História Loved at the Wrong Time - Capítulo 9


Escrita por: ~

Exibições 70
Palavras 3.306
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Incesto, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Boa leitura <3

Capítulo 9 - Fixing you and me


(Clarissa's Point Of View)

Nova York, atualmente

 

Tudo estava seguindo. Não muito bem, na maioria das vezes, mas estava. Eu havia começado o trabalho no dia em que Matthew foi até meu apartamento comigo, e eu estava me saindo bem lá. Me acostumei rápido com a rotina um pouco mais ocupada, e isso foi bom para ocupar o meu tempo.

Eu havia decidido, nessa mesma ocasião, que deixaria tudo pra lá. Não faria nada. Eu seguiria a minha vida como se tudo o que eu tivesse descoberto sobre o meu passado com Jace fosse desconhecido ou sem importância. Não há motivo de olhar para trás, nem nunca houve. Principalmente a essa altura do campeonato.

Então eu voltei a morar no apartamento, e no começo não saí muito e não atendi à maioria das ligações. E, com os passar dos dias, a rotina de ir para a faculdade, encontrar Jace, passar bastante do meu tempo estudando ou com Matthew, evitando festas, e, aos poucos, me reaproximar de Sebastian (mas ainda sim sem conseguir esquecer o que ele fizera), se tornou mais fácil de vivenciar.

Decidi não fazer nada em uma tarde qualquer, quando fui ao cinema sozinha para me distrair e, surpresa, encontrei Matt na calçada de um prédio há um quarteirão do meu, olhando para a tela do telefone, parecendo ansioso. Aquele havia sido um dia difícil, porque, mais cedo, não tinha saído para almoçar com ele, mas sim com Sebastian e os outros. O que incluía Jace e seus olhares, tentativas de falar comigo, e, principalmente, algo que me cortava o coração por perceber tamanha mudança em seu comportamento, a falta de seu sarcasmo. Ele parecia querer muito falar comigo, como já havia dito, tanto por telefone, pessoalmente ou pelas inúmeras mensagens que me mandara. Mas, nesse almoço, havia mudado. Ele mal havia olhado para mim, falou nada mais do que "oi" e "tchau", mas ainda assim, fazia piadas, rindo com Jordan, Simon e os outros. Sebastian, assim como eu, era o único que não parecia contente todos esses dias, principalmente quando estava perto de Jace. E embora eu me sentisse mal quando ele me olhava sem saber o que dizer, ou quando nos encontrávamos na cozinha do apartamento e ele mal conseguia dizer bom dia e me dar um beijo na testa, colocava na cabeça que, querendo ou não, estando arrependido ou não, isso tudo era por causa dele.

Então Matthew, na calçada, arregalou um pouco os olhos ao me ver, igualmente surpreso. Depois me deu um beijo no rosto, o que eu estranhei um pouco, embora ele já tenha me dito que era tímido demais para demonstrar afeto em público (o que não exatamente incluía quando estávamos com os meus amigos). Perguntei o que estava fazendo, e ele disse que estava indo me ver. Ignorei a dúvida por ele estar à pé, já que seu apartamento era do outro lado do Central Park e por ele estar totalmente parado, prestando atenção no celular. Apenas fiquei feliz quando ele, por milagre, porque Matt quase sempre era persistente demais, entendeu que eu não estava muito bem, mas que gostaria de ficar sozinha. Eu tenho passado bastante do meu tempo sozinha.

Mas, agora, toda a parte de esquecer e seguir em frente foi por água abaixo.

Começou nesta tarde de domingo, quando Sebastian bateu na minha porta, dizendo que convidaria o pessoal para vir e passar o tempo. Nenhuma novidade, o pessoal sempre estava ali. Mas, desde que tudo isso vem acontecendo, tanto ele quanto eu nos distanciamos de todos. Eu havia concordado, totalmente indisposta para ver todos, conversar, rir, beber, dançar e encontrar gente da faculdade de eu não simpatizava, porque eventualmente eram chamadas mais pessoas, ou vinham acompanhando alguém. Não sei se Jace ou Sebastian estão saindo com alguém, e talvez ele chame Mark, Cristina, Emma, Jules... o que só atrai mais gente, e me desanima ainda mais. Estou sendo alguém muito chata e difícil de lidar, admito. A última vez e que evitei esse contato social foi justamente quando eu e Jace terminamos.

