História Love Will Just Remember II - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Michael Jackson
Personagens Michael Jackson, Personagens Originais
Tags Michael Jackson
Visualizações 54
Palavras 3.794
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oiiiiiiii meus amoressssssss, quanto tempo não é???? Calma que eu vou dar explicação.

Estava eu lá, mês passado revisando capítulo, eis que chega uma mensagem quando tento postar "Você está impossibilitado de postar capítulos nessa história por 30 dias."
What????????
Indignada, e como eu havia o capítulo salvo, tentei mais uma vez, porém a tentativa falhou, e a trouxa aqui teve que esperar os trinta dias. Porque não mandei mensagem para a Equipe do Spirit? Porque achei que a mensagem seria em vão, e afinal minhas aulas voltaram, e estou afogada em cansaço já que estudo de manhã, ai que me acaba mais.
Espero que me perdoem e entendam a demora do capítulo, mas foi necessário, pelo menos desta vez eu posso me organizar. Aaaah, essa semana eu talvez vou formatar o meu computador então não teremos mais banners lindos do capítulo, por enquanto!

Chega de enrolação, e vamos para o capítulo, vocês devem estar ansiosas não é?

Capítulo 3 - Style


Fanfic / Fanfiction Love Will Just Remember II - Capítulo 3 - Style

 

“Quando o amor é sincero ele vem com um grande amigo, e quando a amizade é concreta ela é cheia de amor e carinho"
 

William Shakespeare
 

 

Meu coração estava a mil e minha unha estava completamente ruida na medida que o tremor na minha cabeça exaltava as veias em minha testa. Ao passar para a calçada, minhas cordas vocais arderam ao dar o último grito no meio do Carnaval por "Dulce Maria". Naquele ponto eu não tinha cabeça para pensar em meus atos, eu só queria encontra-la e dar umas boas broncas por me deixar naquele estado, e o mais importante, saber que estava bem.

Ao me virar esbarrei em uma pessoa e soltei um palavrão por conta da raiva.

— Ei, calma. — escutei a voz grave passar as mãos em meus ombros e rapidamente eu tirei as mãos dali com raiva focando meus olhos no rosto da pessoa e o meu ódio subiu rapidamente.

— Rodrigo. — soltei sem humor. — Me de licença, que eu preciso procurar minha filha. 

— Alasca? Você está tão diferente! Quem diria que eu, você e seu irmão brincamos na praia. Espera, você tem uma filha? — gargalhou.

— É, mas isso é passado. E não te interessa. — passei em sua frente andando na calçada por todo o local, mas percebi que o desgraçado estava me seguindo.

Caso não se lembrem, Rodrigo foi um ex-namorado que na época me traiu com a própria secretária. Isso eu nunca admitiria, traição, por isso, nunca mais quis informações de sua pessoa e pouco me importava saber de sua existência, mas, infelizmente ele estava na minha frente para variar mais um problema em minha vida que eu havia esquecido porém veio a tona novamente.

— Sério que ainda se lembra daquilo Alasca? Eu já pedi perdão. — disse atrás de mim e eu revirei os olhos ignorando completamente suas falas. 

Os minutos passavam, e parecia que era horas, meu medo me rasgava por dentro, e se algo tivesse acontecido com ela? E se a tivessem sequestrado? As piores imaginações entravam e saiam de minha mente, e cada vez mais eu soava frio.

— Alasca. — o moreno segurou em meu braço forçando-me a parar e virar de encontro ao mesmo e ao encarar seu rosto eu só conseguia sentir nojo de que uma vez eu beijei aqueles lábios, e alguma vez dormi com a pessoa que pudesse desfazer a minha felicidade de uma vez só. 

Eu vou pedir uma vez apenas. Se você não me soltar eu não quero ter que te machucar, apesar de você merecer. — pedi firmemente e sua mão afrouxou o aperto em meu braço, ele sabia que eu estava fazendo luta desde o tempo que havíamos terminado, e ele também estava, porém, a minha era mais forte que a dele.

— Eu já te pedi perdão, o quer que eu faça? Me ajoelhe, é isso? Ou tem algum cara na sua vida? — perguntou me encarando com intensidade. Por um momento, a imagem de Michael veio em minha cabeça e a minha expressão mudou, eu ainda o amava com todas as minhas forças, mas não queria expor meus sentimentos. Não para o cara que me traiu, não com o maior cantor do mundo. Afinal, os meus sentimentos não valem a pena ser demonstrados, não são valiosos e não interessa a ninguém. 

