História Loved at the Wrong Time - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Incesto, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oie, gente! Muuuuuito obrigada pelos comentários no capítulo anterior, vocês são umas fofas!
E desculpem pela confusao que é a fic, com esses flashbacks e tudo mais, mas é que isso é realmente necessário para a história. Estão gostando, o que acham que pode acontecer ou melhorar? Me digam, mesmo que por mensagem. Eu fico muito feliz com o carinho de vocês.
Chega de papo, boa leitura.

Capítulo 2 - Our first kiss


(Clarissa's Point of View)

Nova York, Atualmente - 2015

 

Minha amiga, Isabelle Lightwood, daria uma festa essa noite. Desde sempre, a primeira festa depois do verão sempre era a dela. Tínhamos acabado de voltar do shopping e ela me deixou em casa, sendo que meu carro estava no conserto por causa do idiota do meu meio-irmão. Subi as escadas, passando pela sala vazia, e por falar nele, ali estava, apoiado no batente da própria porta ao ouvir o barulho dos meus saltos estalando contra o chão.  

Sebastian Morgenstern sorriu.  

— Olá, sis.  

— Ah, nem vem, Sebastian. - o empurrei quando ele se aproximou de mim. O mesmo deu risada, seguindo-me pelo corredor até o meu quarto. - Estou de mal de você, lembra?  

— Eu já pedi desculpas por bater o seu carro um milhão de vezes, C. - ele falou, divertido, usando um apelido pelo qual algumas pessoas me chamavam, entrando sem permissão no meu quarto e se jogando na cama.  

Eu retirava as roupas que comprara mais cedo das sacolas e guardava outras coisas no closet.  

— O que você acha desse, hein? - reapareci no quarto, mostrando para Sebastian um vestido que comprara.  

Ele sorriu, malicioso:  

— Quer mesmo uma resposta sincera?  

Eu revirei os olhos, bufando e voltando ao closet para guardar o vestido.  

— Você é insuportável.  

Ainda ouvi sua risada antes que a porta batesse e eu soubesse que ele tinha saído.  

— Eu sei. - falou.  

 

*** 

 

— Sabe que o Herondale vai estar lá, não sabe?  

— Qual deles? - perguntei, sorrindo docemente para Sebastian, fingindo mal me importar com o que era dito.  

Estávamos no carro dele, e ele tinha acabado de parar num sinal vermelho.  

— O Jace. - falou. - Ele voltou da Califórnia ontem.  

— Como você está antenado nas notícias. - ri, zombando dele - Poderia ter escolhido Jornalismo ao invés de Direito, né?  

— Só estava alertando você. - respondeu, indiferente.  

— Bem, obrigada, mas eu já fui alertada. Caso não saiba, a anfitriã da festa é uma das minhas melhores amigas. - respondi, me desencostando no banco e alcançando o celular que apitava milhares de mensagens. Não chequei nenhuma.  

— Quer carona de volta? Porque eu acho que vou beber. - falou ele.  

— Eu dirijo seu carro. - eu disse, e recebi um olhar significativo - Não vou bate-lo como você fez com o meu bebê.  

— Pois saiba que sua mãe ficou feliz quando eu bati seu Porsche, pois agora que ele está no conserto você não pode dirigir. - ele riu - E ela está totalmente contra nós ficarmos dirigindo, principalmente depois das festas já que voltamos bêbados. 

— Ah, e as opções são o que? Metrô? Ou andar de limusine como ela? - dei risada - Sério, mamãe é louca.  

— Onde eles foram, aliás? Não estavam em casa o dia todo. 

— Eu vou lá saber, voltei tarde ontem, quase não falei com ela. - peguei um cigarro na bolsa e o acendi, oferecendo-o a Sebastian depois de tragar. Se mamãe visse isso, eu estaria morta.  

— Chegamos. - cantarolei alegremente alguns minutos depois de enfrentarmos o trânsito. O apartamento de Izzy era pertinho, mas ainda sim a trânsito de Nova York conseguia fazer com que parecesse longe demais. Saí do carro, esperando do lado de fora do enorme prédio enquanto Sebastian manobrava o carro. De lá de dentro avistei Maia, e corri até ela.  

