti o seu aperto completamente forte. Meus lábios beijaram sua testa e ele fechou os olhos, meu conforto havia o acalmado um pouco.

— Tudo bem, Chefe da Cardiologista, Neuro e Ortopedia com Michael. Chama o Otorrino também pois precisam certificar que não houve nenhum dano na voz. Quero mais um cardiologista, mais um neuro, e um ortopedista para a empresária dele. Terceira maca. — os chefes assentiram e levaram Michael para dentro. Então se a segunda maca era uma criança, a criança que com certeza era...

Dulce Maria.

 

If I lay here

If I just lay here

Would you lie with me and just forget the world

Eu não contive o grito alto, e a dor que parecia que explodir meu peito. Mas eu também não havia tempo para aquilo, era a minha filha, o pedaço de mim, ela precisava de mim. A frieza em meu coração para executar aquele trabalho foi o que me surpreendeu, era a minha família. Como que eu não conseguia chorar? Chamei os residentes, e os outros três pediatras meus amigos para a outra maca. 

— Dulce, querida, pode me ouvir? — perguntei passando a mão de leve em seu rosto e ela piscou uma vez. Eu havia ensinado isso para ela desde que havia dois anos, para conseguir nos comunicar. 

— Ela está perdendo muito sangue, precisa ir para a cirurgia urgente. — disse Candice, assenti e empurramos a maca rapidamente junto com os residentes. Rapidamente a trocamos de maca e com muito cuidado, encaixamos os aparelhos em seu corpo e ao ver a minha criança estirada naquela maca completamente pálida e machucada. Quase que não conseguia executar meu trabalho.

E o protocolo de que os médicos não podem cuidar dos seus familiares? Eu quero mais é que se dane!

— Insira duas miligramas de morfina, e a deixe sedada. Camila, peça uma tomografia de emergência, vamos entrar para a cirurgia. — Camila assentiu e discou os números, enquanto nós levamos Dulce para a sala de cirurgia rapidamente onde lá vestimentos as roupas cirúrgicas e esperamos o resultado da tomografia que foi induzida na própria sala. Vesti as luvas e esperei Thomas avaliar a tomografia. 

— Não consta nada na tomografia. — assenti aliviada. — Apenas um caco de vidro preso no supercílio, precisamos tomar muito cuidado para retira-lo e não afetar a visão.

— O osso está quebrado, mas nada de tão ruim. — avisou Alecia, ortopedista, e eu fiquei mais aliviada ainda. 

— Bisturi. — pedi e a instrumentista me entregou onde pude fazer o corte vertical em sua barriga. — Afastador.

— Esse sangue está vindo da onde? — perguntei, passando minhas mãos pelo seu estômago, até que senti algo quase cortar o meu dedo. Era estilhaço de vidro. Mas como essa porcaria foi parar dentro da minha filha? Peguei a pinça e posicionei-a no caco de vidro e quando fui retira-lo o monitor começou apitar.

— Pressão caindo, ela está fibrilando. — avisou a residente. Droga!

— Desfibrilador. — Candice pediu. — Carrega em cento e cinquenta. Afasta!

Todos retiraram suas mãos de minha filha onde Candice deu o choque em seu peito, porém não adiantou. A lágrima escorreu de meu olho e minhas orações estavam tão rápidas que eu senti que estava dentro de uma igreja de tanto que eu orava. O barulho maldito indicando que o coração havia parado me deixava completamente com ódio de mim, minha vontade era de me atirar dentro daquele corpo dela, dar a minha vida por ela.

— Duzentos. — deu o choque, mas o sinal não constava ainda. — Duzentos e cinquenta. Vamos Dulce, não podemos te perder!

E na terceira vez, o barulho continuou sendo ouço, como o som do inferno. Meus olhos se estreitaram para o monitor completamente zerado, e minhas mãos se fecharam completamente.

Sem sinal. — disse um residente. 

Eu caminhei até a mesa, e comecei a fazer a massagem cardíaca em seu peito.

Você não vai me deixar! Você sabe que não é a hora certa, você sabe que não pode fazer isso comigo porque tem uma vida tão grande que nem você vai conseguir acreditar quando ver. Eu te amo, não faz isso comigo! — implorei gritando na sala mas eu não conseguia sentir o coração bater. — Dulce!

