História Loving Can Heal - Capítulo 1


Escrita por: ~

Exibições 453
Palavras 3.964
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá gente,

Estava com a ideia na cabeça há algum tempo e hoje resolvi postar, até o ano passado escrevia algumas histórias em outro site, mas depois de ter vários problemas e perder tudo que tinha escrito decidi que se voltasse a postar iria postar por aqui e torcendo para que os problemas não se repetissem...enfim escrevo por hobby mesmo e amo futebol de paixão!

Bem vindos à história da Elise e do Zlatan!

Capítulo 1 - Loving can mend your soul


Fanfic / Fanfiction Loving Can Heal - Capítulo 1 - Loving can mend your soul

PRÓLOGO

Camp des Loges – Ooredoo - Saint-Germain-en-Laye, França. - Terça-Feira, 22 de março de 2016.

Que Zlatan não gosta de dar entrevistas todo mundo sabe, mas esse martírio, como ele encarava cada seção de perguntas inúteis, era parte de sua profissão e ele amava sua profissão, tinha dado sangue, literalmente, para se tornar um jogador de futebol e estava grato por ter se tornado não apenas um, mas um dos melhores, o melhor da França e da Suécia pelo menos, apesar de que quando assistia jogos de outros campeonatos ele tinha certeza de que era o melhor em muitos outros países também, mas diferente do que muitos pensavam, ele não ligava para o titulo de melhor ou não, a única coisa que lhe interessava era o que ele pensava e em seu pensamento, ele era o melhor.

Ele entrou na sala destinada a entrevistas e se sentou na poltrona passando a mão em seu rosto e ajeitando seu coque samurai. Os cinco integrantes da equipe de reportagem lhe cumprimentaram e falaram sobre o quanto o admiravam e tal, tudo aquilo que ele já estava mais do que acostumado a ouvir, ele deu um meio sorriso e agradeceu, para em seguida recostar-se na poltrona e ver uma mulher alta, magra e loira atravessar a porta e caminhar na direção dele, cruzando as pernas como em um desfile, sua longa experiência com mulheres o fez perceber que ela queria mais do que entrevistá-lo, mas ele não estava disponível e mesmo que estivesse não gostava de mulheres oferecidas.

“É um enorme prazer conhecê-lo, Ibra.” A loira fala inclinando o corpo para baixo, de forma que sua blusa de seda verde esticasse e desse um deslumbre de seus seios fartos, enquanto ela estendia a mão para ele. “Joyce Laurent, serei sua entrevistadora nessa bela tarde, espero que possamos ter um agradável momento. Tudo bem, Ibra?”

Transmitindo seu melhor rosto ilegível, aquele que sua família e amigos odiavam, por ser de fato um rosto sem nada para ler, nenhum sentimento exposto e um verdadeiro balde de água fria em quem estivesse esperando alguma reação dele, como a loira oferecida, ele murmura um “Ok” e direciona sua atenção para seu joelho, alisando o tecido da calça no local, antes de direcionar seu olhar para o teto, movendo seu pescoço de um lado para o outro, para esticar os músculos.

As primeiras perguntas foram sobre a temporada excepcional que o Paris estava fazendo e sobre o titulo conquistado com vários jogos de antecedência antes do final do campeonato, sobre seus gols, sobre sua relação com os jogadores, com Blanc e com Nasser, nada de diferente do que ele estava acostumado a responder, ou pelo menos fora assim até a repórter dizer que terminaria com uma pergunta pessoal. Ele imaginou que fosse algo sobre sua infância, ou sobre seu projeto contra a fome ou mesmo sobre seu livro, mas não foi.

“Ibra desde que você assumiu seu relacionamento com a atual diretora financeira do PSG você não comentou o assunto, mas é mais do que evidente que ela não é uma mulher que se enquadra nos padrões para mulher de jogador, o que você tem a dizer sobre as tantas curvas de sua namorada?”

