História Lovely boys - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias ASTRO
Personagens Eunwoo, Jinjin, MJ, Moonbin, Rocky, Sanha
Tags Astro, Drama, K-pop
Exibições 20
Palavras 2.270
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Espero que não se entediem ao ler, ficou um pouco grande... haha.
Faz tempo que não escrevo essa fic, meu vocabulário pode ter mudado... Sinto muito por cancelá-la, mas vou continuar a escrevê-la agora, ok? Beijinho <3 <3

Capítulo 7 - Trabalho...


Logo que despertei, me deparei com a mais fofa cena de Yoona desacordada. Ela era uma fofura quando calada. Levantei-me com cautela, para não acordá-la. Se bem que não seria tão difícil, considerando o fato dela dormir como um porco.

Saí do quarto, ainda desarruma, e entrei no banheiro ao lado. Não havia nenhum sinal de vida naquela casa... Minhas manhãs nesse país, com certeza, serão solitárias e vazias.

Deparei-me com a terrível paisagem do meu penteado matinal. Arregalei os olhos e me afastei, com receio de que pudesse quebrar o espelho ao esbanjar tal feiura. Enquanto tomava meu banho, vinha à minha cabeça, cenas do passeio que eu havia feito com os garotos ontem, achei ter sido divertido!

Saí da banheira, ainda molhada, e peguei uma toalha deixa à bancada pela minha tia noite passada. Revirei o cômodo em olhares, procurando o que eu, obviamente, havia esquecido de pegar no quarto:roupa.

Por um momento, hesitei em vagar apenas de toalha pelo corredor, mas não havia ninguém acordado há essa hora, não é mesmo?

Arrastei, lentamente, a porta –é de correr, como a da maioria dos cômodos na casa- e revistei o corredor, para confirmar que não havia ninguém. Porém... Como todos os planos feitos por mim, aquele terminou numa catástrofe. Resumindo, deu merda.

JinJin havia, subitamente brotado ali, de algum jeito. Entreolhamos-nos por alguns segundos, até o mesmo se manifestar.

                -Oh my god! –Ele se virou.

                -Merda, merda, merda... –Resmunguei ao correr até o quarto. E para piorar, a toalha da sorte cai. Ao menos ele continuava virado...

Quando entrei, me encolhi na parede, ainda em choque. YooNa me olhava assustada. Já estava de pé, arrumando a cama em que havíamos dormido.

                -O que ouve criatura? –Perguntou se aproximando da porta. –Parece que viu um monstro.

                -NÃO ABRA! –Gritei, tentando impedi-la. –Não até afirmar que ele partiu.

                -“Ele” quem? –Voltou a se sentar. –Está me deixando preocupada. Quem você viu?

                -JinJin oppa. –Sussurrei, sentando-me ao seu lado.

                -Não brinca! Ele estava lá? Ele te viu assim? –Eu assenti. –Pff! –Ela riu.

                -Do que está rindo! –Eu bati em seus ombros. –A toalha até caiu.

                -Aigoo... Na frente dele?

                -Não. Ele já estava de costas quando isso aconteceu. –Respondi, focando meu olhar na porta. –Eu tenho que procurar algo para vestir... –Abri o armário.

                -Ei! –Ela chamou. –Com quem irá sair hoje?

                -Sair? –Perguntei.

Ai, meu deus...! Mais um. Eu havia esquecido completamente! O pior é que ainda tenho de fazer o trabalho escravo... Aquela velha ainda me paga!

                -OMO! –Me surpreendi. –Eu havia esquecido. Quem será hoje? Estou tão empolgada com isso! –Pulei contente. –Se bem que eu nem posso sair direito... Não com essa situação. “A ladra de idols”... Que título confortante. –Disse cabisbaixa.

                -Tudo irá se resolver quando SanHa anunciá-la. –Ela sorriu se aproximando de mim. –Vamos procurar algo para você vestir.

Acredito que a situação só piore desde então. “A prima de SanHa”, isso também não me alegra muito. Não poderia ser apenas“Melissa”? Eu prefiro assim.

A partir do momento em que terminei de me vestir, tia Mi Suk - acho que já está mais que na hora de chamá-la assim. – bateu na porta, chamando por mim.

                -Min Ha! –Ela gritou. –Yoona! Desçam para o café!

