História Luckless (Imagine BTS) - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Drama, Romance, Você
Exibições 23
Palavras 2.210
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Fluffy, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá anjos ♡
Peço que prestem muita atenção em cada detalhe desta fanfiction, até mesmo os que parecem insignificantes podem ser importantes no futuro.

Boa leitura!

Capítulo 2 - Meeting


Fanfic / Fanfiction Luckless (Imagine BTS) - Capítulo 2 - Meeting

Luckless

Capítulo Dois: Meeting

 

Quatro meses antes

O vento fresco adentrava a janela da biblioteca, fazendo as cortinas balançar e os pelos de meus braços descobertos se eriçarem.

Aquele frio repentino indicava o fim de julho, jogando na minha cara que agosto estava próximo e, junto dele, a volta das aulas, sensação da qual me fez sentir um frio subir pela espinha. Poucos estavam felizes pela volta das aulas enquanto muitos se desesperavam por só faltar alguns meses para o fim do ano; e eu estava no segundo grupo.

Talvez este era só mais um domingo normal de final de férias para os outros alunos, mas não para mim. Já se passava da décima tentativa, mas eu não conseguia fazer ou muito menos entender aquilo, mesmo que ainda estivesse na primeira questão. Por mais que eu estudasse e me esforçasse para entender, a droga da física era um enigma indecifrável.

Horas tinham se passado e eu já estava cansada de tanto quebrar a cabeça na biblioteca, quando decidi voltar para casa.

Por mais que minha aparência infantil provasse o contrário, eu estava no segundo ano do ensino médio e, não me pergunte como, tinha conseguido passar na disciplina de física no ano anterior. Não que eu fosse uma garota irresponsável que não gosta de estudar, pelo contrário, eu estava dentre os melhores alunos da escola... menos em física, lógico.

Todos os dias quando chegava em casa ia direto para o quarto estudar. Comecei a seguir esta rotina desde o momento que percebi que a física não entraria em minha cabeça, mesmo que por um milagre ou magia negra; resumindo, faço isso desde o começo do ano.

Então em consequência do desespero, não assistia mais minhas séries favoritas ou muito menos lia livros de meu interesse, sendo logo substituídos por aulas online e maravilhosos livros sobre os conceitos da física, me fazendo estudar até mesmo nas tão esperadas férias... aquilo só podia ser amostra grátis do inferno.

Se eu já estava desesperada, imagine meus pais. Lembro que eles fizeram tudo que podiam: aula extra, professor particular, e mesmo que não tenham me contado, eu sabia que eles haviam pago meu professor rabugento para me passar na disciplina... Mas pelo jeito o método não havia funcionado.

A minha última esperança foi na semana anterior. No grupo da sala todos discutiam sobre a vinda de um novo professor; confesso que nem me importei mas ao ouvir a notícia que meu professor de física iria se aposentar, festejei internamente pela nova esperança que nascera; talvez com um professor diferente eu finalmente fosse capaz de compreender e desvendar os mistérios da física.

Respirei fundo ao chegar ao tão conhecido portão da minha casa, já ouvindo o volume da televisão mesmo estando do lado de fora. Andei pelo jardim e adentrei a casa, passando direto pela sala onde meus pais dormiam jogados no sofá.

Como eles conseguem dormir com um barulho desses?

Fui para o banheiro, tomando um banho rápido e relaxante para esquecer o caos que era estudar. Quando saí, percebi que já anoitecera, então decidi ir dormir para aproveitar o resto do meu último dia de férias.

No outro dia, acordei com a campainha tocando. Tateei meu colchão à procura do celular, logo resmungando por ser cinco horas da manhã.

Por um momento pensei em continuar deitada e ignorar o ser do lado de fora, mas como nada conspira ao meu favor, a droga da pessoa continuou tocando a campainha, fazendo-me rolar para fora da cama irritadiça.

Houve mais algumas batidas na porta até que eu chegasse e a abrisse com rapidez, o que fez-me encarar um garoto loiro assustado. Ainda de cara fechada, percebi que nunca tinha visto ele na minha vida, mas logo tratei de dar um sorriso amarelo ao fitar seu uniforme e uma caixa em suas mãos.

- Desculpa pela demora, não me avisaram que tinha entrega do correio para hoje.

- Sem problemas, - se pronunciou simpático. - é aqui que mora a senhora (S/S)*?

- Eu mesma. - disse minha avó se aproximando com o sorriso de sempre. - Não pensei que chegaria tão cedo.

- Literalmente... - sussurrei para que ninguém ouvisse.