Eu desci quando passei a ouvir música, vozes altas e risadas. Estavam todos, e mais alguns conhecidos da faculdade. Nada demais, embora eu não estivesse no clima nem para uma tarde de filmes com pipoca e duas pessoas. Conversei a maior parte dos vinte minutos em que fiquei lá embaixo com Izzy, Simon, Alec, e Magnus. Jace, o tempo todo, ficou no sofá, conversando e bebendo, mas nem se quer nos falamos. Havia olhado para ele, e sabia que ele havia olhado para mim, mas eu estava convencida de que nada que fizéssemos mudaria, e que eu não precisava mudar. Que, se estivera bem todo esse tempo, engolindo a grande mentira, poderia ficar bem agora. Que era só passado. Tudo o que ele representava era só passado.

Então, assim que subi, passei a ler um livro e me distrair. Não sei quanto tempo passou, exatamente, mas a porta do meu quarto foi escancarada e de lá passou um Jace furioso, que me olhou por um instante, hesitou, mas depois seguiu para o meu banheiro. Eu, sem entender, o segui, sabendo que entravam no meu quarto, logo depois, Iz, Sebastian e Magnus, mas eles só me seguiram até a porta do banheiro. E, no momento em que a porta se fechou atrás de mim e que eu ouvi um barulho de trinco, depois olhei para Jace, que apenas me encarava, sentado no chão frio do banheiro, entendi a merda que estavam fazendo.

— Dá pra abrir essa porta? - gritei, e Iz negou, do lado de fora. Jace não havia dito absolutamente nada enquanto eu esmurrava a porta - Mas que porra! Isso é muita criancice, Isabelle, na boa!

— Quem está de criancice há cinco anos não sou eu. - ela retrucou, e ouvi Magnus dizendo "boa, Iz".

Bufei, indignada porque, nessa altura, todos já sabiam de tudo, e provavelmente por Sebastian. Mal havia parado para pensar na impossibilidade de ele estar sendo cúmplice de Iz e Magnus, mas que isso realmente estava acontecendo. Claro que, muito provavelmente, à contragosto, concluí, ao ouvir um resmungo dele.

— Vocês só podem estar de brincadeira! - gritei, me virando e batendo na porta. - Caralho, gente! 

— Vocês precisam resolver isso. - ouvi a voz de Izzy, mais resmungos de Sebastian, Magnus concordando com ela.  

Eu olhei para Jace, que não parecia tão indignado com a situação como eu. Em seguida, soltei um palavrão alto e me sentei no chão. Aos poucos as vozes do quarto sumiram e Jace passou a me olhar.  

— Você não vai fazer nada?  

— Vou conversar com você. - respondeu ele, calmo. - Se você deixar.  

Revirei os olhos. Ele sorriu de lado, e pareceu quase involuntário.  

— Clary, tudo isso não passa de um mal entendido.  

— Eu tô perdida nesse negócio todo, você sabe.  

— Nada era culpa sua. Nem minha, pra falar a verdade. - os olhos dele me examinavam com cuidado.  

— Você me machucou, Jace. - admiti, tendo uma coragem que nunca tive para falar disso - Muito.  

— Eu sei. Eu sei, meu Deus. Acha que eu não saí mal com tudo também?  

— Três dias depois você estava beijando tantas meninas na minha frente em uma festa que eu nem consigo me lembrar. E, pelas minhas costas, fazendo sabe-se lá o que.  

Ele respirou fundo, então passou as mãos nos cabelos.  

— Não acho que pedir desculpa seja o suficiente. Quero consertar, Clary. Mas não posso fazer isso sozinho. - e eu o olhei, meio espantada, meio sem saber o que dizer. 

Então meu celular tocou. E, confesso, fui carinhosa ao atender porque Jace estava ali, ouvindo e vendo tudo com atenção.

— Oi, Matty. - o apelido também foi por causa de Jace. Não vou admitir isso de novo.

— Hey, Clary... E aí?

