História Love You To Death - Capítulo 10


Escrita por: ~

Exibições 27
Palavras 2.744
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Ficção, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Seungri é o dono da coréia que você respeita.
xx

Capítulo 10 - Bad Boy


Quando você foge de uma coisa mas continua consciente dela, eventualmente vai ter uma recaída. Seja o que for que esteja fugindo, não adianta correr porque ela te alcança. Na maioria das vezes, você da voltas e voltas e acaba no mesmo lugar:De onde estava querendo fugir.Por isso que o AA te recompensa periodicamente, pra tampar o sol pela peneira. Normalmente você larga um vício por outro, e quanto mais medalhas pior você sente quando tem uma recaída.

O dia inteiro minha pele ficou formigando em antecipação. Tentei me distrair mas não consegui. Está tão frio que não posso ficar no terraço por mais que alguns segundos sem sentir os sinais de hipotermia. Não consigo ficar parado. Ou me concentrar em nada. Na verdade não consigo parar com um tique nervoso que parece familiar e doloroso. Deito no chão e ligo música alta que ecoa na sala inteira e volta pra mim. Fecho os olhos com força mas não consigo parar de me mexer. Rolo no chão e tento rodar até ficar tonto na cadeira. Nada adianta. Suporto até agora. Até dois minutos atrás,antes de sair correndo.

Desço as escadas tão rápido que quase quebro o pescoço. Não aguento mais um segundo e me sinto fraco. Invado as ruas e paro de correr porque parece que estou fugindo da policia e de certa forma estou fugindo de uma coisa bem pior,mas ando rápido.
Muito rápido.

Coloco a touca do moletom do Yunhy que não devolvi e nem pretendo mais e ando em direção contrária aonde realmente quero ir. Se eu andar por tempo suficiente e me afastar o bastante talvez consiga sobreviver por essa noite e então amanhã vai ser mais fácil. Escondo as mãos nos bolsos mas não ando de cabeça baixa, deixo o vento chicotear meu rosto. Estou engolindo em seco,tentando me concentrar em inspirar e expirar e seguir em frente. Andar só um pouco mais longe, sentir minhas pernas queimarem. Só andar funciona. Qualquer outra coisa me faz voltar pra lá.

Tento evitar pensar sobre isso mas quando estava com o Mino e quando nos sentíamos assim,quando eu me sentia assim, a um ponto de explodir ele estava lá por mim de uma forma que eu nem sabia existir. Me fez sentir amparado. Livre pra respirar. Lembro de todas às vezes que sentíamos como se pudéssemos explodir o mundo e que a sensação era de estávamos com os segundos contados. Tinha as drogas mas antes que isso tinha a excitação. Eu sempre senti que pudesse fazer qualquer coisa com ele e fazia. Ele é tóxico e eu estava sempre pronto pra queimar. Passávamos dias na pila arrastando o mundo e nos divertíamos tanto... As coisas que fazíamos , onde íamos faziam minha mente se expandir. A vida sem ele é cinza, e agora estou desmoronando sozinho. Não consigo me forçar a parar, preciso sentir alguma coisa. Meu coração não parece bater e a angústia está me fazendo querer gritar. Paro. Estou chorando mas não é importante. Estou chorando porque sinto sua falta, estou chorando porque não consigo mais segurar.
Dou a volta correndo. Sei exatamente onde estou e o lugar mais perto pra ir, penso que estou em contagem regressiva, como Mino me ensinou a muito tempo atrás.

- Você precisa desses últimos segundos e então está livre. Ou a morte te beija ou você volta pra mim.
Ele dizia segundos antes de desaparecer do meu campo de visão e o universo se abrir pra mim. Meus pais estão vivos e então eles morrem de novo. Eu grito.

-Voce não pode salvá-los Jiny!!!! Mino grita. - Mas você tem uma escolha. Você quer morrer? Aqui e agora? Talvez você os encontre, talvez o inferno te pegue primeiro! Ele fala pra mim enquanto estou segurando uma arma apontada pra minha cabeça.

-VAMOS ATIRA! VOCÊ SÓ TEM UM SEGUNDO LEMBRA? ENTÃO É TARDE DEMAIS.
A arma estava calibrada na roleta da Yakuza. Foi como nos chamamos por inverter. 6 balas de 7,uma chance.

