História Luar dos Apaixonados - Capítulo 3


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Categorias Bangtan Boys (BTS), EXO, F(x)
Personagens Baekhyun, Kai, Krystal Jung, Luna Parker, Sehun, Suga
Visualizações 5
Palavras 1.902
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, FemmeSlash, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Saga
Avisos: Álcool, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - Página 3


Fanfic / Fanfiction Luar dos Apaixonados - Capítulo 3 - Página 3

Ela era a personificação desafiadora do pecado, disfarçada em inocência.
Se no mundo houvesse alguém que o fizesse esquecer seus princípios e promessas mais secretas, estava bem ali, diante de seus olhos. Apenas vislumbrá-la fez com que seu sangue corresse apressado pelas veias, convergindo para o centro de sua masculinidade. Naquele instante seu corpo vibrou em descompasso com a couraça que lhe protegia. No entanto, se manteve impassível, observando-a do alto de sua arrogância, mas ciente de já ter sido cativado.
— Detesto ser intrometida. — A moça quebrou o breve silêncio. — Não encontrei ninguém que nos quisesse apresentar formalmente. Lamento se o incomodo, mas tive que tomar a iniciativa sozinha.
Kai imaginou-a tomando atitudes bem mais ousadas e que aqueles lábios carnudos fossem a representação de sua feminilidade escondida. Naquele instante totalmente confuso pelas próprias reações, ele não conseguiu dizer uma só palavra.A mulher à sua frente tinha os cabelos cor de mel. Seus lábios cheios e rosados eram capazes de tentar até um santo. A pele clara, suave e delicada do colo se insinuava pelo decote do vestido.
— Pois então sinta-se apresentada, querida — a condessa Luna antecipou-se a fazer as honras. — Mas devo dizer que a escola que frequentou não a educou apropriadamente.
— Passei boa parte da minha vida morando no campo — a moça respondeu sem desviar a atenção de Kai. — Peço desculpas por minha grosseria, mas, agora, o tempo é mais importante do que meus modos. Eu gostaria de requisitar a ajuda do lorde Kai em caráter de urgência.
Ainda sob o efeito das emoções ambíguas que o assolavam, ele continuou a encará-la apenas.Como uma mulher daquelas, que poderia ter qualquer homem a seus pés diante de um simples estalar de dedos, estaria pedindo ajuda justamente a ele? O que estaria a seu alcance que ela própria não pudesse conseguir com sua beleza estonteante?
— Em que posso lhe ser útil, srta.?—perguntou, lutando contra o descompasso do coração.
— Soo Jung— ela respondeu quase que em um sussurro. — Lady Krystal Soo Jung.
— Ora se não é a sua vizinha? — a condessa Luna interrompeu. — Esta é a jovem herdeira de quem falávamos há pouco, Kai.
— A última semente. — Krystal corrigiu, corando ao perceber que havia deixado transparecer um ressentimento.
— Já que somos vizinhos de fato, lorde Kai, não acho que seria inapropriado se dançássemos juntos.
kai estava tão hipnotizado que não havia notado que a música já ecoava pelo salão. A imaginação o transportara para bem longe dali, seguindo os desejos mais profanos, que certamente não incluíam simplesmente dançar.
— Sinto muito, lady Krystal, além de não dançar também não sou um vizinho muito sociável.
Em uma primeira reação, ele tentou ser rude e virar as costas, mas ela tocou seu braço paralisando-o. O simples contato fez com que seu corpo sucumbisse ao calor daquelas mãos pequenas.
O desejo pulsava em sintonia entre os dois. Kai era capaz de sentir a pulsação do pescoço de pele alva.
Krystal, porém, muito determinada, continuou prendendo-o com um olhar desafiador. Uma mistura de petulância com sensualidade que o intrigou ainda mais.
Sem oferecer resistência, ele permitiu ser puxado para longe da condessa, que espreitava a conversa dos dois.
— Será que preciso implorar? — ela perguntou, fazendo uma pausa para umedecer os lábios com a ponta da língua num gesto sensual. — Não importa o que dizem a seu respeito.
— E o que falam a meu respeito? — ele desafiou.