Aish... São apenas centímetros de distância e ela insiste em fazer algazarra.

                -JÁ VAMOS! Desgraça. –Disse antes de abrir a porta.

                -Ainda tenho que tomar banho. Vá à frente. – Disse YooNa, seguindo pelos corredores.

Desci os degraus da escada, pensativa, e ainda com receio de deparar-me com JinJin. Já estou imaginando o clima de tensão na mesa.

Dirigi-me à sala de jantar e me sentei à mesa, que estava composta por: San Ha e tia Mi Suk. Nada de JinJin! Mas por quê?

                -Onde está JinJin oppa? –Perguntei colocando algumas uvas no prato.

                -Não! –A tia me repreendeu. –Temos que esperar Yoona.

Eu obedeci, revirando os olhos.

                -JinJin voltou para o dormitório. –San Ha respondeu. –Eu também devo voltar hoje. Temos trabalho a fazer mais tarde...

                -Que pena. –Disse cabisbaixa. –Eu estava me acostumando com você aqui...

                -Vamos nos ver de novo. Nos fins de semana. Sem contar que... Ainda temos que resolver o assunto dos cartazes. Irei explicar tudo ao CEO, então ele arranjará uma forma de contar... Tudo.

                -Hm. –Concordei com a cabeça. –Que intrigante. –Bufei. –Ah, tia!

                -Diga.

                -Arrumei um emprego de meio-período num mercado! Um amigo meu me ofereceu.

                -Que amigo? –Ela me encarou com desdém.

                -O mesmo amigo que a noona conheceu no dia que foi fazer compras. –Respondeu San Ha, comendo alguns bolinhos.

                -Eu disse para não comer! –Ela o repreendeu, fazendo-o largar a comida imediatamente. –Mesmo assim. –Continuou. –Você ainda não está livre das tarefas.

                -Mas...

                -Sem “mas”. –Ela me interrompeu. –São conseqüências dos seus atos.

                -De que porra ela ta falando...? –Resmunguei, fazendo SanHa soltar uma risada.

                -Como?

                -Nada. –Respondi, revirando os olhos.

                -Cheguei pessoal! –Disse Yoona ao se aproximar. –Vamos comer! –Ela pulou.

Não demorou muito até que terminássemos o café. Estava começando a me acostumar com os hábitos coreanos.

SanHa foi o primeiro a se retirar, a fim de arrumar suas malas. Tia Mi Suk foi logo em seguida para ajudar ao garoto. Enquanto eu e Yoona ficamos à mesa, conversando besteiras aleatórias.

                -Mas enfim. –Disse Yoona, ainda a rir. –Quando irá começar a trabalhar?

                -Talvez amanhã. Preciso me comunicar com o sumbae ainda. –Respondi ao terminar de comer. –OMO! Saí sem dar o meu número!

                -Fácil, vá até o mercado hoje e fale com ele.

                -Hm, tem razão. –Concordei. –Eu preciso me arrumar, vou o quanto antes.

Saí da mesa às pressas para, logo, trocar de roupa. Decidi dar uma passadinha no quarto de SanHa, para ao menos despedir-me dele adequadamente.

                -SanHa, sou eu. –Bati na porta. –Posso entrar?

                -Pode!

                -Onde está a tia? –Perguntei ao entrar.

                -Ela foi arrumar algumas coisas no quarto. –Respondeu, sentando-se à cama. –Noona...

                -Hm? –Me sentei ao seu lado.

                -Eu não queria que você passasse por isso.

                -SanHa. Não começa com isso de novo... –Tentei impedi-lo.

                -Mas é verdade! Se eu não tivesse ido buscá-la no aeroporto...

                -Como pode ter certeza de que isso não aconteceria em outro momento também? SanHa, eu não estou triste. Não é culpa sua. Se fosse para procurar um culpado, culpe o universo.

                -Por que o universo? –Ele perguntou sem entender. –Não entendi.

                -Bom, eu não sei. Não sei se o que acontece conosco é programação do universo, ou de Deus. Mas o que nos resta, é culpar algo que temos certeza da existência.

                -Mesmo assim... O que irá acontecer quando você for revelada?

                -Isso, o universo que sabe. –Respondi, fazendo-o soltar risadas. –É bom vê-lo assim. –Apontei para o seu rosto. –Precisa de ajuda?