— Vamos sair hoje? Estou entediada aqui. - e olhei para Jace, provocante - Podemos ir para o seu apartamento.

— Claro, claro. Te busco às sete?

— Seis? Não, muito cedo. Pretendo dormir tarde hoje, você sabe. Me pegue às dez, dez e meia.

— Tudo bem. Te mando mensagem e você desce até o térreo para evitar confusões. - ele falou, se referindo à conflitos que possa ter com Jace ou Sebastian, e eu sorri, desligando o telefone. Quando o fiz, continuei olhando para Jace, que estava com as mãos cerradas em punhos e parecia nervoso. Me assustou quando ele se levantou e, mas ele passou por mim, indo até a porta.

Do bolso, tirou uma chave. A mesma chave que a abriu a porta.

— Você tinha isso o tempo todo? - perguntei, incrédula.

Ele apenas me olhou por um segundo, depois passou pela porta. Eu me levantei e o segui. Jace estava olhando pela janela do quarto.

— Por que não nos soltou antes? - insisti.

Ele se virou, ainda parecendo irritado.

— Porque eu quero consertar as coisas. E o único modo de conseguir falar sozinho com você era esse. Se bem que nem isso adiantou. - ele se aproximou, segurou meus braços com as duas mãos. - Clarissa, eu quero... Eu preciso... Droga. Você sabe. Como eu queria ter feito tudo diferente nesses últimos cinco anos, Clary.

E, com isso, eu não sei bem... Mas de alguma forma eu me encaixei nos braços dele e nós estávamos nos beijando. E foi quase que indescritível. Uma mistura de sensações novas e antigas, a saudade num beijo intenso e ao mesmo tempo calmo, um beijo cheio de sentimentos, mas logo se tornando um beijo necessitado por algo a mais. Eu conseguia sentir o gosto dele, um gosto doce e algo que lembrava álcool. Eu sentia o gosto de seu beijo e de sua alma, quase como se eu pudesse decifrá-lo. Quase como se ainda fôssemos os mesmos adolescentes em 2010, acendendo cigarros e passando a noite de ano novo no alto de um prédio. Quase como se tudo estivesse bem agora. Quase como se eu não estivesse magoada com tudo. Quase como se nada estivesse entre nós. Eu sabia que o amava completa e desastrosamente, de forma que eu mesma não podia controlar. Eu sabia que nunca havia deixado de amá-lo nem se quisesse. Sabia que, mesmo com tudo, ainda tinha esperança de que as coisas se ajeitassem. Eu tinha que tentar. Qual fora a última vez em que me senti tão feliz como nesse momento?

Então eu não sei quem foi se conduzindo para a cama, só sei que caímos ali. Jace me puxou para cima de si, e ficamos mais algum tempo assim até que suas mãos, uma na minha nuca e a outra na cintura, foram para baixo da minha blusa, me fazendo sentir arrepios com o contato de suas mãos na minha pele quente. Ele percebeu e sorriu durante o beijo, eu desci um pouco os beijos para seu pescoço. Senti ele sussurrando baixo meu nome e suas mãos foram até minha bunda, apertando-a e me puxando para mais perto de si. Eu conseguia sentir a pressão de nossos corpos, conseguia sentir o quanto ele me queria, eu o queria também.

E nossas blusas foram tiradas e jogadas no chão, junto delas, aos poucos, mais peças de roupas. Seus toques eram excitantes, mas nada apressados, eu sabia que ele queria aproveitar aquele momento. Havia certo cuidado, certa cautela, como se pudesse me machucar, como se tivesse medo de fazê-lo. Eu pressionei meu quadril contra o seu, ambos estávamos apenas de roupas íntimas agora. Ele sorriu em minha boca e me virou na cama, beijando e mordendo meu pescoço. Eu suspirava seu nome, arranhava seus braços, e me deixei vagar nos pensamentos. Exceto Matthew e Sebastian, já faziam alguns meses que eu não dormia com alguém. E nunca ninguém me fez sentir como Jace. Talvez porque eu era apaixonada por ele, talvez porque de nenhuma forma ninguém nunca foi tão suficiente como ele. Nós nem estávamos e eu já me sentia uma louca. Eu e perguntei, em seguida, como pude ficar cinco anos sem isso. E não digo isso, sexo com ele. Digo estar tão perto. Estar vulnerável, despida por fora e por dentro, até mesmo poder sentir o beijo dele, sentir seus lábios pela minha pele exatamente como agora, mordendo-me a boca, beijando-me os olhos, depois o rosto, o pescoço, o busto. As mãos, que me faziam sentir choques, passando pelos meus cabelos, pescoço, brincando com a alça do sutiã, chegando à calcinha e tocando-me levemente, depois puxando-me para mais perto de si, pressionando-se contra mim, apertando-me as coxas. Sua voz, rouca e necessitada, que murmurava meu nome, murmurava o quanto me queria. Nada parecia tão excitante, tão quente, tão intenso. Nunca significou tanto como nesse momento. Eu o queria. Eu o queria mais do que qualquer outra coisa.

