História Lovers Doll - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Seventeen
Personagens Hong Jisoo "Joshua", Jeon Wonwoo, Junghan "Jeonghan", Kim Mingyu, Lee Jihun "Woozi", Wen Junhui "JUN"
Tags Gyuhan, Jeonghan, Lovers Doll, Mingyu, Minhan, Seventeen
Visualizações 69
Palavras 3.259
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olha quem apareceu... * desvia das pedradas * dnjkasdjasfsbfjkb

Primeiro: mil desculpas pela demora. Acabou que eu não tava satisfeita com o capítulo, apaguei uma parte, reescrevi um pouco e depois... o bloqueio pegou e ó, só me deixou ontem praticamente njksafjaks

Mas depois de muita pressão, e até ameaças (to falando de vc msm), aqui estou eu com esse capítulo cheiroso pra vocês.

Mas enfim, vamos lá!

Boa leitura <3

Capítulo 3 - Mestre?!


 

Já haviam se passado três semanas desde que Jeonghan entrara na vida de Mingyu, e de lá pra cá, algumas coisas mudaram.

O garoto agora fazia pequenas tarefas domésticas para “pagar” por sua estadia. Já sabia lavar a louça sem fazer maiores estragos — ok, vez ou outra um copo ou outro acabavam caindo. Mas o sabão era tão escorregadio! 

A lavadora de roupas também fora “dominada” pelo garoto.  Já não a deixava mais transbordar pelo excesso de espuma, como havia feito da primeira vez e aprendera no susto a separar as peças antes de jogar tudo na máquina, depois de acidentalmente ter manchado diversas roupas de Mingyu.

Mas o que mais gostava de fazer e se orgulhava de ter aprendido foi cortar os alimentos. Apesar de doloroso no início – já que acabou cortando-se algumas vezes - gostava de ajudar na cozinha. Com isso, descobriu que cebolas têm o poder de fazer pessoas chorarem e que o cheiro de alho impregna nas mãos. 

Mingyu não mentiria que foram três semanas bem exaustivas. Sua criatividade voltou e não o largou mais, fazendo com que conciliasse seu tempo entre a faculdade, sua máquina de costura, e um Jeonghan necessitado de atenção e supervisão.

Apesar de tudo, nem só de exaustão resumiram-se as semanas. Mingyu também mentiria se dissesse que não se divertiu em algumas situações, como por exemplo, quando convidou o garoto para assistir a um filme pela primeira vez.  Optou por um filme de ação, e talvez essa não tenha sido uma das melhores ideias do mais alto, já que filmes desse gênero geralmente contam com muita luta corporal, tiroteios e uma sangueira exagerada, o que fez Jeonghan ficar um pouco – talvez muito – apavorado em algumas cenas. Porém, após algumas – leem-se muitas – pausas, Mingyu conseguiu fazer o garoto entender que aquilo tudo não passava de atuação e efeitos especiais duvidosos. 

Mingyu estava mais feliz, mais disposto. Seus amigos perceberam, e tudo o que fazia era dizer que o tal boneco o estava ajudando mesmo. 

* ✿ *

 

Era sábado de tarde e Mingyu estava como de costume: atrás de sua máquina de costura, terminando mais um traje que fizera inspirado em Jeonghan, enquanto este estava deitado no sofá, trocando de canais incessantemente sem achar nada que o prendesse. 

— Qual a graça de correr atrás de uma bola? – Perguntava-se enquanto passava pelo canal de esportes. Por mais que Mingyu já tivesse o explicado que aquilo era um esporte e que movia nações, realmente não entrava em sua cabeça o sentido daquilo. Desligou a TV e levantou-se num pulo, caminhando a passos fortes.

— Mingyu, eu estou entediado! - disse Jeonghan adentrando o pequeno atelier.

— Me deixe terminar, só faltam alguns últimos detalhes. — Mingyu respondeu sem tirar os olhos do traje a sua frente.