Ele me incentiva. E eu grito de agonia e tenho 12,5 de chances de sair vivo. Aproximadamente.Estamos sentados na capota do seu carro em algum lugar que não parece mais ser seoul ou existir.
Empurro a arma mais pra cima e destravo.
Não consigo.
Ele pega a arma da minha mão e mira no próprio coração.

-Jiny? Um segundo. Ele fala sorrindo e aperta o gatilho.

Não fecho os olhos, olho no fundo da sua alma e não vejo o medo da morte. Vejo liberdade. Finalmente entendo o que ele tenta me dizer a muito tempo. Você está vivo agora mas escolhe se quer continuar. Você tem que fazer suas coisas em seus próprios termos. Negar a isso já é estar morto. Quando você aprender isso, então o mundo está aos seus pés, a vida é finalmente sua e a morte também.
A arma dá um clique. O barulho perfura meus ossos.
Ele está vivo.

- Eu te amo lembro de ter dito antes de beija-lo. Grudei nossos corpos e senti seu coração bater acelerado.

- O mundo é meu e eu sou seu. Ele sussurra depois de transarmos na capota do carro.

 

O antigo terminal de ônibus virou a boca oficial. Tudo que você imaginar pode encontrar aqui. Algumas pessoas ficam por dias alucinando ali dentro, algumas morrem e demoram a ser encontradas. O lugar é enorme. Dividido nos números das vias onde os diferentes ônibus passavam. O sistema é mais ou menos o mesmo agora. Depende do que você procura.

Vou até a sessão 17, uma das últimas. Continuo andando muito rápido, não posso tomar fôlego porque se não vou tentar fugir. Penso no dinheiro nos jeans e que perdi quando sai do prédio.
Desço as escadas sujas e escuto vozes, sempre tem gente alucinando ou gritando sobre alguma coisa. Parecem cadáveres. Todo mundo os chamam de zumbis.

Quando chego na base da escada reconheço um dos caras que vendia pro mino. Ele parece muito feliz em me ver.

- Eu sabia que você ia voltar paixão! Ele fala e me puxa pra um abraço. Parece um traficante de luxo e realmente é. É tão natural pra mim que nem percebo quando assumi a postura de antigamente. Sorrio provocativo, comprimento com um selinho.

- Eu estive ocupado por um tempo...

- Ficando limpo igual o pau no cu do Mino? Ele fala fazendo biquinho

- Aparentemente não falo cortando a conversa porque não quero mais pensar sobre o Mino hoje.

- Perfeição. Quer dizer, você está pronto pra se divertir hoje?

-Definitivamente. Sopro, apesar de que provavelmente eu deveria pegar alguma coisa e ir embora. É mais seguro e causa menos stress.

- Algum lugar em mente? Ele continua
- Ainda não desconverso mas não dou muito espaço pra ele me convidar. Percebo que estou com saudade de sair como antigamente mas sei que não deveria.
Ele põe o dedão nos meus lábios fazendo caminho e Jay invade seu espaço pessoal porque não sabe o que isso significa.

- Então você vem comigo. Ele fala.

 

Quando eu e o Mino terminamos definitivamente ninguém acreditou. Que ele iria ficar limpo (o que não ficou) e que não estávamos mais juntos. Isso até o Taehyun.
Nos meses que ele sumiu eu fui em mais festas do que quando estava com ele, a maioria o procurando. Passava dos limites mas de alguma forma saia ileso. As drogas,as coisas que eu quebrava e os lugares que destruía,Contas de hospital, tudo sumia.
Ele continuou pagando tudo pra mim e as melhores drogas chegavam na minha mão. Cortesia do Mino.

Primeiro eu fiquei puto, depois decidi ver quanto eu valia. Por fim enlouqueci. Então sumi. Por muito tempo de todos esses lugares, voltei pro subúrbio de onde eu pertenço e as drogas baratas. Voltei pra onde não precisava da cortesia do mundo do senhor Song Min Ho e do mundo que ele me prometeu.
Faz algum tempo mas não o bastante. Não o bastante pra mim esquecer e definitivamente não o suficiente pra não sentir saudade.

Jay entrelaça nossos dedos e me ajuda a terminar de descer. As outras pessoas me medem dos pés à cabeça e outras me cumprimentam com acenos de cabeça.

