História Love Will Keep Us Together - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Elle Fanning, Nick Robinson, One Direction
Visualizações 21
Palavras 2.492
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Então. Eu sei que disse que postaria de duas em duas semanas, mas eu não tenho nada pra fazer e já tenho esse cap pronto... kajskj
Enfim, esse capítulo explica um pouco como é a relação entre o Ian, a família dele e a Corinne.
Espero que gostem.

Capítulo 2 - Dois


— Core! — gritei seu nome assim que a vi. — Core, espere!

A garota parou e, como se fosse um esforço muito grande para ela, se virou. Caminhei em passos rápidos até ela e antes que eu pudesse falar qualquer coisa, ela levanta uma mão em sinal de “pare”.

— Sei o que vai dizer. — diz. — E não quero ouvir.

— Core…

— Não. Nada de “Core”. Eu não critico suas namoradas, então não critique os meus namorados, certo? — dando-se por vencedora, ela abaixou a mão e continuou o trajeto. Em duas passadas, consegui alcançá-la.

— Core, você sabe que eu não me importo nem um pouco com quem você fica ou deixa de ficar. — falei.

— Aham.

— Olhe para mim. — pedi, mas Corinne apenas continuou a andar. Irritado, segurei seu braço e a puxei. Ela finalmente me deu atenção, e eu a fitei, sério. — Você fica com quem você quiser, Corinne. Mas eu tenho que intervir quando se trata de Steven Harris. Não pode ficar com ele, Rinne…

— E por que não? — a garota questionou, sem estar realmente interessada em saber.

Suspirei.

Steven não era do tipo que mantinha relacionamentos. Ele só está a fim de sexo. Nada além disso. E já conseguiu isso dela.

Suspirei novamente.

— Imaginei que não teria nenhum argumento. — Core puxou o pulso e se soltou. — Evita me ligar no meio da madrugada, certo? — E ela se foi.

Fiquei a observando se afastar. Ela nunca havia sido tão rude. Não comigo, pelo menos.

Conheço a Corinne desde que tinha dois anos de idade. Nos conhecemos no primário, entramos no mesmo ano na escola e ficamos amigos rapidamente. Minha mãe costumava dizer que éramos como ela e meu padrinho, Niall, pois ambos se conheceram quando crianças, também.

Corinne e eu crescemos juntos e não tinha nada que um não soubesse sobre o outro. Eu a conhecia como a palma de minha mão.

Ou, pelo menos, eu pensei que conhecia. Agora, Corinne parecia uma completa estranha para mim.


Na hora do intervalo, dei de cara com o culpado pela minha briga com Core. Ele caminhava tranquilo com seus amigos e não me notou. Mas quando passou por mim até a porta, Steven apenas me olhou de cima a baixo e riu, com deboche. Eu apenas o ignorei, desviando o caminho para o estacionamento.

Corinne não devia estar pensando muito bem quando decidiu dormir com ele.

E falando nela, a garota se aproximou de nós, mas não parou. Ela apenas me olhou com desdém e nem chegou a cumprimentar o Steven, que se aproximou dela e segurou sua cintura.

— Oi gatinha. — falou alto o suficiente para que ouvissem no Japão.

Sem querer acompanhar aquela ceninha desnecessária, continuei meu caminho até o lado de fora, deixando Corinne e Steven para trás.

— Vamos sentar comigo, amor. — o garoto falou, ainda em voz alta.

Segui em frente e virei em outro corredor. Se Steven estava tentando me provocar, infelizmente estava conseguindo. E estava usando justamente meu único ponto fraco.

Steven e eu nos conhecemos no meu primeiro ano de faculdade. Ele havia conseguindo uma bolsa por ser jogador de basquete, o que significava que ele tinha uns bons 1,90m. O que também significava que ele era maior que eu.

Quando eu era o calouro, Steven foi meu tutor e amigo, até que uma certa rivalidade nasceu entre nós. No final, nossa “amizade” acabou e nos tornamos concorrentes no quesito “popularidade”, e ele fazia de tudo para me provocar. Certa vez, ele ficou com uma ex-namorada minha justamente porque ela era minha namorada.