— Vai embora. Me deixa em paz, você já fez muito estrago na minha vida. — fui curta, a sua feição estava abalada e percebi que havia uma aliança em seu penúltimo dedo da mão esquerda.

— Você tem alguém na sua vida. — afirmou rindo sem humor. — Quem?

— Não interessa pra você, palhaço. — me virei e continuei andando, mas dessa vez apressando mais ainda os passos, porém ele também apressou e parou na minha frente. Oras, essa agora.

— Me responda apenas a pergunta, e eu vou embora. — se aquilo fizesse ele ir embora e me deixasse em paz, eu suspirei e cruzei os braços.

— Eu tenho alguém sim, mas não cabe a você saber quem é. Se servir de consolo, essa pessoa tem uma coisa que você nunca vai ter na vida. Amor. Palavra de quatro letras e duas sílabas. Conhece? — respondi debochada. — Sua esposa deve estar te esperando.

— Eu nunca tive a intenção de te destruir. — abaixou o olhar. 

— Mas destruiu, de uma forma tão nojenta, só que eu levantei. Quem soca esquece, mas quem foi socado nunca vai esquecer. — passei mantendo distância em seu corpo o deixando falando sozinho, mas pude escutar a última frase que ele disse o que me fez estremecer e pensar no pior.

Então espera até eu descobrir quem é, que você vai saber o verdadeiro significado de destruição.

❀      ❀      ❀

Encarei Dulce Maria completamente nervosa, a pequena estava com os braços para trás entortando o pé direito de um lado para o outro e me encarava se sentindo culpada. Desta vez, estava dentro da sala portando um vestido laranjado, e sapatilhas da mesma cor acompanhado de uma tiara branca. A casa estava vazia, somente minha mãe estava no banho, o que não dificultaria em nada a minha influência no castigo de Dulce Maria. Avó sempre mimando a neta, não é mesmo?

Horas depois Dulce apareceu em casa, mas não sozinha. Minha mãe havia me obrigado a voltar para casa a força, pois eu estava muito nervosa para pensar na gravidade de meus atos. No entanto, tive pelo menos a consciência daquilo, enquanto estava esperando quem me aparece pela porta atrás de minha mãe? Se disse Dulce Maria, acertou. Aliás, não estava sozinha nessa aventura.

— Desculpa mamãe. — me olhou com a feição de Michael. 

— O que eu te avisei quando saímos de casa?  — elevei meu tom de voz autoritária e ela abaixou a cabeça. — Você me desapontou hoje Dulce Maria, e desta vez não vai passar.

— Isso quer dizer que...

— Você está de castigo, para refletir no que fez e nunca mais fazer isso. Eu já disse para você que vamos ver o seu pai, mas na hora certa. — cruzei os braços mantendo a postura firme. A feição de Dulce era perfeitamente igual a de Michael, principalmente quando estava triste, isso me fazia refletir sobre minhas decisões, mas nunca mudando a posição de mãe.

— Mamãe, antes de me deixar de castigo, posso fazer um último pedido? — perguntou, e eu assenti. — Eu preciso te apresentar uma pessoa que tá lá embaixo.

Um ponto de interrogação gigante cresceu em minha cabeça e ficou flutuando no ar, descruzei os braços e suspirei me dando por vencida e fiz um gesto para que saíssemos do quarto e assim, fizemos o ato. Dulce desceu as escadas correndo ansiosa, e eu não podia negar que também estava, e também curiosa. A pequena girou a maçaneta da porta e chamou alguém com as mãos, e eu percebi que uma garota de cabelos loiros que mais parecia com uma boneca, entrou dentro de casa, o olhar era tímido mas parecia que me lembrava alguém, só não fazia ideia de quem, o corpo era de modelo e a aparência não era brasileira.

— Mamãe, essa é a Paris. Paris essa é a minha mamãe. — disse nos apresentando, e a jovem acenou com um sorriso torto envergonhado, acenei de volta e ainda confusa com a situação, olhei para Dulce esperando alguma resposta. 

— Não entendi Dulce. É a sua nova amiga? — perguntei mais curiosa sobre a garota que parecia ser gente boa. 