Descemos até a pista onde os ônibus partiam e agora serve como uma espécie de garagem pra carros roubados,de racha e qualquer coisa que você queira esconder e tenha dinheiro pra pagar.Ele me guia até seu carro, um modelo antigo e retrô, abrindo a porta pra mim.

- Onde você quer ir ? Ele pergunta. Não sei.

- Faz diferença? Pergunto e ele arranca pra fora. Os caras que servem como uma espécie de segurança abrem o portão pra gente sair.

- Está tão frio que você tá todo empacotado. Ele choraminga. Eu costumava ter uma filosofia de vida que consistia em quanto menos roupa melhor. Quase não dá pra ver o quanto você é lindo! diz colocando a mão nas minhas coxas, perto demais do meu pau.
Me sinto desconfortável com o toque e preciso de alguma coisa pra me amortecer. Preciso do que vim buscar.

- Podemos mudar isso... Falo ronronando. - Tem alguma coisa pra mim? Pergunto
Ele ri. Com cara de prepotente e o acho babaca.

- Quase achei que não ia pedir... Ele diz.
Tenho uma coisinha especial no meu bolso. Era um dos seus preferidos lembra?

-hmmmm...O que é ?olhando pros seus jeans. Quase me curvo pra pegar mas me contenho.

-25 B. Um especial. Importado.... É até encomenda! Ele fala sorrindo.

- mas você continua sendo prioridade. Tá nesse bolso aqui, ele solta o volante e dá uma batidinha do outro lado.
Parei de ouvir no NBOMe. Percebo ele sinalizando pro bolso e solto o cinto de segurança. Deito sobre suas pernas pra alcançar o bolso e sinto suas mãos em mim. Não me importo.
Pego um dos saquinhos no bolso com um desenho completo. O que peguei parece com o cosmos e já posso sentir um espasmo de antecipação.

Volto o corpo pro banco e arrasto os dedos pelos jeans e estou aceitando qualquer que seja a forma de pagamento que ele decida. Sim, estou desesperado a este ponto. Só percebo agora,mas estou.

- você pode ficar com um inteiro se quiser ele fala olhando pra minha mão

- e quanto eu te devo?

-esta noite. E provavelmente as 3 próximas. Enquanto você viajar. As festas nunca mais foram as mesmas sem vocês e meu sonho é penetrar você enquanto você alucina.

Ele fala simplesmente. Jay é extremamente direto em todo o tempo. O que torna conversar com ele quase agradável.
Abro o saquinho e destaco um pedaço, aprendi a administrar quase qualquer tipo de substância com o tempo. Se você faz da maneira correta a chance de não morrer aumenta e você pode criar uma viagem constante, por dias.

- Só pra lembrar que essa porra é extra forte.No estilo que você usava com o Mino quando estavam na ativa. Vai te derrubar. Ele fala simples e citar o mino parece natural na boca dele. Não tem impacto.
Coloco o quadrado na língua e passo pra baixo, pra esperar dissolver.
Ele olha pra mim enquanto faço e pergunto se quer um pedaço

-Estou trabalhando paixão.
Tiro o moletom porque sei que não vou precisar dele e não quero perder. Estou com uma camiseta de manga cumprida por baixo mas sinto frio. Jay conversa e ri normalmente e a sensação é que estávamos juntos ontem.
Quando ele para o carro percebo que é... Uma sauna.

Pulo pra fora do carro e ele entrelaça nossa mão outra vez o que me faz lembrar tanto o Mino que solto. Ele me olha e parece entender, seguro no seu braço ao invés.
Sou oficialmente propriedade do jay pelos próximos dias e não faz a menor diferença com quem esteja pra mim. Não faz mais. Entramos e dou um tranco. As luzes me deixam cego.

- Bem vindo de volta. Ele fala.

Muita gente me reconhece e me puxa pra pista de dança. Empurram copos na minha direção e eu bebo sem nem olhar, as cores me engolem. Sinto como se as paredes envolta se fechassem cada vez mais contra mim enquanto sou engolido. A sensação é de aparatar como em Harry Potter milhões de vezes sem parar. Meu corpo parece em um estado gasoso e sinto alguma coisa corroer meu sangue. A veia é o ar e eu sou o coração. Todas elas entram e saem, correndo pela minha pele. A música me faz flutuar. Danço enquanto as pessoas vão abrindo espaço pra mim, me sintonia mais acordado do que estive em muito tempo. Não sei onde o jay está mas ele vai me encontrar eventualmente.

