História Lucila - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Ricky Martin
Visualizações 3
Palavras 1.139
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Fantasia, Ficção Científica, Romance e Novela, Suspense

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - I - Nuvens


MANHÃ estranha.... Pleno verão, em San Juan faz um calor dos infernos nos verões e, do nada, o céu amanheceu cinzento e o ar, gelado. Um dia que inibe as pessoas de andar a pé nas ruas. Da janela do quarto, na fachada da mansão, Sergio via o jardim à frente da entrada e o enorme portão gradeado. Um ou outro passava pela calçada.

O ar friorento agoniava-lhe o nariz, parecia que ia espirrar!  Àquela hora, ninguém teria acordado ainda, era feriado. Aniversário de Martin Luther King. Mas como deixara a janela aberta a noite passada, o frio invadiu o quarto e ele acordara no meio da noite para vestir um agasalho.

Não dormiu mais. Sem fechar a janela, preferiu ver o dia clarear. Agora eram seis da manhã, deveria ser Sol alto, mas nada! Em vez disso, um céu cinza-escuro avisava o novo dia muito devagar.

Inclinou-se sobre o parapeito da janela para ver se algum empregado estava no terraço do térreo... Ninguém. Nos feriados, metade do contingente da casa trabalhava escalonada e a outra metade folgava. Tentava ver se Nena, a cozinheira (e “mãezona postiça” da casa inteira) estava no terraço; ela adorava começar os dias arrumando a varanda... Depois voltava para a cozinha e começava seus trabalhos. Por falar em comida, estava com fome.

Seis e quinze. “Anh, duvido que os outros se levantem esta hora, ainda mais num frio destes. ”, pensou. Vestiu-se, olhou o espelho: a cabeleira longa (e segundo ele, lisa demais) estava toda ninhada; desembaraçou nos dedos, mesmo, prendeu num rabo-de-cavalo e abriu a porta do quarto para correr ar.

Arrumou a cama e já ia descer.... De repente, um assovio fortíssimo! Uma ventania levantou as pesadas cortinas, fez voar livros da escrivaninha, derrubou o cabideiro cheio de roupas e arrancou as cobertas da cama! A porta bateu violentamente! Sergio tomou um susto tão grande, que quase caiu sobre o banco da escrivaninha!  A vidraça da janela e o espelho trincaram com a força do vento!

“O QUE FOI ISSO? ”, pensou. O cabelo estava todo desgrenhado de novo!

Saiu correndo apavorado do quarto!

No corredor, os outros meninos saíam dos quartos:

 

- Que barulho é esse? -  Rubem gritou, ainda se vestindo.

- Não sei! Desce logo, todo mundo! – Sergio respondeu, descendo as escadas.

Nena aparecia, vindo da copa: - Valha-me Deus! – Se benzia. Sergio a puxou pela mão:

- Fica aqui na sala, D. Nena; ali no sofá. Não vai para as janelas, tá bom?

- Teve prato quebrando sozinho na cozinha, meu filho! - Disse a senhora, muito assustada, enquanto ele a acomodava no sofá.

As portas do terraço que davam para a sala estavam escancaradas; as trancas romperam com o vento.

Da escada, Robert gritou:

- O QUINTAL!!

 

Pelas janelas, se via o gramado que cercava a casa. Uma sombra, como a de um avião voando muito baixo, passou por cima da casa! O assobio ainda mais forte!  Sergio ajudou D. Nena a se levantar e gritou para os outros:

- PARA O TERRAÇO!!

 

Ricky e Rubem carregaram Ralphy e Robert e todos correram para a frente da casa; o que quer que fosse, voara para os fundos. No terraço, telhas espatifadas. Sergio acomodou D. Nena em uma cadeira e desceu para olhar do jardim. Nos canteiros perto do portão, havia vasos de barro com plantas; derrubados no chão. Também as flores haviam caído dos arbustos. O portão era pesado, de ferro; aguentou.

A guarita de segurança era toda de concreto, não sofrera nada.

 

Olhou para a fachada da casa, viu a janela de seu quarto trincada... E o telhado, também perdeu algumas telhas da frente.... Notou o céu.

- Ricky... Vem cá ver.

 

Veio o amigo, com Ralphy abraçado nele, assustado.

- O que foi?

- Olha ali, nas nuvens. - Disse Sergio.

 

Havia um rastro branco no meio das nuvens cinzentas, como quando um avião passa mais veloz que o som. Deveria ser comum. Mas o barulho, agora se afastando, não poderia ser de uma aeronave. Era alto demais. E no rastro, sinais como que acesos...!

- Aquilo é fogo? – Ricky perguntou.

- Parece. Olha como segue para cima.

- Avião?

- Não acho. E arremeter em chamas.... Estranho. Melhor levar o Ralphy para o terraço de novo.

- Aviso alguém?

- Liga para o McGillins, né? Melhor pedir para mandarem mais uns dois seguranças para cá.

- Vamos entrar, miniatura? Hora de banho e comer, né? Ainda tá fedido de sono! – Brincou Ricky para o caçula encolhido em seu colo, agarrado em seu pescoço. Entraram em casa.

 

Sergio afastou-se e caminhou até a lateral da casa, a que seguia para o quintal.

Nem deveria se atrever.... Mas tinha que saber se algo estranho estava perto, ou mesmo se havia mais cacos de telhas ou de vidro espalhados. Então lembrou que nem estava calçado, descera do quarto ainda de meias.

Teimou. Do terraço, D. Nena o observava, aflita:

- Filho, não vá aí atrás, não; você não sabe o que era aquilo lá...!

- Vou só olhar, D. Nena, prometo. O barulho já passou; volto já para aí.

 

“Mas ela está certa, ” pensou, “eu é que estou insistindo...”. Parou e olhou de novo para o céu. Que horas seriam, sete?  Voltou uns passos, até uma das janelas e chamou Robert. Quando o menino apontou na janela, avisou:

- Pequeno, liga as tevês, em canais diferentes, tá? Vê se passam telejornais. Deve ter tido mais gente que viu isso.

 

O garoto assentiu com a cabeça e entrou. Sergio teve pena; os dois pequenos ainda eram crianças para muita coisa e aprendiam devagar que a vida de artista era legal, mas pesava.

Esticou o pescoço em direção ao portão; será que já havia mais gente na rua?

Nada vendo, continuou para o quintal. O tempo estava mais frio, ou era o susto...? Nada de sol no céu, o tempo parecia que seria fechado o dia todo.

E D. Nena o vigiava do terraço, ela não ia sossegar enquanto ele não entrasse em casa. Começava a garoar.

- Meu filho, entre; está chovendo! – Insistiu D. Nena.

 

Queria continuar, mas obedeceu à amiga e entrou em casa.

Para descobrir que as tevês não podiam ser ligadas ainda.... Faltava energia!

Ah, claro; como o dia mal havia começado, Ricky já ligara para o McGillins, que aproveitou para avisá-los de um fechamento de contrato para se apresentarem.... Naquela tarde.

Um banho gelado (já que sem energia, nada de chuveiro quente) e um café reforçado deveriam ajudar...

 

- D. Nena, desculpe, mas o que tem para o café, hoje? – Perguntou Sergio, se pendurando no pescoço da senhora querida... Sete e meia no relógio de pêndulo da sala. Um susto coletivo em casa. Morto de fome e com sono atrasado... Belo feriado!

Lá fora? Chuva. Muito forte. E muito frio embaçando as janelas.



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