História Love x Love - Laços de Sangue. - Capítulo 3


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Categorias Originais
Tags Anjo, Aventura, Demônio, Drama, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Novela, Romance, Suspense, Terror, Vampiro, Yaoi
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Palavras 5.315
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishounen, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Harem, Hentai, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Shonen-Ai, Slash, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá, pessoal. Segue o 3º capitulo! o/

Tenham uma boa leitura :3

Capítulo 3 - Amaldiçoado por você.


Fanfic / Fanfiction Love x Love - Laços de Sangue. - Capítulo 3 - Amaldiçoado por você.

Yukiyama, Segunda, 12/01/1987.

 

Na mansão Shimizu...

 

— Como assim deixou o Bocchan sair?? — O mordomo perguntava incrédulo, em um semblante bastante preocupado.

 

O homem colocou a mão nas têmporas em uma tentativa de se acalmar. Em seguida, começou a dizer irritado:

 

 — Você nem se quer sabe onde ele se meteu Mori Naomi!! — dizia com a voz alta e firme, fazendo com que os gritos ecoassem pelos longos corredores da mansão.

 

Cloud podia até ser um dos serviçais mais velhos, mas ainda sim não perdia o charme autoritário. A expressão rígida e superior era apenas um charme a mais.

 

Um metro e oitenta e cinco de altura, magro, cabelo curto e negro. Traje em roupas escuras e um óculos de tamanho pequeno que combinava perfeitamente com seu rosto de traços finos. De fato, esse era Miura Cloud! O Mordomo da Mansão Shimizu!

 

— D- d- desculpe Cloud-sama! Ele estava determinado em sair! — a garota tentava se explicar. — “Quem eu estou querendo enganar? Claro que eu não conseguiria detê-lo! Quem resistiria àquele sorriso??” — pensava com um sorriso bobo no rosto, esquecendo um Cloud completamente furioso parado em sua frente.

 

— Arghh! – O homem levou a mão em direção ao rosto sentindo-se bastante aflito. — Eu coloquei o Bocchan em suas mãos! Por que é impossível para eu, sozinho, cuidar da mansão e ao mesmo tempo ficar de olho nele! — dizia de forma cansada. — E eu inocentemente pensava que ele não me daria tanto trabalho depois que chegasse a essa idade! Hunff! — comentou em um longo suspiro. — A atenção com ele deve ser RE-DO-BRA-DA — Um pequeno sotaque italiano saiu daquelas ultimas palavras. 

 

Cloud andava impaciente de um lado para o outro em meio ao salão principal. Em seu rosto pairava uma expressão preocupada e severa.

 

Sentindo-se horrível por observar seu primo tão preocupado, a garota logo começou a dizer:

 

— G-G-Gomenasai Cloud-Sama!!!! — Pedia bastante aflita por ver o moreno daquele jeito.

 

O homem apenas cessou os passos impacientes e observou a feição chorosa no rosto de Naomi.

 

— Hunff... — suspirou profundamente ajeitando os óculos. — Sabe... ás vezes eu sinto como se ele estivesse se metendo em algo bastante preocupante. — dizia bastante pensativo. — Eu, Miura Cloud tenho que protegê-lo! Eu sou o mordomo desta mansão desde que ele nem se quer havia nascido! Munamasa Shimizu e Cecília Hanara colocaram a vida de Shimizu Yuki em minhas mãos! — dizia de forma confiante. — Deste modo, devo continuar protegendo-o como se fosse a minha vida!!! — Com um ar respeitoso nos olhos, Cloud ajeitava os óculos em seu rosto com maestria.

 

Antes que o homem voltasse a falar mais alguma coisa, o som alto vindo da porta chamou a atenção.

 

— Havia alguma visita marcada para hoje?? — indagou ajeitando mais uma vez os óculos em seu rosto e tentando voltar ao seu “estado” de espírito normal.

 

— N- não...

 

 Cloud deus as costas para a garota e andou a passos firmes em direção à enorme porta principal feita de mogno. Para a sua surpresa, deparou-se com um certo Shimizu Yuki bem a sua frente.

 

— B- bocchan!!! O- O -onde o Senhor estava!!?  — O mordomo sentiu um grande alívio no peito ao deparar-se com o rapaz.

 

O loiro suspirou profundamente e revirou os olhos. Mais uma vez Cloud havia se preocupado desnecessariamente.

 

— Eu estava aqui por perto...  — respondeu dando de ombros — “Céus. Por que você vive se preocupando tanto!?” — se perguntava bastante incomodado.

 

— Bocchan!! — O homem logo começou a dizer com um semblante preocupado e irritadiço: — Você ao menos deveria avisar para onde vai! O Senhor sabe que... -

 

Antes que o mordomo terminasse de falar, Yuki foi logo lhe dizendo:

 

— Eu sei. Como sempre, me perdoe mais uma vez por lhe trazer problemas desnecessários.