Até que um médico entrou dentro da sala apenas com a mascara sobre o rosto. 

— Alasca, Michael parou! — o olhei com os olhos completamente arregalados. Os médicos olharam para o outro com o olhar reprovador sinalizando para ele sair da sala, ele entendeu e se mandou. Porque comigo? O que eu havia feito de errado? Qual era o sentido da vida? 

— Não vai ser hoje que você vai me deixar. Não vai. — afirmei confiante deixando as minhas lágrimas escorrerem em seu corpo pálido, meu punho deu um soco em cheio no seu peito, um soco tão forte que seu corpo pulou para frente. Meu joelho escorregou no chão da sala deixando as lágrimas escorrerem pela máscara esquecendo completamente de quem eu era ali, meus olhos se fecharam tentando imaginar que aquilo era um pesadelo e quando acordasse eu estava em um paraíso.

Alasca ela voltou! — eu abri meus olhos na velocidade da luz e quando olhei no monitor, percebi a sua frequência cardíaca voltando ao normal. 

— Vamos fecha-la e fazer o coma induzido. — avisei, retirando os afastadores, e fechando a pele suturando-a novamente. Ao olhar seu rosto sereno, com tampão no olho direito e o braço engessado, percebi que havia muito pela frente. Beijei a sua testa e caminhei até a sala, retirando minhas luvas e o avental descartando-os, ficando apenas com a  touca cirúrgica. Me apoiei na pia suspirando várias vezes até me recuperar do fôlego olhando minha filha ser induzida em um coma. Segurei as lágrimas e enxuguei meu rosto, pegando uma mascara e caminhando para fora da sala de cirurgia indo em direção a outra onde era localizada a sala de Michael. Toquei duas vezes na porta e entrei segurando a mascara olhando para todos os médicos, e o monitor com os batimentos normais.

— Você acredita que depois de três choques e duas massagens cardíacas, e até um soco do Owen o Michael voltou? — disse uma mulher e eu franzi o cenho confusa, olhei para a cabeça de Michael e encontrei uma médica de olhos azuis que acenou para mim. 

— Amélia? — não o papa, sua imbecil. — Como que eu não te vi?

— Seu chefe da cirurgia do trauma me ligou, não é Owen? — o ruivo assentiu enquanto supervisionava o corpo a sua frente. Caminhei até Michael mantendo uma certa distância, mas possível ver o seu rosto desacordado, estava completamente triste. Vê-lo daquela forma trouxa minhas lágrimas novamente, mas consegui me manter a tempo. 

— A empresária dele está bem? — perguntei.

— Os seus outros cirurgiões me falaram que sim. Ela quase saiu imune, só sofreu algumas fraturas. Sabia que foi ela que ligou para o hospital? — disse Hazel, cirurgiã chefe da cardiologia. Então eu a devo milhões de desculpas por tratar a sua pessoa mal.

Assenti e dei mais uma olhada para Michael. 

Fica bem, eu te amo.

✿ ✿ ✿

Sentei na poltrona ao lado da maca e limpei mais uma vez meus olhos que aquela altura estavam tão inchados quanto alguém que havia levado um soco. Meu nariz estava carregado de tanto que eu o sugava, meus cabelos estavam presos e minha mão tocou a mão de Michael. Ele estava desacordado com uma máscara de oxigênio em sua boca, algumas fios estavam em suas veias e os olhos estavam fechados, pareciam presos e de qualquer forma não iriam acordar. Seu braço esquerdo estava com gesso e o seu corpo estava coberto por um cobertor, a televisão passa  a notícia que seus fãs estavam desesperados ao saberem de seu acidente, mostrava um tumulto de seguranças tentando impedir ao lado de fora do hospital os fãs que estavam tentando entrar. 

Enxuguei meus olhos mais uma vez e dei um aperto em sua mão que estava com uns pequenos arranhões, e alguns curativos espalhados por elas. 

— É a segunda vez que te salvo da morte. — ri sem humor. — Ironia do destino não é? Eu sei que não pode me escutar, mas quero que saiba que eu ainda te amo, eu nunca consegui amar um homem como eu te amei. Sabe, nunca em sequer algum momento eu pensei que iria me apaixonar por você, afinal você só era mais um cantor fazendo várias músicas que eu duvido que ninguém não conheça.

Fiz uma pausa e beijei sua mão macia e coloquei minha testa na mesma sentindo sua pele. 