— Eu encontrei ela na praia, e ela tava fugindo só por uns dias, depois vai voltar novamente pra casa dela, deixou até um bilhete avisando! — pulou alegremente e a garota parecia não entender nada do que estava acontecendo. — Ela não é muda se tá pensando isso, só não fala muito bem o português.

— Entende o inglês? — perguntei no idioma e a mesma assentiu parecendo aliviada. 

— Viu só? — assenti e cruzei os braços admirada pela garota. — E eu queria saber se ela poderia passar uma temporada aqui com a gente, pelo menos o carnaval inteiro, é que o pai dela é um político muito famoso aqui da cidade, ai ele não deixa ela sair pra nada com medo de não ter liberdade, e com isso, ela fugiu e precisa de um luga pra ficar. 

Tentei assimilar tudo o que Dulce havia me falado e fechei a expressão assustando as duas.

— Eu conheci a Dulce por acaso na praia, ela teve as melhores intenções possíveis, ela é um anjo, mas se não puder me ajudar, eu a entendo, é uma responsabilidade muito grande. — se justificou se preparando para ir embora. — Muito obrigada.

— Eu não disse nada. — ergui as mãos me rendendo. — Você pode sim passar o carnaval inteiro na minha casa.

Terminei a frase com um sorriso no rosto surpreendendo até mesmo Dulce que antes estava com a cara triste, agora feliz, Paris abriu um enorme sorriso revelando seus dentes branquíssimos, e deixou a bolsa no sofá correndo em minha direção abraçando-me agradecendo. 

— Olha, não precisa se preocupar com quarto, eu durmo na sala mesmo e faço as tarefas de casa. — a olhei indignada e inclinei o dedo indicador acenando negativamente.

— De jeito algum, você pode me dar uma pequena ajuda na hora de lavar a louça e cuidar da Dulce quando eu tiver um imprevisto no hospital, era a minha folga na semana, mas a vida de médica é corrida. Nunca se sabe. — dei de ombros. — Você pode dormir no quarto da Dulce, tenho uma cama confortável guardada no meu quarto.

— Muito obrigada, prometo não dar trabalho. — dei risada e depositei minha mão em seu ombro.

— Entendo você, as vezes somos presas de mais e precisamos sair uma hora. — pisquei. — Porém...Dulce Maria!

Xiiih! Sobrou pra mim. — fez uma careta engraçada e Paris riu.

— Não está livre do castigo, já para o seu quarto e só saia para ir ao banheiro, e se sentir fome me chame, ou chame Paris. — apontei o dedo para a escada indicando para a mesma subir, e foi o que ela fez, subindo lentamente, mas fez, até parar em um degrau virando-se para mim. 

— Nem mesmo uma televisão, ou jogar no tablet? — perguntou com esperança. 

— Estão confiscados. E quero ver se sua avó irá atrever a entregar um deles para você! — cruzei os braços. — Quero que pense no que fez. 

— Tchau Paris. — acenou triste. — Depois a gente brinca.

— Tchau Dulce. — Paris deu risada e a pequena subiu as escadas, quando senti que ela já estava em seu quarto, dei risadas altas acompanhado de Paris que parecia animada. 

Pelo visto, ela seria uma boa amiga para Dulce, ela estava precisando de novas amizades. 

— Paris, sabe mexer com festas de aniversário? — perguntei curiosa. Ela seria uma pessoa perfeita para me ajudar na decoração, já que a festa da Dulce seria no condomínio de minha mãe, e levaria parte do dia anterior para fazer tudo. Fora que alguém precisaria sair com a pequena para distrai-la. 

— Minhas tias me ensinaram, fora que a cada mês era uma festa de aniversário diferente por causa da família grande, mas, sei sim. — sorriu. 

— No próximo fim de semana, a Dulce completará seis anos, e será a primeira festa grande dela. Nós nunca fomos de comemoração grande, apenas um bolinho para a família mais próxima mesmo. Mas esse ano, será diferente. — pensei como seria a festa. 

— Entendo, ela vai ficar tão feliz quando souber. — comentou. — Mas porque desta vez, uma festa grande?