 

O anjo odiava trazer problemas para Cloud, mas também odiava o fato de que aquele homem se preocupava demasiadamente com ele.

 

—Hunff.... — O moreno apenas suspirou aliviado.

 

Yuki adentrou a mansão e observou a garota parada em meio ao salão principal. Sem perder tempo, o loiro foi logo lhe dizendo:

 

— Desculpe-me por lhe trazer problemas de novo Nao-Chan... — dizia com uma expressão gentil, aproximando-se da garota que estava parada ao lado da enorme escada que levava para os quartos do segundo andar.

 

— Não se preocupe Shimizu-Sama! Você apenas precisava de um bom ar fresco. — respondeu no mesmo instante.

 

— Hun... Obrigado. – o rapaz sorriu bastante agradecido. —Traga um chá para o meu quarto, por favor. Minha cabeça não para de doer...

—A- Ah.. S-Sim, Bocchan!!

 

 A moça quase havia perdido a voz. Ela estava tão concentrada nos olhos de Yuki que mal havia notado que aquilo de fato era uma ordem.

 

 — “Claro que não para de doer! Ohhh, Lorde Shimizu-sama sempre me trazendo problemas!!!!” — Cloud balançava a cabeça negativamente de um lado para outro com a mão nas têmporas.

 

Yuki chegou ao quarto e literalmente jogou-se na cama. Ele não conseguia esquecer a conversa que havia tido com Takahashi. Era tão difícil assim descobrir o motivo que havia levado o homem de olhos rubros não tê-lo matado durante todo esse tempo? Por que será que era tão importante provar para si mesmo que era forte o bastante acabando com Takahashi? Por que justo ele? Por que não podia ser outra pessoa?

Qual era o motivo de tanta raiva

 Por que Takahashi fazia tanta questão de ter Yuki como rival também?

O rapaz sentia a cabeça pesar ainda mais com tudo aquilo. Ele não podia negar que às vezes tinha um pouquinho de inveja dos humanos.

 

“Ahh, caraa! Eu queria ser humano!” — O loiro pensava com os olhos fortemente fechados. — “Queria eu, possuir todas as respostas para as minhas dúvidas! Esse peso sairia das minhas costas e principalmente da minha cabeça...”

 

Passando-se um tempo, Yuki acordou no meio da noite e olhou para o relógio que estava à cima do criado-mudo. Enquanto piscava os olhos diversas vezes, o rapaz tentava enxergar as horas.

 

— Huhfff… Acabei adormecendo... — O anjo suspirou. — Já são dez e quarenta..- Comentou com a voz embargada.

 

 Ao ser pego por um pensamento distante, o loiro perdeu completamente o sono. Algo estava o incomodando bastante.

 

Yuki fechou fortemente os olhos e virou-se para o lado e para o outro na esperança de que o sono voltasse à tona.

Nada acontecia.

Continuou ali, desperto. O tédio começava a tomar conta de si.

 

“É provável que ainda tenha pessoas acordadas na mansão...” — refletia enquanto olhava fixamente para a porta.

 

Os raios do luar adentravam a janela aberta e clareavam o enorme quarto. 

 

— Hunff.. — o rapaz suspirou mais uma vez. — O jeito vai ser sair pela janela mesmo... Faz tempo que não faço isso... — dizia para si mesmo com um longo sorriso no rosto.

 

Naquele instante, o loiro lembrou-se de como fugia da mansão quando era mais jovem. Aquilo só iria trazer mais dor de cabeça para Cloud, como sempre...  Mesmo assim, o rapaz não perdeu tempo. Levantou-se da cama, retirou a camisa que estava usando e trocou por uma de cor azul aberta nas costas. Pegou um sobretudo branco e aveludado, aproximou-se da janela aberta do quarto, e abriu suas enormes asas.

 

Antes de saltar do segundo andar, o loiro olhou para trás e observou a porta do quarto em um sorriso rebelde.

 

-Até mais!

 

Assim que pulou da janela, Yuki pôde sentir a brisa gélida do céu da noite bater em seu rosto. Apenas mais um convite para continuar o que estava fazendo.

 

Rapidamente Yuki aterrissou majestosamente. Sem perder tempo, o rapaz correu em direção à segunda entrada principal aos fundos, passando pelo imenso jardim da mansão. Com a ajuda das asas, o anjo saltou as enormes grades prateadas que cercavam o local em um habilidoso impulso.

 

 Pronto. Já estava na rua.

 

Ele se sentia como um presidiário foragido.

 

“Emocionante como sempre.” — um sorriso grandioso irradiava nos lábios do anjo enquanto vestia o sobretudo branco e cobria a cabeça com o capuz.

