História Lua de Sangue - Capítulo 36


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Personagens Personagens Originais
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NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Luta, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Não desistam de mim paixões do meus viver

Capítulo 36 - Marcos


Antes...

Era uma noite fria de dezembro, o rapaz caminhava pelas ruas do centro de Luna, a cidade estava vazia para aquele horário de uma quinta feira, ele ajeita os óculos de lentes quadradas no rosto, passa em frente a uma loja de carros, a vitrine o refletia, observa um porsche com olhar sonhador, seu caminho era certo já e sabia o que tinha que fazer, ao longe começa a escutar um som punk rolando alto, acelera o passo.

Chega a porta do bar, o letreiro dizia “Baltazar Rock Bar”, dois seguranças guardavam o lugar, ambos barrigudos e carecas, pele clara e de óculos escuros, trocam olhares e sorriem:

-Humanos não são bem-vindos aqui Marcos, muito menos se forem caçadores. – diz o da direita.

-Qual é Clovis, só preciso falar com o Pé de Pano. – diz Marcos.

-Da última vez tivemos que te arrastar pra fora do bar pela algazarra que causou. – diz o da esquerda.

-É sério pessoal, preciso realmente falar com ele, prometo não fazer bagunça.

-Você sabe que tudo que queremos é que faça. – diz Clovis rindo e dando passagem.

Marcos esboça um sorriso falso e entra no lugar, o lugar cheirava a enxofre, todos imediatamente se viram para o rapaz logo que pisa dentro do bar, ele passa como se não se importasse, uma banda no palco tocava Pet Sematary dos Ramones, o rapaz vai direto a sala do dono do bar, não era a primeira vez que ia ali, ao adentrar a sala vê um homem de meia idade, baixinho e gordinho, com um bigode grosso parecendo uma vassoura no rosto, óculos escuros de lentes redondas, seus cabelos apenas circulavam a cabeça, vestia uma camisa florida, em cima de sua mesa quatro carreiras de pó já estavam prontas, quando o homem nota Marcos berra:

-Mas que porra é essa?

-Calma Pé, não vim arranjar confusão, só quero informação dessa vez. – diz Marcos.

- Você sempre fala isso desgraçado e meu bar sempre fica em prejuízo.

-Prometo não brigar com ninguém dessa vez.

-Fala logo o que você quer. – diz Pé de Pano preparando a próxima carreira.

-Alguém está fornecendo informações pra assassina da foice e tenho impressão que é você. – diz Marcos sentando-se a frente da mesa.

O homem dá um sorriso nervoso:

-Porque acha que eu faria isso Marcos, sabe que somos amigos.

-Pé, essa mulher não mata apenas demônios malditos como você, ela ta matando pessoas como eu.

-Ela ta matando canalhas que merecem e acho pouco o que ela faz com eles.

-Eles podem não ser inocentes, mas tem de ser levados à justiça.

-Justiça? A humanidade não tem justiça caçador, eles acham que tem um leve senso do que é, mas na verdade não sabem nem o começo disso, a ceifadora apenas faz o trabalho que vocês não fazem.

-Pessoas de cargos públicos, informantes da polícia, ela mata pessoas que podem ser uteis, quero saber o padrão e pega-la.

-Ela pega bandidinhos que realmente merecem a morte, assassinos, estupradores, ladrões da sociedade, ela não tem padrão.

-Só quero saber quem é o próximo droga! – Marcos se levanta e dá um tapa na mesa.

Pé de Pano suspira:

-Tome cuidado com o prefeito, do jeito que essa cidade vai ele não vai durar muito. – o homem ri.

Marcos respira fundo e sai do ressinto.

Uma hora mais tarde ele retorna a cede dos caçadores, logo que adentra pela garagem avista Reynaldo e Mathias conversando, Reynaldo estava dentro do carro com a porta aberta bolando um cigarro de maconha e Mathias encostado na porta de trás do Chevelle:

-Dessa vez você matou o Pé de Pano? – pergunta Mathias.

-Ainda não. – responde Marcos parando na frente dos dois.

-Eu já teria matado, aquele cara é chato pra caralho.

-Concordo. – ele se vira pra Reynaldo – Rey, tu sabe que o Rubens vai te matar por isso né?

-Cara, ele nem ta aqui, não enche. – responde Reynaldo rindo.

Neste exato momento só se ouve a voz de Rubens:

-Reynaldo, sai daí com essa merda agora!

Rey e Mathias saem correndo com Rubens logo atrás, Marcos apenas fica rindo...

 

Agora...

Marcos estava sentado em sua mesa da delegacia, seu café já esfriava em cima da mesa e ele pensativo, Monique se aproxima, pega uma cadeira e se senta a seu lado:

-O que ta acontecendo com você?

-Nada ué, porque pergunta? – pergunta Marcos.

-Você não encostou no seu café, isso já é bizarro o suficiente.

Ele a olha nos olhos e sorri:

-Já percebeu que tudo está uma merda? Não conseguimos pegar a assassina da foice, Dani me largou por algo que não quer falar, os cavaleiros do apocalipse estão desaparecidos à uns meses, os anjos não andam se pronunciando sobre o que está acontecendo e os demônios estão quietos demais e o único informante que eu tinha morreu.

-Aprenda a conviver com isso, nada cai do céu. – diz Monique.

De repente um policial chega correndo perto deles, parecia assustado:

-A assassina da foice está aqui, acabou de se entregar e disse que só vai falar algo se for pra vocês. – diz o homem ofegante.

Monique e Marcos se entreolham:

-O que você acabou de dizer?



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