História LoveSick - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Yandere Simulator
Personagens Ayano Aishi, Budo Masuta, Hanako Yamada, Info-chan, Megami Saikou, Mina Rai, Oka Ruto, Osana Najimi, Rival-chan, Taro Yamada
Tags Ayano X Budo, Budo Masuta, Budo X Ayano, Tragedia, Yukotsu
Visualizações 218
Palavras 1.851
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Hentai, Luta, Romance e Novela, Terror e Horror, Violência
Avisos: Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Yay, aqui está o primeiro capítulo! Confesso que foi difícil arrumar uma introdução que não fosse clichê, mas que passasse bem a natureza da Yandere-chan. Espero que gostem.

Aos poucos as p00tarias começam, como ainda é o início da fic, os acontecimentos estão bem lentos. Mas aguardem, ainda há muita treta por vir.

Capítulo 2 - Capítulo 1 - Rosa é a cor da sorte


Ayano suspirou ao ouvir o seu despertador tocar, alertando-a que já era hora de ir para a aula. Por mais que já estivesse se acostumando com a rotina escolar, para a garota estava ficando extremamente cansativo passar todo o seu dia apenas fingindo. Fingindo que gosta das outras pessoas, fingindo que estava triste pelo seu gato morto, fingindo que gosta de coisas que nunca foram do seu interesse. Fingindo ser uma pessoa normal.

Desde que se conhece por gente, Ayano Aishi nunca foi capaz de demonstrar e muito menos sentir emoções. Sempre foi uma casca vazia, uma garota que perambula entre os outros sem rumo. Alguns vivem vomitando palavras em vão, dizendo coisas como “eu te amo” sem realmente sentirem (mesmo sendo capazes de tal) ou reclamando do que tem, afirmando que adorariam ser incapazes de fazer coisas como amar ou sofrer, enquanto isso, a única coisa que a yandere queria era ter um pouco daquilo. Um pouco daquele privilégio de se sentir viva, ser uma pessoa normal.

Convenhamos, até ela realmente entender a própria situação, viver nunca teve significado algum para ela. Estudar, interagir com outras pessoas, ter hobbys, tudo aquilo era tão... Sem sentido, vazio. Nada daquilo fazia diferença e nunca fez. Yandere-chan no início achava que todos eram assim, até começar a perceber que ela era o problema ali. Ou melhor dizendo, até começarem a trata-la como se ela fosse o problema ali. Está aí uma coisa que ela aprendeu desde cedo: Pessoas “diferentes” não têm lugar nesse mundo. Mais um motivo para achar que a vida não tem significado algum, e é puramente um teatro cheio de atores tolos. Para ser tratado bem, você precisa agir como eles. Até mesmo em suas aulas de história ela percebeu isso, as pessoas sempre tiveram repulsa por aquilo que não vai de acordo com suas normas, condutas, padrões. E yandere-chan era a própria personificação disso, e acabou pagando um preço muito caro.

Mesmo depois de ter “aprendido” a agir como uma pessoa normal, no fundo, tudo aquilo ainda não fazia sentido. Ayano achava que, depois que passasse a fingir e mentir para os outros, tudo ficaria normal. Mesmo se ela não tivesse emoções, ao menos conseguiria viver como uma pessoa decente.

Grande engano.

Tudo era só extremamente entediante. Notas boas, várias pessoas ao seu redor, boa reputação. Tudo aquilo não significava nada para ela, era fácil demais conseguir algo das outras pessoas.  Ela tentou procurar ambições, algo em que pudesse se agarrar, que a fizesse se sentir viva, nada adiantou. Sua mãe disse uma vez que ela só encontraria essa ambição em alguém especial, que certamente conheceria algum dia. Que grande desculpa de merda.

Sua vida era uma merda, a humanidade era uma merda.

Mas um dia ele veio, o seu salvador. A solução para todos os seus problemas. Seu senpai.

Somente ao pensar nele, em sua linda voz e sua pele macia e branca, a garota já abria um sorriso. Seu senpai era a primeira coisa se lhe vinha em mente ao acordar, e a última coisa que pensava antes de dormir. Ao encontra-lo pela primeira vez, ela sentiu algo que nunca havia sentido em seus 17 anos de vida. Amor, paixão, obsessão... Tanto faz.  Mas ele a fazia sentir alguma coisa, algo que nem o maior dos médicos foi capaz de fazer. Por ele, tudo valia a pena. Não importando se aquilo era um incômodo ou não. Não importando quem ela teria de manipular... Ou quantos animais ela precisaria matar.