Pra ser sincero, eu nunca quis nada disso. Foi divertido ser o popular desejado, no Ensino Médio, mas quando decidi entrar pra faculdade, procurava algo diferente.

Não há muita diferença entre os dois, afinal.

Cheguei no estacionamento e segui até meu carro. Quando cheguei, destranquei-o e entrei. Ao me sentar no banco macio e fechar a porta, soltei um longo suspiro. As outras aulas que viriam não eram tão importantes, então coloquei a chave na ignição, girei e liguei o carro. Quando percebi, já estava dirigindo na avenida.

Me sentindo um pouco mais aliviado, respirei bem fundo e acelerei.



Toquei a campainha. Nada aconteceu. Toquei novamente e pude escutar alguns gritos dentro da casa. Suspirei e Corinne finalmente abriu a porta para mim. Sua expressão não era das melhores mas, ao me ver parado à sua frente, a mesma pareceu suavizar.

— Não cheguei num bom momento? — perguntei, me referindo ao que acabara de acontecer.

— Na verdade, chegou no momento perfeito. — ela agarrou meu pulso e me puxou para a rua, fechando a porta atrás de si. — Vamos.

— Para onde?

— Qualquer lugar.

Ela entrou em meu carro sem dar mais explicações. Eu, claro, apenas a acompanhei. Entrei no lado do motorista e nos tranquei lá dentro.

Ficamos alguns instantes em silêncio, até que Core olha para mim e pergunta:

— O que faz aqui, Ian?

Dei de ombros.

— Vim falar com você. Pedir desculpas pelo o que quer que eu tenha feito.

Ela apenas assentiu e encarou a rua pelo parabrisas.

— Não vai ligar o carro? — perguntou, colocando o cinto.

— Oh, claro.

Coloquei o cinto e liguei o carro. E então, partimos sem um destino certo.

Enquanto eu dirigia, arrisquei um olhar para a garota ao meu lado. Corinne havia aberto a janela e estava apoiada em uma de suas mãos encarando a rua, enquanto o vento esvoaçava seus cabelos. Fico me perguntando o que havia gerado aquela gritaria em sua casa.

Corinne vivia só com o pai em uma casa pequena, no subúrbio de Malibu. Nos conhecemos alguns anos antes de sua mãe morrer, e quando aconteceu, seu pai — que era um homem bom e simpático — começou a beber e ficar violento. Ele saiu do emprego, o que significava que Corinne quase não tinha dinheiro para se sustentar, e estava constantemente embriagado. A única salvação de Core era um emprego de meio período de garçonete, numa lanchonete perto da praia.

Antes do álcool, o sr. Rogers era bem receptivo comigo. Tanto que eu passava noites seguidas em sua casa. Ele e a sra. Rogers me adoravam, assim como meus pais sempre gostaram de Corinne. Mas, depois da morte da esposa e da bebida, ele simplesmente me proibiu de ir à sua casa e não queria que Core andasse comigo. Obviamente ela o ignorou, e talvez isso fosse o motivo daquela gritaria.

— Seu pai estava bêbado, não é? — perguntei, por fim.

Corinne apenas suspirou.

— Foi uma péssima ideia ter ido até sua casa.

Ela olhou para mim e balançou a cabeça.

— Não foi. Eu precisava sair de lá e você havia chegado na hora certa.

Sorri.

— Ao seu dispôr, madame.

Core deu risada.

O resto do caminho foi silencioso, até que deixei o carro num estacionamento e arrastei a garota até a praia. Corinne não parecia muito animada, mas a obriguei a fazer um passeio comigo.

Estávamos sentados na areia, tomando um sorvete e conversando, quando o assunto chegou em bebês.

— E seu padrinho? A noiva dele já deu à luz? — a garota perguntou, lambendo um pouco do seu sorvete.

— Não sei. Acho que não. — suspirei. — Minha mãe está grávida novamente. — soltei sem motivo algum.

Corinne me encarou com os olhos arregalados.

— Jura? — assenti, olhando o mar. — Que incrível, Ian! Esse é… O que? O quinto filho?

— Sexto.

— Sexto filho? Uau. Seus pais não cansam de ter filhos?

