História Lucky Strike - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Visualizações 7
Palavras 515
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


depois de 84 anos, voltei
se eu tiver algum leitor: minhas sinceras desculpas

Capítulo 2 - Dois


Nicolas gargalhava alto. Já estava completamente embriagado. 

Me limitei a olhar o homem misterioso sentado na banqueta. Parecia nervoso, parecia estar esperando alguém. De pouco em pouco tempo, ele checava o celular e sacudia a perna impaciente, enquanto olhava para a porta de vidro. Sem que eu esperasse, ele virou o rosto em minha direção e seu olhos foram de encontro aos meus. Olhei para minhas mãos entrelaçadas em cima da mesa, envergonhado com a troca de olhares. 

- Você tem um cigarro sobrando? - ele perguntou em um tom meio preocupado, quando chegou a minha mesa - Os meus acabaram.

- Anh... Claro - retirei o maço do bolso da calça, entregando um dos quatro cigarros restantes da embalagem para ele. 

- Obrigado - ele respondeu já com o cigarro em sua boca, enquanto o acendia. Sentou-se à minha frente, enquanto dava algumas tragadas lentas. 

Alguns instantes se passaram. Eu batucava na mesa e assobiava no ritmo da música enquanto tentava fingir desprentensão, evitando olhar diretamente em seus olhos. 

- Sabe, eu não sou daqui - ele puxou conversa, e eu assenti com a cabeça - Tô totalmente perdido nessa cidade - soltou um risinho anasalado.

- Eu sei - eu sorri.

- E como sabe? - ele arqueou uma das sobrancelhas, enquanto cruzou os braços sobre o peito.

- Um: eu conheço todo mundo nessa cidade. Dois: você se veste igual ao Eddie Vedder nos anos 90.

Ele riu com vontade, me fazendo rir também.

- Gosta de Pearl Jam? 

- Não muito... Mas um amigo meu é o maior fã deles. Inclusive, é aquele louco ali - apontei para Nicolas, enquanto ele dizia alguma gracinha para a mulher sentada ao seu lado. O moreno riu sem som, enquanto negava com a cabeça.

- Alguém vai ter uma puta ressaca amanhã... 

- Eu que o diga - uma pausa - Está... Esperando alguém?

- Na verdade sim... O cavalete do meu violão quebrou e coloquei para conserto. Marquei aqui para pegá-lo de volta.

- Sarah?

- Como sabe? - ele se espantou.

- De novo: essa cidade é menor que um núcleo celular. A Sarah é a única que conserta instrumentos - dei de ombros.

- Sim, sim... - ele respondeu, como se fosse óbvio. O celular dele tocou e ele fez um sinal com a mão para atender.

- Alô? Oi... Ah, tudo bem. Entendo - ele suspirou - Não, sem problemas. Amanhã então? Combinado. Até - fim da ligação. 

- Algum problema?

- Parece que a Sarah não vai poder mais vir.

- Ah... - olhei para Nicolas, que estava falando mais alto do que deveria - Acontece.

- É - ele estalou os dedos - Então, eu já vou. Foi muito bom conversar com você, é...

-  Gabriel - sorri.

- Me chamo Bruno - ele estendeu a mão retribuindo meu sorriso e nos cumprimentamos - Nós vemos por aí, Gabriel - ele se levantou e sorriu mais uma vez. E que sorriso. Apenas concordei com a cabeça, enquanto ele saía pela porta do bar.

Eu realmente espero que sim.



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