— Você está sempre em função desses panos. Passa horas aí, todos os dias. Eu estou entediado! — disse, dando ênfase na última palavra, e sentando-se sobre a escrivaninha de Mingyu, que nada mais fez além de ignorá-lo completamente. 

— Mingyu-ah... — Começou a dizer enquanto esticava as pernas, a fim de fazer as pontas dos pés tocarem no ombro do mais alto.

— Para com isso.

— Mingyu-aah... — falou de novo em tom manhoso, dessa vez conseguindo empurrar levemente Mingyu com os pés.

— Para!

— Mas eu estou entediado! Eu quero sair, eu nunca saí desse apartamento. Estou cansado de ver as pessoas pela janela. — Jeonghan falava ainda mais manhoso, parecendo uma criança mimada.

Mingyu desligou sua máquina, soltou um longo suspiro e olhou para o menor, que o fitava com aqueles olhos castanhos tão bonitos.

— Tudo bem, nós vamos sair. — O mais alto disse dando-se por vencido e levantando-se da cadeira, enquanto o mais novo pulava da mesa direto para seus braços.

— Obrigado, Mingyu! Você é o melhor mestre, eu te amo! — Disse, selando os lábios do mais alto e sendo afastado pelo susto do outro.

— O que está fazendo? — Mingyu perguntou, tocando os lábios com os dedos, ainda descrente com o ocorrido. 

— Em um daqueles filmes que você me mostrou, a menina beijou o menino, e você disse que ela fez isso porque gostava dele. E eu gosto de você, por isso te beijei. — Respondeu com a maior cara de inocência do mundo.

É, parece que os filmes ainda lhe renderiam muitos momentos complicados.

— Olha, não é bem assim. Ela gostava dele... Em outro sentido. Enfim, não faça mais isso, é estranho.  — Não o podia repreender, afinal, ele realmente não entenderia mesmo. 

— Tudo bem. Vou me arrumar para sairmos. — O garoto respondeu, saindo correndo do quarto logo em seguida, enquanto Mingyu passava os dedos sobre os lábios mais uma vez.

 

* ✿ *

 

Jeonghan estava encantado. A noite ia caindo, e as luzes davam a cidade de Seoul um aspecto ainda mais bonito. O menor observava tudo atentamente, como uma criança.

Mingyu por sua vez, também observava, mas não a cidade, e sim Jeonghan. Prestava atenção para não o deixar se perder naquela multidão de pessoas, e também no olhar fascinado do garoto.

— Oi! — Jeonghan cumprimentava a todos por quem passava, sendo obviamente ignorado pela grande maioria.

— Pare com isso! —Dizia Mingyu, o repreendendo. 

— Mas eu só estou sendo simpático. Você viu que quase ninguém me respondeu? Que falta de educação deles, não é mesmo Mingyu? — Jeonghan dizia com um bico nos lábios.

— Ninguém vai responder um estranho que sai dando oi no meio da rua. — Respondeu o mais alto suspirando. – Venha, vamos entrar aqui. – Disse puxando o boneco pela mão para dentro do shopping.

E mais uma vez, Jeonghan encontrava-se fascinado. 

— Quer comer alguma coisa? — Mingyu perguntou, fazendo Jeonghan sair do transe.

— Quero sim! — Disse, voltando a juntar sua mão com a de Mingyu.

— Não faça isso em público! — O mais alto exclamou, soltando sua mão do outro.

— Porque não? 

— Por que as pessoas podem pensar errado.

— Errado como? Eu gosto de ficar de mãos dadas com você.

— Aqui não dá. — Dizia Mingyu, tentando encerrar o assunto, percebendo que já atraía alguns olhares por quem passava por eles.

— Você está com vergonha de mim. – Jeonghan disse, com os olhos enchendo-se de lágrimas.

— O que? Não, não é isso, é só que... – E Mingyu deu-se por vencido pela segunda vez naquele dia. – Tudo bem. – disse, voltando a segurar a mão de Jeonghan. – Só não volte a chorar, ok?

