História Loveless or lovely? - Capítulo 4


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Categorias Originais
Tags Bullying, Colegial, Estudio, Lemon, Originais, Tatuador, Yaoi
Visualizações 64
Palavras 1.449
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Escolar, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 4 - 4


Fanfic / Fanfiction Loveless or lovely? - Capítulo 4 - 4

Haru p.o.v

- Pois é, estava devendo um favor a um primo e tive que vir. As crianças parecem gostar de mim. - O menino me olhou confuso.

-Vocês se conhecem? - Perguntou o menor, oscilando o olhar entre mim e seu irmão.

- Sim, ele é um colega meu - Min disse sorrindo, fazendo com que o pequeno desse pulinhos alegres.

- Já que você é amigo do meu irmão, é meu amigo também! - Falou me abraçando, fiquei até um pouco sem graça. - Moço, posso te chamar de gangster? - Seu olhar brilha.

- Gangster? - Onde uma criança poderia ter visto essa expressão?

- Meu irmão disse que pessoas que tem tatuagem e usam roupas escuras são gangsters - Ele diz como se fosse algo muito legal. Olho para Min com um olhar de reprovação, rindo. Irmãos mais velhos deveriam ser uma boa influência para os caçulas, mas quem sou eu para julgar, não é mesmo?

- Tudo bem, pode me chamar assim, pequeno.

- Gangster, eu vou brincar! Obrigado pelo desenho! - O menino sai correndo para brincar com seus amigos, mostrando seu símbolo de Capitão América.

Minhas mãos estavam sujas de tinta, então decidi ir ao banheiro lavá-las enquanto Min se sentava em uma cadeira ao lado da que eu estava. Será que ele estava bem? Durante esse tempo que fiquei sem vê-lo, peguei-me pensando algumas vezes em si. Sua situação era preocupante.

Voltei para onde estava após acabar tudo. Vi Min com uma cara entediada olhando as crianças brincarem. Seu rosto já estava sem arranhões e notei que usava óculos. Espera, ele estava usando óculos quando o conheci? Mesmo não lembrando, resolvi ignorar e sentei ao seu lado copiando sua cara de tédio propositalmente.

-Você ao menos gosta de crianças? Não tem cara de ser muito amigável. - Ele disse, rindo de mim por imitá-lo.

- Contanto que elas fiquem caladas, eu adoro. É até fácil aguentá-las.

- Você vai para algum lugar depois daqui? - Questionou, aproximando sua cadeira da minha.

- Para casa. - Afasto-me um pouco.

- Vai abrir uma balada perto de onde eu moro... - ele olha para baixo - E... eu não tenho ninguém para ir comigo, sabe?

- E eu com isso? - Respondi, apenas esperando sua reação. Chantagem não funciona comigo.

- Grosso, é melhor falar que não quer ir - Ele fica mais desajeitado na cadeira. - As pessoas são ingratas, não é, Haru? Limpei sua casa para nada. - Olha para o lado, cruzando os braços e fazendo bico como uma criança e eu não consegui segurar a risada.

- Hoje? - Perguntei, ainda rindo. Ele me olha com esperança e se aproxima de novo.

- Sim, hoje. Não fica muito longe de onde você mora.

- Eu vou com você - Disse e o vi abrindo aquele sorriso que amostrava seu dente meio torto. Acho que se eu ficasse muito tempo olhando iria ficar viciado.

- Sério? - Ele me abraçou alegremente. Não soube como devolvê-lo, então apenas fiquei parado, com cara de porta. Eu não gosto muito de todo esse grude, mas abri uma exceção dessa vez. - Obrigado, obrigado, obrigado!

- Com uma condição: você vai ter que me ajudar até que eu saia daqui.

- Fechado! - Disse por fim, sorrindo.

Passamos o resto do fim da tarde na festa, ele me ajudava passando a tinta e falando com as crianças, já que eu não sou muito bom com isso e ainda me fez companhia. A festa começou a se passar rápido com ele ao meu lado, e novamente, eu não estava me sentindo tão só.

Conversamos sobre bastante coisas, nos conhecemos melhor. Apenas deixei ele saber sobre minha vida superficialmente, alguns gostos musicais, culinários e etc. Quando a festa acabou, eu tinha até esquecido do trato que eu fiz com ele, de acompanhá-lo até a tal balada.

Eu realmente não entendo o efeito que esse garoto tem sobre mim. Se fosse qualquer outra pessoa, eu provavelmente negaria sem hesitar, uma vez que eu detesto sair para lugares cheios.

Com meu carro, deixamos seu irmãozinho em casa e fomos até o local que ele me indicou.

