História Love You To Death - Capítulo 13


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Exibições 24
Palavras 1.816
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Ficção, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Este é oficialmente o ultimo antes de junhwan\/\/ não é promessa é verdade
xx

Capítulo 13 - Too Good


Minha cabeça lateja tanto que me acorda. Abro os olhos e contemplo um quarto agradavelmente escuro e tento absorver o que eu fiz pra chegar aqui. Meu corpo doí e parece que eu levei uma surra e depois fui atropelado,por um trem. A pior coisa de acordar, todos os dias, é a agonia.

Você sente como se tivesse que estar do lado de fora, batalhando por alguma coisa mas simplesmente não consegue sair da cama,abrir as cortinas ou sair de casa. Essa é a batalha mais difícil mas a maioria das pessoas o faz automático. Na verdade, quanto mais durmo mais triste acordo. Então a insônia me impede de entrar em colapso todos dias e continuar me arrastando. Se não fosse por ela acordaria chorando. Como agora. Gostaria que meu cérebro fraco apagasse as situações traumáticas como sempre, mas hoje quando eu mais preciso, ironicamente lembro de tudo. Uma onda de saudade me sufoca. São lágrimas silenciosas que molham o travesseiro e entopem meu nariz. Faz minha cabeça latejar mais ainda e me encolho de aflição. Não tenho disposição pra isso.

Serro os dentes e aperto os olhos mas a dor de cabeça aumenta. rolo pra ponta da cama e estou prestes a pular pra fora, pra tomar um banho gelado ou colocar fogo no meu corpo quando percebo que o Junhoe está dormindo no chão, pesado e de bruços. Seu rosto parece abatido e seus sonhos parecem inquietos.Como se tivesse tento pesadelos e como se já fosse acostumado com eles. Ele dorme com a boca aberta e está provavelmente babando. Minha cabeça continua pulsando mas tento me concentrar no movimento do seu corpo, que inspira e expira profundamente. Conto os segundos enquanto ele o faz. Deixo meu braço escorregar pra fora e a ponta dos meus dedos tocam seus cabelos. Ele está virado meio de lado, abraçando o travesseiro,sua testa franzindo as vezes e quase posso acompanhar seus pesadelos.

Enquanto ele respira, eu conto e meus dedos deslizam na mesma sintonia por seus cabelos me distraindo. Fico assim,contando suas respirações, tentando afugentar seus pesadelos até que sinto meus ouvidos desentupirem e depois um lado do nariz. Mesmo conseguindo respira um pouco melhor as lágrimas continuam escorrendo quase casualmente, me avisando que por mais que eu tente ignorar isso vou ter que atravessar um pouco da dor acumulada porque o que aconteceu foi demais. Não com o Jay, honestamente não me parece muito ruim, pior que geralmente,mas com o Mino.

Engulo em seco e fungo,tento adivinhar o que June está sonhando e porque ele está dormindo no chão se a casa é dele. Penso se ele consegue lutar com seus demonios melhor do que eu e se ele sente essa agônia que engulo a todo tempo. Gostaria de saber o que é dormir, lividamente e sem peso. E acordar sem me sentir compactado,como se o espaço diminuísse a cada segundo.

Tenho vontade de chorar pelos meus bons sonhos e as lembranças e tudo que eu poderia ter sido ou que ainda posso ser apesar de os dias escaparem pelos meus dedos e eu não tenho previsão de encontrar a saída desse labirinto. Não posso saber se o que sobrevivem comigo são reais ou não.Se são compensações do meu cérebro tentando me dar motivos pra não enlouquecer ou cortar os pulsos. De qualquer forma os aceito,não posso acreditar neles mas os aceito, como algum tipo de guia e peso pra minha alma não sair voando.Não conheço nenhuma forma de sobreviver a não ser essa.

 Quando já estou na respiração de 36.874 paro. volto meu braço e fico estirado em cruz. Levanto a cabeça suavemente e vejo nuances de vermelho enquanto ela lateja. Passo os olhos pelo quarto porque tenho uma sensação de estar pairando sobre o caos apesar de tudo. Como se ele não pudesse me alcançar aqui.Não completamente.Pareço estar protegido sob uma aura especial.
 

Analiso a fortaleza.Na minha frente tem uma mesa grande de estudos, com livros e post its organizados colados na parede encima. Do lado esquerdo, um pouco mais afastado, tem uma porta de correr fundida na parece, o que parece ser o closet e do lado uma porta que espero ser o banheiro. Então na outra parede de frente pra porta principal cortinas.Imagino janelas enormes com vista pra piscina e penso em como a mármore reflete na água, como da vez que viemos buscar ele e a visão deve ser incrível daqui de cima. Penso que parece ser isoladamente lindo. Tenho certeza que ele sobe no telhado e provavelmente deve ter um telescópio gigante.Um santuário pras estrelas. Lembro de como antigamente ele era fissurado por elas. Gostaria de poder ver alguma noite.Me estico um pouco porque parece uma especie de mural entre as duas janelas, a do telhado e a da piscina com fotográficas. suspiro um sorriso porque gosto do que vejo.

Passo as mãos pelo rosto e me sinto pegajoso.Esfrego os olhos e sinto a pele sensível e ardendo em carne viva. O desespero de acabar de acordar passa,então minhas lágrimas secam.Meu corpo dolorido pede por um banho. 