 

O rapaz reparava no céu da noite enquanto andava pelas ruas desertas de Yukiyama

 

“Eu sabia que não me arrependeria!”

 

 Enquanto seguia andando até a praça, uma brisa fria e gélida tocou o rosto do anjo fazendo com que os olhos azuis fechassem-se extasiados com aquele leve toque. Um intenso arrepio percorreu a cabeça aos pés.

 

Em um baque, o rapaz percebeu ao longe que já havia alguém sentado no mesmo banco que ele havia estado à tarde. Atônito, o loiro cessou imediatamente os passos. Parou e congelou ao reconhecer aquela forma, aquela pessoa...

 

— T-Takahashi…?! — indagou baixinho para si mesmo olhando fixamente para o aquele cara de trajes escuros e cabelo longo e negro.

 

Como se já soubesse de sua presença, o demônio olhou para a sua direção fazendo com que seus olhos se encontrassem. Não havia como negar que aquele simples gesto parecia ter feito o coração de Yuki parar de bater abruptamente. E ao mesmo tempo, sentir o corpo inteiro paralisar. 

 

Ao repara no olhar estarrecido, Takahashi não perdeu tempo. Levantou-se e caminhou calmamente em direção ao rapaz.

 

Por outro lado, Yuki não conseguia sair do lugar. Muito menos deixar de olhar para aquele homem que vinha ao seu encontro com aqueles olhos repletos de luxúria. Observá-lo havia se tornado algo tentador de se fazer. E ele mal havia notado aquilo.

 

— Eu sabia que você iria voltar aqui... —comentou com um sorriso bastante normal no rosto. Algo completamente estranho de se ver em uma pessoa sacana e cínica como ele. Aquilo era irônico.

 

— Ehh, bem...  — o loiro começou a dizer um tanto desconcertado. Ele não imaginava que iria encontrar aquele cara de novo! — Se você sabia, então porque está aqui? —indagou tentando tirar os olhos daquele rosto tão…  “Lindo…” — Ao se pegar pensando naquilo, o garoto amaldiçoou-se por completo por pensar em algo tão… “RIDÍCULO!!!”

 

Por algum motivo, Yuki havia começado a ranger os dentes sentindo-se puto da vida! Ignorando aquela atitude estranha do loiro, o homem lhe disse:

 

- Ahh... Eu estava com saudades...

 

Para o moreno, aquilo parecia ser a coisa mais óbvia e normal de todas. E Yuki definitivamente não havia entendido aquelas palavras. Ok, ele sabia que Takahashi Masami ás vezes agia sarcasticamente, então muitas vezes ele ficava sem entendê-lo.

 

O homem deu as costas e fez um gesto para que Yuki o seguisse.

 

Acabaram, em fim, se sentando no mesmo lugar em que ambos haviam estado á tarde.

 

O anjo estava completamente estático enquanto um milhão de coisas se passavam em sua cabeça.

 

 — “Como assim ele estava com saudades!!?” — se perguntava perdidamente. — “Droga! Esse cara parece ter dupla personalidade! E que droga de personalidade é essa???? Quando vai me atacar!!???”

 

 Shimizu se mantinha calado tentando saber até onde aquilo iria acabar. Seria mais uma armadilha? Ele podia sentir o coração palpitar descontroladamente ao esperar qualquer coisa vinda de Takahashi.

 

“Porque isso?” — se perguntava incansavelmente sem entender absolutamente nada. Ele até acharia melhor que os dois estivessem brigando e discutindo, do que lidar com uma situação estranha como aquela. Sem dúvida alguma aquele não era o demônio que conhecia.

 

— Não vai dizer nada, cara?

 

 Todas as palavras que saiam da boca do moreno eram seguidas de um sorriso cínico. Era algo normal já que era assim que ele costuma ser. Na verdade, anormal seria ver Takahashi Masami sério, ou muito amigável.

 

— Huh? Acho que... Não tenho nada a dizer. — respondeu bastante confuso.

 

— “Que pessoa sem senso de humor!” — pensou revirando os olhos e voltando a puxar conversa mais uma vez com aquele rapaz que não possuía o menor senso de carisma. Pelo menos, não com ele. — Consegue se lembrar daquela linda noite em que eu quebrei a sua cara? Fiquei sabendo que seis humanos desapareceram... — comentou com seu velho sorriso sádico no rosto.  

 

— Hum... — Yuki observou atentamente aquele sorriso e percebeu que de fato aquele era Takahashi Masami. — Bom, eu tenho minhas suspeitas de quem as assassinaram. Afinal de contas, com certeza estão mortas... – comentou de forma séria e frívola.

 

— Tsc! Ah, fala sério… — zombou achando graça daquilo. — O que você quer dizer com isso hein, Shimizu? – indagou fazendo com que aquilo soasse incrivelmente aterrorizante.

