História Love You To Death - Capítulo 8


Escrita por: ~

Exibições 25
Palavras 3.437
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Ficção, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Eu sei que não tem nada a ver com a fanfic mas como eu sou ikonic tanto quanto inner circle e meu bias é o Taehyun eu gostaria de pedir pra mandarem mensagens positivas pra ele como apoio por ele estar com depressão porque é uma batalhe que você vence diariamente.
#AlwaysHereForNamTaehyun
♥♥

Capítulo 8 - Trouble


Acordo com a cabeça latejando tanto que parece que vai explodir. Sinto um cheiro azedo e abro os olhos. Encontro devastação ao meu redor. Piscar piora minha dor de cabeça,então fecho os olhos de novo. Meu corpo é um ponto de interrogação de dor. Começo o processo de mexer parte por parte do corpo pra sentir se tem alguma coisa quebrada. Minhas costas parecem ruins mas provavelmente só estão machucadas. Não quero chamar ninguém pra me ajudar mas não sei se consigo me levantar. O claro que vem da janela me dá vontade de chorar de agonia. Fico estirado por horas criando coragem.

Uma vez que eu levantar vou ter que limpar tudo isso e tentar tratar das minhas costas. Prometo pra mim que contando que eu levante agora posso cuidar dos machucados primeiro e procurar algum analgésico. Prometo morfina. Sei que não tenho mas preciso levantar. Se eu conseguir levantar estão vai estar tudo bem. Absorvo o silêncio e sei que estou sozinho. Hyung não vai voltar em pelo menos alguns dias. Espero que ele vá trabalhar e não fique em algum bar. Se ele perder o trabalho perde tudo. Enlouquece completamente.

Levanto de supetão de uma vez e sufoco um grito. Minha barriga dói tanto que parece que alguma coisa estourou dentro de mim e me arrasto curvado pro meu quarto. Dói tanto que quando chego na minha cama estou suado. Deito devagar e puxo um cobertor sobre o corpo. Ainda estou com os tênis. Não consigo mais nem abrir os olhos. Desmaio de dor.

Acordo com o celular tocando mas deixo cair na caixa postal. Estou encolhido de um jeito que meu corpo não dói. Penso que vou ficar assim pra sempre. Respiro devagar, voltando a dormir porque minha cabeça continua latejando, mas estou com sede.
Durmo pesado e sonho diversas vezes que estou caindo. Minha mente cansada não me deixa acordar por mais de alguns minutos. Quando finalmente acordo não estou me sentindo melhor mas tenho coragem suficiente pra mexer o corpo. Vou até o banheiro pegar o kit de primeiros socorros e procuro uma faixa pra enrolar envolta da barriga. Faço sozinho da melhor forma que consigo. Olho meu reflexo no espelho e meu rosto parece detonado. Um olho roxo, ponte do nariz cortada e meu rosto parece inchado. As bolsas dos olhos inchadas e vermelhas.

Por mais que durma só posso absorver cansaço. Enfio a cabeça de baixo da pia pra lavar o sangue e bebo água. Pisoteio os cacos de vidro e as coisas quebradas voltando pro quarto. Se eu me abaixar pra limpar isso não levanto nunca mais. Resolvo deixar assim porque o hyung não voltou hoje então provavelmente não vai voltar amanhã. Procuro uns comprimidos de dor que eu roubei do donghyuk e tomo 2. Experimento sentar na cama devagar. Sei que nada está quebrado,mas minhas costas doem tanto que quero chorar. Não faço. Peço desculpas pros meus pais e prometo ser melhor. Vou arrumar um emprego e sair de casa, vou dar paz pro meu irmão de alguma forma. Ele vai poder cuidar de si mesmo. Vai aprender a curar.
Quando acordo de novo sinto que já é outro dia e consequentemente tem escola. Não levanto. As horas se arrastam e o celular apita com mensagens. Não olho.
Viro pro outro lado e durmo mais um pouco. Acordo porque sinto alguém em casa, escuto o barulho dos vidros sendo recolhidos. Levanto pra ver porque pode ser o Bobby depois de tentar todas as combinações do mundo ou o Hanbin que convenceu o porteiro abrir a porta  mas é o hyung. Ele está sóbrio e com o uniforme da polícia. Vejo a arma no cobre. Encosto na parede e olho pra ele sentindo mais dor agora vendo ele assim, limpando. Quase posso sentir ele se perguntando se não foi longe demais, se estou bem. Gostaria ter conseguido limpar ontem pra ele não precisar fazer isso e pensar que estou bem porque estou. Tenho sono acumulado de anos por isso eu dormi por tanto tempo. Mas estou inteiro.