— Sabe, eu tenho uma certa inveja da Lisa Marie. Cara, você só namora mulheres lindas, eu se com certeza jogasse do outro time namoraria tela também. — gargalhei. — Agora você está com a Louise, que te salvou, e com isso eu não vou mais intervir em sua vida. 

Tirei a máscara de oxigênio e selei nossos lábios rápidos sentindo uma chama enorme acender que queria ficar ali por mais segundos, mas sabia que não poderia. Coloquei a máscara novamente, e vesti meu jaleco retirando-me do quarto, indo em direção a sala de visitas vendo muitas pessoas conhecidas. 

— Alasca! — todos os conhecidos de Michael falaram em coro, incluindo Macaulay, Courtney, Paris, Prince, Blanket, Janet, Katherine, Joseph Jackson. Espera, o pai dele estava aqui também? Todos vieram em minha direção.

— O que aconteceu com ele? Ele está bem? — perguntou Paris, Prince e Blanket em coro.

— Meu filho, Alasca. Você cuidou dele? Ele corre perigo? — perguntou Katherine Jackson segurando em meu jaleco com a aparência chorosa. 

— Alasca, ele está vivo? — Macaulay perguntou.

— Michael nunca foi bom com automóveis, eu deveria saber. — disse o pai dele com uma aparência que chegava-me dar calafrios. Que homem estúpido. Michael que me perdoe.

— Gente, venham comigo pois não confio em algumas pessoas daqui. — avisei e eles me seguiram para uma sala de reuniões onde todos entraram sentando-se em cadeiras diferentes. Fechei as janelas e tranquei a porta. Paparazzis disfarçados nunca é demais.

— E então Alasca? — perguntou Prince me olhando desesperado.

— Michael capotou o carro quando um caminhão estava vindo contra-mão, os motoristas de caminhões nestes horários estão voltando para casa cansado demais, pelo que eu soube o rapaz que dirigia o veículo estava desacordado. Michael estava com a nossa filha no veículo, e a empresária Louise. — Joseph olhou estranho para mim.

— Era só o que me faltava, Michael fazendo filho com qualquer uma, pelo menos é medica, não uma vagabunda qualquer. — contei até dez para não respondê-lo com falta de respeito, apenas com educação.

— Vovô, não fala assim da Alasca. Se você não sabe, é a segunda vez que ela salva meu pai, me salvou e ainda salvou a Paris. — disse Blanket, sorri para o moreno que deu uma piscada para mim.

— Me salvou também. — disse Prince.

— Quando que resolver um problema de coxinha é salvamento? — disse Paris olhando-o com a sobrancelha inclinada, e ele revirou os olhos ignorando a pergunta da irmã.

— Recapitulando, Michael sofreu lesões que foram contidas em cirurgia, sofreu uma fratura no braço onde foi preciso colocar o osso no lugar novamente, o abdômen foi perfurado por uma estaca de vidro e com isso acabou perfurando o fígado, mas com pontos conseguimos conter a hemorragia, o coração começou a fibrilar no meio da cirurgia e tivemos que precisar de desfibrilar, ele sofreu uma parada e depois de três choques e massagem ele voltou. Consultamos o melhor otorrinolaringologista para ter certeza de que não afetou a sua voz, e não afetou. Bom, ele precisara de repousou completo, e não poderá dançar por um bom tempo até que os pontos estejam curados e as fraturas sumam, isso precisará de três meses.

— Creio que Michael não aguentará três meses sem dançar, dançar é a vida dele. — disse Macaulay. — Ele precisara de muito apoio.

— Quem sabe Alasca não possa viajar com ele, e a minha sobrinha? Vai ser bom para a recuperação dos dois. — sugeriu Janet olhando para todos. Quase engasguei naquele momento. Viajar com Michael? 

— Janet, Dulce Maria não está totalmente estabilizada como Michael para viajar, ela neste momento está em coma induzido e precisa reagir nas próximas vinte e quatro horas para podemos retira-la, fora um estilhaço que está em seu estômago que cada vez que nos tentamos retira-lo, acaba levando a pressão arterial cair. — expliquei.

— Oh, sinto muito eu não sabia. Depois posso visita-la? — assenti confirmando.

