História Love Wins, Always. - Capítulo 5


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Adolescente, Colegial, Comedia, Drama, Escolar, Love Wins, Original, Romance, Suspense
Visualizações 77
Palavras 1.910
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Comédia, FemmeSlash, Hentai, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Slash, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Oi Genteeee
Estou realmente feliz com o fato de ter pessoas gostando da minha história.
Sério, a cada notificação de novo favorito eu dou pulinhos de alegria.
Ainda tem pouquinhos mas tá otimo comparado ao que eu esperava.
Vocês são realmente uns gostosos.
Eu realmente estou adorando escrever essa história,
Eu realmente não sei quantas vezes eu escrevi a palavra realmente nessa nota
Mas tudo bem.
Espero que gostem do capítulo

Capítulo 5 - Five


Fanfic / Fanfiction Love Wins, Always. - Capítulo 5 - Five

POV Olívia

Segunda-feira

Beep Beep Beep

- Filho da puta! – Taquei o despertador na parede e ele continuou berrando – Então isso é um jogo? – eu disse o pegando e o tacando pela janela.

- Ai! – Alguém pestanejou.

Olhei na direção em que eu joguei o relógio e vi um garoto de cabelo escuro na janela da casa ao lado. Ele estava de costas com uma das mãos na cabeça e na outra estava o meu maldito despertador.

Então ele se virou e meu coração parou. Era o garoto da janela de ontem. O garoto que ficou me olhando e me fez passar o resto do dia e a noite inteira pensando nele. E agora que eu posso vê-lo melhor do que através de uma persiana eu perdi completamente o foco. Acho que o fato de ele estar recém acordado, com uma calça de moletom, sem camisa e com o cabelo completamente bagunçado não me ajudou muito. E também tem o fato de ele ser maravilhosamente lindo, mas vou tentar ignorar isso.

- Oi – Ele disse olhando pra mim e sorrindo encantadoramente.

- O-oi – Gaguejei. Droga!

- Tudo bem? – Ele desviou o olhar e olhou pro meu corpo, e então ele ficou vermelho.

Olhei pra baixo pensando estar pelada e não fiquei diferentemente vermelha quando vi o que ele estava olhando.  Eu estava com uma camisola muito fina que transparecia tudo, inclusive a minha dignidade que no momento estava no chão.

Ele continuava me olhando sorrindo esperando uma resposta.

- Eu... É... – E sai da janela e corri para o banheiro, no caminho, ouvi um risinho baixo que resolvi ignorar também. Fala sério, como eu consegui passar uma vergonha dessas com um garoto desses?

Me arrumei e não ousei passar pela janela uma vez sequer. Fui para cozinha. Como minha mãe já havia saído pra trabalhar, peguei uma tigela, o leite e o cereal e comi devagar pensando no que aconteceu nessa manhã. Onde eu enfiaria a minha cara a partir de hoje e em como eu um dia voltaria naquela janela?

Quando dei por mim já estava ficando tarde e eu estava quase atrasada. Como eu detesto me atrasar e ter que ouvir o professor de história reclamando, corri para a porta e atravessei a rua andando rápido para compensar o atraso e, num reflexo, olhei pra a janela do garoto. É claro que ele estava lá, com certeza rindo de ter me visto com aquela camisola frustrante.

Estava submersa em pensamentos e já em frente à escola quando Alice apareceu do nada.

- Advinha quem é? – disse ela com as mãos sobre meus olhos.

- Humm... Deixa eu pensar... Madison Dorigon? – Disse o nome de quem ela jamais gostaria de ser confundida.

- Eu, de jeito nenhum, me pareço com aquela vadia!!! – disse ela brava.

Madison foi quem roubou o ultimo e único namorado da Alice e ela a odeia com toda a sua alma.

- Ah! Então... Só pode ser a Alice.

- Acertou vaca – Ela me deu um tapa na cabeça.

- Vamos pra aula. Martin Luther King nos aguarda – Ela se referia ao professor de história.

- Ele detesta quando você o chama assim Alice.

- E eu me importo Olívia?

- Não mesmo – Eu disse.

- Exatamente. – Ela disse gargalhando.

O resto da aula foi normal. Com Alice fazendo piada de tudo e todos e eu fingindo prestar atenção em tudo, enquanto na verdade eu não conseguia tirar aquele garoto da minha cabeça.

Enfim, a aula acabou e eu pude ir pra casa. Entrei rápido me recusando a olhar na janela do garoto e fui pra cozinha, eu estava faminta.