Ele sente minha presença e vira na minha direção avaliando os estragos. Estou curvado e com a mão no estômago mas tiro rapidamente e fico ereto. Pontinhos vermelhos piscam na minha visão enquanto tento sorrir um pouco. Deve parecer uma careta ou um pedido de ajuda porque ele se aproxima bem a tempo de me amparar. Eu o abraço. Sei que não tenho o direito mais o faço mesmo assim. Digo pra mim mesmo que é pra ele se sentir melhor mas o abraço por mim. O abraço pedindo perdão pros nossos pais porque causo sofrimento até depois das suas mortes.

Seguro o choro mordendo os lábios com força e o aperto firme. Querendo dizer que está tudo bem porque ainda estamos vivos. Ele retribui e passa as mãos pelos meus cabelos como quando ele fazia quando eu era mais novo. Mesmo sendo minha culpa eu ainda chorava. Dias e noites sem parar e ele ficava horas me confortando, alisando meus cabelos enquanto engolia o choro, abandonada a escola e me criava. Não consigo aguentar a lembrança e choro no ombro dele molhando o uniforme. Ele não diz nada mas continua me confortando e praticamente segurando todo meu peso.

Ficamos assim por muito tempo até que ele me arrasta de volta pro meu quarto e me coloca na cama. Puxa os tênis dos meus pés e me cobre até o pescoço.

- você tem que colocar gelo sobre isso. Ele fala apático e sai pra pegar. Não consigo parar de chorar e me sinto com 11 anos de novo. Ele volta e coloca a bolsa sob meu olho esquerdo. Coloca a mão sobre a minha barriga e eu me retraio. Ele puxa o cobertor pra levantar minha camisa mas eu o detenho. Não quero que veja todos os hematomas os de agora e antes e sinta como se fosse sua culpa,como se eu não merecesse.

- Eu estou bem. Falo. Ele assente e tira as mãos porque em algum momento nos perdemos e não temos mais o direito de fazer muito mais um pelo outro.

Ele olha em volta e vê os comprimidos jogados perto do travesseiro. Eu sei que ele sabe que são ilegais. Que são pra dor. Ele pega o vidrinho laranja e balança, abre e tira dois comprimidos. Coloca na minha boca e eu engulo. Ele me cobre de novo e me olha triste eu retribuo o olhar respondendo a mesma tristeza e ele vira as costas. Fecha a porta do meu quarto. Ouço ele terminar de limpar e então silêncio. Cochilo porque meus olhos ficaram pesados de chorar e os comprimidos me dão sono. Minha barriga dói de desconforto e fome. Não como desde a casa do Harry.

Meu corpo começa o processo de se curar e quando não aguento mais de fome reúno forças pra levantar e tentar conseguir preparar pelo menos rámen.
Saio do quarto e a casa parece limpa e em ordem de novo, então lembro do hyung. Queria que ele conseguisse parar de cuidar de mim, mas ele não pode. E eu não consigo ir embora.Não ainda mais vou. Eu vou deixar ele ter uma boa vida e comer bem. Encontrar uma mulher e parar de beber tanto. Vou assim que o último ano da escola acabar. E enquanto vou pra cozinha preparar ramém vejo um post it na geladeira.

- tem comida nos potinhos. Fico olhando pra mensagem por muito tempo antes de abrir a geladeira. Enquanto esquento o arroz e a sopa penso em como vou estudar o suficiente pra entrar em uma universidade e trabalhar ao mesmo tempo. Talvez a mãe do Jiwon precise de ajuda ou conheça alguém pra me empregar a noite.