— Porque quer visita-la Janet? E se for somente uma menina que nem filha do Mike é, essa mulher deve ter dado golpe da barriga como a maioria tenta pegar Michael. — Joseph mais uma vez disse debochado. 

— O senhor está me desrespeitando, eu não admito que fale assim em meu ambiente de trabalho uma coisa tão absurda destas. Não me conhece, e não sabe como foi a minha vida e nem o que eu tive com o seu filho. Eu o salvei de uma morte ou possível assassinato, então não ouse faltar de respeito comigo ou terei que retira-lo desse hospital. — rapidamente o senhor abaixou a bola e o silêncio reinou dentro da sala. 

— E quando poderemos vê-lo? — perguntou sua mãe.

— Infelizmente são apenas duas pessoas que podem vê-lo a cada trinta minutos. — a informei. — Receio que a senhora que é mãe dele deverá ir primeiro, e um dos filhos. 

— Paris deixe Blanket ir. — disse Prince e a loira assentiu. Levantei-me da cadeira destrancando a porta e abrindo as janelas novamente, caminhei sendo seguida pela minha ex-sogra que parecia olhar cada detalhe meu, já Blanket parecia estar mais preocupado com o seu pai. Ao chegar dentro do quarto, Michael estava com os olhos abertos avaliando cada canto do quarto.

— Olha só quem já acordou. — sorri deixando com que seus parentes passassem e eu trancasse a porta novamente para nenhum louco entrar dentro do quarto. — Você está bem Michael?

— Estou um pouco tonto. — disse calmamente, fui até o seu corpo e segurei seus olhos colocando a lanterna novamente em seu olho e retirei sua máscara de oxigênio que não iria precisar mais. Até que estava se recuperando bem. Ele era forte.

— Faz parte, você ainda está sob efeito de medicamentos. — expliquei e colhi um pouco de seu sangue. — Sabe onde está?

— Deduzo que estou em um hospital, e sendo atendido pela Drª mais bonita desse hospital. — abriu um sorriso. Senti minha bochecha queimar naquele momento, e dei uma risada para quebrar o clima, aproveitei e regulei a cama para ele ficar sentado. 

— Você está ótimo mesmo, acordou até de bom humor. Olha quem está aqui. — apontei para sua mãe e seu filho lendo o seu prontuário onde dizia tudo o que havia acontecido nas horas que ele esteve desacordado.

— As pessoas mais importante da minha vida. — sorriu esticando o braço mas fez uma careta de dor. — Esqueci que estou em um hospital. 

Blanket andou até o seu pai e segurou a mão do cantor e sentou-se na cama, a mãe de Michael andou até ele e segurou a sua mão engessada com o olhar esperançoso e brilhoso, eles eram maravilhoso e só mereciam coisa boa.

— Pai, você vai se recuperar logo e nós vamos voltar para casa. — disse Blanket e Michael sorriu mais ainda dando um beijo demorado na testa de seu filho. 

— Mas a propósito o que houve? — perguntou Michael. Segurei a caneta firmemente e o olhei.

— Creio que só irá saber quando estiver 100% recuperado. Não devo contar agora. — Micahel fechou a cara e me olhou com a sobrancelha inclinada.

— Onde está a nossa filha Alasca? — gelei naquele momento e consegui transparecer confiança.

— Ela está bem Michael. — agora o seu semblante melhorou. Ufa! 

— Você estava chorando não tava? — perguntou. O que deu nele? Está mais tagarela que Dulce Maria. Olhei no monitor e percebi a pressão subindo, estranhei de fato e olhei saco plástico contendo um conteúdo amarelo, as bolhas estavam saindo rápido demais. Que bando de enfermeiras irresponsáveis. Caminhei até o saco plástico e o posicionei na posição certa, desta vez, o líquido começou a descer regularmente, olhei em direção ao monitor e a pressão ficou normal.

— Michael, quando senti algo me chame ou peça para sua mãe me chamar tudo bem? Apertem no botão vermelho. — apontei para o equipamento preso na parede. 

— Alasca, eu escutei...— Michael disse e eu inclinei a sobrancelha em dúvida. — Quando eu estava "dormindo", você disse coisas...E bom... eu escutei. 

Quase morri naquele instante. O que eu iria falar? Eu estava sem palavras. Isso porque é inteligente, imagina se fosse burra. Você e sua língua não é Alasca?


Notas Finais




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