— Ela vai conhecer o pai dela. — murmurei lembrando de Michael. Como eu iria consegui-lo na festa de aniversário da Dulce? E se conseguisse, como seria a reação dos dois ao se encontrarem? Olhei para Paris e percebi que a sua expressão estava meia distante do assunto, como se estivesse pensando. Senti o celular vibrar na calça e o apalpei imediatamente checando o visor lendo a mensagem na tela. Paris havia chegado em ótima hora. 

— Algum problema? — percebeu minha expressão.

— Chegou um paciente na emergência, e os pediatras estão em cirurgia, sou a única que sobrou, e pelo que visto é de alguém muito importante. — terminei de ler a mensagem e depositei o celular no bolso da calça novamente. 

Reparei que Paris engoliu em seco, estranhei de imediato, mas preferi ignorar. Peguei o caderno e a caneta azul que estavam jogados sobre a mesa da sala, e escrevi um recado para minha mãe não pegar a panela de pressão e expulsar a menina daqui a batidas. 

Tive um imprevisto no hospital, essa menina que está em casa é a Paris, pede para a Dulce explicar tudo porque a menina é gringa e não irá entender você. Aliás, não tire a Dulce do castigo! Beijos.

 

Rasguei o papel do caderno e entreguei o bilhete a Paris.

— Mostre imediatamente a minha mãe quando ela sair do banho. Ela irá entender, e cuidado para ela não bater em você. — a abracei. — Qualquer coisa, pede para a Dulce me ligar.

A mesma assentiu, e eu finalmente senti que poderia ir para o hospital sem preocupações, apesar de ser duro não se preocupar com a filha em casa com uma mãe louca e uma garota estranha. Havia algo que me fazia ter esperança naquilo, era um sentimento estranho, porém, confiante. 

✿              ✿              ✿ 

 

Meu desenvolvimento estava muito bom na pediatria, eu havia passado além da parte dos bebês e crianças, estava cuidando de adolescentes, o que era mais fácil para mim, me aperfeiçoar mais ainda depois de cuidar do caso de Dave Dave. Minha carreira estava mais desenvolvida, o que me deixava impressionada pois nunca na vida acreditaria que um dia conseguiria isso, e o que me motivou foi Dave Dave. A propósito, como será que ele está hoje?

Eu já estava com as luvas, e todos os equipamentos necessários para ajudar no que poderia, após chegar no hospital, fui guiada para uma sala, especificamente, a sala do trauma. A porta da sala já estava aberta, e foi fechada assim que meus passos se apressaram para dentro do local onde pude ver o adolescente deitado na maca tendo convulsões, os olhos estavam rolando e o corpo se remexia na maca, os monitores indicavam a pressão alta e os batimentos irregulares enquanto os enfermeiros o seguravam de lado.

— Qual é o caso? — tomei a posse da enfermeira apalpando o braço e a cabeça, segurando-o firmemente. Era moreno de olhos completamente negros, cabelos longos lisos, era mais parecido com um índio.

Blanket Jackson, filho do cantor Michael Jackson, estava dentro do hotel quando escorregou da escada a procura da irmã e acabou batendo a cabeça várias vezes nos degraus. — avisou o paramédico colocando o prontuário sobre a mesa para que eu pudesse visualizar mais. Jackson? Filho do cantor Michael Jackson? Meu corpo se tremeu por inteiro naquele momento, mas continuei mantendo a posse esperando as convulsões pararem. 

— O pai dele está aí? — perguntei nervosa.

— Está. Mas disfarçado, imagine se soubessem que o Rei do Pop está no nosso hospital? O alvoroço seria bem pior, e  atrapalharia  o nosso ciclo. — opinou o paramédico. 

— Tudo bem. Insira apenas 5 mg de Diazepam, vamos controlar as convulsões primeiros e depois levamos para a tomografia para vermos se o cérebro não sofreu nenhum dano, e que futuras convulsões não aconteçam por este motivo. — avisei a enfermeira que inseriu o remédio na seringa aplicando a dose no garoto que com o passar dos minutos, ia acalmando até finalmente eu perceber os olhos fecharem, os batimentos voltarem ao normal junto com a pressão, e o corpo ir lentamente perdendo a consciência, minhas mãos o colocaram deitado na máquina e com uma manta, limpei a saliva que escorria de sua boca. 

