História Lovesick - Capítulo 3


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Drama, Gore, Hentai, Original, Psicopata, Psicopatia, Romance, Shoujo, Yandere
Visualizações 11
Palavras 1.540
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Ecchi, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Oioioioi
Desculpa pela demora de um mês, a escola pegou pesado e eu fiquei realmente muito cansada e nada inspirada.
Eu já tinha feito umas betas, mas essa ai (a mais curtinha) ficou a mais bacaninha na minha opinião, então estou postando.
Desculpe novamente pela demora DO CARALHO pra postar essa fic que nasceu do flop e assim morrerá (vou concluir não se preocupe)

Capítulo 3 - Cafeína


Fanfic / Fanfiction Lovesick - Capítulo 3 - Cafeína

No caminho da escola, me deparava com diversos grupos de amigos de escola andando e passeando por ai, enrolando, como se já não fosse quase o horário desses desocupados estudarem. "eles vão se atrasar" era só isso que passava na minha mente.

Eu queria tanto me encaixar nesses grupo sociais, ficar amiga de verdade de alguém. Eu converso tão pouco, talvez seja meu jeito diferente, minha cara de maníaca, unhas roídas, e de gostar de ser assim, embora eu não quisesse mudar, eu tinha de fazer, é um ano moderno, e a tendência é seguir tais modinhas.

Quando adentrei ao lugar, uma classe tão pequena por sinal, que deveria ser pequena mas não é, fui recebida apenas com olhares; sem falas, o assunto continuava entre eles.

- Sayuri-chan!! - Nise gritava com muita empolgação - como é bom te ver novamente., tudo bem, com você?

- Olá - disse mais seca do que deveria, estava com sono, era inevitável - a pergunta é, você está bem?

Um rosto inchado e vermelho, um roxo que dominava perante seu olho esquerdo, e as marcas de seus dedos.

- Foi só uma briga que me meti quando vinha pra cá, está tudo bem

- Se você diz... - sentei-me e o assunto acabou por ai.

Cada aula seguiu normalmente, em poucas ocasiões ocorria algo novo, um no mínimo surpreendente, gosto do empírico, porém não foi nada demais, nada que eu acabe por lembrar no fim do dia.

No intervalo, a pequena classe se juntou para comer sua marmita, todo mundo falando sobre assuntos diversos e variados, até que Shi Nagise direcionou o assunto á mim.

- Damasa-san, em breve iremos andar em algum centro comercial, gostaria de ir conosco? 

- Adoraria.

- Sua companhia seria de muito bom agrado.

- Oh... Obrigada.

Ouvia alguns resmungos vindo de fundo, e alguns olhares que ora eram maliciosos, ora rancorosos, que clima bom não?

- Ei, você não tinha de falar com sua tia antes? - Sim deveria, mas a dúvida é, como Nise falou isso quase que como um tiro certeiro, ele nunca conheceu minha tia, e se não me engano nunca falei da mesma.

- Sim, eu tenho, como você... Tsc, deixa para lá. - iniciar uma discussão era quase tão inútil naquele momento, ele pode ter visto por alguma rede social, sei lá, deixe ele fazer o que quer.

Após as aulas se passarem, com a mesma lerdeza do primeiro turno, e depois do término de tudo, andei refletindo, nada do diferente como sempre, enquanto andavam e conversavam, alguns olhavam e perguntavam minha opinião, e com alguns quero dizer Nagise, que me olhava bem receptivo, ele me instigava, parecia esperto, e isso de certa forma me atraia.

- E o Suki-kun, por que não veio? 

- Não sei, mas não deveria, aliás, ele tá acabado, melhor ficar em casa mesmo.

- É, ele e o Condure - Arregalava os olhos como se expressase um "você deveria saber o porque" - talvez tenham se metido em uma briga.

- É foi o que ele me falou. 

Usei Hikari, que por algum motivo havia vindo junto de nós, gritava para irmos mais rápido, já que estavamos quase os perdendo de vista.

.

.

.

Um lugar simples, para gente simples, as atividades em clube estavam sendo encerradas nessa semana de abertura, então a tarde por ora, era livre para eles.

Tenho um pouco de medo, alguns me acompanham para casa, mas logo eles vão deixar isso, e ficar sozinha é o que menos quero, é horrível. Deixei estes pensamentos de lado, puta que pariu, eles devem achar que eu sou mongolóide ou algo assim.

Seguimos andando, olhando algum centro comercial de destaque, caçoando das coisas como qualquer adolescente comum, as vezes alguns brincavam de se perder, e ver os amigos se preocupando para encontrar, era engraçado, todos pareciam muito amigos.

Maru Kinyosu chamou todas as garotas para ir ao banheiro com ela, mesmo eu não estando com nenhuma vontade de usa-lo e Shiori Yakuni distraída demais com o fato de que Hikari e Nagise formariam um belo casal homossexual.