- Pode ir, meu amor, eu cuido das coisas aqui. - disse minha avó e eu dei de ombros voltando para meu quarto, mas não sem antes perceber que meus pais ainda estavam dormindo no sofá.

- Só espero que não me venham pedir para fazer massagem mais tarde.

Entrei no corredor e voltei para o quarto, me jogando na cama de novo. Depois de alguns minutos, infelizmente despertei e teria continuado na cama se não estivesse com tanta fome e, consequentemente, tivesse que ir para escola. Desci as escadas e fui para cozinha sem fazer um mísero barulho. Abri a geladeira e comecei a arrumar meu café da manhã. Depois de alimentada, subi para meu quarto e terminei de me arrumar.

Alguns minutos se passaram e eu estava pronta para o primeiro dia de aula. Fui me despedir da minha avó, que me deu um beijo e desejou um ótimo dia, mas antes de sair meu querido pai acordou do nada e segurou meu braço com força.

- É melhor não se esquecer do seu compromisso de hoje. - disse me fuzilando com os olhos; dei de ombros.

- E alguma vez eu faltei? - Me soltei dele e passei pela porta sem esperar uma resposta.

O vento ainda estava frio, então me abracei e fui a passos largos para escola escutando música em meus fones.

[...]

Depois de um tempo encostada no portão da escola, obviamente com receio de entrar na escola, escutei o sinal que indicava o início das aulas tocar e corri para minha sala - que permanecia a mesma do início do ano -, mas não sem antes perceber que Hoseok estava pregando algo no quadro de anúncios. Acho que ser membro do Grêmio Estudantil não está sendo fácil.

Desviei do meu caminho e fui a seu encontro.

- O que está fazendo, Hobi?

O garoto levou um susto com minha pergunta e percebi seu rosto ficar pálido. Apesar de ser um ano mais velho, Hoseok sempre foi o mais medroso.

- Quer me matar do coração, (S/N)*! - disse suavizando sua expressão. - Pensei que fosse o diretor de novo falando que eu estava pregando torto.

Ri de sua situação.

- Para quê tanto medo? Ele deve ter aprendido com você a ser tão chato. - falo e ele me fuzila com os olhos.

- Se fosse assim, meu avô seria o diretor mais adorável do mundo. - diz fazendo aegyo e eu aumento meu sorriso.

- Isso tudo é felicidade pelas aulas terem voltado?

- Nem me lembra disso, - me olhou desapontado. - tive que ficar as férias inteiras supervisionando o Grêmio Estudantil na produção dos eventos deste ano.

Desvio meu olhar ainda distraída e foco no cartaz que ele pregava.

"Nós do Instituto de Educação de Busan, temos o prazer de anunciar o professor substituto de física, o esplêndido mestre: Park Jimin!"

Estreito os olhos e percebo que nas letras minúsculas ao canto estava escrito o nome de Hobi - provavelmente porque ajudou na produção do mesmo - além do carimbo avermelhado de seu avô, vulgo diretor, ser bem destacado ao lado do texto de boas vindas.

- Nossa, esse professor novo é tão importante assim?

- Pois é, mas todo esse tratamento especial é porque ele é um ex-aluno da instituição, então meu avô quer provar que estudar aqui gera bons frutos.

- Ah, se fosse por isso era só ele colar uma foto minha no portal que a escola já seria sucesso total! - me gabei, fazendo-o revirar os olhos.

- Meu Deus, agora tenho certeza que você é irmã do Namjoon. Sua aula já não começou?

Olhei rapidamente no relógio de parede e percebi que já estava cinco minutos atrasada. Dei um beijo rápido em sua bochecha e fui em disparada para não ficar de fora da sala.

Parei ofegante em frente à porta, respirei fundo e abri. A minha sorte - ou azar - é que a aula não tinha começado, mas o diretor marcava presença com sua voz volumosa e grossa. O velho senhor era famoso por ser uma pessoa super rígida, mas fiquei surpreendida ao ver um sorriso se formar em seu rosto.

- Sente-se no seu lugar, estou dando um aviso.

Fiquei abismada com sua gentileza, mas como o avô de Hoseok era meio bipolar, resolvi me sentar logo antes que ele mudasse de ideia e eu acabar levando uma suspensão. Passei apressada por Taehyung, que sorriu para mim e eu retribui me sentando em sua frente.

- Bom, - prosseguiu o diretor. - como eu já disse, nosso professor de física, o senhor Chung-Ho, está se retirando da escola para se aposentar.