 

— Hunff... Eu estou querendo dizer que há chances de ser culpa sua... – respondeu em fim, com um tom bastante frio e voraz. Afinal, era assim que o anjo tratava aquele demônio.

 

Masami sarcástico e irritante. Yuki frio e distante.

 

 “Esqueça isso. Esqueça todas as piadas macabras e sem graça desse cara. Não somos colegas, muito menos amigos. Somos inimigos. Rivais que se odeiam mais do que qualquer coisa! A qualquer hora ele pode tentar te atacar… Esteja preparado. Não se distraia. Fique atento Yuki.”

 

 Shimizu sempre ressaltava aquilo em sua cabeça. Ainda sim, por algum estranho motivo, ele havia começado a sentir algo anormal em seu interior. Algo que sempre aparecia quando Takahashi vinha vê-lo do nada e a qualquer hora. Algo que sempre ficava ansiando pela chegada do rapaz de olhos rubros. Ele não entendia o porquê de sentir aquilo. De alguma forma, sem ao menos perceber ele já havia se acostumado com a maldita e irritante companhia de Takahashi.

Ameaçadora e agradável...

 Ele se sentia completamente amaldiçoado por aquele demônio. E aquilo era ruim.

Além de não ser algo certo, ainda podia ser...

Perigoso.

Bastante perigoso...

 

— Eu? Hahaha. — O demônio começou a rir loucamente. A risada rouca e alta ecoava em meio à praça deserta. — Porra! Isso sim é uma boa piada, Shimizu! Eu não perco meu tempo matando humanos, anjinho.  — explicava em um tom ainda mais macabro. — Sabe? Retiro o que eu pensava sobre você. Por isso amo sua companhia. Você deve adorar me fazer rir, né?

— Huh. — Yuki apenas deu de ombros ao escutar aquele papo furado repleto de sarcasmo e cinismo. — Você não me engana Takahashi. Para um psicopata em série como você, tanto faz se é humano ou não. O que você quer mesmo é se divertir enquanto escuta suas vitimas agonizarem! — continuava a dizer com o seu tom frio e voraz. Ele tentava a todo custo diminuir o tom de voz. Não podia, de forma alguma, perder a paciência com um cara como aquele.

 

 Era sempre assim.

 

Por mais que a conversa começasse com um idiota querendo irritar o outro, sempre acabava indo para o lado sério da coisa. Fazendo com que os dois começassem a discutir e a esquecer da “brincadeira” ou do “papo furado”.

 

— Eu!!??? Que tipo de demônio você acha que eu sou!? — dizia sarcasticamente – Bom, mas vamos ser sinceros... – fez uma curta pausa. — Você tem razão Shimizu eu adoro assistir minhas vitimas agonizarem de dor. Principalmente quando se tratam de humanos. Quer saber o que eu faço com eles? Hahaha...

 

 O demônio havia começado a provocar e a tentar acabar com a paciência do anjo. E pela milésima vez, ele estava conseguindo...

 

— Céus... – Yuki comentou para si mesmo levando uma das mãos em direção à cabeça e tentando controlar seus nervos. — Cara, deixe os humanos fora disso! Que mal eles lhe fizeram!?— indagou já de saco cheio, aumentando o tom de voz repentinamente.

 

— Perdão, Shimizu.,. Por alguns segundos eu esqueci que você é “O Defensor dos Humanos”. Eu espero solenemente que você aceite minhas sinceras desculpas. Afinal, a última coisa que eu quero é que você se irrite. Você vai ficar chateado comigo?  — dizia com um cinismo e uma ironia infernal que queimava em cada palavra. Um longo sorriso estava desenhado entre os lábios finos daquele demônio.

 

— Argh! DROGA! — irritado, Yuki rangeu os dentes.

 

— Vai ficar de mal comigo? — indagou irônico.

 

Ignorando aquela maldita pergunta, o anjo disse bastante furioso:

 

— Você mata pessoas inocentes por causa dos seus próprios problemas!

 

Ao ouvir aquilo, o homem ficou completamente sério enquanto observava aquele loiro idiota. A conversa entre eles começava a tomar outro rumo.

 

— Como assim? – Masami indagou seriamente deixando a brincadeira de lado.

 

— Isso tudo aconteceu depois da nossa ultima briga. Naquela noite você saiu nervoso! Com certeza descontou sua fúria nessas pessoas inocentes!! Eu lhe conheço bem. Não as envolva nisso!!! Na próxima vez que fizer algo do tipo eu juro que vou te matar!! Entendeu Takahashi!!!???? — Com um tom ameaçador, Yuki perdeu a noção do nível da própria voz. Sem perceber que estava gritando escandalosamente em meio aquela praça fria e deserta.