— Ok! – O menor respondeu limpando os olhos e voltou a sorrir.

 

* ✿ *

 

Após comerem e Jeonghan ter ficado completamente apaixonado pelo hambúrguer do McDonald’s, Mingyu resolveu passear um pouco mais pela cidade, antes que ficasse muito tarde.

Enquanto caminhava e explicava algumas coisas para Jeonghan, ouviu uma voz feminina gritar em sua direção e logo depois sentiu suas costas serem abraçadas.

— Oppa! – dizia uma garota de cabelos loiros um pouco abaixo dos ombros, ainda agarrada em Mingyu.

— Jiwoo! Tudo bem com você? – O mais alto retribuiu o abraço ainda que meio sem jeito pela situação, enquanto Jeonghan apenas observava a cena.

— Aaah Mingyu oppa, ultimamente você não tem mais saído com a gente. Eu sinto sua falta! – a garota dizia, voltando a abraçar Mingyu. 

— Eu ando um pouco ocupado essas semanas. Mas prometo que vou tentar sair com vocês. – Mingyu dizia ainda desconfortável, enquanto Jiwoo parecia não ter dado a mínima para existência de Jeonghan, que ainda se encontrava observando com uma legítima cara de interrogação. 

— Quem é você? – a garota perguntou, parecendo finalmente ter percebido a existência do garoto de fios longos, que simplesmente fez ignorá-la e virar o rosto.

— A-ah, esse é o meu primo. Não o leve a mal, ele morou muitos anos no exterior e ainda não entende muito bem nossa língua, haha. Jeonghan, ela está falando com você.

E mais silêncio. Mingyu não sabia o porquê daquilo, afinal, horas atrás o garoto cumprimentava a todos por quem passava.

— Ele não parece ser seu primo. Você é tão educado e gentil, oppa. – Jiwoo disse observando Jeonghan e voltando a abraçar Mingyu.

— Obrigado... Bom, nós já vamos indo. Foi bom te encontrar. – O mais alto se desfez do abraço um pouco sem jeito.

— Espere! Eu estou indo encontrar Wonwoo e Jihoon numa lancheria aqui perto. Você não quer ir junto? 

— Eu acho melhor não. Jeonghan está cansado também e-

— Eu aposto que eles vão ficar felizes em te ver. E vai ser bom pro seu primo também, de repente ele consiga se soltar e socializar um pouco. – A garota argumentou.

Mingyu pensou, não queria ser mal educado e recusar, sendo que realmente andava meio relapso com suas amizades. Porém, não sabia se era uma boa ideia. Jeonghan estava estranho.

—  Você se importa de darmos uma passada rápida por lá, Jeonghan? – Mingyu perguntou, recebendo de volta uma ignorada total. Ficou confuso e um pouco irritado. O que estava acontecendo?

—  Bem, então vamos lá. – Disse decidido, enquanto recebia um sorriso de Jiwoo, que enganchava o braço no dele.

O caminho todo foi de Jiwoo falando, Mingyu escutando e Jeonghan em silêncio.

Ao chegarem à lancheria, avistaram Wonwoo e Jihoon sentados em uma mesa no canto, que dava para a janela. 

—  Mingyu! Então você ainda sabe o que é sair? – Wonwoo disse, dando um leve abraço em Mingyu, que só fez retribuir.

—  Quem é esse? – Jihoon perguntou apontando para Jeonghan.

—  A-Ah, ele é meu primo, Jeonghan. Ele veio do exterior para passar um tempo comigo. – Mingyu estava receoso. Não sabia se Jeonghan iria simplesmente ignorar o rapaz a sua frente.

—  Oi, prazer. Seu nome é? – Jeonghan disse com uma postura completamente diferente de alguns minutos atrás. O que deixou Mingyu ainda mais confuso e fez Jiwoo resmungar baixinho.

—  Lee Jihoon, prazer te conhecer também. – O baixinho falou. – Nossa Mingyu, você nunca nos disse que tinha um primo que morava no exterior. Você sabia disso, Wonwoo?

