História Lovesick - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Orphan Black
Personagens Cosima Niehaus, Dra. Delphine Cormier
Tags Cophine, Cosima, Delphine, Orphan Black, Psiquiátrico, Romance
Visualizações 37
Palavras 792
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Orange, Universo Alternativo
Avisos: Bissexualidade, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Sejam bem-vindos a mais uma historia. Acomodem-se, tomem uma xicara de café, e sintam-se a vontade para desfrutar de mais essa tambem :D

Capítulo 1 - Você já se perguntou?



O que vem em mente quando pensa em New York? Muitos responderiam Broadway (talvez você tenha respondido isso), outros diriam Central Park, Empire States, Madison Square Garden, ou até mesmo NYADA; as possibilidades são inúmeras. No que eu penso? Penso no hospital psiquiátrico Saint Claire, por quê? Ninguém faz ideia das extraordinárias historias que podemos encontrar em um hospital. Em um hospital comum, encontramos pessoas acidentadas, pacientes em processo de Quimioterapia, Hemodiálise, alguns em seu leito de morte, talvez.
Você pode até pensar que um hospital psiquiátrico é repleto de "loucos", mas as historias são por vezes divertidas, como a do velho George que mesmo depois de 72 anos ainda possui os seus {também velhos} amigos imaginários. Algumas são tristes como a de Katherine que após a morte de seu marido, afundou-se em uma profunda depressão e hoje diz vê-lo todos os dias, ao ponto de conversar sozinha e ouvi-lo responder. Em meio a tantas historias, uma me chamou a atenção, a historia da jovem Cormier, ou se preferir Delphine. E esta historia começa mais ou menos assim.
"Senhorita Niehaus, dirija-se a diretoria de serviços”.
Doutora Cosima dirigia-se a diretoria de serviços em passos largos e esboçando um sorriso cansado.
— Me chamou?
— Sente-se - Disse Raymond ao vê-la chegar. - Uma nova paciente deu entrada esta manhã, suspeita-se que tenha borderline, e você é a única com escalas livres, então não há nada a questionar Senhorita Niehaus, o caso é seu.
— Prontuário?
— Aqui está- Raymond disse estendendo as mãos para entrega-la
— Obrigada - Respondeu Cosima ao sair
— Senhorita Niehaus? - Chamou-a um pouco mais alto
Cosima recuou alguns passos de forma para que ficasse de frente a porta
— Sim, Richard?
— Boa sorte - Disse com um sorriso cordial.
 Cosima dirigiu-se até o quarto 227B em busca de sua mais nova paciente.
Cormier estava deitada encarando o teto quando ouviu alguém abrir a porta e sentar-se na poltrona ao lado de sua cama, sem ao menos desviar o olhar, perguntou:
— Aqui é sempre assim? Tudo tão igual? Tudo tão vazio?
— Só é vazio se você torna-lo assim
— É vazio pra você?
— Não diria vazio, diria que há um vão, mas não tão extenso para o vazio, nem tão pequeno para o nada.
Delphine sentou de frente para doutora Niehaus
— Desvire o crachá, por favor? - Apontou para o crachá preso ao bolso do lado esquerdo do jaleco de Cosima.
Cosima tornou a olhar para onde Delphine indicava a modo de fazer o que lhe foi pedido
— Então, senhorita... - Delphine esforçava-se para ler - Cosima Niehaus, certo?
Cosima assentiu
— Sou Delphine Cormier, embora prefiro que me chame de Delphine, ou em outro caso, Del.
Cosima estendera a mão para cumprimenta-la
— Como veio parar aqui?
— Nesse quarto? Subi aqueles dois lances de escadas acompanhada por outros que assim como você usavam jaleco branco.
Cosima sorriu com a inocente resposta da loira.
— Me refiro ao hospital, e antes que diga "minha mãe me trouxe", me refiro a sua internação. O que lhe aconteceu?
— Começou quando minha mãe surtou com o divorcio e decidiu me levar frequentemente ao psicólogo. E agora me trouxeram pra cá. - Delphine abriu os braços e girou para enfatizar o que disse anteriormente.
— Então, não sabe ao certo o que aconteceu?
— Não, isso até me parece um refugio, a culpa toda foi do surto da mamãe.
— Se me permite perguntar, como foi esse divorcio para você?
Delphine passou a encara-la, os olhos tão fixos aos de Cosima que chegaram a amedronta-la.
— Já se perguntou se tudo isso a nossa volta é real? Se tudo isso existe? Se nós existimos ou se somos fruto da imaginação de alguém?
Cosima desviou o olhar.
— Não consegue achar, respostas não é mesmo? É mais ou menos assim que me sinto o tempo todo, em busca de respostas. Já se perguntou o que é vida?
— Não, você já?
— Acho que foi a única coisa que consegui concluir.
— Qual foi sua conclusão?
— A vida é um quadro pintado por Deus a tinta óleo.
— Como assim?
— Tinta óleo não é tão fácil de ser usada, demora a secar e escorre com facilidade. O quadro "vida" ainda não está seco, portanto, ele escorre e se transforma o tempo todo. O que é vida para você, Cosima?
— Nesse exato momento? - Delphine assentiu- me manter viva, não tenho um fundamento. Vivo por viver, trabalho para me manter estável, sem grandes planos ou sonhos.
— Você é feliz assim?
Cosima não respondeu
— É feliz com a vida que leva? O que viveu até hoje?
Era como se a loira soubesse exatamente onde queria chegar, como se estivesse tentando a todo custo descobrir a fraqueza da doutora.
— Se me permite Del, tenho outros pacientes a atender. - Disse ao se retirar do quarto
 


Notas Finais


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