 

Simplesmente, o sangue havia esquentado, ué.

 

Ao ouvir aquelas lindas palavras de amor, Takahashi abaixou a cabeça e levantou-se do banco em um sobressalto. Lançou um olhar em direção ao rapaz que continuava o encarando com aqueles olhos azuis gélidos, como se a qualquer momento fosse estourar de raiva mais uma vez.

 

“MALDIÇÃO!!!! Como eu o odeio!!!! Como eu odeio esse cara!!!! Por que não matá-lo agora!!??? Torturá-lo. Isso mesmo! Torturá-lo até fazê-lo perder a voz!!! E por que não fazer ele engolir a própria língua???!” — pensava sadicamente  e puto da vida, sentindo os dentes trincarem uns aos outros a medida que encarava seu rival.

 

Observar aquele olhar tão frio apenas piorava a situação.

Aquele olhar de desprezo...

Aquele olhar tão gélido quanto à neve que cobria Yukiyama.

 

“Por que ele continua me olhando com esses olhos? Isso é irritante!” — pensava furiosamente perto do próprio limite.

A paciência de Takahashi havia se esgotado.

 

 O homem agarrou o garoto pela gola do sobretudo fazendo-o se levantar do banco.

 

— Eu odeio quando você fala desse jeito! — começava a dizer furioso. — Diz coisas estúpidas achando que sabe mais do que os outros!! Como pode ter certeza que eu os matei? Mesmo se eu os tivesse matado o que você tem haver com isso, hein?!! Você não tem provas, seu fedelho maldito! Além disso, o que te faz pensar que eu estava “nervosinho”, hein? — dizia de maneira psicótica. Os olhos rubros e insanos encaravam o loiro tão perto de si.

 

A tal personalidade diabólica daquele cara estava ali. A personalidade mais temida em Takahashi Masami.

A mesma de antes...

 

Yuki não desfazia o olhar de desprezo. Mesmo tendo seu maior rival diante de si. Jamais abaixaria a cabeça para alguém como ele. Mesmo se esse momento significasse a sua morte, ele não iria mudar seu olhar gélido.

 

 — Eu simplesmente sei do que você é capaz!— O loiro arrebatou ferozmente, ignorando a dificuldade de respirar.

 

Antes que perdesse completamente o ar, o demônio o largou fazendo com que o rapaz caísse e voltasse a ficar sentado no banco gélido de madeira.

 

Takahashi continuava encarando-o com ódio exacerbado enquanto estava de pé diante do garoto.

 

— Se está com raiva desconte em mim! — Gritou mais uma vez ao recuperar o fôlego. - Vamos!! Faça igual da ultima vez!!! Lembra!!??? Aproveite, pois estou desarmado! Covardes!! Não é isso que vocês, demônios são!!?? — gritou levantando-se do banco e indo em direção a Takahashi que estava parado bem em sua frente.

 

— CALE ESSA MALDITA BOCA, PORRA!!!!! — O demônio empurrou o loiro e o fez voltar a se sentar ao tropeçar no banco.

 

— ARGH!!!! — rugiu furioso sem se dar por vencido. — Desconte sua raiva em mim seu demônio desprezível!!!!! — gritou com um imenso desprezo que ardia em sua voz.

 

— EU MANDEI VOCÊ CALAR A BOCA! SEU LOIRO DE MERDA!!!

 

 Por fim, aquele homem que transpirava uma áurea assassina gritou mais alto ainda. Fazendo com que a própria voz soasse grave e diabólica. Seus olhos brilhavam como se estivessem envolvidos em um véu de sangue.

 

Yuki sentiu como se estivesse diante do próprio demônio, enquanto encarava aquele “ser” bem em sua frente. Seus caninos pontiagudos estavam bastante visíveis e ele podia jurar que os chifres daquele cara haviam crescido um pouco a mais. Mesmo diante daquilo, o garoto parecia que ia continuar encarando aquele cara aterrorizante por toda a eternidade, se não fosse pelo canto da coruja que havia acabado de lhe assustar... O pássaro havia ido embora tremendamente assustado por conta daquela voz tenebrosa.

 

— Ta- Takahashi...! — A expressão de espanto predominava no rosto de Yuki, que nunca havia visto a voz de Takahashi soar tão grave como naquela noite.

 

— EU ODEIO VOCÊS, ANJOS MALDITOS! O QUE TEM DE TÃO BOM NESSES HUMANOS?!!! HEIN? — perguntava com a velha raiva estampada no rosto.

 

— Mesmo que explicasse você não entenderia... — Um ar de decepção envolveu o anjo. - “Nunca, jamais, um demônio poderia entender o que é o amor. Principalmente se tratando da existência humana...” — pensava seriamente enquanto encarava a escuridão logo atrás do homem irritadiço a sua frente.