Ao chegar ao local, Kinyosu resolveu falar, mesmo não especificando era para mim, que Meinu Koganmuchi iria revelar seus sentimentos para Nagise, no refeitório amanhã, e que se possivel para a gente não atrapalhar.

Descartei qualquer pensamento que estava tendo em relação á ele, ele parecia tão legal e esperto que me atraiu, porém perto dela, eu não tenho chances.

No final do dia, já estava meio tarde, e um pouco perigoso, chamamos nossos responsáveis para nos buscar, minha tia tava na casa da amiga fazendo as unhas, aquilo ia demorar.

Aos poucos todos acabaram por ir embora, um por um, até que sobrou apenas eu e Hikari, que me encarava de forma estranha.

Ele não era de falar, porém não parava quieto, sentava e re-sentava na cadeira onde estava, incomodado com o silêncio, assim como eu naquele momento. Eis que o garoto ruivo finalmente resolveu quebrar o silêncio.

- Eae, ta gostando da escola nova?

- Sim.

- O pessoal é meio estranho, mas são legaizinhos.

- É - eu sou a pior pessoa para esticar um assunto.

- Ta gostando de alguém? Hah - A cara agora era cada vez mais maliciosa, mal lhe conheço mas já considero um filho da...

- Não, eu não estou.

- Como assim? Tu não voltou com o Suki ontem da escola?

- Sim, porém a gente é só colega mesmo.

- Das poucas vezes que falo com ele, ele fala que gostou muito de você, mas sei lá, ele é meio trouxa esquisitão, dá mole para ele não.

- Talvez, hehe, e você? Ta gostando de alguém também? 

- Ei, qual é?

- Responda ai, já que eu já te respondi.

- Ah cara - ele falava durante risos - eu sei lá, quem quiser vem, pra mim tanto faz.

- Tanto faz, mesmo?

- Sim, bah, todas as garotas da sala são bonitas, sabe?

- Eu sei mas...

- Você também é bonitinha. - Ele havia me pegado nessa, o garoto tem um ponto, acertou bem no alvo, eu não sabia como responder. - mas então você não tá realmente gostando de alguém?

- Não. 

- Do Nagise do Suki, ou de alguma garota... Esta tudo bem.

- Não não, é só que não gosto de alguém mesmo.

- Você que sabe, eu não ia contar para ninguém mesmo. 

Brotou unha até onde não se sabe da minha tia, não é possível que demora. Quando ela finalmente chegou, estava ela com um sorriso cínico, malicioso. "é hoje Jesus, ou qualquer um que esteja ai em cima, você verá meu sofrimento de camarote"

Quando entrei no carro, o interrogatório começou

- É seu namorado?

- Não.

- Ele é aquele rapaz que foi com você ontem?

- Também não. - Onde estava meu fone naquelas horas.

- Ai, não fica se metendo com moleque não, minha amiga da pedicure ficou com um e engravidou aos dezesseis, sua idade. - Nem ouvia mais o que ela falava, aquele mix de músicas da América ou de outros Ingleses era realmente ótimo de se ouvir, ouvia em looping infinito, sem me enjoar.

Eu tava ficando meio maníaca com essas coisas de fora, e até palavrinhas em inglês eu conseguia pronunciar de uma forma "não tão escrota", o que pra mim era tão divertido, estava ainda mais perto de entender letras de musicas fódissimas

A janta foi um belo porre, com minha tia falando de meus amigos e meu primo fazendo piadas toscas tentando romantizar qualquer garoto com qual falei.

Por que parente tem que ser tão chato? Puta que pariu.

Na cama só conseguia pensar no fato de que Meinu-sama iria se revelar á Nagise, e mesmo não tendo nada á ver com eles, ou com suas vidas pessoais, eu sentia um pouco de ciúme, uma sensação de perda.

Não tinha vontade de chorar, entrar em crise, é só um peso na consciência que gritava de forma um pouco alarmante. Por Deus, ou por consistência do calendário, hoje não teria aula, digo hoje, já que são três da madrugada, e eu mexo no celular procurando distração, qualquer coisa.

Penso em fazer um lanche de madrugada, mas a preguiça é mais forte do que eu, e quem mais reclamou naquela noite não foi só minha consciência, e sim minha pseudo-fome. Belo corpo de merda este meu, não me ajuda á dormir nem por uma noite. 

Ao olhar as estrelas da varanda andava pensando, por pressão eu deveria gostar de alguém? Quero dizer, a maioria das pessoas da qual gostei, foi por pressão de outros, eu deveria fazer isso? Viver um conto, uma história de romance não-tão-falso assim? 

Eu não sou alguém que se apaixona fácil, porém nunca ter beijado alguém aos 16, é foda, ainda mais que com essa idade tem até gente que engravida. Sempre me convenci de que não iria me apaixonar por alguém, porém, eu quero fazer alguém feliz, quero que alguém me faça feliz, já que a situação anda meio conturbada,

Um dia quero morrer de amor, e algum dia quero que alguém morra de amor por mim, um dia... Eu não devia ter bebido tanto café.



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