                -Ah... –Ele se espreguiçou. –Acho que eu preciso de você.

                -Como? –Perguntei incrédula.

                -Preciso mais de você na minha vida. –Ele me abraçou forte. –Eu te amo noona.

Senhor... O que foi aquilo? O que aconteceu? Que merda é essa? Mano do céu...! Eu tava com-ple-ta-men-te perdida naquela situação! “Preciso mais de você na minha vida.” Que fofura mais fofa das fofuragens do universo...!

Esse garoto, eu to dizendo! Ele quer me matar...

                -H-hm. –Limpei a garganta, fazendo-o me soltar.

Ele mantinha seu mais doce olhar fixado à porta, enquanto esboçava um pequeno sorriso fechado.

                -Estou com receio de sair daqui... –Ele lamentou.

                -Mas, - envolvi meus braços em seus ombros. –você precisa estar a todo tempo dedicando-se a sua carreira.

                -É... –Concordou balançando a cabeça. –Irei sentir sua falta. –Ele, mais uma vez, me abraçou. Desta vez, eu correspondi.

                -Eu também, SanHa.

Mantivemos-nos assim por alguns segundos, até que decidi que já estava na hora de cada um seguir seu rumo.

Despedi-me, novamente, de SanHa antes do mesmo partir, e logo, eu estava percorrendo o mesmo caminho até o mercado de Hyun Joong. Mas como todas as minhas escolhas, aquela foi uma merda.

Fãs brotaram do cú para me azucrinar, gritando “Peguem a ladra de idols! Ela vai pagar por roubar nosso SanHa!”

Meu deus, se você pudesse ver meu desespero àquela hora... Eu corri do jeito que pude, tão rápida como a multidão de sete que corria até mim. Até que eu tropecei numa rocha que não havia percebido antes.

Uma delas foi mais rápida, e me agarrou por trás, ela estava prestes a me dar um baita soco no rosto. Eu o cobri como pude, até que Hyun Joong chega ao momento exato, interrompendo a ação.

                -Mas que merda essas crianças estão fazendo frente ao meu mercado?! –Ele se aproximou com um avental.

                -CORRAM! –Uma delas gritou, correndo junto as outras.

Eu me levantei e sacudi toda a sujeira acumulada em meu vestido.

                -Aish... Até quando irei ter de suportar isso?  -Sussurrei.

                -Sempre que nos encontramos é por meio de uma catástrofe. –Ele se aproximou de mim. –Está tudo bem? –Eu assenti. –Ótimo você me deve essa.

Eu revirei os olhos e o segui até dentro.

                -Mas falando sério. Esse mercado é mesmo seu? –Perguntei incrédula. –Ele é enorme...

                -É do meu avô. Ele diz que sou um inútil miserável e que tenho de trabalhar. –Ele destrancou as portas. –Agora eu estou aqui.

                -Estou aqui pelo mesmo motivo. –Lamentei. –O problema é a minha tia.

                -Bem vinda ao meu mundo. –Ele riu.

                -Ei, eu havia esquecido. –Revirei minha bolsa. –Aqui está. –Entreguei-o um papel com meu número.

                -Cheguei a pensar que havia me passado a perna. –Ele riu, pegando o papel.

                -Sou uma garota de palavra. –Eu sorri. –Hm... –Revirei o lugar em olhares. –Onde irei trabalhar?

                -Por aí.

                -Hã? –Perguntei incrédula. –“Por aí”?

                -Como não temos mais vagas no caixa, ou até mesmo no açougue, você irá ajudar os clientes com suas dúvidas.

                -É mais fácil do que eu pensava.

                -Sim. –Ele concordou, ajeitando os suprimentos das prateleiras. –Agora, me ajude a arrumar isso. Está uma bagunça.

                -Sim, senhor. –Revirei os olhos e andei até o mesmo.

Aquilo era super chato! Eu não fazia nada além de pegar alimentos nas prateleiras e responder perguntas como, “Onde eu posso pagar tudo isso?” ou “O caixa fechado, ainda está aberto?” Mano... Não sou formada em paciência!

O dia foi um desperdício. Eu achei que só iria começar a trabalhar amanhã, mas não. Gastei todo o meu domingo de paz nesse inferno!

Já estava começando a repensar minha escolha.

                -Oppa, acho que eu já estou indo. –Disse uma garota do caixa. –Nos vemos amanhã.