 

— E É EXATAMENTE POR ISSO QUE EU TE ODEIO! Odeio todos do seu clã! Anjinhos de merda!!! Bando de inúteis desprezíveis!! Você e os do seu clã são inúteis para a existência de todos nós!!! Principalmente você!!!

 

Ao ouvir aquelas duras palavras repletas de blasfêmia e insultos, Yuki não pensou duas vezes. Rangeu os dentes com raiva e fúria e levantou-se rapidamente do banco dando um soco certeiro no rosto daquele cara. Tão rápido que ele mal teve tempo de se defender. Tão forte que fez seu rosto virar para o lado e respingar sangue da boca.

 

A grama escurecida pela noite ganhava agora uma pequena mancha rubra.

 

— CALE ESSA DROGA DE BOCA!!! Você não sabe o que fala!! Nunca, jamais abra sua maldita boca para falar do meu clã! É por causa de vermes como você que o mundo anda cada vez pior!!!!! Não percebe!!??? Que Kami-sama tenha pena de sua desprezível alma!!!!! Se é que você tenha uma!!

 

Takahashi olhou furioso para aquele garoto de aparência franzina e pele alva que havia lhe dado um puta soco.

 

PUTA QUE PARIU ELE HAVIA LHE DADO UM SOCO!!?????

 

Assim que limpou o sangue que caia de sua boca, aproximou-se a todo o vapor de Yuki para lhe dar uns bons socos também.

 

 Agarrou-o, levantou o punho e, antes que o tal soco chegasse ao rosto do rapaz, a mão do homem parou.

 

 Parou abruptamente.

 

E o loiro esperou. Esperou levar algum soco e nada.

 

Tal soco, nunca, realmente chegou ao seu rosto.

                                  

 — “Qual é o problema?”— pensou perdidamente enquanto encarava o punho fechado de Takahashi parado a poucos centímetros de seu rosto. — Por- Por que não me acerta? Por que está fazendo isso?? — perguntava surpreso e confuso. Mais uma vez, Takahashi estava confundindo seus pensamentos turbulentos e aquilo irritou o anjo.

 

   — Hunff.. Porra! — praguejou e suspirou profundamente tentando relaxar os poucos nervos que lhe restava.  — Puta que pariu! Haja paciência, caralho! Como você é irritante... Quem acha que é para me dar ordens??? Eu paro na hora que eu quiser... – O homem alongava o pescoço tentando acalmar a si mesmo.

 

Parece que, de alguma forma, aquele cara havia voltado a ser o mesmo e velho Takahashi Masami de sempre.

 

 Irritante...

 

—  Por - Por quê?!!!!!! Por que fez isso!? — completamente exaltado o loiro se aproximou ainda mais de Takahashi e continuou perguntou a mesma coisa diversas vezes para o maior que apenas o respondia com ironias. — “E- Ele parou!?? Ele parou de novo!!?? Por que ele nunca termina o que começa!?? Por quê!!!??” — pensava perdidamente enquanto observava  o demônio rir com deboche.

 

De saco cheio, Takahashi resolveu deixar aquele loiro irritante pra lá e ir embora.  Mas antes mesmo daquilo acontecer, o homem se surpreendendo quando, mais rápido ainda, foi impedido pelo anjo que havia entrado em sua frente e o impedia de dar qualquer passo.

 

— Saia do meu caminho, idiota...  Eu tenho mais o que fazer. Outro dia titio Takahashi brinca com você, ok? — Sem muito entusiasmo na voz, o homem deu alguns passos e empurrou o garoto para o lado.

 

Yuki se recompôs rapidamente e alcançou mais uma vez aquela cara, agarrando fortemente seu braço direito. Ele não podia deixar, de forma alguma, que aquele demônio desprezível fosse embora.

 

 Não sem respostas.

 

— Você sempre teve inúmeras chances de me matar, Takahashi! Então por que nunca me matou de uma vez?!? Hein!!! DIGA-ME!! 

 

Yuki estava cansado de não conseguir entender como pensava o seu rival. Desorientado e confuso era assim que ele se sentia cada vez mais. Era como se estivesse amaldiçoado por ele. Poderia ser essa a resposta para tudo. De alguma forma havia sido amaldiçoado por Takahashi Masami.

 

O homem de olhos rubros não pôde negar. Por alguma razão, seu interior consumiu-se por completo desespero ao sentir ser tocado por Yuki. Seus olhos ganharam um tom de medo. E em seu rosto uma expressão completamente aterrorizada. Afinal de contas:

 

“Mas que diabos está acontecendo com você Takahashi Masami??” — O moreno indagou a si mesmo  sentindo aquela sensação medonha entrar pelas suas entranhas mais profundas de sua alma. Assim como o caos do inferno que já não lhe era tão ruim se comparado àquela sensação.