Jogo a cabeça pra trás e parece que estou sendo içado por uma força sobrenatural, meu corpo estremasse em uma sensação de orgasmo mental. Me mexo lentamente e a sensação se amplia. Fraquejo de excitação. As cores se ordenando em padrões, como se fossem música.

Não paro de dançar. Não consigo. Penso que meu corpo estava preso à tempo demais e não quero nem encostar os pés no chão.Sinto sede e alguém sempre me arranja algo. Estou gritando algumas musicas e me curvando de rir com as pessoas. Seus rostos parecem estar borrados,mas são coloridos.
Muitas pessoas tentam me beijar e eu deixo. A sensação parece boa mas só por um tempo. Não quero me sentir forçado.
Quando o Jay volta meu cabelo está molhado e ele pergunta onde eu estava.

- Aqui. Dançando... Falo e enlaço ele pra uma dança sexy

- Por todo esse tempo? Ele pergunta

- Ué, você acabou de sair, praticamente. Respondo
Ele me encara estranho mas seu rosto parece bonito agora. As luzes giram e batem nos seus olhos que parecem Prismas de gelo. Refletindo.

- Você dropou quanto mais?

- Uns 2 ou 3... Porque???
Nada. Ele ri. Vem comigo. Estou finalmente de folga!!! Ele grita e não sei o que quer dizer mas parece animado.

Enlaço nossos dedos enquanto ele vai na frente abrindo caminho e sorrio pras pessoas que me chamam
Entramos em uma sala que parece mais fresca e sinto que estou molhado de suor.
Tem algumas pessoas sentadas confortavelmente em sofás e poltronas e me sinto muito cansado. Tão cansado que quase não consigo chegar lá.

Reconheço algumas caras mas não lembro o nome. Vejo a Jennie mas não vejo o Jiyong. Pensei que eles viviam grudados e me parece estranho.  Escuto alguém rir alto do outro lado e depois de encarar muito percebo que é o Seungri. O melhor homem desse continente.
Ele para de rir e me encara de volta fazendo a mesma cara que eu provavelmente fiz tentando focar seu rosto

-JINYYYYYYY???? AI CARALHO É ELE MESMO!!! Eu pensei que você tinha virado evangélico!

- QUE? pergunto enquanto as pessoas riem.

Dou um salto e vou do lado dele que me puxa pra um abraço e me faz sentar no seu colo. Ele parece tão bonito de perto que dou um selinho. Esqueci que sentia saudades dele até vê -lo de novo.

- Ele para de falar com seus discípulos e transforma meu selinho em um beijo avassalador e rápido. Fico querendo mais

- Espera, cadê o Mino? Ele pergunta e eu tenho vontade de socar a cara dele

- Não está aqui. Respondo e roubo mais um beijo
- isso é maravilhoso. Realmente incrível. Ele fala e se concentra em me beijar

- Você tá aqui a muito tempo? Porque não veio me ver antes?

- Eu tava com o Jay... Fiquei na pista de dança
Ele me empurra um copo e eu bebo em um só gole. Me passa outro e eu viro também. Estou com muita sede.
Minha cabeça começa a latejar e sinto as náuseas familiares. Pesco o desenho e dropo mais 1/4 e dou um pedaço na boca do outro.
Penso que alguma coisa parece errada porque os efeitos estão indo embora muito rápido.

Seungri me dá finalmente um pouco de atenção e eu monto no seu colo. Estou ficando excitado quando alguém interrompe. Alguma coisa urgente.
Ele vai embora mas me fala pra não desaparecer e ir na sua casa. A qualquer hora. -Qualquer hora mesmo. Por favor não esquece.
- Sem o mino ele acrescenta rindo
Antes de ir ele pega uma pílula lilás e joga o pó em um copo. Me entrega.

- Meu presente de boas vindas. Ele sussurra no meu ouvido e vai embora.
 


Notas Finais


Musica: https://www.youtube.com/watch?v=1qnV55LUFVM se bigbang criou a bad criou mesmo

Não foi dessa vez que o Jinhwan virou evangélico sjfdslsagk Eu tô rindo mas é serio. Jinan precisa de limites.


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