Como em silêncio e mastigo devagar, sobrecarregado. Sei que não vou dormir tanto assim até a próxima vez que o hyung ficar mal assim de novo e penso que na próxima vez deveria fazer um trabalho melhor pra ele não precisar se preocupar tanto. Procuro pelos meus livros e começo a estudar. Recebo mensagens de praticamente todo mundo e respondo que está tudo bem que amanhã eu vou pra escola. O celular desliga antes que eu possa responder uma mensagem do Yunhyeong perguntando se eu estou com o Junhoe.
Coloco o celular pra carregar e penso que provavelmente o outro deve estar em alguma festa e que vai aparecer em breve. Geralmente ele some por dias e não dá nenhum sinal de vida. Seu estado natural é rodar por aí ficar chapado e transar com o máximo de pessoas possíveis.

Me concentro nos livros e pego blocos de post it pra fazer anotações. Estudo noite a dentro regado de café. O despertador apita e eu ainda estou acordado. Tomo um banho quente pra lavar os últimos dois dias e coloco o uniforme. Não fico analisando os hematomas no espelho porque sei que estão feios. Minha barriga ainda doi e eu espero que não seja nada grave. Porque não tenho dinheiro pro hospital. Recolho os livros e faço um copo de ramen pra tomar café. Vou tratar meu estômago bem pra curar de dentro pra fora.

Tirando meu rosto me sinto bem. O olho não está mais inchado graças às bolsas de gelo que segurei durante a madrugada mas assumiu um tom de roxo escuro. Na ponte do meu nariz tem um machucado aberto que cubro com band aid e o resto não tem muito o que fazer sobre. Saio de casa e minha imagem foi arruinada outra vez mas mesmo assim espero o elevador. As pessoas olham pra mim com expressões curiosas e algumas com pena. Coloco os fones pra não ouvir eles sussurram.

Quando o elevador abre o Hanbin está dentro e horror reflete sobre os seus olhos. Ele me puxa pra dentro com força e eu reclamo de dor, ele automaticamente me pede desculpas e começa a me analisar. Devo parecer mais acabado do que pensei enquanto ele esquece de manter distância e me abraça. As pessoas no elevador olham mas não dizem nada. Saímos do elevador e ele continua segurando minha mão. Vamos pro ponto de ônibus e ele quer me carregar nas costas. Quase aceito por preguiça de andar mas não gosto da ideia de abusar do garoto então recuso. Ele me conduz pela mão até o ponto de ônibus e senta ao meu lado. Não pergunta porque sabe o que aconteceu

-você está realmente bem? Ele continua. Não está doendo em nenhum lugar? Se tiver minha mãe pode dar uma olhada... Ele fala agoniado e eu dou tapinhas nas costas dele o tranquilizando.

-já houve vezes piores. Eu falo pra ele sorrindo mas ele interpreta como se fosse choro e me abraça de novo.
Eu o afasto mas deito no seu ombro enquanto o ônibus passa pelas ruas, fecho os olhos pra ter a sensação de dormir antes de entrar na escola apesar de não sentir sono. Ele passa os braços envolta de mim e eu cochilo por 15 minutos exatamente. Até meu celular começar a cantar me assustando.

Descemos do ônibus e todo mundo começa a me encarar. Não me incomodo. mas quando ouço o Bobby gritar e correr em minha direção me preparo psicologicamente

-Jiny, jiny, jiny o que aconteceu???? Eu te liguei tanto que sua caixa postal ficou lotada e me desesperei. Senti meu coração apertar quando você não veio ontem. Só não fui na sua casa porque o Hanbin falou que ia mas ele (pausa pra bater no Hanbin) mentiu pra mim e falou que você estava bem, que tinha perdido a hora. Ele continua a falar sem respirar e me dá um abraço apertado. Sinto minhas costelas estalarem em protesto mas dou tapinhas nas suas costas pra fazer ele me soltar o mais rápido possível.

- Tá tudo bem ok? Agora me solta e anda.

- Sua cara tá toda ferrada. Ottoke, ottoke, ottoke???

- Para de choramingar Barbie. O Hanbin da um peteleco na cabeça do outro e eles começam uma espécie de briga que parece mais como se estivessem se pegando e eu tenho que separá-los. Entramos na escola e vamos pra sala com os dois andando do meu lado como se fossem a porra de seguranças. Me sinto protegido.

