História Lucky - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Drama, Naruhina, Naruto, Revelaçoes, Romance, Sasusaku, Shikatema
Visualizações 27
Palavras 1.606
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Drogas, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Yo minna! Bem vindos à minha segunda fic.
Antes de começar, devo fazer algumas notas:
1. É meio que uma songfic. Então aconselho a leitura enquanto ouvem as músicas indicadas no título (o link estará sempre nas notas finais)
2. Essa história é uma ficção, certo? Vocês vão notar que tem alguns assuntos legais que eu realmente não entendo muito bem, mas vou tratar mais superficialmente só para dar seguimento à história (e eu também não conheço as leis japonesas, rs). Nada grave!
3. Se vocês souberem japonês e encontrarem algum erro na minha ortografia, não hesitem em me corrigir! O Google translate nunca foi o melhor prof. rss
4. As postagens ocorrerão apenas em sextas/sábados/domingos, geralmente a noite.
5. Preparados para uma dose de drama? Então todos a bordo que o cruzeiro está se iniciando! :)

Capítulo 1 - Runaway


Fanfic / Fanfiction Lucky - Capítulo 1 - Runaway

When I was listening to the ocean

I saw a face in the sand

But when I picked it up

Then it vanished away from my hands

I had a dream, I was seven

Climbing my way in a tree

I saw a piece of heaven

Waiting, impatient, for me

__________

 

Sakura's POV.

Eu estava ferrada. Tinha terminado meu relacionamento com quem eu acreditei que seria o homem da minha vida, porque peguei Theo me traindo com uma oxigenada qualquer, e ainda precisava topar com ele às vezes quando uma encomenda ou outra chegava até mim e eu precisava repassar. Nós não namorávamos mais, mas todo mundo sabe que depois que você se envolve com uma gangue, é bem difícil se desprender dela – eles não estão nem aí para o seu namoro. Porém, naquela tarde, finalmente o troco veio, já que uma das encomendas foi interceptada pelos policiais e eles estavam à nossa busca. Eu até mesmo fiquei feliz em saber da interceptação, mas a felicidade foi embora quando eu soube que estava na lista de procurados também. Então, em resumo: eu estava no fundo do poço, com um chifre fresquinho na cabeça e sendo procurada por ser cúmplice de tráfico de drogas. Já que eu estava aparentemente sem saída, fiz o que parecia ser mais sensato no momento: mudei meu visual, tingindo os fios loiros do meu cabelo de uma tonalidade rosa – linda, por sinal –, larguei toda a maquiagem carregada que eu usava, e procurei por viagens internacionais com um bom preço para algum outro lugar longe de Vancouver. Era meia noite quando eu tinha terminado de realizar a compra de uma passagem para um cruzeiro que sairia do Canadá e teria como parada final o porto de Sydney, na Austrália. Era perfeito, já que eu não sabia falar nenhuma outra língua se não inglês e francês, e poderia me virar muito bem indo para lá. Sem contar que o clima tropical me parecia uma excelente ideia, e eu já tinha até mesmo planos de finalmente começar a universidade de medicina por lá mesmo. Estava tudo arquitetado e tinha tudo para dar certo, se eu não estivesse contando com a minha maldita falta de sorte.

Eu saí de casa pela manhã, horário em que meu pai provavelmente estava chegando de algum de seus bordéis. Ele já estava informado da minha viagem, e não pareceu ter nenhuma objeção ao fato de sua filha adotiva estar lhe deserdando. Melhor assim.

- Já? Tão rápido... – Ele perguntou com uma voz extremamente arrastada. Os seus olhos estavam injetados e ele parecia totalmente perdido no espaço tempo.

- Sim, já. – Eu dei de ombros, voltando até o banheiro para lhe entregar uma aspirina. – Na verdade, é daqui a pouco, então estou indo.

- Desculpa por não ter conseguido cumprir meu papel. – Ele respondeu como se tivesse ensaiado aquela frase por semanas. Talvez ele tivesse. Talvez ele devesse.

- Não se preocupe. Obrigada por me dar um teto. – Eu sorri, e ele assentiu, e finalmente eu ouvi uma buzina na frente de casa, indicando que o táxi havia chego. – Estou saindo. Adeus.

Eu não esperei a resposta dele. Ele não fez menção de que iria me abraçar e desejar um futuro brilhante seguindo meus sonhos. Na verdade, ele já deveria estar dormindo na mesa quando eu saí. Entrei no táxi e o motorista tinha as instruções de para onde ir, resultando numa viagem sem conversas, apenas com uma estação de rádio qualquer indicando que fazia frio naquela manhã e tocando algum sucesso de bandas canadenses, as quais, particularmente, eu nunca fui muito fã. Com exceção de Avril Lavigne, é claro. Nós chegamos no porto e eu me despedi do taxista, lhe pagando a viagem e completando toda a burocracia de mostrar passe e revistar malas, e finalmente tive minha entrada autorizada para seguir até o meu quarto. Eu nunca tinha entrado num navio antes, e confesso que tenho um pouco de medo, já que não sou a melhor nadadora do mundo. Mas vamos esconder as fraquezas por hora, sim? Eu segui o corredor gigante que comportava, no mínimo, uns cem quartos, e procurei pelo quarto D016, até descobrir que ele ficava em um dos extremos do navio - quase o oposto de onde eu entrei. Adentrei a cabine, encontrando um pequeno ambiente que era dividido parcialmente por uma parede, onde de um lado estava um sofá e uma TV, e do outro lado uma cama de solteiro. Ainda tinha um pequeno armário e uma porta a qual deduzi ser o banheiro. Tinha uma grande janela no sofá e na cama, por onde eu podia observar o mar lá fora. Não era nada mau. Joguei minhas coisas de qualquer jeito lá, e saí observar o navio. Era maravilhoso, mas eu tenho certeza que o balanço das ondas vai me fazer enjoar. Pra ser bem sincera, ainda estávamos ancorados e eu já estava sentindo um embrulho no estômago. Eu não tinha pensado naquele detalhe.

