História LOVEGAME (Romance Gay) - Capítulo 9


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Boys Love, Ellen Page, Gay, Luan Poffo, Mistério, Originais, Revelaçoes, Romance Gay, Saga, Serie, Slash, Yaoi
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Palavras 1.621
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção Científica, Mistério, Romance e Novela, Saga, Slash, Suspense, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


VOLTEEEEEI! Esse é o penúltimo capítulo. Boa leitura :)

Capítulo 9 - O Manicômio


Kevin Carter

 

Colocamos o plano da Sue em ação; Léo era o mais esperto de nós três. Discretamente ele desceu do carro e procurou uma forma de furar nossos pneus enquanto Sue eu ficamos dentro do mesmo. Lágrimas começaram a rolar dos meus olhos enquanto eu olhava pro nada pensando em tudo que estava acontecendo na minha vida. Naquele momento eu tinha me dado conta de que todos os meus problemas estavam surgindo rápido demais pra eu resolvê-los.

 

- Kev, o que foi? - Sue perguntou tocando meu ombro. Funguei e enxuguei as lágrimas no meu rosto com a mão antes de responder.

 

- Eu sou muito burro! - lamentei.

 

- Já te disse que a culpa não foi sua. Foi culpa do Pietro…

 

- Não é disso que eu estou falando.

 

- O que é, então?

 

- Hoje, mais cedo, Nate e eu nos beijamos, e... - disse eu com medo de um possível julgamento da parte dela.

 

- E... Você gostou?

 

- Sim.

 

- Então você gosta dele!?

 

- Sim, mas eu deixei ele pensar que não porque eu senti medo de assumir meus sentimentos. E agora eu to perdendo ele.

 

- Kev… Eu entendo o seu medo. - ela passou a mão em meu cabelo. - Mas se o Nate gosta de você tanto quanto você gosta dele, ele não vai parar de insistir tão facilmente. - Tinha esquecido o quanto ela era fofa e compreensiva.

 

- Ele pode ter qualquer um outro. Por que ficaria comigo?

 

- Porque você é unico. Você é cuidadoso, carinhoso, sensível e muito lindinho também. Nate seria um sortudo em ficar com você e vocês formariam um casal lindo.

 

- Você acha mesmo? - perguntei abrindo um sorrisinho bobo e ela fez o mesmo.

 

- Eu tenho certeza. Vem cá. - disse me puxando para um abraço. Ela tinha me feito sentir melhor e até mais confiante e mim mesmo. Após o abraço, sequei minhas lágrimas e Leo entrou no carro novamente.

 

- Consegui. - disse ele.

 

- Agora desçam do carro e se escondam. - disse a Sue - O resto é comigo.

 

A escuridão da noite favorecia nosso plano. Leo e eu descemos do carro nos escondendo por trás de outros carros que estavam estacionados ali perto. Ficamos parados atrás de um que estava mais próximo da entrada do manicômio. Sue desceu do carro indiscretamente e, logo em seguida, chamou o segurança fingindo ter furado o pneu por acidente. Ela jogou um charme pra cima dele até ele se oferecer para trocar o pneu. Assim, enquanto o segurança distraído fazia o serviço, Leo e eu entramos no manicômio e depois Sue nos alcançou.

 

- Foi um ótimo plano, Susan. E devo admitir que você é uma boa atriz. - Leo disse. Estranhei porque era muito raro ele gostar de alguém e ainda mais elogiar.

 

- Obrigada. - respondeu ela modestamente e eles trocaram um sorriso. Será que eles tavam…?

 

- Mas não melhor que eu. - brincou - Agora só temos que achar o Nate.

 

- Vai ser difícil. - disse eu olhando em volta. Estávamos em um corredor vazio cheio de salas de internação. Nate podia estar em qualquer uma daquelas salas. Além disso, o manicômio tinha outros andares, outros corredores e muitas outras salas além daquelas.

 

- Temos que ser bem racionais. Se você fosse um cantor famoso onde esconderiam você? - disse a Sue.

 

- Se você tivesse sido sequestrado, provavelmente estaria no melhor esconderijo. Um lugar sem janelas onde você não pudesse pedir ajuda - disse o Leo. Ficamos pensativos por alguns segundos até que...

 

- O subsolo! - eles disseram juntos e depois riram. Era admirável a sintonia entre eles.

 

Descemos vários degraus até chegarmos no subsolo onde havia um corredor com apenas uma sala de internação no fundo a alguns metros de distância. De surpresa, o Lincoln saiu de lá de dentro usando um uniforme branco. Rapidamente nós três nos escondemos atrás de uma parede. Ele entrou num outro corredor e nem desconfiou que estávamos ali.

 

- Se o Lincoln estava naquela sala, então Nate deve estar lá. - disse eu em voz baixa e, impulsivamente, fui em direção a porta, mas Leo me segurou e me puxou de volta.

 

- Você tá louco? Não podemos ir até lá agora. - disse ele.

 

- E por que não?

 

- Se o Lincoln encontrar a gente vai ser o fim do fim.

 

- Desculpa, Leo, mas eu não posso ficar aqui parado sabendo que ele pode estar em perigo.