Zlatan estudou a linguagem corporal da repórter enquanto ela fazia a pergunta para tentar captar a real pergunta por trás de suas palavras, mas não foi muito necessário já que os olhos dela davam parte das respostas e sua perna estrategicamente cruzada para mostrar mais de sua pele enquanto sua saia cinza subia dava o recado todo, ela estava mostrando sua magreza enquanto perguntava sobre as curvas da namorada dele, mostrando seu corpo considerado ideal pela sociedade, enquanto questionava o corpo considerado não ideal da mulher que tinha tomado conta da mente e do coração do atacante.

“O que eu penso sobre as curvas da minha namorada?” ele repete a pergunta movimentando a cabeça e abrindo um pequeno sorriso. “Sobre quais curvas você quer saber? As que se formam na testa dela enquanto ela esta lendo alguma coisa concentrada? Ou as que se abrem em seu rosto quando ela sorri fazendo meu mundo se iluminar? Ou seriam sobre as que se alargam em sua face quando ela dá suas tantas gargalhadas, me fazendo lembrar o quanto eu amo o som da risada dela? De qual dessas curvas você esta se referindo?

A reação estampada no rosto da mulher se torna impagável para o jogador e retrata o quanto essa não era a resposta que ela esperava ouvir.

“Não era essa resposta que você queria? Era para eu comentar sobre as curvas do corpo dela? Ok, então vamos falar do corpo dela.” Zlatan fala escorregando um pouco o corpo sobre a poltrona, colocando os cotovelos sobre os joelhos e unindo as mãos. “Ela tem um corpo perfeito. Minhas mãos se encaixam perfeitamente em sua cintura, meu corpo cobre perfeitamente o dela quando fazemos amor pelas manhãs, a curva do pescoço dela é minha tentação, ela esta sempre usando um lenço ou algum colar gigante para tentar esconder meus ataques ao pescoço dela, mas fazer o que se não resisto aquele pedaço gostoso de pele.” O som da risada do sueco ecoa na sala quando ele menciona sua tara pelo pescoço da namorada e com um sorriso gigante no rosto ele continua a descrever o corpo que tanto amava. “Seus peitos, sua bunda, suas pernas, cada uma dessas curvas me enlouquecem e me fazem feliz cada vez que eu durmo e acordo ao lado da mulher que faz meu coração bater mais forte e me desejar estar cada segundo do meu dia com ela.”

Enquanto a expressão da repórter se fechava cada vez mais, o sorriso no rosto de Melissa, a relações pública do PSG que acompanhava a entrevista, só aumentava e a espanhola não esperou muito para mandar uma mensagem pelo WhatsApp para Elise, a namorada de Zlatan, sobre as belas palavras que ele estava proferindo e que sem nenhuma dúvida estampariam capas de revista e jornais do mundo todo no dia seguinte, ainda mais se fosse levado em conta que essa era a primeira vez que o sueco falava sobre seu relacionamento com a cientista econômica considerada inadequada para ele por ter curvas além do “aceitável” para a posição de WAG.

Mel D’Ávila at 04:07 pm

Seu homem esta dando um show na entrevista aqui no CT, garanto que você vai chorar quando ver, eu já estou quase. Saudades Xuxu!

Sob os olhares atentos de todos na sala Zlatan continuou seu discurso, ele não falava sobre sua vida pessoal e principalmente sobre seu relacionamento, mas não deixaria o mundo sem uma resposta sobre sua relação com a mulher que ele amava.

“Sobre se enquadrar ou não em padrões eu que pergunto, que padrões? Existe um padrão para mulher de jogador? Não sabia, até porque se tem um padrão para isso eu te garanto que nada tem a ver com formato do corpo, do rosto ou com a cor do cabelo e sim com a paciência para suportar uma profissão de tanta exposição e gente metendo o bedelho no que  nada tem a ver com eles.”

“E você nunca fala sobre ela por quê?” a repórter pergunta tentando recuperar as rédeas da entrevista.

“Ela tem nome, E-li-se.” Falando por sílabas o nome da namorada ele responde estreitando as sobrancelhas. “Não falo porque minhas únicas respostas a imprensa tem que ser sobre meus jogos e gols, nada mais tem a ver com vocês, agora se vocês querem tanto saber sobre minha relação eu digo: temos um relacionamento fantástico, superamos nossas diferenças e problemas diários todos os dias com muito amor, sexo e bom humor, gostamos de ficar juntos e ficaríamos ainda mais se não fosse meu calendário de jogos. Relacionamento melhor impossível.”