Eu dei risada. Esse não era o problema.

— Na verdade, eles não cansam de fazer sexo. — respondi. — Nem parece que brigam o tempo todo.

Core deu de ombros. Ela realmente achava tudo isso muito incrível.

Diferente de mim, Corinne sempre admirou minha mãe por ter cinco filhos. Ela acompanhou cada gravidez, desde a Georgia (que é sete anos mais nova que eu) e quer ter tantos filhos quanto minha mãe. Até mais, se for possível, nem que sejam adotados.

Sempre achei isso uma loucura. Eu cresci assistindo bebês entrarem em minha casa, e ajudei meus pais a criar cada uma das minhas irmãs (com exceção das mais novas, as gêmeas). Sei como bebês dão trabalho e a última coisa que desejo na minha vida é um filho.

— À propósito, Core. — lambi um pouco do meu sorvete. — Você e o Steven…

Ela rolou os olhos e soltou um suspiro alto.

— Nós não estamos namorando, certo? Só para deixar bem claro. — afirmou. — Foi apenas uma noite… Eu estava afim, ele também, e então… foi.

Chegava a ser assustador o modo como ela falava. Como se dormir com um babaca como o Steven fosse algo banal. Como se sexo fosse algo banal.

— Ah. Certo. — falei, ainda meio perplexo. — Tudo bem. Mas, mesmo assim, Core, tome cuidado com o Steven. Ele só quer isso de você: sexo. E quanto mais fácil, melhor pra ele. Não caia em sua conversa, Corinne.

A menina assentiu e me olhou com um sorriso.

— Desculpe por ter agido daquele jeito com você. Sei que não gosta do Steven, por isso não quis comentar nada. E quando me ligou ontem à noite, fiquei imaginando o sermão que me daria. — ela riu fraco. — Você foi mais compreensivo do que pensei que seria.

Passei um braço ao redor de Core e a puxei para mim.

— Você é minha melhor amiga, e eu sempre vou te apoiar. E se você resolver namorar com o Steven, não vou reclamar. — falei.

— Tem certeza? — confirmei com a cabeça. — É bom saber, porque o Steven e eu estamos namorando.

A encarei.

— Mas você acabou de falar que...

— Te peguei! — ela exclamou, pressionando seu sorvete em meu rosto.

Enquanto eu tentava entender o que  acabara de acontecer, Corinne se levantou e correu para longe. Não vi para onde, pois meu rosto estava sujo de sorvete. Tudo o que fiz foi tirar o doce gelado do meu rosto e (tentar) limpar com o guardanapo que veio com ele.

— IAN! — ouvi a garota gritar ao longe. Apenas a ignorei e me levantei, indo em direção ao mar para lavar o que sobrou do sorvete em meu rosto.

Enquanto eu o fazia, não conseguia enxergar nada ao meu redor. Então, não vi quando Corinne se aproximou, muito menos quando pulou em mim, me derrubando na água.

Levantei-me rapidamente, enxugando o rosto, e a encontrei rindo de mim. A encarei com um olhar raivoso, mas isso não pareceu preocupá-la.

— A água está boa, Pumpkin? — ela perguntou, entre risos, me chamando pelo meu apelido de infância (que eu odeio).

Nunca entendi muito bem o sentido desse apelido. Minha mãe disse que, quando eu era um bebê, tinha um chapéu que parecia uma abóbora, o qual eu não tirava de jeito nenhum. Desde então, passaram a me chamar assim.

Hoje em dia, esse apelido é constrangedor e infantil demais para um cara de vinte anos.

Ao perceber que não expressei nenhum sorriso em nenhum momento, Core parou de rir e me encarou com seriedade.

— Ian? Está tudo bem?

Apenas me aproximei dela e segurei seus ombros. Ela continuou me olhando, esperando eu dizer alguma coisa.

Esperei mais alguns segundos, apenas para deixá-la mais ansiosa.

— TE PEGUEI! — gritei, a agarrando pela cintura e colocando sobre meus ombros.