- HUNTEEER!!! – Berrei – A MAMÃE CHEGOOOUU!!!

- SOCOOOORRO!!! – Ouvi um grito que vinha do quintal.

Corri pra fora assustada paralisei enquanto absorvia a cena na minha frente.

- SOCOOOORRO! O Hunter o cachorro mais destemido de todos quer tomar a bolinha das minhas mãos!!! – Era o Frederich com uma roupinha de príncipe.

- Não tema meu caro irmão eu vou ter defender! Eu sei qual é o ponto fraco dele. COSQUINHAAAAAAAS!!! – Era o garoto da janela com uma capa e uma venda nos olhos.

E então os dois se jogaram no chão fazendo cócegas no Hunter.

É sério isso? É pra eu enfartar diante de tanta fofidão?

- Oi! – Frederich me notou e correu pra me dar um abraço.

- Oi Fred. – Eu disse meio constrangida pelo afeto que aquele menininho já tinha por mim.

- Eu e Charlie estávamos brincando com o Hunter.

Olhei de novo pro garoto que agora lutava pra tirar Hunter de cima dele e se livrar das lambidas. Ele estava gargalhando como uma criança.

Francamente, os tiros não acabaram mesmo não é? Essa seria uma cena que eu gostaria de sentar em um cadeira com um balde de pipocas e ver pra sempre.

Quando ele enfim conseguiu se levantar, olhou pra mim, soltou um risinho e veio na minha direção. Nesse momento eu me lembrei dessa manhã e senti meu rosto esquentar.

- Oi. – Ele disse sorrindo da mesma maneira que esta manhã na janela.

- Oi – Não gaguejei. Graças ao santo Deus.

- Eu sou o Charlie. Não conseguimos nos apresentar essa manhã.

- Sim, é... Me desculpe por ter saído correndo – eu disse sem graça.

- Tudo bem, eu também ficaria acanhado se estivesse vestindo uma camisola daquelas... – Ele disse. Olhei seu rosto e ele estava vermelho.

- Eu não estava preparada pra receber alguém na minha janela pela manhã. – eu disse meio rude por causa do comentário dele.

- Eu também não estava preparado pra levar isso na cabeça pela manhã. – Ele tirou o despertador do bolso e me entregou.

Peguei o despertador e fiquei muito mais vermelha ainda, se possível.

- Desculpa por isso, eu... Bem, não acordo de muito bom humor nas segundas-feiras ou em qualquer outro dia – eu ri tentando disfarçar a vergonha – Eu aconselharia você a tirar sua cama de perto da janela.

- Não se preocupe, acho que eu sobrevivo. – Ele sorriu e me olhou nos olhos.

Então eu me perdi. Os olhos dele não podem ser desse mundo, eles são tão azuis quanto é possível em um ser humano ou em qualquer outro ser. Eu estava completamente perdida e eu sabia que tinha que fazer alguma coisa, mas não sabia o que nem como reagir a ele.Eu visitei uma galáxia distante olhando aqueles olhos e não queria sair de lá. Eu já estava olhando fazia algum tempo e já tinha secado uns 10 quilos dele quando ele desviou os olhos.

- Você ainda não me disse o seu nome.

- Ah claro... – Eu caí na real – É Olívia.

- Você tem um belo nome Olívia – Ele sorriu – Eu e Frederich vamos comer agora, vem.

- Não precisa, eu não quero incomodar...

- Vamos Olívia... Vem logo – Ele disse sorrindo eu percebi que ele ficou um tanto nervoso quando eu tentei negar o bolo.

Como as opções que eu tinha em casa nem chegavam perto de um bolo e o meu estômago estava quase comendo meu fígado resolvi ceder.

- Ok.

Fomos até uma mesa que tinha na varanda do quintal da casa deles e nos sentamos. Charlie nos serviu um bolo de chocolate que estava completamente delicioso.

- Esse bolo está ótimo. – Eu disse.

- O Chefe agradece – Disse ele fazendo uma reverência.

- Foi você quem fez? – Disse meio espantada, afinal eu não cozinhava nada elevado ao quadrado. A última vez que eu tentei, os bombeiros precisaram ser acionados.

- Sim, por que o espanto?

- É que eu mal faço um sanduíche...

- Eu gosto de sanduíches. – Ele disse de repente e pareceu envergonhado depois que disse.