—  Não, essa é nova para mim também. – Wonwoo respondeu olhando para Jeonghan e o cumprimentando também.

— É que nós nunca tínhamos tido muito convívio juntos, já que ele sempre morou fora. Mas os pais dele acharam que seria bom ele conhecer a Coreia e então me pediram para tomar conta dele. – Contou a melhor história que pôde inventar em tão pouco tempo. 

—  Nossa, que legal. E onde você morava? – Jihoon perguntou enquanto sentava-se de volta na cadeira.

E então Jeonghan olhou para Mingyu como quem buscava ajuda, enquanto recebia o mesmo olhar de volta. Eram muitas perguntas para o cérebro de Mingyu pensar ao mesmo tempo, na verdade, ele só conseguia pensar que tudo aquilo era culpa sua. Era sua culpa ter passado as três semanas tão ocupado quem nem pensou numa boa desculpa caso alguém visse Jeonghan e também era sua culpa estar ali naquele momento. Se tivesse negado o convite de Jiwoo, ou melhor, se tivesse dito não a Jeonghan, nada disso estaria acontecendo.

—  Itália. —  E para a surpresa de Mingyu, Jeonghan mesmo respondeu a pergunta. O que fez o garoto quase suspirar de alívio. Quase, por que antes que pudesse relaxar, Jihoon vinha com outra.

—  Whooaa, eu sempre quis conhecer a Itália. Fala alguma coisa em italiano, por favor. —  Maldito fosse Lee Jihoon! Mingyu só conseguia pensar que estava tudo acabado agora, mas para sua surpresa mais uma vez, o garoto respondeu.

— "Un uomo che sta troppo poco con la famiglia, non sarà mai un vero uomo!" — Jeonghan respondeu tranquilamente, fazendo os outros soltarem um "whoaa". Era uma frase de O Poderoso Chefão, e Mingyu nunca agradecera tanto por ter mostrado esse filme. Felizmente, os outros ali não assistiam muito coisas do gênero, e quando assistiam, era dublado em sua própria língua. 

— E o que quer dizer? - E Jihoon atacou novamente, mas dessa vez Mingyu se meteu.

— Você não acha que está querendo saber demais, Jihoon? Você está cansando ele, dá um tempo. 

— Nossa, parece que alguém tá de tpm. Ok, vamos comer de uma vez.

E passado o sufoco inicial, todos encontravam-se sentados conversando e comendo. Jeonghan apesar de ter comido à pouco, fez questão de fazer seu pedido também, e agora conversava com Jihoon. Já Mingyu, pediu apenas um refrigerante e conversava com Jiwoo e Wonwoo, que logo em seguida pediu licença da mesa e chamou o mais alto junto.

— Ah, eu já volto, Jeonghan. — Disse, vendo o garoto assentir. Teve um pouco de receio de deixá-lo sozinho, mas ele estava conseguindo socializar bem.

Wonwoo parou no corredor que dava para os banheiros masculino e feminino, fitando Mingyu, que parou a sua frente.

— Desde quando você tem um primo que mora no exterior? Aliás, desde quando você tem primos? — Perguntou seriamente.

— E-eu nunca te falei dele justamente por não sermos próximos. Essa é praticamente a primeira vez que eu o vejo tam- E Mingyu teve sua fala interrompida.

— Não mente pra mim, Mingyu. Quem é ele? É seu namorado? 

— O QUE? — Acabou elevando um pouco mais o tom de voz do que gostaria, atraindo a atenção de algumas pessoas que saíam dos banheiros. — Quer dizer, não, ele não é meu namorado. É... complicado.

— Fala, eu sou seu melhor amigo. Não sou? — E de fato, ele era. Mas será que seria uma boa ideia contar a verdade? Ele não queria continuar mentindo para Wonwoo, nunca escondeu nada do mais velho. Depois de pensar um pouco, achou melhor contar a verdade.