Entramos na sala e todo mundo parou de falar me seguindo com os olhos até eu me sentar. O Yunhy saiu de uma rodinha e veio falar comigo

- Que porra aconteceu com a sua cara?? Ele pergunta

-Bati na porta respondo sarcástico

-Você não estava com o june?

-Porque eu estaria com ele?

- Sei lá, ultimamente vocês parecem mais próximos.

-Não vi ele desde a casa do Harry. Ele ainda não apareceu?

-O que você acha?

- Natural? Junhoe aparece por uma semana e some por um mês.

- Porque ele some mas eu sei exatamente onde ele está. Na maioria das vezes ele está na minha casa dormindo e secando a geladeira.

Ele me olha ainda preocupado e aperta meu ombro. O que eu mais gosto sobre ele é que ele respeita à privacidade alheia. Somos amigos e ele fica realmente preocupado quando alguém some mas quando aparecemos ou quando eu apareço depois de ter levado uma surra ele não pergunta. Espera pra saber se a pessoa quer contar ou não. Ao contrário do Donghyuk que quando me viu fez um mini escandÂlo falando que ia pegar quem fez isso comigo. Quando o Bobby falou que foi meu irmão ele sentou e calou a boca mas pegou meu caderno e começou a copiar por mim.

As aulas correm como sempre, ninguém parece muito impressionado com a minha situação já que não é a primeira nem a 10 vez então seguimos o curso como se nada tivesse acontecido. O Bobby e o Donghyuk são os únicos preocupados que ficam se doendo a cada passo que eu dou. Yunhy foi mais util e me comprou remédios quando viu eu colocando a mão na barriga. Bobby e Dong jogam mais comida na minha bandeja o que eu como de bom grado falando que eles me tratam bem e que vou melhorar rápido graças a eles. Bobby estufa os peitos e fica muito orgulhoso de si mesmo dando um sorriso com o rosto inteiro que é a coisa mais adorável que eu já vi na vida. Estamos voltando pra casa e ele carrega minha mochila falando que vai ajudar a mãe com as entregas de frango e que vai levar Ddeokbokki  pra mim.
Eu dou um abraço nele e faço uma explosão de aegyo em agradecimento. Lembro que tenho que perguntar sobre um emprego.

-Bobbynah você não acha que sua mãe talvez precise de algum funcionário? Eu preciso arrumar um emprego.

- E a faculdade?

- Eu vou me esforçar também. Tenho confiança que posso fazer os dois.

- Tem certeza que é uma boa ideia? Se o seu hyung não quer mais te dar comida eu posso levar pra você. Jiny como você vai pra faculdade? Você prometeu pra sua ommani e ...

- Eu sei. Mas eu preciso ir embora também. Não posso ficar com o hyung pra sempre enquanto ele bebe até morrer. Eu preciso ir embora pra que ele possa parar de reviver as coisas ruins toda vez que olha pra mim. Falo cabisbaixo e ele assente.

É agora que todas as coisas acontecem. Penso, sem segundas chances. Eu preciso achar meu caminho porque não posso mais correr cego.

Vou pra casa pensando. Vou me debruçar sobre os livros também, como todo mudo por 16 horas e ainda não pode ser o bastante. Não me parece que alguém tem tempo pra sonhar com alguma coisa enquanto isso. Talvez se tivesse algum talento ou interesse por artes poderia fazer alguma coisa a mais. Penso em profissões exóticas. Vou ser biólogo marinho ou fotógrafo. Vou fazer alguma coisa que possa respirar, mas talvez não. Talvez eu não possa fazer tudo isso. Gostaria de poder salvar pessoas o suficiente pra compensar minha ficha criminal mas acho ridículo. Não tenho confiança de que poderia ser médico. Poderia ser paramédico ou bombeiro. Mas sei que preciso ganhar dinheiro. Tenho muitas dividas a pagar.

Enquanto a semana avança meus machucados progridem também é no fim da semana não tenho mais dor nas costas e o que parecia estourado no meu estômago já parece ter se fechado.