— Doutora, estamos prontos para a tomografia. — avisou um enfermeiro entrando dentro do quarto, assenti, e descartei as luvas, soltei os cabelos desta vez estavam mais curtos na altura dos ombros, com a ajuda dos enfermeiros empurramos a maca no meio do corredor para subir de elevador, ao passarmos pelo local, apenas duas pessoas se levantaram para ver o pequenino, eu mantive o olhar apenas para o monitor conferindo os batimentos e a pressão pois o efeito do medicamento poderia não agir por muito tempo. Os enfermeiros contiveram as pessoas e pudemos prosseguir com o paciente até entrarmos no elevador e caminharmos para a tomografia.

MICHAEL JACKSON

Era inacreditável que por um descuido meu, deixei acontecer aquilo com Blanket. Não conseguia acreditar que o meu menino estava naquelas situações, o que era para ser uma semana maravilhosa, sem preocupações, estava sendo um completo desastre. Para variar, Paris havia fugido,  o que me deixava mais louco e sem cabeça para pensar em show naquele momento. Disfarçado, passei as mãos pelas coxas impaciente olhado para os lados em busca de algum funcionário que pudesse me enviar informações.

— Calma Mike. Ele vai ficar bem, você vai ver. — Louise tentou me confortar dando um sorriso simpático. Palavra alguma poderia me confortar, a não ser receber a notícia que meu filho estava bem e esse pesadelo real acabar. 

— Senhora Vandergeld, e Sr. Jackson. — a mulher apareceu na nossa frente sussurrando a última palavra, Lou levantou-se da cadeira esperando a enfermeira falar e eu a acompanhei. Para a minha salvação, ela conversou em inglês. — Ele está bem, a doutora medicou um antibiótico e as convulsões pararam, agora ele irá para a tomografia para sabermos se teve alguma sequela e se precisará de cirurgia. 

Cirurgia. — olhei para Louise que fechou a expressão por um momento e direcionou o olhar a maca que estava passando pelo corredor, pude notar que o paciente que estava nela era Blanket, meu filho, o que foi inevitável eu correr para visualiza-lo de perto. 

— Senhor, precisamos leva-lo. — disse um médico tentando me afastar. 

— Michael, calma. — disse minha empresária puxando-me levemente pelo braço, mas ver meu filho naquele estado completamente apagado fazia meu cérebro querer parar de funcionar, e focar somente nele. 

— Senhor. — um enfermeiro prosseguiu com a maca enquanto o outro me prendia, pude notar que quando a enfermeira voltou ao corredor e empurrar a maca, meus olhos a reconheceram. Como não podia a reconhecer? Mesmo estando tão diferente, era inevitável não reconhecer aquela que salvou minha vida duas vezes, me deu um presente maravilhoso, e foi embora deixando somente suas marcas. 

Alasca.

ALASCA ESCOBAR

Meus olhos se fixaram-se na tela do computador onde mostravam os resultados dos exames, a atividade do cérebro estava normal e não precisaria de cirurgia, o que era um milagre não haver nenhum dano causado em nenhuma região do órgão. Não contive o sorriso em meu rosto, e assenti para a enfermeira que supervisionava o paciente, aquele sinal significava que já poderia leva-lo de volta para o quarto novamente. O meu trabalho havia acabado, pelo que eu imaginava. Caminhei para fora da sala, e entreguei o prontuário para a mesma que estava levando Blanket e a orientei para que desse as informações necessária para os pais, que seria obviamente repouso necessário e antibióticos para dores e a tontura que ele teria. Não poderia encontrar com Michael, não agora.

Evitei ao máximo passar próximo do local onde ele estaria, e por fim guardei meus materiais e voltei para casa novamente, após chegar reparei que estava um completo silêncio, franzi o cenho e retive o ato de abrir a porta, mas mesmo assim o fiz, liguei a luz da sala iluminando todo o local e reparei que o som estava alto no andar de cima.

Eu pressenti que iria acontecer.

Joguei a bolsa no sofá junto com as chaves do carro, e subi as escadas andejando até o quarto de Dulce Maria que presumi que era da onde vinha o som, com sangue nos olhos girei a maçaneta e abri a porta dando de cara com minha mãe, Dulce e Paris dançando, por coincidência, Dulce tentava dançar o passo do Moonwalk e Paris a ensinava, dançava muito parecido com Michael, enquanto minha mãe só assistia.