Quando menos percebeu, estava tão possessiva a ele a ponto de ficar quase que doente. Doente de amor. A Yandere já sabia até do horário em que ele saía de casa para ir ao colégio, então logo se adiantou para se arrumar e poder segui-lo escondida.

Hoje, a calcinha que ela irá usar será rosa. Ela acredita que lhe dará uma boa sorte.

-x-

Após a primeira aula terminar, todos os alunos saíram da sala para aproveitarem o horário de almoço. Ayano estava com pressa, queria sair o mais rápido o possível para poder vigiar o seu Senpai. Ela estava desconfiada de que ele iria almoçar com a garota de marias-chiquinhas, e ela definitivamente não iria permitir isso. Ao guardar todo o seu material, sua professora a chamou.

- Aishi-san, eu gostaria de falar com você por um minuto. – Mida Rana a chamou, com sua voz irritantemente sedutora assim como todos os seus movimentos. Várias especulações sobre ela sempre rondaram a escola, até hoje yandere-chan não sabe como ela ainda não foi expulsa.

Pior, ela estava deixando de tomar conta de seu senpai para dar atenção a uma tarada que provavelmente queria o seu corpo. Graças ao senpai, Ayano finalmente estava conseguindo ter emoções. E isso inclui raiva de qualquer um que entre em seu caminho para conquistar o seu amado.

- Eu preciso saber se você já entrou para algum clube. Você é uma aluna popular, todos gostam de você e tenho certeza de que faria uma contribuição incrível aqui.

Ayano suspirou, de novo aquele assunto.

- Sim, eu sei disso. Tentarei pensar em qual deles me sinto melhor, obrigada. - Curta e fria, a garota saiu da sala vazia, deixando a professora sozinha. Aos passos rápidos, procurava Taro por toda parte. Até encontrá-lo, finalmente.

Para o seu alívio, o rapaz não estava conversando com a ruiva de marias-chiquinhas e meias de bolinhas. Ele estava perto das escadas, ouvindo um amigo dele. A garota se escondeu para ouvir melhor a conversa, esperando que ninguém a visse.

- Eu já lhe disse, Budo. Eu não estou interessado em entrar em nenhum clube, quem diria um de luta. Eu prefiro ficar na minha... - Ayano suspirou. A sua voz era tão linda, lhe fazia sentir tão viva.

- Não é questão de querer! Você ouviu o rumor sobre aquela garota de cabelo roxo? Dizem que ela foi atacada e raptada! Isso não teria acontecido se ela tivesse aprendido uma boa defesa. - A yandere franziu a testa, aquele garoto parecia querer interfirir em seus planos. Isso não parecia nada bom. - Eu sou seu amigo, quero o teu bem... Se tiver um maluco querendo te fazer mal, você poderá revidar.

- Sinceramente, eu não consigo entender como você consegue levar a sério as fofocas daquela Midori, ou as notícias daquela louca que ninguém sabe o nome. Uma escola não seria tão irresponsável a ponto de deixar um maníaco andar livremente entre os alunos. Não se preocupe tanto, certo? Preciso ir almoçar com a Osana-chan.

O amigo dele bufou, frustrado. Deixou que Taro fosse embora, olhando-o subir as escadas. Era verdade de que o desaparecimento de Kokona Haruka estava aflitando os alunos, fazendo surgir rumores pela escola toda. A yandere observou todo o diálogo bastante incomodada, ela não iria deixar que aquele rapaz estragasse os planos dela. Porém, Budo Masuta é simplesmente um dos alunos mais populares e o mais forte da escola, se ele simplesmente sumisse ou fosse encontrado morto depois de alertar tanto aos alunos disso, Ayano entraria em problemas sérios. Ela precisa resolver isso logo.

Mas primeiro, ela precisa cuidar do almoço de seu senpai.