 

Junhoe apareceu no final da semana e ainda parecia meio chapado pra mim. Ele estava com o Mino squad do lado que lhe corresponde da cidade e eu penso que diabo ele ainda está fazendo aqui. Penso que eu vivia daquele lado também e que as pessoas sabem como se divertir. Você vai de 1 a 1000 muito rápido e quando percebe já está sem limites. É perigoso porque você dificilmente consegue parar e voltar. Rumos consegui,espero que o June consiga. Talvez sim. Ele evoluiu de rico pra super rico mas continua basicamente o mesmo. Ele fala que não consegue respirar o ar rarefeito de cima e eu silenciosamente o desejo que ele não se engasgue com a poluição. De qualquer forma ele parece ter um plano a longo prazo e por mais que desapareça não parece totalmente perdido. Consegue alcançar a matéria e se manter acima da média até. Bastardo inteligente e cuzão.

Ele é engraçado e geralmente seu jeito rabugento é espirituoso o que me faz sentir bem na maioria das vezes. Estamos nós mesmos grupo de estudos e ele monta um cronograma onde basicamente estudamos quase o mesmo tempo mas ainda saímos pra festas. Nas suas contagens não está escrito que hora exatamente está separado pra dormir e ele diz que a escolha é livre.

-Quando você sentir vontade! Ele responde como se a questionar seu cronograma fosse uma coisa absurda.  -Afinal de contas somos seres humanos. Precisamos viver primeiro pra nós matar.

No começo todo mundo acha ridículo mas ele introduz bebida em algumas aulas o que ironicamente está aumentando nosso rendimento. Quando desmaiamos sobre os livros na casa de alguém ainda somos bem alimentados. Não me surpreende que o menino Junhoe seja um gênio. Do tipo convencido e geralmente chato mas um gênio.

 

Eu pergunto pra ele o que ele quer fazer e se vai fazer faculdade quando estamos sentados no bar perto da minha vizinhança onde a noona vende bebida pra qualquer um basicamente.

Estamos comendo encolhidos porque está frio. Mas estamos nos divertindo, respirando fora do alcance dos livros depois de muito tempo. Preferimos estar aqui a dormir porque eventualmente a gente começa a enlouquecer na prisão que nos próprios criamos.Eu vi a Lisa chorando com a Ah Reun ontem e dei a ideia de virmos aqui. Eu mesmo não consigo ficar preso lá dentro muito tempo. E de todo mundo deveria estar o mais desesperado.

- Eu não sei, talvez viajar. Encontrar alguma coisa que eu queria fazer com o tempo. Contando que eu coma e viva bem é o suficiente. Ele fala como se tivesse refletindo sobre isso pela primeira vez.

Vejo a ideia se formando nos seus olhos e me sinto aquecido, sorrio pra ele concordando. Queria fazer o mesmo, de alguma forma achar alguma coisa que eu verdadeiramente goste. Mas eu fiz uma promessa que foi selada com sangue e eu tenho muitas coisas pra pagar antes de pensar em mim. Eu sinto um gosto amargo e tomo uma dose. O clima é confortável e estamos rindo, o alívio é visível. Até o Harry veio com a gente, ele e o chanwoo nos acompanha na maior parte do grupo de estudos. Eles querem fazer algum tipo de engenharia difícil e parar pra escutar eles falar sobre isso me dá aflição.

Olho pra eles que estão com o rosto corado de rir do Junhoe que está uivando porque a comida está muito apimentada. Literalmente uivando.

-AAAAH Sinceramente! Tão barulhento... Eu reclamo porque ele está sentado do meu lado gritando diretamente no meu ouvido.
Ele vira a cara na minha direção com a boca aberta tentando falar alguma coisa e eu viro a cara dele pra longe.

Não quero ir embora hoje, não consigo ficar nem mais um segundo trancado dentro de alguma caixa. Então quando todo mundo se despede e eu me certifico que vão dar carona pro Bobby que bebeu e dormiu não vou em direção a minha casa. Vou em direção contrária inspirando o ar gelado sentindo o amargo do álcool na garganta e um bolor, como se o mundo estivesse me engolindo enquanto eu penso se quero lutar pra chegar em algum lugar que eu não quero realmente ir ou se fico parado esperando ele me digerir.


Notas Finais


música: https://www.youtube.com/watch?v=kcASPx3-HuI
A maneira do Jiny ver o mundo é realmente muito triste e espero que o amor cure ele no final.
Athena
♥♥


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