“Se é tão perfeito assim porque não se casaram? O que falta? Amor?” sem conseguir esconder à irritação a repórter pergunta.  

Zlatan solta uma risada fria, sem divertimento algum.

“A Lizzy é a mulher da minha vida e eu a amo, estou com ela e vou ficar com ela, é tudo que vocês precisam saber.” Com um olhar indiferente para a repórter o atacante termina de falar e se levanta. “Obrigado a todos, terminamos por aqui.” Ele fala tirando o microfone do moletom preto de sua coleção própria e se retirando da sala ao melhor estilo Ibrahimovic de ser.

Caminhando pelo corredor que levava até o estacionamento ele ouve a voz alegre de Mel.

“Ibrahimovic apaixonado vai ser destaque na imprensa mundial amanhã. Excelentes respostas Ibracadabra. Até amanhã.” A pequena mulher morena fala e ele se vira para ela para lhe dar um sinal de positivo e então voltar a caminhar em direção ao seu carro para ir para sua casa, onde ficaria sozinho, pois Lizzy tinha ido para Munique resolver alguma coisa das finanças de Anna e só voltaria no dia seguinte, apesar de ter aprendido a gostar da polonesa, Zlatan odiava que ela acabava vezes outra levando sua mulher de sua cama, mas Elise teria que recompensá-lo por deixá-lo dois dias na seca e essa recompensa lhe tirava um sorriso malicioso dos lábios.

(...)

O alto nível de rendimento do treino levou Zlatan e todos os demais jogadores do PSG a almoçarem no refeitório do Ooredoo e como sempre acontecia quando eles se reuniam o almoço só terminou perto das quatro horas da tarde, porque o almoço acabou se transformando em uma reunião e eles só começaram a ir embora depois do segundo café da tarde que tomaram.

No momento em que adentrou ao apartamento que dividia com Lizzy, a poucos minutos do CT, os olhos do jogador já se encontraram com os belos olhos da anglo-brasileira e ele percebeu que tinha alguma coisa de errado. No tempo que estavam juntos ele tinha apreendido a conhecer a mulher parada em frente à lareira como conhecia a palma de sua mão e o olhar que ela lhe dava, apesar do sorriso que ela abria ao vê-lo deixar as chaves e documentos em cima da mesinha do hall de entrada, revelavam que algo estava errado.

Ele caminhou até ela calmamente, tentando analisar todos os movimentos dela, mas não conseguiu detectar nada e então antes dele chegar mais perto Elise levou a mão ao balcão de troféus dele ao lado da lareira e pegou várias revistas, colocando sobre a mesinha de centro da sala em seguida.

Os olhos negros do atacante passaram sobre as letras garrafais amarelas da capa da primeira revista que dizia algo sobre ele estar in love com sua Lizzy. Zlatan passou as mãos pelas revistas percebendo que todas falavam sobre a mesma coisa: sua entrevista no dia anterior.

“Eu assisti a entrevista.” Ela fala.

Tentando captar algum tom diferenciado nas palavras dela o atacante calmamente responde.

“E o que achou?”

Elise morde o lábio inferior e balança as pernas agitadamente antes de começar a falar.

“Perfeita.”

“E porque essa cara então?” o sueco a questiona.

“Você me ama?” ela pergunta mordendo o lábio inferior novamente.

“Um dia longe te fez esquecer a resposta?”

A mulher dá dois passos para trás e se senta no confortável e enorme sofá branco da sala deles passando a mão nervosamente pelos cabelos.

“Elise o que foi? O que houve?”

Ela respira fundo antes de levantar o olhar para ele.

“A Mel me avisou que você tinha dado uma entrevista e que eu iria gostar quando visse, achei que fosse algo sobre o campeonato, não sabia que falaria sobre mim.”