 

— J- Jamais toque em mim, SEU FEDELHO! A não ser que queira ser fatiado igual a um presunto!! Ouviu bem Shimizu Yuki!!!!?? — Assim como um gato negro colocando suas garras de fora, o demônio berrou aquelas palavras em um tom completamente ameaçador.

 

Mesmo com aquela linda ameaça, Yuki tentou agarra-lo mais uma vez, mas o rapaz foi pego de surpresa ao agarrar apenas as cinzas de Takahashi, que havia se carbonizado da cabeça aos pés perante aos olhos azuis do anjo. Assim como da ultima vez, e nas outras e outras vezes aquele cara havia sumido.

 

 Foi embora em um passe de mágicas.

 

— DROGA! — “Por que teimo em me deixar levar pelas malditas ações de Takahashi!????!!’ — perguntava para si mesmo enquanto se corroia de raiva por conta da própria atitude estúpida que havia tomado.

 

Agora ele se encontrava sozinho. Sozinho naquela praça deserta. Sua cabeça estava completamente quente com o episódio anterior. “Seria tão ruim assim ter um pingo de paz para esvaziar meus pensamentos??? Será que é pedir demais???” — pensava completamente estressado. Ele não queria de forma alguma continuar naquele mesmo lugar. Palco de uma discussão constrangedora. 

 

Andar,

          Andar,

                     Andar...

Andar sem o menor rumo.

Algum lugar em especial? Talvez sim, talvez não. O anjo só queria sair dali enquanto sentia aquela doce brisa bater em seu rosto. Aquela brisa que trazia paz para seu interior e para a sua alma. “Eu ainda lhe entenderei um dia... Takahashi. Você querendo ou não.” – o anjo pensava ao fechar automaticamente os olhos.

 

 

                                                                                                         (.........)

 

   

                                                                                                         Masami

 

 

"MAS QUE DROGA!!! ELE TEM RAZÃO!!! POR QUE EU NUNCA O MATEI???!!!" — O homem indagava realmente incrédulo enquanto descontava a sua raiva em tudo que encontrava pelo caminho.

 

Infelizmente, mesmo demônios cansam de vez enquanto. Principalmente quando transmitem tamanha ira para o mundo mortal. E acredite, ele se amaldiçoou mentalmente por causa daquilo.

 

“Maldição!! Eu poderia ficar a noite inteira derrubando essas árvores e desferindo ataques ao vento!!! Droga de cansaço!!!” — pensou rangendo os dentes enquanto encostava-se ofegante a uma enorme árvore. Cansado, o homem lançou um olhar para o céu daquela linda noite. — “Noite de merda! Noite que me levou ao encontro daquele fedelho!!!!” — O suor fazia com que alguns fios de cabelo grudassem em seu belo rosto.

 

— Parece-me que você está bem estressadinho, Takahashi Masami... E isso não me é nenhuma novidade... — Aquela voz ressoava em meio à densa escuridão das árvores.

 

- ISSO NÃO É DÁ SUA CONTA DESGRAÇADO!!!! — O homem estava irritado demais para ter de aguentar mais um idiota. — APAREÇA IMEDIATAMENTE OU EU JURO QUE IREI LHE FATIAR EM PEDAÇOS, AIKO!!!!!

 

— Nossa, acalme-se meu caro... — O rapaz de longos cabelos vermelhos retirou-se das sombras das árvores com um sorriso travesso e irritante aos olhos de Masami.

 

— Você anda me rodeando demais ultimamente... O que está querendo com isso? — indagou olhando com total desprezo para aquele tal velho conhecido que possuía o mesmo sangue que o seu.

 

— Hm.. Habib* — chamou fazendo uma expressão maliciosa. — Parece que você continua de mal humor. Não é mesmo? — dizia andando de um lado para o outro com aquele sorriso cínico que tanto irritava Takahashi.

 

                                                                                                                                                            *Amado em árabe.

 

— É melhor você ir embora antes que eu perda a minha paciência com você. Menos um íncubo em seu clã... – comentou ameaçadoramente.

 

 — Ahhh... Mesmo depois de tanto tempo, pela milésima vez eu estou tentando se aproximar de você, priminho. Contudo, mesmo com toda a sua arrogância com seu ex-amante, eu posso dizer por mim mesmo que estou repleto de saudades suas... — se aproximou sorrateiramente de Takahashi, ficando frente a frente com aquele homem que ainda tanto amava. – Com essa raiva toda, você fica ainda mais charmoso. Sabia Habib?? — o homem segurou uma mecha negra daquele cabelo sedoso e levou ao nariz tragando aquele cheiro delicioso. – Mesmo eu sendo um íncubo, você sempre foi o único que conseguiu me saciar por completo... — sussurrava aos ouvidos de Masami, fazendo com que o homem sentisse o próprio corpo esquentar.