 

Movido pelos meus impulsos, sai de onde estávamos. Nunca havia sentido tanta coragem. Entrei naquela sala que parecia uma simples sala de internação com móveis brancos, equipamentos de enfermagem e uma maca. A única coisa errada naquela cena era o Nate no centro da sala, com mãos e pernas amarradas na cadeira onde ele estava sentado. Quando o vi, tive certeza de que tudo havíamos lido na internet realmente estava acontecendo com ele.

 

- O que fizeram com você? - perguntei segurando seu rosto enquanto ele me olhava com um olhar vago e o corpo mole parecendo estar sob efeitos de dopagem. Doeu meu coração vê-lo naquele estado. - Eu vou te tirar daqui.

 

Comecei a tentar desamarrar as cordas que o prendiam na cadeira, mas estavam fortemente bem presas. De repente o som estridente do alarme começou a tocar do lado de fora da sala. Foi então que percebi que havia sido filmado por uma câmera de segurança que estava no teto do quarto apontada diretamente para nós. Leo e Sue entraram correndo.

 

- NOS DESCOBRIRAM. TEMOS QUE SAIR DAQUI AGORA! - disse o Leo apressadamente. Ambos estavam com a respiração alterada.

 

- Temos que levar o Nate. - respondi.

 

- Não vamos conseguir levá-lo nesse estado. - disse a Sue.

 

- Mas… - tentei dizer.

 

- KEVIN, VAMOS! - disse ele e me puxou para fora. Quando saímos da sala, fomos vistos por três seguranças que estavam no fim de um corredor em frente a sala.

 

- ALI! - gritou um deles e vieram correndo em nossa direção. Estranho não estarem usando armas.

 

Subimos as escadas correndo dominados polo efeito de adrenalina. Conseguimos chegar até o térreo, mas antes de alcançarmos a saída, outros dois seguranças nos barraram. Os outros três nos alcançaram e agarraram nossas mãos por trás nos deixando indefesos. Tentamos nos soltar, mas era impossível. De repente eles encostaram algum aparelho barulhento de choque em nossas costas nos fazendo cair no chão. Ficamos nos contorcendo no chão devido ao eletrochoque e minha visão foi se apagando aos poucos. A última coisa que vi foram os pés da minha mãe no fim do corredor, usando salto e caminhando calmamente até onde estávamos.

 

Acordei ao amanhecer deitado em uma maca como meu corpo inteiramente dolorido por causa do choque que havia levado. Vi minha mãe sentada ao meu lado me encarando. Não sabia descrever sua expressão.

 

- Mãe?

 

- O que vocês estavam fazendo aqui, Kevin? - perguntou pronta para me dar sermões.

 

- Queríamos salvar o Nate da sujeira que vocês fazem com ele. - Quando eu disse, ela se deu conta de que eu já havia descoberto sobre tudo e mudou o tom de voz.

 

- Não podem salvá-lo. - disse envergonhada - É tarde demais. Agora ele precisa ser controlado sempre.

 

- Você tem noção do que está falando? Acha certo torturar pessoas e controlar a mente delas? Isso é crueldade!

 

- Eu sei, Kev. Eu não concordo com isso, mas fui forçada a trabalhar para eles como agente.

 

- Eles quem?

 

- Os chefes da indústria musical. - Eu queria muito acreditar nela, mas confiança é algo que se conquista e ela tinha perdido isso. Mal conseguia encará-la.

 

- Onde está o Leo e a Sue?

 

- Eles estão bem. Estão em outras salas.

 

- Preciso vê-los. - disse me levantando com um pouco de dificuldade e saí da sala.

 

No corredor, logo percebi que ainda estávamos dentro daquele manicômio. Vi o Leo saindo de dentro de uma das outras salas ofegante procurando por algo ou alguém. Nunca fiquei tão feliz em ver aquele chato e meus olhos se encheram de lágrimas. Ele também me viu, corremos na direção um do e demos um forte abraço quando nos encontramos. Não preciso nem dizer que aquela cena foi como um milagre. Depois encontramos a Sue e fomos para o carro com a minha mãe. Sue e eu ficamos nos bancos traseiros, Leo no banco da frente e minha mãe no volante. Antes de começar a dirigir, minha mãe começou a falar.

 

- Vocês três não tem noção do perigo que se colocaram. Se eu não tivesse aqui pra dizer que eram meus filhos, vocês três teriam sido mortos.

 

- Tem alguém lá dentro que corre um perigo maior. - respondeu o Leo se referindo ao Nate. Minha mãe ficou cabisbaixa e suspirou.

 

- Vocês não entendem. Eu não sou a favor de toda essa sujeira que eles varrem pra debaixo do tapete, mas se tivessem tirado o Nate de lá antes de terminarem a programação mental, ele poderia ter ficado com graves sequelas.

 

- Você disse que foi forçada a trabalhar para os chefes da indústria. - disse eu - Como?

 

- É uma longa história, Kevin.

 

- ACHO QUE MERECEMOS OUVIR ESSA HISTÓRIA! - disse ele levantando seu tom de voz.

 

- Fica calmo, Leo. - disse eu e ele se conteve.

 

- Eu sei que merecem a verdade. Prometo contar tudo quando chegarmos em casa. Mas eu ainda sou sua mãe, Leonard Carter e exijo respeito.

 

Olhei para Sue e ela forçou um sorriso sem graça. Minha mãe deu partida no carro nos levando pra fora daquele lugar.


Notas Finais


Espero que tejam gostando. Vai ter muita surpresa no ultimo capítulo e talvez eu escreva a segunda temporada
=)


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