— Amiga! Quanto tempo! - ela disse, me abraçando.  

— Ah, você voltou de viagem e nem apareceu lá em casa. - falei. - Só pensa no Jordan, esqueceu das amigas.  

— É que a gente tá começando a se acostumar com a ideia de morar junto, você sabe... Aliás, estou procurando ele, você o viu?  

— Não, acabei de chegar. Estou esperando o Sebs estacionar o carro. - expliquei.  

Maia foi uma das minhas melhores amigas quando cheguei em Nova York. Acho que não expliquei essa história. Bem, eu morava com o meu pai, Lucian Graymark, em Londres, porque minha mãe é insuportável. Aí eles decidiram que seria melhor eu vir para Nova York e morar com ela, já que meu pai começara um emprego novo e o mesmo exigia que ele viajasse muito e minha mãe estava se casando mais uma vez, agora com Valentim Morgenstern, pai do Sebastian. Então foi o que eu fiz, e até hoje nós quatro somos a família perfeita que mora na cobertura de um dos prédios mais caros do Upper East Side. Depois de um tempo acabei fazendo amizade com todos os amigos do Sebastian e hoje já me sinto em casa depois de cinco anos em Nova York.  

— Jordan está com Simon. - Sebastian apareceu, respondendo a pergunta de Maia. - Tinham saído para comprar mais bebidas, encontrei com eles na rua do lado.  

— Ai, obrigada Sebs. - agradeceu Maia, saindo.  

— Izzy deve estar histérica, se já estão acabando as bebidas. - comentei, rindo, imaginando a situação do apartamento.  

Iz não morava mais com os pais dela, morava com o irmão um ano mais velho, Alec, que namorava Magnus. Os dois eram muito amigos meus, provavelmente estariam aí também, embora tenham voltado recentemente de viagem. Quando chegamos ao andar de Izzy, a música alta invadiu nossos ouvidos no instante seguinte. Eu e Sebastian caminhamos até a porta aberta, passando por gente conhecida que nos cumprimentava e ao entrar no apartamento, seguindo um para cada lado. Encontrei Isabelle no corredor do quarto dela, gritando com uma garota que estava, aparentemente, usando um sapato de Iz.  

— Isso é um Louboutin, é caro demais para os seus pezinhos imundos! - ela pegou os sapatos quando a garota os tirou e a entregou. - E eu nem conheço você, fica longe do meu closet!  

A menina murmurou alguma coisa e saiu dali. Eu dei risada: 

— Melhor você trancar seu quarto. - aconselhei ela, seguindo-a para dentro do mesmo e me sentando em frente à penteadeira enquanto Izzy guardava o sapato dentro do closet.  

— E você acha que eu tenho a chave? Perdi. - ela resmungou - Alec conseguiu trancar o dele e os outros, de hóspedes, também, mas eu perdi a chave uma vez que o Simon e eu... 

— Ah, não continue essa frase, por favor. - eu pedi, e demos risada.   

— Hey, gente! - disse Emma Carstairs, entrando no quarto. - Deus do céu, vocês não sabem quem eu encontrei em Los Angeles!  

— Jace Herondale e os Blackthorn. - falei com indiferença por ter que mencionar o nome do Herondale.  

— Ah, perdeu a graça. - Emma afundou-se no colchão da cama ao lado de Izzy - Você sabia.  

— Ela deve segui-lo no Twitter ou coisa assim. - Izzy zombou. 

— Não - eu mostrei a língua para elas - É só que o Sebastian faz questão de me falar as coisas como se me alertando e tal. Além disso, quem foi que ficou me enchendo hoje mais cedo dizendo que o Jace estava de volta? - olhei para Izzy, depois abaixei o volume da voz - Gente, eu sei que vocês não entendem tudo o que aconteceu comigo é com ele, mas é passado. Acabou, e até somos amigos, mas nunca vai ser a mesma coisa. E nem quero, para falar a verdade.  