 

— Certo. Agora que já nos vimos você pode vazar!! Cai fora, merda!!!!! Não vê que estou ocupado!!!!???? — dizia seriamente enquanto encarava aquela expressão pervertida no rosto daquele íncubo maldito. Infelizmente, ele ainda estava bastante cansado. Se não, já teria dado um belo chute no saco daquele infeliz pelo tamanho atrevimento!

 

— Hahaha — O demônio começou a rir. – Mais uma vez está me descartando... Você sempre é assim. Não consegue lembrar-se das nossas brincadeirinhas? Por que não volta a abrir uma exceção para mim? Faz tanto tempo que não nos divertimos. Essa é uma rara oportunidade...

 

Aiko agarrou rapidamente o queixo de Masami e o beijou abruptamente. Um beijo selvagem entre presa e caçador. Um beijo completamente masoquista. O íncubo mordia os lábios de Masami de forma selvagem, fazendo com que o gosto do beijo fosse de puro ferro. O moreno já estava quase sem ar quando conseguiu, em fim, empurrar aquele cara irritante que continuava em sua frente. Pronto para mais um ataque.

 

— O que pensa que está fazendo, seu merda!? Esqueceu-se de com que está lidan...— antes que terminasse de falar, sua boca voltou a ser totalmente preenchida pela língua sedenta daquele íncubo persistente.

 

Aiko levou uma de suas pernas em direção ao membro de Takahashi que sentiu o corpo esquentar ainda mais com aquilo. O moreno tentava tirar aquele maldito ruivo de cima de si, mas estava difícil em meio a tanta luxúria pecaminosa. Akimichi não era um íncubo qualquer.

 

— O que foi Habib? Vai me dizer que você não tem saudades de mim? — sussurrou irresistivelmente, mordendo a orelha de Masami que imediatamente arquejou e se arrepiou com aquilo. — Sei que você ainda me quer... Huhu...

 

A luxúria até podia ser imensa, mas o orgulho da família Taka era em demasiado. Uma ordem era uma ordem, afinal de contas.

 

— EU DISSE PARA ME LARGAR AGORA MESMO!!! PORRA!!!!!! — O homem gritou furiosamente, dando um soco certeiro no rosto de Aiko e o empurrado para longe.

 

— Ma- Mais que droga!!!O que diabos há com você?!! – indagou sem entender a atitude do outro.

 

— Quando eu lhe ordenar para que você pare algo, simplesmente faça o favor de me obedecer!!!!! ENTENDEU OU QUER QUE EU DESENHE NESSA SUA CARA, CARALHO??!! Vou precisar sempre marcar essa sua cara estúpida!!?? — dizia furioso. — Não me chame de “Habib”, isso está no passado. Enfia o “Habib” todo no seu cú!!! VOCÊ CONSEGUIU ENTENDER!!???? – dizia ainda mais ofegante pela explosão de raiva.

 

Aiko padeceu, revirou os olhos, e levantou-se do chão. Enquanto limpava suas vestes elegantes, comentava:

 

 — Que peninha...  Péssima hora tentar tirar isso de você... Ainda sim, você é um babaca estúpido por desperdiçar algo tão bom com alguém tão incrível como eu. Realmente, você mudou muito, Habib. Mas eu sei bem o porquê disso. É falta de um transa boa... — dizia zombeteiramente.

 

— MALDITO FILHO DA PUTA!! DESGRAÇADO!!! EU VOU ARRANCAR ESSE SEU PAU FORA E VOU FAZER VOCÊ ENGOLI-LO!!!!!! – gritou furiosamente.

 

—Não se preocupe, eu vou lhe curar ainda, querido... 

 

Aiko continuava com seu cinismo, sem se deixar se abater pelo olhar aterrador do moreno.

 

— Talvez outra hora, né? — indagou com um sorriso provocante.

 

Ignorando aquela maldita pergunta, Takahashi rugiu enraivecido e foi para cima do íncubo. Infelizmente, o ruivo desapareceu no bendito momento em que o moreno iria lhe acertar mais um soco.

 

— DESAPAREÇA MESMO SEU DEMÔNIO PREPOTENTE! — O homem berrou furioso olhando para os lados para ter certeza de que aquele cara não estava ali. — ATREVA-SE A APARECER DE NOVO NA MINHA FRENTE E EU LHE MATAREI!!!!!! — com o rosto pegando fogo, apertou as têmporas tentando retomar o controle sobre seu corpo. —  Maldito íncubo! — Praguejou. — “Quase me deixou duro! Esses demônios filhos da puta que ficam me atazanando!!!”

 

 

 

 



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