— Tá, eu vou falar a verdade. Promete que não vai rir ou me achar louco, ok? — Perguntou com um pouco de receio sobre a reação do mais velho ao saber da história tão... peculiar.

— Claro que não vou. Fala a verdede, ele é um peguete, né? Ele é muito bonito, você tá pegando bem, hein. — Wonwoo disse, enquanto dava um tapinha no braço de Mingyu.

— Eu já disse que não! Presta atenção, ele... — respirou fundo antes de continuar. — Lembra daquele boneco que o Jun me deu? — Perguntou vendo o outro assentir com a cabeça. — Então, aquele boneco é mágico, ele pode se tornar humano, e no caso, ele tá ali sentado naquela mesa. Jeonghan é o boneco! — Falou a última frase rápido, ficando de certa forma, aliviado por contar a verdade a alguém. 

— Puta que pariu... Mingyu, eu não acredito que você anda fumando maconha de novo! Você tinha dito que a última vez que usou foi naquela festa dos calouros! — Wonwoo respondeu em tom de repreensão.

— Eu não fumei maconha! E aquela vez foi a última mesmo... — Segurou os ombros do mais velho. — Olha, eu sei que é difícil acreditar, mas eu to te falando a verdade. Eu o tirei da caixa, deixei em cima da escrivaninha, e fui tomar banho. Quando voltei, ele estava lá, sentado na mesa! Eu também não acreditei, mas é a verdade. — Suspirou, olhando para Wonwoo, que parecia pensar.

— Bom, você não tá com cara de quem tá mentindo, mas... é difícil acreditar. — Wonwoo respondeu e viu Mingyu assentir. — Mas tá, digamos que eu acredito. O que vai fazer com ele? — E esse era o ponto da questão. Nem Mingyu sabia o que faria. Ficaria a vida toda com ele? Ou ele voltaria a forma de boneco algum dia?

—  Eu to cuidando dele. Ele me disse que já teve outros "mestres" — Fazendo aspas com as mãos ao dizer a palavra mestre — mas que todos o abandonaram depois que ele se transformava em humano. Eu fiquei com pena, ele parece uma criança órfã.

— Entendo... Se fosse comigo, acho que também não conseguiria o colocar para fora. Mas, tenta não se apegar demais a ele... — Disse e viu Mingyu olhar com uma expressão de dúvida. — Ele é um boneco, e bem, eu posso ver que gosta dele.

Mingyu achou que Wonwoo só pudesse estar de brincadeira com a sua cara. Era essa a única consideração que ele tinha? Ele gostando do boneco? Só podia ser piada. Claro que gostava do garoto, afinal, estava convivendo com ele, mas não era nesse sentido. Jeonghan era inocente demais para tal coisa.

— Fica tranquilo, e não pense nessas coisas. Enfim, só não conte à ninguém, por favor. — E Wonwoo assentiu. — Vamos voltar, já demoramos demais.

Voltaram à mesa, e Jeonghan que já havia terminado suas batatas fritas, estava ainda conversava com Jihoon, enquanto Jiwoo estava no celular. Sorriu ao ver que o garoto parecia empolgado e feliz em conversar com Jihoon, mas logo desfez o sorriso ao lembrar-se das palavras de Wonwoo.

— Vamos, Jeonghan? Já está ficando tarde. — Disse, e Jeonghan assentiu.

— Vamos todos, eu tenho que estudar para a prova de segunda. - E todos assentiram e levantaram-se de seus lugares.

 

* ✿ *

 

Após se despedirem, os dois tomaram o rumo de casa. Jeonghan caminhava cantarolando Lotto, do EXO — uma das músicas que tocava na lancheria — enquanto Mingyu o observava. 

— Você se saiu muito bem hoje. — Mingyu disse, atraindo a atenção do garoto para si. — Na hora que perguntaram aonde você morava. Eu não esperava que fosse conseguir responder, e eu acabei travando. — Disse, sorrindo fraco. 

— Eu me saí bem, não é? Eu lembrei daquele filme que assistimos, Ainda bem que consegui lembrar de uma frase também. 