Ibra separa um pouco as pernas e cruza os braços, ficando numa posição que intimidaria qualquer pessoa que não o conhecesse, tentando entender onde Liz queria chegar e forçando sua memória para se lembrar se ela estava próxima de seu período menstrual, pois o nível de sua sensibilidade estava tão alto que poderia facilmente tornar-se palpável.   

“Só falei verdades Lizzy, não estou entendendo sua reação.”

“Eu não sabia como te dizer o que eu tenho que te dizer, estava com medo da sua reação e de como isso poderia afetar nossas vidas, mas depois de assistir tantas vezes essa entrevista e de ler tudo o que as revistas estão falando hoje eu só...” ela pausa a fala de repente.

“Você só o que?” ele pergunta fazendo um gesto com a mão para que ela continuasse.

Elise fica em pé e caminha até a sala de jantar, voltando em seguida com uma pequena caixa preta e entregando para ele.

“Um presente?”

“Abre.” Ela fala com uma expressão amedrontada no rosto e dá alguns passos para longe dele.

Sem nenhum cuidado em manter a caixa intacta para ser reutilizada ele retira um pacote escuro de dentro da caixa e abre o pacote se deparando com uma pequenina roupa do PSG, desenrola a roupa e percebe ser um tip top de bebê com o número dez e escrito: Daddy.

Uma mistura de pensamentos e sentimentos invade a mente e coração do atacante que não consegue se conscientizar do que estava escrito na pequena roupinha.

Daddy?

Papai?

Era isso? Ele seria pai?

Ou tinha entendido errado?

Sem conseguir raciocinar com clareza ele se senta no sofá e deixa sua cabeça cair para trás, fechando os olhos em seguida e tentando absorver o que de fato estava se passando ao seu redor.

Ele já era pai ou pelo menos deveria ter sido e se não fosse o grave acidente que Helena sofreu quando estava grávida de sete meses e que acabou sendo fatal para ela e para o pequeno bebê deles também. Seu relacionamento com Lizzy tinha começado turbulento, eles levaram alguns meses antes de se realmente se entenderem e outros meses para finalmente decidirem morar juntos, mas em todo esse tempo eles nunca tinham conversado sobre filhos, era como se esse tema fosse proibido entre eles.

Zlatan não sabia o que pensar, não sabia se estava pronto para ser pai novamente, se conseguiria ver Lizzy grávida sem prendê-la dentro de casa para não acontecer com ela o mesmo que aconteceu com sua ex-mulher morta ou até mesmo se queria ser pai, ele não tinha pensando nisso depois da tragédia.

“Eu sei que te peguei de surpresa e esta sendo uma surpresa para mim também, não sei como aconteceu, os remédios estavam em dia, mas aconteceu. Entendo que queira pensar sobre isso, nunca conversamos sobre filhos, mas eu estou grávida Zlatan, treze semanas.” Elise fala sentindo algumas lágrimas escorrerem por seu rosto, ela não sabia como Ibra reagiria, levando em conta o que aconteceu com sua mulher e seu filho, mas não podia negar que no fundo de seu coração imaginava que talvez ele ficasse feliz, estava errada e não podia impedir o terrível sentimento de rejeição e medo que palpitava crescente em seu coração.

“Suas palavras na entrevista me fizeram chorar, porque eu pensei que era exatamente aquilo que eu esperava ouvir do homem que é o pai do bebezinho que esta sendo formado no meu ventre. Sinto muito se não planejamos amor.” Ela fala passando as costas da mão pelo rosto para limpar as lágrimas que insistiam em cair, um lado dela queria ir até ele, olhar em seus olhos e dizer que tudo ficaria bem, mas seu outro lado, o racional, a impedia de fazer isso e a mandava deixá-lo sozinho, e foi isso que ela fez ao deixar a sala e caminhar para seu escritório no segundo andar do apartamento, onde se desatou a chorar como há muito tempo não fazia.

Ele não saberia dizer se foram minutos ou horas que passou na mesma posição sentado no sofá e segurando a pequenina roupinha do PSG, que tinha escrito nas costas o motivo para sua falta de reação.

