História Luar dos Apaixonados - Capítulo 6


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Categorias Bangtan Boys (BTS), EXO, F(x)
Personagens Baekhyun, Kai, Krystal Jung, Luna Parker, Sehun, Suga
Visualizações 5
Palavras 1.567
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, FemmeSlash, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Saga
Avisos: Álcool, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 6 - Pagina 6


Fanfic / Fanfiction Luar dos Apaixonados - Capítulo 6 - Pagina 6

A força do tapa quase a fez cair. Krystal levou a mão ao rosto, já coberto por lágrimas de dor e humilhação.

— Como ousou se comportar assim?—Suga Soo jung vociferou. — Você deveria estar se guardando para um marido rico e com título de nobreza e não criando escândalos com um tipo como Kai Kim.

— Mas foi apenas uma dança — ela respondeu em um fio de voz.

Imaginou o que Suga faria se soubesse o que de fato havia acontecido. Se tudo tivesse saído conforme planejara, contaria ao irmão como se deixara seduzir por Kai e ele a mandaria de volta para o interior. Mas, infelizmente, não havia acontecido nada, portanto aquela reação violenta e exagerada era infundada.

Krystal era ainda uma criança quando Suga foi expulso da própria casa pelo pai. O irmão fora uma criança odiosa e o tempo só o fez piorar.

As intenções dele eram claras, o fardo de restaurar a fortuna da família estava sobre as costas dela. Ele não soubera administrar o dinheiro e havia esbanjado negligentemente toda a herança.

Casá-la com um homem rico, disposto a pagar um dote alto era a solução mais fácil. Pelo menos na ótica de Suga Soo jung.

Ela não rejeitava a idéia de se casar, mas era totalmente contra ser forçada para tal. Afinal não era sua culpa se o irmão estava enfiado em dívidas de jogo.

— Uma dança só? — ele repetiu, vermelho de raiva. — Você deixou o salão com ele! Todo mundo viu! Eu tinha avisado para ficar longe daquela família. Qualquer proximidade com aquele homem amaldiçoado pode colocar sua reputação em risco. Sem contar que ele seria capaz de devorar sua alma. Kai Kim é perigoso!

Krystal, entretanto, tinha fortes razões para acreditar que não havia homem mais perigoso do que Suga Soo jung. As memórias que trazia da infância não eram as melhores.

Antes de voltar para Paris, tivera a impressão de que o irmão havia mudado, mas estava enganada.

A desculpa para trazê-la de volta fora a doença da duquesa Amber, que estaria à beira da morte e gostaria de vê-la pela última vez. O pai havia se casado com a duquesa após a morte de sua mãe. Enquanto viveram todos sob o mesmo teto, a duquesa tinha sido sua segunda mãe.

Em consideração a ela, Krystal saiu do interior de onde vivia e veio para Paris com Suga. A duquesa, segundo a versão dele, estava em um quarto na parte superior da casa, morrendo aos poucos, muito fraca, mas vê-la talvez trouxesse algum alento.

No entanto, não demorou muito para que ela descobrisse as verdadeiras intenções do irmão.

— Seu comportamento tolo virou fofoca. Agora não me resta outra alternativa senão encerrar sua temporada social mais cedo. Vou aceitar a oferta que recebi do visconde Jeon Jung-kook. — Krystal o encarou espantada. — Você se lembra dele? Nós o encontramos na cidade na semana passada quando visitamos a modista de chapéus.

Era fácil lembrar-se do visconde, pois não obteve permissão de conhecer muitas pessoas antes de ser devidamente apresentada a todos no baile. Lorde Jeon Jung-kook era um homem de estatura mediana para um homem, com cabelos pretos, ele deveria ter uns 30 anos de idade, poderia ser considerado ate bonito, mas existia algo que que incomodava naquele homem  por esse motivo Krystal não gostava de sua presença e não se esqueceria da maneira asquerosa como ele havia beijado sua mão.

— Ele tem idade para ser meu pai — ela contra-argumentou. — Já que sou forçada a me casar, imaginei que ao menos teria o direito de escolher o noivo.

Suga tomou-lhe o queixo com sua mão fria, apertando-o com força.

— E uma caipira do interior como você saberia escolher um marido? Eu sei o que é melhor para você. Serei seu tutor até que passe a tarefa para um homem que julgo capaz. — Os dedos frios apertaram ainda mais a pele delicada. — A não ser que você já tenha arruinado suas chances por conta do deslize desta noite.

— Já disse que não houve nada de mais — mentiu. — Eu me senti mal na pista de dança e lorde Kai me escoltou até a carruagem antes que eu caísse ali mesmo.

O irmão era muito mais violento do que ela julgara. Já era a segunda vez, em poucas horas, que era humilhada por um tapa no rosto. O primeiro havia sido naquela tarde quando se recusara a usar o vestido decotado que ele escolhera.

Se de fato a relação entre ela e Kai Kim houvesse se consumado, era certo que Suga a mataria.

Depois de um breve silêncio, ele afastou-se, mas o clima tenso continuou pairando sobre os dois.