Corinne começou a gritar desesperada, implorando para eu soltá-la, mas apenas dei risada e corri para mais fundo, na água. Ao perceber o que eu faria, ela esperneou e gritou, e eu a joguei no mar. Core passou alguns segundos mergulhada até que voltou à superfície e tomou ar.

Quando voltou à si, eu quem recebi a encarada raivosa.

— Você não fez isso. — questionou, com os braços cruzados.

— Quer um segundo round? — brinquei.

Ela suspirou e me deu aquele olhar de “corra” que eu conhecia muito bem. Dei risada e a obedeci.



Estacionei em frente à minha casa e saí do carro. Corinne saiu logo após e me acompanhou até a porta dos fundos. E, assim que entramos, encontramos Melissa com uma das gêmeas no colo, tentando acalmá-la. Quando ela me viu, suspirou aliviada.

— Finalmente! — ela exclamou e veio até nós. — Duas babás, uma para cada xerox. — estendeu a garotinha em nossa direção.

Me afastei um passo das duas meninas.

— Como você pode perceber, Melissa, Corinne e eu estamos cobertos de areia. — apontei para meu corpo.

Melissa apenas deu de ombros.

— As gêmeas precisam tomar banho, de qualquer modo. — e deixou a única das meninas que havia herdado os olhos verdes do meu pai, em meu colo. Anne parou de chorar no mesmo momento. — Agora, se me dão licença, vou terminar de me arrumar. — ela olhou para a garota trás de mim. — Oi Core.

— Oi. — Corinne respondeu.

Lissa sorriu e seguiu pelo corredor até as escadas.

— Melissa! — chamei. Ela olhou para trás. — Onde estão os outros?

Ela pensou por um momento.

— Mamãe saiu com a Geo, papai não chegou ainda e Claire está dormindo, diferente da sua gêmea do mal. — falou e fez uma careta à Anne, que lhe mostrou a língua. Dei risada. — E eu vou sair com a Spencer. Então tchau. — ela se virou e subiu para terminar de se arrumar, como havia dito.

Suspirei e olhei para Corinne.

— Sobrou para nós. — falei.

— Hã… na verdade… — a garota começou, mordendo o lábio inferior. Ela sempre fazia isso antes de dar uma desculpa. — Eu tenho que trabalhar, Ian. Só vim para me limpar, mesmo.

Tomei bastante ar e o soltei, tentando manter a calma. Só de imaginar passar algumas horas com as gêmeas, meu sangue já se aquecia.

Elas eram experts em me tirar do sério.

— Certo. Pode usar o banheiro do segundo andar. — olhei para Anne, que ainda não havia dito nenhuma palavra. — Pode dar um banho nela, por favor? Levo toalha pra vocês daqui a pouco.

Corinne assentiu e pegou Anne de meu colo. Logo elas sumiram no mesmo caminho de Lissa.


Minha família sempre adorou Corinne, tanto que ela é considerada uma Styles tanto quanto eu ou as outras meninas.

Corinne dormia em minha casa sempre que precisava, e se juntava a nós no dia de Ação de Graças. Passávamos os feriados de Natal e Ano-Novo, Páscoa ou qualquer outro dia juntos, em família. Core quase morava aqui, só não morava mesmo por causa de seu pai, pelo qual era responsável, e não o contrário.

Esse era o legal da minha família. Éramos unidos apesar das brigas que sempre ocorriam, principalmente por sermos uma família muito grande. Desde que era apenas minha mãe, minha bisavó e eu, nunca nos deixamos na mão. Quando meu pai chegou e a família passou a crescer, o laço que nos unia se fortificou, e todos nos amávamos profundamente. E então, quando a mãe de Corinne morreu e seu pai deixou de fazer o papel de pai, nós a acolhemos. Era isso que fazíamos.

Mesmo que eu odiasse admitir, gostava disso. De termos tantos Styles (de sangue ou não). Havia algo reconfortante em ter uma casa barulhenta e cheia. Ela, simplesmente, parecia mais quente e aconchegante. Isso era incrível.


Notas Finais


Espero que tenham gostado.
Se sim, deixem seus comentários e opiniões. Se não, deixem também, aceito qualquer tipo de crítica.
Agora sim, só na outra semana (sem ser essa, a próxima).
Abraços.


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