( Na festa)

O som está muito alto, a música é irritante. Mal cheguei e já estou me arrependendo. Min foi correndo ao bar onde serviam várias bebidas alcoólicas, logo pegando uma para si.

- Você tem idade para beber? - Perguntei quase gritando.

- Não - Ele dá um gole em sua bebida. - Mas não é a primeira vez que faço isso. Não vai beber nada?

- Não - respondo meio seco. O menor terminou seu primeiro copo de bebida e me puxou pela mão em direção a pista de dança. Eu até tentei protestar, mas ele fez aquela maldita cara pidona e não pude resistir.

Não gosto do tipo de música que está tocando do mesmo jeito que eu não sei dançar. Fiquei parado na frente dele enquanto o mesmo dançava animadamente.

Min me balançou um pouco esperando que eu me animasse um pouco e juro que tentei, mas uma cadeira parecia dançar melhor que eu.

Ele riu de mim e continuou a dançar, cada vez mais se afastando, para ir até o aglomerado de pessoas. Tentei procurá-lo olhando de um lado para o outro e não o vi. Estava ficando preocupado, mas senti mãos macias tapando meus olhos e sussurando ao meu ouvido:

- Achou! - Arrepiei-me involuntarimente. Tentei disfarçar quando virei de frente para si e tentei fazer minha melhor cara de pessoa puta. - Ficou preocupado? - ele disse, rindo de minha cara. Eu realmente deveria estar parecendo um idiota.

Dei meia volta e procurei um lugar para me sentar em frente ao balcão de bebidas e ele vem atrás de mim, com um sorriso na cara. Já estava começando a ficar com a bochechas coradas por causa do álcool.

- Se ficar bêbado, não cuidarei de você - Disse, olhando-o sério.

- Não se preocupe com isso, eu não fico bêbado fácil!

A medida que o tempo foi passando, Min bebia e ficava cada vez mais risonho, falando coisas desconexas. Em uma hora, ele nem conseguia andar direito de tão bêbado. Eu sabia que isso aconteceria.

- Haru, você não parece feliz. - Ele ri. - O que aconteceu?

- Pare de beber, eu vou te deixar em casa. - Falei me levantando para ajudá-lo a andar, mas ele protesta e me empurra.

- Eu quero ficar mais um pouco! - Disse tomando mais um gole de sua bebida cor azul.

- Vamos logo, nem é tão tarde assim e você já está nesse estado. Não sou sua babá, nem sou obrigado a fazer isso. - Tentei novamente ajudá-lo a se levantar do banco, mas ele pegou em minha camisa e me puxou para perto dele, deixando nossos rostos próximos.

- Eu não quero ir agora! - A essa altura, eu já estava cansado e a ponto de deixá-lo ali sozinho. - Você está bonito hoje, Haru. - Min já não estava falando mais nada com nada. Ele soltou minha camisa e pegou seu copo para beber mais, mas o tirei rápido de sua mão e estendi no alto para que não alcançasse.

- Ei! Devolve! Isso é meu! - Ele fala, se levantando para pegar o copo de minha mão e se desequilibra. Acabou por cair em cima de mim, e essa foi minha deixa para segurá-lo e arrastá-lo para fora do bar.

-Nossa, Haru. Que saúde - Passou a mão em meus braços - Muita academia? - O hálito dele estava horrível. Sinto-me um pouco incomodado com ele mexendo em meu corpo, mas relevo, afinal, ele estava bêbado.

Consigo arrastá-lo até o carro, jogando-o no banco de trás. Eu não poderia levar ele naquele estado para sua própria casa. Decido levá-lo à minha. No meio do caminho, o menor acorda de seu pequeno cochilo.

- Haruuuu. - E de novo, estava sentindo aquele cheiro ruim de álcool enquanto ele me chamava - Para onde está me levando?

- Para minha casa - Do banco de trás, ele me abraça, me deixando um pouco sufocado - Me solta, eu estou dirigindo.

-Não, eu quero abraçar você - Eu ficava com aquele cheiro quando bebia? Não sei o que deram para ele, mas estava muito forte. Nunca frequentei baladas dessa forma, e o único meio de álcool que eu costumava a ingerir eram cervejas.

- Abrace, mas fique calado.- Falei tentando tapar meu nariz.

Quando chegamos em minha casa, peguei a chave e destranquei rapidamente a porta, empurrando-a com o pé enquanto segurava Min, que estava falando coisas desconexas. Arrastei-o até meu quarto e o joguei na cama, sem mais forças para segurá-lo. Me sentei ao seu lado na cama, tentando regular minha respiração.

Não processei muito bem o que aconteceu depois, quando ele segurou minha camisa, assim como fez na balada, aproximou seu rosto ao meu e me beijou.


Notas Finais


hehehehe


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