Ah, a verdade. Ela sempre me pregou umas peças mesmo.  

— A festa é lá fora! - gritou Jordan, com Maia do seu lado, rindo toda alegre, acenando para nós ao aparecer. Eles sumiram pela porta em seguida.  

— Gente, vejo vocês depois. Tenho que procurar o Jem! - falou Emma saindo. Ela e Jem Carstairs eram primos de segundo grau, embora não se parecessem em nada. Acontece que o pai dele era irmão do pai dela e ambos se casaram com mulheres diferentes, claro. No caso do pai de Jem, ele se casou com uma mulher asiática, tanto que moraram em Xangai por algum tempo antes de virem para Nova York. E no caso do pai da Emma, ele se casou com uma americana mesmo, e hoje eles moram na Califórnia, e Emma mora em Nova York.  

— Tenho que procurar Sebastian para pegar as chaves dele. - falei, me levantando - Até mais, Iz.  

— Até, miga. Ah, se vir o Alec, pede pra ele me procurar?  

— Ok - concordei, saindo do quarto, e ficando ainda mais exposta ao som alto. Decidi subir para o terraço de Izzy, já que a maior parte do pessoal estava ali. Achei Will Herondale, primo de Jace, descendo a escada. 

— Claryzinha! - ele disse, me abraçando forte. Will tinha um grande carinho por mim, principalmente porque, se não fosse por eu ter convencido Tessa Gray, minha amiga de infância em Londres, a se mudar para Nova York também, eles não estariam namorando. - Quase não a vi durante esse verão!  

— Seu sumido! - respondi, beijando-lhe o rosto - Onde está a Tessa?  

— Não veio, estava se sentindo mal. - ele disse, fazendo biquinho.  

— Ah. Bem, então estou de olho em você por ela - fiz um gesto para ele, que riu e logo me beijou na testa, descendo as escadas. Eu continuei subindo, vendo que a música estava mais alta ali.  

E claramente, o terraço estava muito mais cheio do que o andar debaixo. Haviam copos e lixo no chão, pessoas se amassando, pessoas dançando e pessoas muito chapadas. Eu avistei Sebastian ao longe, rindo de alguma coisa enquanto conversava com algumas pessoas conhecidas. Ele segurava o cigarro em uma mão e um copo em outra, e já estava sem jaqueta. Bem, se ao menos ainda estivesse com a chave do carro seria promissor. 

— Sebastian! - gritei, mas quase pareceu um sussurro. Bufei, caminhando pela multidão, empurrando qualquer um que estivesse na minha frente.  

— Que furacãozinho, Morgenstern! - disse uma voz rouca e muito conhecida atrás de mim, depois de eu esbarrar no dono dessa voz. Eu respirei fundo, então lutei contra o impulso de virar para trás. Continuei caminhando até Sebastian.  

— Dá pra passar a chave do carro, Sebs? - pedi, estendendo a mão. Ele piscou, então meteu a mão no bolso, procurando. E, me deixando nervosa, procurou no outro bolso depois.  

Só então que fui perceber que ele conversava com os Blackthorn. Não estavam todos, apenas os mais velhos, Mark, que tinha cabelos loiros apenas um pouco mais escuros do que os de Sebastian. Se eu não estava enganada, tanto ele quanto a irmã gêmea, Helen, que era muito parecida com ele, tinham a idade de Alec e Magnus, ou seja, eram um ano mais velhos. Ao lado deles estava o outro que, se não fosse por alguns traços delicados e reparados com atenção ou os olhos azuis esverdeados brilhantes, não poderia se acreditar que era irmão deles, Julian Blackthorn. Este, assim como quase todas as outras crianças da família deles, tinha cabelos castanhos e uma pele mais bronzeada.  

— Ah, oi, gente. - cumprimentei cada um com um beijo no rosto. - Tudo bem? Que bom que voltaram!  

Os Blackthorn nunca moraram em Nova York, mas, devido as famílias serem muito amigas, vinham para cá durante todo o verão. Dessa vez voltaram com Jace Herondale, e iriam morar aqui os três irmãos agora. 