Mingyu assentiu com um pequeno sorriso e continuou.

— Por que você estava estranho aquela hora? — Perguntou, e o garoto o olhou com quem não havia entendido. — Com Jiwoo, você a ignorou. Porque?

— Ah, aquilo. Não sei dizer. Apenas não gostei da maneira como ela te abraçou. Eu senti uma coisa aqui dentro de mim, fiquei irritado. Eu queria  dizer que você era o meu mestre e que era para ela te soltar.

Ah, Jeonghah havia sentido ciúmes pela primeira vez. 

Mingyu riu baixo com aquela declaração. 

— Você sentiu ciúmes, e é normal, já que eu praticamente estive dando atenção apenas a você durante esse tempo. Mas não precisa sentir ciúmes dela, Jiwoo é só uma amiga. Assim como Wonwoo e Jihoon.

— Mas ela não agia como eles. Ela também foi antipática comigo. E... aaah — Balançou a cabeça para os lados — tudo bem. Desculpe por isso. 

— Tudo bem, Jiwoo é meio irritantes as vezes mesmo. Mas isso é segredo nosso, ok? — Disse, e viu Jeonghan assentir com um sorriso sem mostrar os dentes.

Mingyu afagou os cabelos arroxeados do garoto, e continuaram caminhando em silêncio por um tempo.

— Mingyu-ah... — O garoto disse quebrando o silêncio e Mingyu voltou o olhar para ele. — Obrigado por hoje, eu realmente me diverti. — Disse sinceramente, mostrando abertamente o sorriso bonito que tinha. 

— De nada, fico feliz que tenha gostado.

— Mingyu-ah... — O garoto dessa vez pareceu pensar.

— O que foi?

— Podemos dar as mãos de novo? — Perguntou olhando para baixo, fazendo os cabelos lisos cobrirem as laterais de seu rosto. 

— Ah, tudo bem. Não tem muita gente na rua essa hora, então acho que não terá problema, tendo em vista que andamos de mãos dadas pelo shopping lotado. — Disse rindo fraco, ao lembrar-se da cara de reprovação que algumas pessoas faziam ao vê-los.

Mingyu entrelaçou os dedos com os de Jeonghan, e segurou firme em sua mão. Gostava da sensação na verdade, o garoto tinha as mãos pequenas e os dedos um pouco tortos, era confortável.

Continuaram assim por mais algumas ruas, e quando estavam há uma quadra do apartamento de Mingyu, ouviram passos rápidos e uma voz masculina atrás.

— Atsushi?! — A pessoa gritou e Mingyu percebeu Jeonghan parar e apertar sua mão. Parou junto e olhou para trás, vendo um garoto que aparentava ter sua idade, correndo em direção à eles.

— Atsushi... é você? — O garoto de cabelos castanhos bagunçados e óculos de gosto duvidoso, falava um pouco esbaforido, enquanto apoiava as mãos nos joelhos.

Jeonghan virou-se finalmente, e apertou ainda mais a mão de Mingyu, que aquela altura não estava entendendo nada.

— M-mestre? — O garoto boneco falou, arrancando um sorriso do outro garoto ali, deixando Mingyu um pouco chocado com o que havia ouvido.

— Pera aí, como assim mestre? 


Notas Finais


Aaaaaaaaaaaaaah, quem será que apareceu? Tan, tan, taaaaaaaan

A resposta na próxima semana, nesse mesmo bat-horário e nesse mesmo bat-canal

Ok, no ndsajkdnjkasfjksan

Eu amo a Jiwoo, desculpa por fazer ela ser a mina chata. Mas eu achei que ela ficaria bem nesse papel sbdjkbsajb

Prometo que não vou demorar tanto pra postar o próximo capítulo, mas acho que o capítulo veio num tamanho bom pro tempo de demora, né? Ou não, ok

Desculpem por qualquer erro, eu revisei, mas pode ter passado um ou outro despercebido.

Amo vocês, até uma próxima <3


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