 

A viagem duraria aproximadamente 20 dias, e no sétimo dia eu já estava me arrependendo de não ter escolhido o avião. Cruzeiros eram ótimos, tinham visões privilegiadas dos nasceres e pores do sol, mas sair todo dia e encontrar apenas azul para todos os lados, cheiro de maresia, enjoos constantes, frutos do mar na cozinha, e não conhecer ninguém, era extremamente cansativo. Se tivesse ido de avião, em vinte e oito horas eu já teria atingido meu objetivo. Mas o que não fazemos para economizar algum dinheiro, não é mesmo? Porém, aquela manhã em especial, estava muito diferente. Durante a noite nós já fomos avisados de uma possível tempestade, mas quando eu acordei às nove, ainda parecia ser noite. Eu nunca tinha sequer pesquisado sobre tempestades em alto mar, e sugiro que você, caro leitor, dê uma olhada. É assustador. Eu até achei que estava tudo bem, até os raios começarem, e as ondas altas molharem minha janela de uma forma assustadora. Resolvi que fecharia a cortina e ficaria deitada, esperando aquilo passar. As janelas e paredes de um navio são isolantes, o que tornava as ondas e toda aquela bagunça de água silenciosa até demais, mas as paredes não isolavam meus enjoos constantes e nem o barulho que o navio estava fazendo. Sabe quando está ventando e você ouve só um murmúrio ao longe? Agora mistura esse murmúrio com sons metálicos e de objetos caindo, ao mesmo tempo em que crianças estão chorando. Acho que eu preferia ouvir o barulho do oceano em fúria. Coloquei meus fones de ouvido e deixei que a voz de Freddie Mercury invadisse meus ouvidos em uma playlist que eu tinha feito com a minha seleção de músicas favoritas do Queen (lê-se: a discografia inteira) e me permiti ficar de olhos fechados, sentindo aquele balanço horrível. Maldita hora em que não escolhi um avião.

Eu não sei bem ao certo quando tudo começou, mas eu estava ouvindo música quando algo no fundo da melodia não me pareceu nada certo. Eu relutei por alguns segundos, mas tirei um dos fones, e a voz do capitão encheu meus ouvidos nos alertando para que colocássemos os coletes salva vidas e nos dirigíssemos até um dos salões – que eu não fazia a menor ideia de qual era. Mas era só seguir o fluxo. O capitão repetiu diversas vezes que estávamos passando por uma tormenta e que era para mantermos a calma enquanto deambulávamos por lá, “sem tumultuo”. Mas mesmo que eu quisesse andar como uma pessoa normal, minhas pernas estavam formigando e o balanço constante não ajudava em nada. Sentamos todos em poltronas que eu deduzi serem muito bem pregadas ao chão, enquanto um funcionário qualquer tentava nos distrair com alguma atração provavelmente preparada para aquele tipo de situação. Mas tudo foi – literalmente – por água abaixo quando um barulho muito alto foi ouvido, e as luzes do navio se apagaram de uma só vez, e algumas luzes de emergência se acendiam. Pudemos ver os seguranças que hora ou outra passavam por nós se posicionarem e pedirem que mantivéssemos a calma, porque a essa altura mulheres gritavam e crianças choravam, também ouvi algumas orações. Mas algo me dizia que calma era tudo que não precisávamos naquele momento. Foi tudo muito rápido, mas logo eles estavam nos organizando para que entrássemos nos barcos salva vidas para irmos até embarcações menores que nos tirariam dali. Eu não consigo imaginar em que realidade paralela aquelas pequenas embarcações e aqueles botes infláveis amarelos serviriam para algo naquele momento, mas se eles estavam nos mandando para lá, era seguro. Né? É. Era no que eu queria acreditar. E quando menos esperamos, o universo provou que eu estava errada em ser otimista mais uma vez, porque as ondas estavam fortes demais, e tudo se transformou em um caos em questão de segundos. Eu me segurei o mais forte que pude naquele botinho amarelo, e tenho certeza que se eu cultivasse unhas grandes eu teria furado aquele plástico ali mesmo. O bote virou algumas vezes e eu perdi de vista o salva vidas que estava comigo e mais um casal, que também sumiu. Na verdade, até mesmo o bote sumiu por alguns segundos e eu nem sei se eu subi no mesmo que eu estava anteriormente ou se era outro qualquer. Mas aquilo não importava. Eu me mantive agarrada àquele pedaço de plástico amarelo apenas sentindo a embarcação navegar sem o menor rumo, e instintivamente agarrando qualquer caixa que passasse ao meu lado, rezando para que o conteúdo me ajudasse a passar por aquilo. Não tinha absolutamente nada que eu pudesse fazer a não ser rezar para que aquilo acabasse o mais rápido possível.


Notas Finais




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