Sebastian me entregou a chave. Eu peguei o copo vermelho da mão dele, que resmungou, e me virei para caminhar de volta para o andar debaixo. Enquanto o fazia, passando pela multidão de pessoas, retribuí, quase que inconscientemente, o olhar dourado e intenso que me encarava sem expressão. Por um momento, foi só isso o que vi. Depois, me forcei a sair dali e ir beber alguma coisa antes que mais lembranças surgissem.

E falhei. As lembranças sempre estariam presentes.

 

Nova York, cinco anos antes

 

— Clary, a gente vai em Coney Island mais tarde. Você vem, né? - Sebastian apareceu na porta do meu quarto. Eu me virei, deixando de encarar, indecisa, as diversas peças de roupas jogadas na minha cama.

— Eu sei, Sebs. A Isabelle me avisou ontem. - expliquei. - Estou tentando escolher um biquíni e um vestido.

Ele sorriu, caminhando até onde eu estava e analisando rapidamente as roupas, e sem nem parecer pensar, falou:

— Gostei desse macacão jeans.

— É decotado demais na lateral, até porque eu vou usar só o biquíni por baixo. - expliquei, e ignorei o sorriso malicioso dele para mim. - Mamãe teria um infarto. Ela já diz que festas na praia são muito deselegantes.

Sebastian deu gargalhada, então apontou para um biquíni.

— Use o macacão e aquele biquíni. - disse. - Jocy não pode escolher nem suas roupas, nem sua faculdade, nem nada por você, Clary. É a sua vida, tudo bem?

E, com isso, me deu um beijo no rosto e enquanto ele saía do quarto, eu falei, depois de pensar que ele quase sempre sabia a coisa certa a se dizer:

— Obrigada. - ele não se virou, mas parou e eu sabia que estava sorrindo. Em seguida saiu, e eu fui me trocar.

Quase uma hora depois eu estava pronta, caminhando pelo corredor até o quarto de Sebastian com a bolsa de praia grande em um braço e o celular na mão, enviando uma mensagem para Izzy.

— Sebs? Está pronto? - perguntei. Alguns segundos depois a porta foi aberta e ele saiu de lá com uma bermuda de praia, camiseta branca e chinelos, óculos de sol, celular e carteira na mão.

— Vamos? - perguntou, e eu dei um riso, me esticando para conseguir alcança-lo e espalhar melhor o protetor solar na testa dele. - É nisso que dá passar o protetor solar sem estar na frente do espelho.

Rimos juntos, então, me afastando ao notar o quanto estávamos próximos, caminhei um pouco a frente dele no corredor. Descemos, graças a Deus sem ter que passar por minha mãe, e fomos para a garagem. Não demorou muito e já estávamos enfrentando o trânsito de Nova York para conseguir chegar em Coney Island.

Quando finalmente chegamos eu aproveitei para pegar da bolsa minha câmera e fotografar o sol ainda fraco da manhã. Sebastian me explicou, mesmo que Izzy já o tenha dito, que como o pessoal passaria o dia dividido entre ficar na praia ou no píer que fora alugado por Cristina, nossa amiga, mas mais próxima de Emma, que faria aniversário e resolveu comemorar junto com essa festa, eu o poderia encontrar tanto na própria praia quanto no píer onde aconteceria a festa ou mesmo no parque de diversões ao lado.

Então assim que Sebastian entrou no píer, eu guardei a câmera na bolsa e peguei meu celular que apitava uma mensagem. Com isso, sorri. E bem, eu tinha mentido, porque quem me chamara para vir não tinha sido Izzy, mas sim Jace Herondale.

Já chegou? Estou onde combinamos.

Ainda sorrindo, respondi:

Estou a caminho, sweetie.

E não demorei. Atrás da roda gigante, ele me beijou pela primeira vez. Eu não saberia dizer quanto tempo durou, nem os outros detalhes. Sei que foi confuso, porque eu levei um choque de emoções estranhas e boas, emoções essas que, mesmo depois de tanto tempo, não sei se desapareceram ou não.


Notas Finais


Beijinhos <3


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