Tento descer da cama o mais silenciosamente que posso mas os poucos sentimetros que pulei pro chão fazem minha cabeça ameaçar a explodir e sinto uma espécie de cãibra com o impacto me fazendo tropeçar no outro. Penso que ele vai acordar com um susto e cheio de mal humor como de costume mas ele nem se mexe. O cobertor enrosca no meu pé e corro pra cobrir ele de novo. Minha visão turva enquanto tropeço pro banheiro. Não ascendo a luz mas de qualquer forma luz de fora invade o quarto e me pergunto que horas ou que dia é hoje. Tem um espelho na pia mas eu fecho os olhos pra ele. Abro o chuveiro e água gelada cai no meu rosto e eu entrego minhas terminações nervosas pra sensação.Sinto como se fumaça saísse da minha cabeça, tamanho o alívio e meu corpo, mesmo com a sensação de ter levado uma surra relaxa. Banho gelado foi feito pra me dar alguma qualidade de vida.

Esfrego meu corpo compulsivamente e só paro quando sinto a pele formigar.Quero me sentir limpo. Quando saio enrolado em um roupão muito confortável Junhoe ainda está dormindo mesmo depois de eu passar horas no chuveiro então procuro por alguma roupa no closet de hanna montana dele. Dá pra entrar no armário! A organização é maniaca-compulsiva com tags nas sessões e em segundos estou vestido com roupas que eu já o vi vestido antes por parecerem confortáveis e simplesmente por ele ter um estilo bonito.

Sento na cadeira confortável/desconfortável mas como previ não gosto dela. Vou até a janela e puxo a cortina um pouco,e constato o que imaginei. A piscina fica literalmente abaixo do quarto e dá pra ver o jardim. Arvores velhas e gigantes protege minha visão das outras casas, apesar de elas serem afastadas, parece como um pedaço de terra que foi roubado de shangri la. O dia mesmo cinza reluz sobre  piscina e sobre o jardim. As árvores parecem como uma cerca protetora. Penso na Hanbyun ou no Mini Harry aqui. Se os disser que as fadas moram aqui eles acreditam e não me surpreenderia se as encontrasse. O dinheiro compra nossos paraísos artificiais. Olho pro mural e parece como se fosse uma wishlist. As fotos são lindas mas parecem tiradas do pinterest ou de cartões postais. Estão sobrepostas umas sobre as outras presas com alfinetes coloridos e parecem tantas que talvez cubram o mundo inteiro. Penso que ele pode ir a todos estes lugares e muito provavelmente vai. Me sinto arrebatado.

Eventualmente volto pra cama mas mudo de ideia. Pego um travesseiro e deito no chão com ele. Fico admirada de como uma pessoa pode dormir tanto assim sem acordar nenhuma vez. Seu rosto continua virado na direção da cama então encaro suas costas. Me sinto agitado então volto a contar suas respirações.Minha mente viajando inevitavelmente pro Mino. Não posso evitar. Não penso sobre agora, penso sobre antes.Em como eu me sentia e em como acabou.O porquê acabou. Em quando ele chorou aos meus pés e me pediu pra voltar, que eu não podia mais quebrar seu coração porque não tinha mais nada pra ser quebrado mas eu fui embora mesmo assim. Penso na nossa dependência e em como ele estava morrendo comigo.
Taehyun o salvou e deu pra ele um amor limpo. Eu sempre pensei que ele nunca precisaria de um chão mas aparentemente suas asas estavam quebradas e ele não conseguia mais voar. Taehyun o levou pra longe e o curou. Colou os pedaços de volta um por um e ele parece inteiro agora,mas eu senti. Eu vi nos seus olhos o que eu já sabia que nosso amor ou seja lá o que foi não morreu e talvez nunca vá. Mesmo quando esse ano acabar, e ele for pra faculdade com o outro e mesmo se eles casarem ou se ele estiver com outra pessoa ainda vai existir.

 Mas não posso perdê-lo completamente, não agora.Não estou pronto pra passar muito tempo sem pelo menos o ver de longe, o ver com outro.Com o meu melhor amigo.Então continuo destruído e eles continuam na minha vida. Eu os vejo por toda parte.Falei que aguentava. Pedi pra ele não ir embora quando ele voltou depois de 3 meses fora. Implorei que ficasse por perto. Não pedi que voltasse pra mim, só pedi que existisse por perto,o que foi a coisa mais forte que fiz na vida,pedi pelo menos por mais um tempo. Lembro que segurei minhas lágrimas com tanta força que parecia que estava morrendo. Quando ele foi embora não comia e não dormia.Vegetava de festa em festa sugando todo tipo de droga e bebida pro vortéx no meu corpo tentando me amortecer.Estava desintegrando.Quando ele voltou eu prometi que ia me curar também, ia fazer por mim mesmo mas ele não podia desaparecer. Ele prometeu também.

Nunca pude cumprir uma promessa na minha vida até agora e continua contando. Engulo o bolor e minha cabeça volta a latejar suavemente. Fungo e percebo meus dedos no cabelo do June de novo, tiro. 

Levanto e preciso ir embora. Preciso voltar e curar. Não quero interferir na vida do Mino assim de novo, o Taehyun não merece.Olho pro June e tenho medo de o estar sugando pro meu caos e eu não posso fazer isso com ele, não com ele porque ele é precioso demais, parece como um prisma e eu não consigo segurar sem cair. Mesmo me sentindo salvo, eu preciso voltar. Pego um post it e escrevo:

Quando todas as luzes se apagam você é como um farol pra mim. Eu não sei o que significa, mas sei que é importante. Que você é real. Obrigado por me ajudar a respirar todos os dias...
J

Colo o post it na parede da cama e recolho meus tênis. Fecho a porta suavemente e vou embora. 
 


Notas Finais




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