— Foi isso que fizeram enquanto estive fora? — fiquei na porta observando.

— Não tinha nada de legal pra fazer. Paris que deu a ideia. — Dulce apontou como se estivesse acusando-a e eu dei risada. 

— Paris você dança muito bem, onde aprendeu a dançar assim? — perguntei impressionada e ela meio que entortou a cabeça com vergonha.

— Aprendi com meu pai, ele sempre foi ótimo com danças. — Paris abriu um sorriso enorme. — A Dulce pelo visto deve ter herdado isso de algum de vocês pelo menos, ela com essa idade dança tão bem.

— É, você tem razão. — pensei. 

— Como foi o trabalho hoje filha? — mamãe perguntou ajeitando o vestido.

— Perigoso. O filho do Michael Jackson teve um AVC e deu entrada no hospital, e adivinha quem que foi a responsável pelo paciente? — entrei dentro do quarto sentando na cama de minha mãe.

— Nossa, e como ele tá? Aconteceu alguma coisa? Não quero que nada aconteça com o meu...— cortei Dulce para que não falasse demais.

— Ele está bem sim filha. Deve voltar para casa ainda hoje. — Paris havia parado de dançar e a sua cara estava péssima, suspirou e percebeu que eu a estava encarando. 

— Alasca, você se importa se eu dar uma saída? — estranhei de imediato, mas eu não poderia dizer nada, apenas assenti confirmando para que fosse. Algo estava acontecendo, e era muito estranho, porque toda vez que me referia a Michael, ou algo próximo a ele seu humor mudava? Será que era fã?. A loura se retirou do quarto deixando apenas, eu mamãe e Dulce que não perguntou onde a outra iria, o que foi um milagre.

— Alasca. Lembra que seu irmão foi fazer intercâmbio junto com o seu pai? — mamãe iniciou um assunto. Théo estava com dez anos, e papai havia aparecido em casa insistindo para que que meu irmão fosse para a França, o que me deixou completamente irritada e minha mãe também. Mas, Théo sempre teve vontade de fazer intercâmbio e nunca pudemos dar aquilo que ele queria por nossas condições não ser uma das melhores, com as despesas de minha faculdade, estava muito difícil para minha mãe, por isso mudei de casa, comecei a trabalhar e pagar as contas sozinhas para que ela pudesse juntar o dinheiro necessário, porém, foi tarde demais e meu pai apareceu. Tentou recuperar o tempo perdido que se manteve afastado de seus filhos, comigo foi completamente diferente, não queria conversa com ele.

— Sim. — assenti e Dulce sentou em meu colo fazendo com que minhas mãos rodassem sua cintura puxando-a mais para cima. — Porque?

— Ele está voltando para casa. Chega com seu pai no fim do mês. — avisou e eu estranhei.

— Ele não iria terminar os estudos lá? — questionei. 

— Ele está de férias, pelo menos foi o que seu pai me disse, e é claro. Não queria perder o aniversário da neta, e nem da sobrinha. — mamãe disse acariciando a bochecha de minha filha que gargalhou. 

— Que bom que o vovô vai irá vir, ele nunca foi em uma festa minha, mas espero que dessa vez seja bem diferente. — Dulce comemorou e eu assenti.

Eu também espero Dulce. Também espero. 

 


Notas Finais


Meu Deus!! O Michael percebeu a Alasca, mas a Alasca lerda como sempre nem notou ele, poderia, mas não.

No próximo capítulo, teremos mais emoção, começa as preparações para a festa da Dulce, e no 5 finalmente teremos a festa da Dulce que para mim, será um capítulo com Parte II para não ficar tão longo, é o capítulo que eu mais amo e que estou mais ansiosas, vou deixar vocês ansiosas também. Mas me respondam, estão com saudades dos personagens antigos? Como acha que eles vão estar quando encontrarem a Alasca? Especialmente Macaulay! Suspense no ar!!

Beijo eu amo todas vocês, e eu ainda irei revisar, então ignorem os erros por favor! </3

Rodrigo: https://4.bp.blogspot.com/-SzouR-gCmSU/WQxyPOUuNzI/AAAAAAAAkYA/RoPsqMt9dA4-27WplFZPQJsXWLzsFLY6ACLcB/w1200-h630-p-k-no-nu/Entrevista%2BCarlo%2B01.jpg


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