Se Krystal realmente soubesse dos rumores que circulavam pela cidade, saberia que ele não teria escrúpulo algum em fazer mulheres implorarem por um minuto de sua atenção. Além disso, era considerado um assassino, um homem amaldiçoado pela loucura e como tal não poderia ser tratado com compaixão.
— Sei que você é Kai Kim, o marquês de Jonglen, o mais velho dos irmãos Kim de Paris. Um homem temido e proibido para qualquer mulher. Certamente nenhuma debutante decente se relacionaria com você.
— E mesmo assim quer dançar? — Kai perguntou, encarando-a.
krystal deu de ombros, empertigando-se num gesto que ele julgou ser uma demonstração de coragem. O decote pronunciado do vestido insinuava os seios, que em um ritmo acelerado, movimentavam-se sensualmente a ponto de ele querer tocá-los.
— Meu desejo não se limita a uma dança apenas, lorde Kai. Eu agradeceria muito se você tomasse minha honra.
Kai esforçou-se ao máximo para manter o ar de enfado, porém uma revelação inesperada como aquela o atingiu como o coice de um cavalo selvagem.
— Mas aqui? — ele perguntou, forçando um sorriso irônico.
Krystal levantou o queixo delicado e insistiu:
— Agora, ainda esta noite e neste salão em frente a todas essas pessoas.
Kai teve vontade de beliscar o próprio braço, para ter certeza de que não estava em meio a um sonho bizarro. As mulheres não costumavam fazer propostas daquele gênero, muito menos aquele tipo de mulher.
Lady Krystal Soo Jung, e toda a tentação que representava, seria tão louca quanto a família Kim, ou guardava algum mistério maior?
Desviando o olhar daquela boca sedutora, ele tentou recuperar o controle. E se havia uma coisa que sabia fazer com maestria era não demonstrar o que se passava em sua mente, muito menos no coração.
Não seria daquela vez que se deixaria perder por um anjo de cabelos de mel. Era sabido que ao perder a razão, o coração não tardaria a seguir o mesmo caminho. E ele sabia que não devia permitir que aquilo acontecesse. jamais.
— Você me ouviu, lorde Kai? — Krystal falou mais alto dessa vez.
Aquela altura, todos os presentes prestavam atenção aos movimentos dos dois. Ele então tomou-lhe o braço, conduzindo-a para a pista.
Ao enlaçar a cintura fina notou uma delicadeza singular sob suas mãos, mas imbuído que estava em disfarçar seu desejo, conduziu-a ao compasso da melodia, ignorando o ritmo agitado do próprio corpo.
A platéia observava atenta o casal que tomara conta do salão. Porém Kai estava tão concentrado em dar os passos que não ligou a mínima para os comentários e olhares maledicentes.
— Eu esperava mais de você — Krustal comentou fazendo bico.
— Ora, não estamos dançando?—Kai perguntou atônito, como se não fosse capaz de dizer uma só frase inteligente na presença dela.
—Está muito comportado. Pela sua fama, ninguém ficaria chocado perante uma agressividade maior.
— Posso assegurar que só o fato de estarmos dançando já causa espanto. — Quando percebeu que seu comentário não a satisfez, acrescentou: — Você quer ser raptada?
Krystal arqueou as sobrancelhas, considerando a proposta.
— Achei que não precisaríamos chegar a medidas tão drásticas, mas agora vejo que elas se fazem necessárias. Você se importaria?
— Se me importo? — Quase errou o passo. Ela era decididamente maluca. — Qual o nome do jogo, lady Krystal?
Em vez de responder, ela desviou a atenção para as outras pessoas que os observavam atentamente.
Em silêncio, ele fez o mesmo e notou um grupo de debutantes que, com risinhos, sussurravam algo a respeito dos dois. Entendeu então que fora alvo de uma aposta entre amigas. E Krystal, além de levar o prêmio, teria feito sua estréia na sociedade em grande estilo. Bela estratégia.
— Meu desejo é sincero, lorde Kai— ela disse, voltando a fitá-lo. — Estou muito desapontada com o seu bom comportamento até agora. Sua reputação me fez criar expectativas que nem de longe estão sendo correspondidas. Creio que para conseguir a ajuda de que preciso, talvez seja melhor procurar outro.