— É bom que não esteja mentindo — ele vociferou. — Sua virgindade é um bem importante para garantir um bom marido. Fique longe de Kai Kim. Ele poderia tê-la violentado. Poucas mulheres conseguem sair ilesas depois de encontrar-se com ele. isto é, quando sobrevivem para contar.

— O que quer dizer com isso?

— Eu deveria tê-la prevenindo sobre Kim. — Suga respondeu com um tom sibilar. — Ele matou uma mulher há alguns meses no próprio estábulo, mas não foi chamado para prestar contas do crime.

— Um assassino. — ela sussurrou, sentindo um calafrio na espinha. — Mas comigo ele foi um perfeito cavalheiro ao evitar que eu desmaiasse em pleno salão.

Talvez tivesse exagerado ao chamá-lo de "perfeito cavalheiro", mas enquanto estiveram sozinhos não sentiu que sua vida estivesse em perigo. Sua virtude sim, mas não a vida.

— Vocês foram vistos ao saírem juntos — Suga lembrou. — Ele não seria tolo o suficiente para imaginar que poderia livrar-se de um crime pela segunda vez com tantas testemunhas.

Krystal continuou ouvindo incrédula.

—Ah, temos um encontro com Jeon Jung-kook — avisou o irmão, mudando de assunto. — Ele estará no chá de lady Catarina depois de amanhã. Seja simpática.

— Serei civilizada se ele se comportar melhor do que da última vez em que nos vimos.

Mais uma vez, Suga a segurou com força, dessa vez pelos ombros.

— Você usará todo o seu charme, independentemente da maneira como ele a tratar. Jeon Jung-kook e eu temos acordos de negócios. Eu devo a ele uma razoável quantia. Isso entre outras coisas. — acrescentou como se estivesse falando sozinho. — A atração que ele sente por você caiu como uma luva. Sorte a minha ele gostar de coisas bonitas.

Suga jamais a vira como uma pessoa com sonhos, esperanças ou sentimentos.

Desde criança ela se sentia amedrontada perto dele. Na verdade, suspeitava que Suga houvesse sido a razão da discórdia entre seu pai e a madrasta.

— Vou ver se sua mãe está bem — disse ela, dirigindo-se até a escada. — Suponho que Amber queira descansar de sua vigília constante.

— Minha mãe sequer sabe quem é você — Suga atacou. — Em vez disso acho melhor escolhermos a roupa que você vai usar no chá da lady Catarina. Quero que esteja deslumbrante.

Ninguém melhor do que Krystal para entender por que Suga valorizava mais a beleza exterior do que os sentimentos de uma mulher. Seu irmão se passava por um homem muito charmoso na presença de estranhos. No entanto, apenas ela e o pai o conheciam verdadeiramente. Não fora à toa que o pai o expulsara de casa. Na época a madrasta optara por acobertar o filho, deixando a casa também.

Por aquelas e outras razões que Krystal não o queria em seu quarto, pois ali era o único lugar onde se sentia protegida dos abusos que ele cometia.

— Acho que posso perfeitamente escolher uma roupa sozinha — ela argumentou. — Não precisa se incomodar com um assunto tão superficial.

—Não é incomodo algum — Suga respondeu de forma calculada. — Os credores logo baterão à porta para receber a soma considerável que paguei por renovar seu guarda-roupa. Você precisa expor seus dotes na vitrine. E quem melhor para lhe dizer que vestidos caem melhor para esse propósito do que um homem?

Quando ele tomou a frente na escada, esperando que ela o seguisse como um cachorrinho ensinado, Krystal bateu o pé.

— Eu não o quero em meu quarto, Suga. Foi meu pai quem pagou por esta casa, mesmo que por direito pertença à sua mãe. Ele jamais deixaria meu futuro em suas mãos se soubesse que ela adoeceria logo em seguida da sua morte.

Suga sequer virou-se para responder.

— Verdade, uma pena para a duquesa. Mas os advogados concordam em dizer que ela não tem condições de cuidar do seu futuro, muito menos da herança. — Quando virou-se para encará-la, seu rosto estava vermelho de raiva. — Eu tenho controle absoluto sobre você, Krystal. Seu papaizinho não está mais vivo para me expulsar de casa. E você vai fazer exatamente o que eu disser, pois duvido que goste do que poderá acontecer, caso não obedeça. quer dizer, talvez até goste. Está interessada em descobrir?

Por mais corajosa que Krystal fosse, precaução era a melhor atitude naquele momento. Suga estava de fato com sua tutela, não havia como contestar. Agora, tinha controle sobre seu dinheiro, por isso a fortuna havia se perdido tão descuidadamente.

Suga voltou a subir as escadas.

— Você não vem comigo, irmãzinha?

Krystal olhou para a porta e ficou tentada a sair correndo e voltar para o interior, mas não poderia arcar com as despesas da viagem. Ao menos por enquanto estava à mercê de Suga.

— Krystal! — ele gritou ainda mais agressivo. — Obedeça e venha logo.

Sentindo um peso nos ombros e ainda sentindo a pele do rosto queimar pelo tapa, não lhe restou outra alternativa senão segui-lo.



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