-x-


"Hm, talvez entrar para um clube não seja uma ideia tão ruim" A yandere estava pensando, enquanto andava pelo corredor despreocupada, perdida em seus pensamento ao mesmo tempo em que seu senpai corria no cenário atrás procurando pelo banheiro masculino. O envenenamento tinha dado certo.

As vantagens de saber lutar eram altas. Além de ter uma resistência maior, conseguir atacar ficaria muito mais fácil. O fato de ter uma estudante desaparecida seria uma ótima desculpa, além de uma boa oportunidade para se aproximar do amigo do seu senpai. Quem sabe ela poderia até mesmo conseguir algumas informações sobre o seu amado.

Quando as aulas terminaram, os alunos ficaram livres para limpar a escola e depois passarem o tempo em seus clubes. Budo e os outros membros estavam se preparando para começarem os treinos quando Ayano entrou na sala.

- Com licensa, Masuta-kun... - Ela o chamou, Budo pediu permissão para que os dois conversassem a sós. Todos ali se simpatizavam com ela, adoravam a forma meiga e simpática com que a yandere tratava os outros.

- Sim, Aishi-san? O que a trás aqui?

- E-Eu ouvi o que você estava conversando com o Yamada-kun mais cedo, realmente.. Eu me sinto tão assustada com todos esses rumores, além de estarem me pedindo para participar de algum clube.. - Ela evitava manter o contato visual, se fazendo de tímida. As poucas vezes em que olhava em seus olhos, fazia uma carinha de pidona. Budo achava aquilo uma graça, e seu instinto a fazia querer defendê-la de tudo. - Eu estava pensando se eu poderia entrar para o grupo de artes marciais...

- Ora, mas seria um prazer! Haha, fico muito feliz pela sua escolha, Aishi-san. - Budo estava todo bobo e sorridente, assim como sempre ficava quando alguém pedia para ingressar em seu clube. Se sentia orgulhoso, principalmente por ser uma garota popular e atraente como a Ayano. - Fique assistindo os outros praticarem lá dentro, eu vou pegar seu novo uniforme e falar com o diretor.

Assim como havia pedido, a morena ficou sentada assistindo os outros integrantes lutando entre si. Estava um tanto fascinada, imaginando si mesma usando todos aqueles golpes perigosos em qualquer uma que se aproximasse de seu senpai. Até que Budo voltou ao clube e ordenou que os outros dessem uma pausa, ele tinha o uniforme branco em mãos. Ayano se levantou e se dirigiu até ele, que por ter se distraído acabou tropeçando em um dos alunos caídos no chão.

Ouvindo um "Me desculpe, sensei!", Budo parecia um tanto confuso. O uniforme da yandere estava caído ao seu lado, enquanto ele acabou por ficar com a visão da calcinha da Ayano, que estava parada em sua frente.

- Ah.. hã... Rosa... - Ele murmurou parecendo meio perdido, fitando a peça íntima da garota até ambos se darem conta do que havia acontecido. A yandere apertou sua saia contra as pernas e se afastou um pouco, enquanto Budo se levantava com o rosto completamente corado.

Mas a verdade era que Ayano sequer é capaz de sentir vergonha de incidentes como esse. Esse sentimento era único e pertencente as suas escapadas para observar o Senpai ao longe. Mas a garota não sabia que tal ato surtia um efeito tão grande nos garotos, a ponto de deixá-los acuados. Ela surpreendeu-se com essa nova artimanha que tinha aprendido. Em questão de relacionamentos, ela não se apegava muito em desvendar esse mundo, mesmo sabendo que nesse aspecto, haviam pessoas que manipulavam os sexos com sua luxuria. Já havia percebido, pois sua professora era um exemplo bem próximo disso. 

Ayano pediu mil vezes desculpa para o garoto, mas em sua mente, planos já estavam sendo formados. Pegou seu uniforme e durante o treino tratou de pensar. Talvez ela pudesse usar as armas secretas sobre sua timidez e sensualidade juntamente com o poder de acuar os meninos. Talvez, Budo seria mais útil do que a garota havia achado.

 Rosa era realmente sua cor da sorte.


Notas Finais


Me avisem caso tenha algum erro ou bug no texto. Queria agradecer às pessoas que comentaram também, me animou bastante! Espero que tenham gostado desse primeiro capítulo.


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