Foi então que trocamos de posições, ele sentou-se na cama e me puxou para seu colo. As mãos passaram por cima de mim, como um abraço, e ele me puxou para perto. Estávamos ofegantes, eu apoiei meu rosto nele, sentindo o cheiro de seu perfume na dobra do pescoço. Jace, então, perguntou:

— Tem certeza? - e eu me senti como na primeira vez. Me senti ainda mais segura com o cuidado dele, ainda mais protegida, ainda mais decidida em fazer isso porque, afinal, era isso o que importava agora e deveria importar sempre. Ele. Apenas ele. O resto eu resolveria depois, teria tempo para isso.

— Nunca tive tanta certeza. - respondi, baixinho, então o beijei. Não sei por quanto tempo exatamente, sei que seus olhos me examinaram depois e suas mãos, ágeis, desabotoaram o fecho do sutiã. E deslizando-o pelos meus braços, beijando-me os ombros até descer para meus seios e os abocanhar, com cuidado, mas ainda sim de uma forma que me fez gemer em seu ouvido, Jace levou depois as mãos, massageando-me. Eu estava indo à loucura. Não suportava mais os tecidos que nos separavam, pressionei nossas intimidades e ele sorriu fraco, entendendo e me beijando. Depois nos deitou na cama, ficando por cima de mim mais uma vez. E suas mãos desceram, chegando à minha calcinha. Pressionou dois dedos contra a renda úmida, então a retirou de meu corpo. Fez alguns movimentos circulares com os dedos, e eu não me conti para não gemer, eu dizia seu nome como algum tipo de mantra, mal me importando de podíamos ser ouvidos.

Em algum momento, enquanto ele me penetrava com os dedos e me estimulava, tive de pedir que parasse, porque eu quase não aguentava mais aquela espécie de tortura. Foi quando ele retirou sua boxer e nem deixou que eu fizesse algo, apenas colocou a camisinha que procurou na carteira que estivera no bolso da sua calça jogada no chão, perto da cama. Então beijou minha testa, segurou-me pela cintura e se encaixou em mim. Se encaixou em mim de forma perfeita, me preenchendo, não só literalmente, e me trazendo uma sensação de prazer até agora desconhecida. Eu nunca me senti tão excitada.

No começo, os movimentos foram mais lentos, cuidadosos. Mas quando ele passou a sentir minhas unhas arranhando-o as costas, meus gemidos, as mordidas que eu o dava no lábio, obedeceu ao meu pedido:

— Jace. - minha voz estava fraca. Eu estava fraca. - Mais. - pedi, suspirando alto - Mais... por favor, mais.

E ele não precisou dizer mais nada. Gemeu meu nome quando aumentou o ritmo, segurou minhas mãos, e trocamos palavras, suspirando alto. O ritmo agora era rápido, profundo, intenso. Eu entrelacei minhas pernas em volta dele, pressionando nossos corpos, como se pudesse nos aproximar ainda mais. Eu nunca havia me sentido tão íntima a alguém. Eu nunca havia sentido nada disso, nunca havia amado ninguém tanto quanto o amava.

O orgasmo chegou como uma explosão. Ele primeiro, eu depois. Eu parecia ver estrelas nos olhos dele, que me encaravam, e seus lábios tremiam junto com o sorriso. Tudo tremia, ainda. O mundo parecia girar, parecia nem existir mais. Éramos apenas nós dois e a sensação que apenas ele me fazia ter. Era o prazer físico e sentimental, era a vontade de nunca sair dali. De nunca estar em nenhum outro lugar.