Daddy.

Quatro anos depois a vida resolvia brincar com ele novamente?

Um filho?

Um bebezinho estava crescendo na barriga da mulher que tinha virado seu mundo de cabeça para baixo e aterrorizado seus pensamentos desde o momento que parou na ponta da mesa onde ele almoçava no Brasil, durante a Copa, pedindo um autógrafo para seu amado sobrinho, ele deveria ter imaginado depois de vê-la se transformar em uma leoa para se defender e defender Tony, que em algum momento ela gostaria de ser mãe.

A dúvida que rondava todos os pensamentos do atacante era se ele gostaria de ser pai, era se ele seria capaz de ser pai, não tinha pensando muito nisso na gestação de Helena, até porque eles viviam brigando e já estavam separados, e naquela época ele pensava que se a criança tivesse muitas babás e brinquedos estava tudo certo, mas depois que seu filho morreu ele tinha passado a realmente olhar para as crianças ao seu redor, tinha visto a dedicação e amor de Max e Thiago aos seus filhos, o carinho de Marco, o irmão de Lizzy, com ela e com Tony e percebido que ser pai ia muito além disso, essa constatação o aterrorizava ainda mais.

Como alguém com uma infância e pais como os dele poderia ser um bom pai? Poderia ser um pai para o filho de Lizzy, que ela certamente já a amava com todo seu coração, enquanto ele mal sabia o que pensar.

Ibra não estava preocupado com isso, mas ele tinha levado algumas multas até chegar à casa de Max, poucos a quilômetros da sua, ele precisava conversar com seu melhor amigo, desabafar com ele. Max desde o Ajax tinha se transformado na família que ele nunca teve e as palavras dele não poderiam ser diferentes e confortá-lo mais.

“A Elise é a mulher da sua vida Zlatan, você a ama, vai amar o bebê de vocês também, ele não será a reencarnação de seu filho com a Helena, será o fruto do amor do seu amor com a Liz. Não se preocupe sobre não ser um bom pai, a Liz nunca te deixaria ser um pai de merda, aquela mulher é uma leoa, você sabe muito bem disso, pense em como ela será com esse bebê, pensou? Você não será diferente, será um excelente pai babão. Vá pra casa, faça amor de reconciliação com sua mulher, diga que a ama e aos poucos a idéia de ser pai vai se tornando mais atrativa, eu também me assustei com a primeira gestação da Gi, depois foi só amor. Fica tranquilo meu amigo, você será um grande pai.”

(...)

Quando o delicioso cheiro de bolo de laranja e de café recém passado se espalhou pela casa e chegou até as narinas de Liz ela abriu os olhos se espreguiçando e rapidamente olhou para o relógio percebendo que já passavam das onze horas da manhã e que ela estava atrasada para começar seu dia de trabalho.

Entre levantar, tomar uma ducha relaxante e colocar um vestidinho de malha azul celeste apenas para tomar café, os olhos dela não puderam deixar de notar que o lado de Zlatan na cama estava intacto, ele não tinha dormido no quarto e talvez nem em casa. Deveria estar com Max ou no CT, os pensamentos dela decidiram e ela deu de ombros acreditando que ele precisava de um tempo, a gestação dela tinha sido uma surpresa e ela lhe daria o tempo que ele precisasse. De frente para o espelho Liz não conseguiu conter o sorriso ao perceber o crescimento de sua barriga.

“Nice.” Ela chamou a governanta que trabalhava para Zlatan há mais de dez anos.

“Nice amor da minha vida, você fez meu bolo preferido?” perguntou caminhando em direção a mesa de jantar e se deparando com uma mesa repleta de comidas deliciosas e um belo arranjo de girassóis e hortências num vidro de água no centro da mesa perfeitamente arrumada. “Que mesa maravilhosa é essa, Nice?” pergunta pegando um morango e mordendo.

“Dei folga para Nice.” O som grave da voz de Zlatan assusta Liz.

Ela se vira para olhar para o homem que ama encostado na divisa da porta que une a sala de jantar com o corredor que leva a cozinha.