Agora ela tinha ido longe demais, tirando-o do estado letárgico que se encontrava ao tê-la nos braços.
Durante os últimos dez anos, ele fora motivo de chacota na sociedade. No entanto, não podia permitir que o fizessem de tolo.
Quando Crystal fez menção em deixá-lo no meio do salão, ele a puxou de encontro a seu corpo, fazendo-a sentir sua respiração quente.
— Se a senhorita quer ficar falada, então procurou o homem certo — garantiu. — Aposto que não a desapontarei, pois comigo não há meio-termo, lady Krystal.
Sem esperar por uma reação, conduziu-a para longe da pista à procura de um lugar mais reservado.
Krystal havia brincado com o orgulho de um Kim. O desafio estava lançado e se ela queria motivos para rir com as amigas tolas, certamente teria vários.
Kai abriu as portas da varanda, permitindo que o ar frio da noite invadisse o ambiente.
Perplexa, Krystal o seguiu pelo jardim até a rua, onde as carruagens alinhadas esperavam os ocupantes retornarem do baile.
Seu coração pulsava tão ruidosamente que imaginou senti-lo saltar do peito. Apesar da atitude ousada, suas pernas estavam trêmulas. O que antes era considerado como bravura, agora poderia ser chamado de desespero por aventurar-se a ficar sozinha com um Kim.
Logo que viu Kai Kim entre os convidados do baile,Krystal ficou surpresa pela aura sinistra que o envolvia e não disfarçou a forte atração que sentiu ao aproximar-se daquele homem misterioso.
Nunca antes vira alguém tão charmoso. Alto e bonito, ele era dono de um corpo esbelto com olhos negros como a noite.
O rosto de Kai, era emoldurado por fartos cabelos que foram penteados para trás que formavam um belo conjunto com sua roupa bem cortada. O amarelo vívido dos cabelos remetia aos campos de trigo, que cobriam a paisagem dos campos. A boca de lábios carnudos parecia sensualmente desenhada. O contraste das sobrancelhas escuras e o cabelo claro.
Assim que Kai chegou no baile daquela noite todas as mulheres presentes no viraram-se para admirá-lo. Não demorou muito para começarem os sussurros curiosos.
Ao saber seu nome, Krystal entendeu que se tratava do vizinho que Suga, seu meio-irmão, a advertira para manter distância. Kai estava sumido desde que ela chegara a Paris, mas seu retorno naquela noite não poderia ser mais providencial. Ela tinha um plano para arruinar o esquema que o irmão havia montado para ela, e com isso, esperava que a mandasse de volta à propriedade de seu pai no interior, para onde ansiava voltar.
— Thomas, pode ir dar uma volta — Kqi dispensou o cocheiro ao chegar à carruagem.
Krystal sentiu o rosto corar. O que o cocheiro iria pensar a seu respeito? Se bem que já não havia mais tempo para se preocupar com falsos conceitos.
—Por quanto tempo devo me afastar, milorde? — Thomas perguntou.
Kai estudou Krystal dos pés à cabeça antes de responder:
— O tempo que quiser.
Desesperada, ela olhou para a casa onde estavam e para os dois homens à sua frente. Eram grandes as chances de Suga aparecer a qualquer momento e estragar tudo.
— Será que não poderíamos dar uma volta enquanto nós. Bem, você sabe. — Estava constrangida demais para completar a frase.
— Interessante — ele comentou. — Mudança de planos, Thomas. Leve-nos para dar um passeio.
Thomas assentiu com um sinal de cabeça.
Kai abriu a porta e em vez de estender a mão para ajudá-la a subir, tomou-a nos braços, colocando-a dentro da carruagem. Em seguida subiu e sentou-se à sua frente.
A situação era muito estranha e agora que Krystal conseguira seu objetivo, não tinha a menor idéia do que fazer.
Observou que Armond parecia bravo. Mas por quê? Afinal ela tinha se oferecido, e não era isso que todo homem desejava? Poder tocar uma mulher por baixo de suas saias na primeira oportunidade,não era um pensamento comum a todos eles?


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