 

 

Quando acordei, Jace estava me olhando. Estava coberto pelo edredom até a cintura, com a cabeça apoiada no braço, deitado de lado, com a expressão serena. Eu sorri, quase que involuntariamente, ao ver seu sorriso também.

Me sentei, segurando o edredom contra o meu corpo, lembrando do que acontecera antes de cair no sono e sabendo que minhas bochechas estão ruborizadas. Olhei para o quarto rapidamente. Nossas roupas estavam espalhadas pelo chão, a janela aberta exibia um céu noturno e iluminado de Nova York, e o meu celular, que estava no criado mudo, apitava uma mensagem de Matthew.

Ai, meu Deus do céu.

Me virei para Jace, encontrado seu rosto cauteloso e levemente preocupado.

— O que vamos fazer agora, Clary?

Eu suspirei, então saí da cama e fui para o closet, vestindo uma lingerie limpa e voltei para a cama depois. Olhei bem para Jace, como se quisesse memorizá-lo ali.

— Como eu queria acordar do seu lado e saber que não preciso me preocupar com o resto. - divaguei em voz alta, pouco me fodendo. Eu estava decidida, mesmo com tudo. Eu não podia fingir que não sentia mais nada, principalmente agora que sabia que ele também não podia.

— Clary. - ele disse, não exatamente como um chamado, piscou os olhos, então, com calma, levou uma mão até meu rosto. - Deus do céu, como pude passar tanto tempo sem você?

Fechei os olhos, sentindo seu toque quente no rosto, mas depois me afastei.

— Preciso ligar para Matthew.

Jace me olhava, quase incrédulo, quando eu peguei o celular.

— Clary... por favor. - pediu.

Eu assenti.

— Tenho um encontro para desmarcar. - olhei o horário, e passavam das dez e vinte e cinco. Meu Deus, ele já estava aqui no prédio, por isso mandou mensagem. Suspirei, cansada, e olhei no rosto de Jace, que se iluminava com as minhas palavras, e que sorriu abertamente com as próximas - Não posso continuar com Matt... sou sua, Jace.

— Clary - a voz dele atendeu, não parecia muito contente. - Onde você está? Te mandei mensagem, estou esperando aqui embaixo há dez minutos...

— Nós precisamos conversar. - falei.

— Sim. Desça, estou esperando você.

— Não. - falei, e decidi parar de enrolação. - Quer dizer, acho melhor falar com você pessoalmente mesmo. É só que eu quero terminar, Matt. A gente... Eu não posso mais continuar namorando você com tudo o que está acontecendo na minha vida agora.

— Você está bêbada? - algo na voz dele me faz sentir como se estivesse falando com a minha mãe quando ela não em leva a sério.

— Não. Eu só preciso falar isso. Se quer que eu desça para conversarmos, tudo bem, até pode ser melhor. - suspirei, ouvindo o silêncio do outro lado da linha quando, na verdade, esperava perguntas e incredulidade - Nunca quis te magoar ou coisa do tipo, e sei que faria isso se continuar com você.

Passou um tempo, não muito, e ele riu. Exatamente. Ele riu, e depois me respondeu com naturalidade:

— Você sabe que nós não somos exclusivos, não sabe? - e, com o meu silêncio confuso, bufou, resmungando que perdera boa parte de sua noite para isso, depois desligou o telefone.

Olhei para o nada durante alguns momentos para assimilar. Ainda confusa, olhei para Jace, que perguntou, cauteloso:
— Tudo bem?

Eu apenas assenti. E, mesmo confusa e até um pouco com meu orgulho ferido, sentia um peso sair dos ombros ao falar com Matthew. Me aconcheguei nos braços de Jace em seguida.

— Dorme comigo - pedi, e ele disse que sim. Com um beijo na minha testa, nos cobriu, e eu permiti fechar os olhos e sentir aquele momento, ouvindo sua respiração calma e as batidas de corações agitados, sem saber exatamente se era do meu ou do dele. 


Notas Finais


Beijinhos!


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