“Dormiu bem?” ele pergunta ignorando a surpresa no rosto dela ao vê-lo em casa.

“Achei que estivesse no treino.” Ela comenta finalmente engolindo o pedaço de morango.

“Jogo amanhã amor, hoje foi só físico, já fui e voltei, você dormiu bastante ursinha.” Ele comenta caminhando até ela e sorrindo ao chamá-la pelo apelido carinhoso.

“Zlatan...”

“Shiu.” Ele pede colocando o dedo indicador nos lábios dela e puxando seu corpo para mais perto do dele. “Eu te amo.” Os olhos dele se tornam ainda mais negros enquanto ele a encara com a cabeça inclinada um pouco para baixo, já que ela estava sem salto e bem mais baixa que ele. “Me desculpa por ontem, eu não sabia o que pensar, na verdade ainda estou confuso, eu não estava esperando um filho agora, mas eu deveria ter te abraçado e falado o quanto eu te amo e o quanto eu preciso de você nesse momento em que um medo absurdo de que se repita com você o que aconteceu com Helena invade meu coração.”

Apertando ainda mais os braços envolta do corpo de Elise ele leva uma mão até a lateral do rosto dela e faz um carinho ali.

“Preciso da sua ajuda.”

“Não tem que se desculpar de nada amor, eu deveria ter falado de outra forma, eu acho, mas eu não sabia como te contar que estou grávida.”

“Shiu.” Ele fala colocando um beijo sobre os lábios dela. “Amo você e vou amar nosso filho também.”

“Eu sei que sim.” Iniciando mais um beijo Liz passa os braços pelo pescoço de Zlatan enquanto as lágrimas escorrem por sua face.

“Me deixa ver essa barriga chorona.”  

Se ajoelhando na frente dela ele levanta seu vestido e passa a mão por sua calcinha de renda verde.

“Quer me matar amor?”

Uma risada sonora escapa dos lábios dela com a pergunta dele, mas que rapidamente se transforma em um gemido quando ele dá uma lambida, seguida de uma mordidinha na lateral de sua coxa. Os lábios dele seguem depositando beijinhos por toda extensão de seu ventre, até chegar um pouco acima do umbigo, onde ele coloca um beijo demorado.

“Nosso bebê.”

“Nosso ursinho.” Ela fala com os olhos cheios de lágrimas.

“Papai vai te amar muito ursinho.” Ele fala. “Ou ursinha, né? Se bem que se for uma menina vou ficar louco. Melhor não pensar nisso agora.”

As mãos dele Lizzy soltam o elástico que prendiam o cabelo dele em um coque e seus fios castanhos se soltam, caindo por seu pescoço. Ela começa a fazer a massagem que ele tanto gostava que ela fizesse em sua cabeça.

“Vou te alimentar, mamãe ursinha, e depois vou cuidar dessa bocetinha molhada, ok?” ele fala colocando um beijo sobre o monte de Vênus dela coberto pela calcinha que ele gostou e introduzindo um dedo por baixo do tecido e passando pela extensão da vagina encharcada dela, fazendo ela se contorcer. “Cuidamos disso daqui a pouco.” Ele fala ficando em pé, abraçando e beijando sua mulher novamente e então a puxando para se sentar no colo dele e alimentá-la na boca em meio a beijos molhados e a mordidinhas pelo ombro dela, que terminou o café sem seu vestido, com os seios cobertos de leite condensado e sendo colocada por ele em cima do tapete turco que ficava ao lado da mesa, onde ele chupou seus seios e beijou toda extensão de seu corpo antes de meter seu pau nela e unir seu corpo num ritmo frenético ao da mulher que ele amava e que agora lhe daria um filho.

Enquanto Lizzy se recuperava exausta dos ápices de prazer que ele tinha proporcionado ao corpo dela Zlatan só conseguia pedir aos céus ou a qualquer divindade existente que ao final da gestação de Liz ele tivesse ela e o filho deles em seus braços, vivos e com saúde.  

 

 

 

 


Notas Finais


Espero que vocês gostem de ler a história tanto quanto eu estou gostando de escrever.
See you soon!


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