Amanhã...

                -Sim. –Ele concordou. –Tenha uma boa noite.

Após a saída da garota, ficamos: eu, sumbae e um garoto quieto com óculos fundo-de-garrafa.

Eu até queria puxar assunto com ele... Mas parecia que estava me evitando. Ele era realmente estranho, e estava me deixando inquieta.

                -Sumbae!! –Eu pulei até Hyun Joong. –Será que eu também posso ir agora? –Pedi manhosa. –Todos já foram... Menos o esquisitão ali. –Resmunguei.

                -Vá. –Ele disse sem dar muita importância.

Perambulava meio perdida naquela noite fria pelos arredores de Seul, quando a fome de repente bateu, me deixando apreensiva.

Decidi parar numa lojinha de doces perto de casa, quem sabe assim, minha tia aliviava ao menos um terço do castigo?

                -Boa noite. –Disse à lojista. –Poderia me dar 12 desses aqui? –Apontei para um pote de vidro onde havia trufas.

                -Hm, claro. –Ela disse pegando uma caixa. –Você é... “A garota sortuda”?

                -É melhor do que “A ladra de idols”, não acha? –Perguntei, fazendo-a gargalhar.

                -Sem querer me intrometer, mas... –Ela se aproximou de mim. –Eu sou muito fã de ASTRO. –Ela sorriu. –Você é... Namorada dele?

                -Não. –Eu ri. –SanHa é meu primo.

                -Primo? –Disse incrédula. –Ah, faz sentido. Mas você não é daqui, é? O seu modo de falar é diferente.

                -Sou brasileira. –Disse pegando a caixa. –Tive de me mudar pra cá porque perdi meus pais há pouco, e agora, moro com minha tia. –Disse cabisbaixa.

                -Sinto muito. –Ela se curvou. –Você é, realmente, sortuda! Ter SanHa como primo... Deve ser um sonho.

                -Sim. –Sorri. - Ele é um bom garoto.

                -Ah, aqui o troco.

                Obrigada. Foi bom conversar com você! –Acenei. –Espero que nos encontremos novamente.

                -Sim! –Ela acenou com um sorriso.

Garota encantadora...! Ela também é AROHA! Interessante.

Ao chegar a casa, fui direto para a cozinha preparar a janta. Yoona chegou logo depois, perguntando como havia sido meu primeiro dia no trabalho.

                -Unni. –A interrompi. –Ao invés de ficar me fazendo perguntas, não poderia me ajudar a preparar o jantar? Afinal, você irá comer desta refeição. –Apontei para a panela de sopa.

                -Ah, claro. –Ela riu. –Descasque essa cebola, primeiro.

Preparamos como pratos principais; Champong, Dak Galbi e tivemos alguns a mais para simples acompanhamentos.

Estavam todos muito bons. Minha tia não hesitou em me elogiar. Ainn que felicidade! Comemos em silencio, aproveitando a refeição. Depois conversamos sobre meu novo trabalho.

                -Tia... –Reclamei. –Aquele trabalho é chato de mais!

                -Você quem quis.

                -Mas você estava tão animada... –Disse Yoona.

                -Então. –Mi Suk continuou. –Se você não quer trabalhar, apenas estude.

                -ESCOLA?! –Gritei, fazendo com que me repreendesse. –Nem pensar.

                -Por que não? –Disse Yoona, largando sua refeição.

                -Unni... Eu não quero pensar em escola. Não agora. –Respondi. –Já imaginou o caos que “A ladra de idols” iria causar?

Todos se calaram, continuando a comer. O silencio havia tomado total controle daquele lugar. E antes mesmo que percebêssemos, já havia batido às 21h00. Minha tia nos mandou subir para os nossos quartos, para que, amanhã, acordássemos cedo. Afinal, Yoona tinha de abrir sua loja na madrugada, e eu, trabalhar intensivamente no mercado.

Tomei uma longa ducha quente, para encobrir tamanho frio naquele quarto. Mesmo assim, dormi com o ar-condicionado ligado, para espantar os mosquitos que lá faziam ronda


Notas Finais


Hehehe, Melissa é uma garota de sorte, ela ainda irá arranjar um jeito de não trabalhar! Ah, e os encontros com os membros acontecerão ao decorrer da história.
Beijin pra vcs <3


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