Por fora eu continuava com uma expressão neutra, mas internamente eu dava pulos de alegria.

- Então de acordo com as circunstâncias, tivemos que recorrer a um ex-aluno da instituição. - abriu outro sorriso orgulhoso... talvez esse novo professor fosse Deus e eu não estava sabendo. - Tenho o prazer de lhes apresentar... Park Jimin!

Quando o senhor falou isso, ninguém disse nada. Para falar a verdade não havia um ser vivo prestando atenção no que ele falava, mas quando a porta se abriu e de lá saiu um homem trajando roupa social, a sala se encheu de murmúrios.

Por mais que eu não me importasse com aparência, eu devia admitir: aquele homem realmente era um deus grego.

Com seus olhos pequenos, lábios rosados, cabelo penteado e, principalmente, seu corpo bem definido - não que eu fosse pervertida, mas dava para ver seus músculos por causa da roupa colada -, fazia ele parecer um homem respeitável e ao mesmo tempo, isso o tornava mais atraente ainda. Estava boquiaberta, parecia que cada parte de seu corpo se encaixavam perfeitamente. Já deveria estar babando por tanta beleza em um local só, pois Tae cutucou minhas costas chamando minha atenção.

Me recompus e recobrei a consciência. Por mais que sua aparência fosse maravilhosa, eu deveria me focar nos estudos para não reprovar e, vamos combinar, este tal Park Jimin era meu novo professor, então é meio ridículo ter uma queda por ele.

Porém as outras meninas da sala não pensavam como eu. Todas, repetindo, TODAS as meninas - até mesmo as que já tinham namorado - estavam se derretendo por ele, sempre soltando risinhos e arrumando o cabelo para causar uma boa impressão. Não fiz nada disso, até porquê ele só estava ali para enfiar o conteúdo de física na minha cabeça, para que eu não tenha mais uma espécie de catapora em meu boletim.

Se passaram alguns segundos - que para mim duraram anos - e finalmente o professor se pôs em nossa frente e sorriu para todos, assim arrancando mais sorrisos das meninas.

- Bom dia alunos, meu nome é Park Jimin e a partir de hoje serei o novo professor de física de vocês. Como alguns aqui não me conhecem, vou me apresentar brevemente. - ajeitou a gravata e prosseguiu. - Estudei todo ensino fundamental e médio nesta escola, mas apesar de ser sempre um dos mais inteligentes, eu não fazia ideia do que fazer da vida. Então, depois de muito estudo e reflexão, percebi que minha paixão era a física, pois ela era complicada e misteriosa; assim como minha vida.

Esse cara só podia estar brincando, como que alguém em sã consciência poderia gostar tanto de física? Concordo completamente que esta matéria é complicada e misteriosa, mas dizer que isso é paixão... estava começando a duvidar se seria mesmo capaz de aprender alguma coisa com ele. Talvez seria melhor aceitar a minha dependência e repetir de ano.

Ah, não pense assim (S/N)... seja positiva, não perca as esperanças tão rápido.

- Pode não parecer agora, mas no futuro vocês verão que estudar aqui é muito gratificante e trará bons frutos para a graduação de vocês futuramente. Então espero que se esforcem e que juntos, possamos enfrentar barreiras e conquistar mais esta vitória.

Todos bateram palmas, mas ainda não estava convencida com todo esse discurso. Com essas palavras, o professor parecia até mesmo um novo projétil do diretor, mas em uma versão de tirar fôlego.

Park Jimin falava muito bem e não duvidaria se pudesse fazer a cabeça de todos para entenderem a disciplina, mas como minha mãe sempre disse: eu não sou todo mundo.

Bati palmas desanimada por toda minha esperança ter ido por água abaixo, até que percebo a felicidade do novo professor. Ele sorria e estava estampado em sua cara que estava ansioso para começar a dar aulas... existe doido para tudo nesse mundo.

Dei uma espiada em Tae e percebi que ele também me olhava, dando um sorriso amigável para mim, argh! Parece que toda vez que me sinto mal, ele percebe. Talvez exista um pacto de ligação entre nós e eu não saiba.

Em meio às minhas tristezas, nem percebi quando o novo professor me olhou e aumentou seu sorriso, dando logo em seguida um tchauzinho. Aquilo me deixou tão mexida e sem graça, que sorri amarelo de volta.

Ah, professor, mal você sabe que serei seu pior desafio em vida.


Notas Finais


*S/S é seu sobrenome (no caso ele está falando com sua avó).
*S/N é seu nome.

Obrigada por ler ♡

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Beijos e até!


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