- Ótimo, assim eu vou ter como pagar esse bolo maravilhoso, não vai ser nada parecido, mas acho que se você comer uns quatro compensa – Eu ri – Agora eu tenho que ir, tenho muita lição de casa, é meu último ano e os professores não estão pegando leve. – Eu disse me levantando.

- Quando vamos conversar de novo Olívia? – Ele se levantou comigo.

- Quando eu tacar o despertador na sua cabeça de novo. – Eu ri.

- Ok, então, amanhã as sete em ponto. - Ele sorriu.

- Claro... – Eu entrei no jogo.

- Eu estou falando sério Olívia. Me acorde assim todos os dias. – Ele realmente estava falando sério.

- Ok Charlie, até amanhã. – sorri nervosa.

É frustrante o efeito que o Charlie tem em mim, eu normalmente sou ótima com os garotos, mas ele e aquele jeito dele me deixam parecendo uma tosca.

Ele me acompanhou até a porta pela qual mais cedo eu havia saído correndo desesperada.

- Se você quiser levar o Hunter, tudo bem ok? O Frederich está meio encantado com ele, por que nós nunca tivemos um cachorro, mas já ele se acostuma ok?

- Tudo bem, eu deixo a porta aberta – eu disse sorrindo – Sua mãe falou sobre a cerca e está tudo bem se você quiser colocá-la ok?

- Ah! A cerca. Sobre isso se você não se importar. Eu vou deixar pra lá. O Frederich gostou muito do Hunter e... Bem... Eu gostei da sua companhia Olívia. – Ele estava um pimentão e eu não fiquei diferente depois disso.

- Ah... Que bom Charlie... Eu também fico feliz de ter... Alguém pra conversar durante o dia... Eu vou entrar... Se quiser alguma coisa é só... Você sabe... Chamar. – Meu Deus Olívia não quer gaguejar um pouquinho mais não? – Tchau.

- Tchau. – Disse sorrindo.

Eu subi para o meu quarto tão saltitante quanto uma gazela. Fiz o meu dever e quando terminei percebi que ainda estava sorrindo. Foco Olívia, foco.

Arrumei o meu quarto e desci. Já estava escurecendo e Hunter já estava dentro de casa.

- Olá traidor, lembrou da minha existência foi? – Brinquei.

Coloquei comida para o Hunter esquentei um pizza no microondas e fui para a sala. Minha mãe iria demorar pra chegar então assisti TV algum tempo e depois resolvi ir dormir. Tomei banho e coloquei um pijama descente. Eu estava quase dormindo quando Charlie me chamou.

- Olívia. – Ele estava sussurrando – Olívia.

- Oi. – Fui até a janela. – Que foi?

- Já vai dormir?

- Já, amanhã eu tenho que tacar um despertador em você as sete, lembra? – Eu ri.

- Claro... Como poderia esquecer? – Ele disse rindo – Cadê a camisola?

- Acho que nunca mais eu coloco ela – Eu estava vermelha de novo.

- Mas eu gostei dela... – Disse ele sorrindo e pareceu arrependido por ter dito aquilo – Desculpe, eu normalmente não falo esse tipo de coisa, é que eu perco o controle com você. – Ele novamente pareceu arrependido.

A essa altura meu coração já estava sambando no meu peito e eu não conseguia dizer uma palavra sequer.

- Espera aí – e sumiu, depois de um tempo voltou e estava arrastando algo.

- O que você está fazendo? – Perguntei.

- Colocando minha cama na janela. – Ele disse como se parecesse obvio.

- Peraí, se sua cama não fica na janela como o despertador acertou em você? – Perguntei.

- Bem... É uma longa história... E você tem que dormir, lembra? - Ele tentou mudar de assunto.

- Eu posso ficar acordada um pouquinho pra ouvir a história. – Disse desafiando ele.

- Boa noite Olívia. – E deitou na cama.

- Boa noite Charlie. – Resolvi não discutir e fui pra cama. Ajustei meu despertador pra uns minutinhos antes das sete e dormi; Eu estava feliz como há tempos eu não me sentia.


Notas Finais


E aí?
Comentem o que acharam.
Lembrando que eu sempre vou fazer o POV Olívia e o POV Charlie dos mesmos dias por que eu gosto de mostrar os pensamentos de cada um diante das mesmas situações, ou seja, o próximo capítulo vai ser POV Charlie durante essa mesma segunda-feira vivida pela Olívia.
Eu sempre vou colocar o dia no começo do capítulo.
Espero que tenham gostado desse capítulo.

PS: Agora se acalma Letycia.

Até logo,
Love Wins,
Always.


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