História Lucy: O nome do Caos - Capítulo 8


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Categorias Batman, Esquadrão Suicida
Personagens Coringa (Jack Napier), Damian Wayne, Harleen Frances Quinzel / Harley Quinn (Arlequina), Harvey Dent (Duas-Caras), Personagens Originais
Tags Arlequina, Batman, Coringa, Esquadrão Suicida, Harley Quinn, Joker, Lucy, Romance
Exibições 109
Palavras 1.603
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Comédia, Crossover, Luta, Romance e Novela, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 8 - Nygma não sou eu!


Fanfic / Fanfiction Lucy: O nome do Caos - Capítulo 8 - Nygma não sou eu!

"Bem-vinda à selva

Fica pior todo dia

Você vai aprender a viver como um animal

Na selva em que jogamos

Se você tem uma fome pelo o que vê

Você vai tê-lo, finalmente

Você pode ter o que quiser

Mas é melhor não tirá-los de mim

Na selva

Bem vinda à selva

Assista ela te levar aos seus

Aos seus joelhos, joelhos

Eu quero ver você sangrar"

 

 

Um era tudo o que eu precisava. O número Um parecia divino para mim, não precisava de muita coisa para ele, ele era o primeiro da lista, então… O que eu deveria esperar? Um minuto. Sim! Era tudo o que eu precisava. As portas estavam bem ali, à minha frente e esse minuto faria dela a minha armadilha. Eles saberiam quem eu sou, saberiam de onde eu vim e me mostraria o paradeiro do meu pai, porque eu quero assim e provavelmente porque a dor sempre, escute bem, sempre ensina.

Suspirando, puxei o chapéu para a frente do meu rosto, sentada no trono dourada que estupidamente haviam colocado no centro do salão de entrada do Túnel do Amo. Era um trono cercado com pontos de interrogação que provavelmente ninguém entenderia nada, mas preferi assim, afinal, Nygma não sou eu!

Ouvi os passos ao fundo e gostei de identificar cada sola de sapato que batia ali no chão, elas se aprontavam a chegar às pressas, claro que havia um em especial que não andava corretamente bem e era esse quem eu queria caçar. Qual é! Eu estava fazendo um favor ao Batman e isso era ótimo, não era? Ninguém mais com quem se importar é a melhor coisa que existe! Bem, foi o que me disseram. Logo Gotham estaria limpa, eu até poderia me tornar um Robin um dia, claro que isso aconteceria se eu me importasse com a Justiça e Heroísmo, coisa que eu estou pouco me fodendo.

Suspirei mais uma vez, eu já estava ficando impaciente.

Não! Espere! Ele chegou.

Segurei firme a bengala, que antes era do Edward Nygma, e esperei que ele entrasse.

Era a minha surpresinha. Do seu ex melhor amigo, para ele.

- Pensei que essa espelunca tivesse caindo aos pedaços, Nygma! - riu ele, parando a poucos metros de mim, apoiado em seu guarda chuva, os pés levemente separados um do outro - Mas você fez um ótimo trabalho! O que você quer?

Ergui o dedo enluvado verde e o movi para que ele se aproximasse. Seus passos desengonçados me obrigaram a fechar a boca para não rir.

Assim que ele se aproximou e viu por debaixo do chapéu quem realmente o estava chamando, puxei a gola da sua camisa suada para frente e arranquei o guarda chuva da sua mão.

- É aqui que se aperta, não é passarinho? - mostrei o botão antes de prender seu pescoço em meu braço desocupado e com o outro, começar a atirar com seu guarda chuva em seus quatro capangas a sua frente.

Eles não tiveram tempo de sacar suas armas e rapidamente todos caíram no chão, entre o cheiro de pólvora e peixe podre.

O Pinguim soava com mais intensidade agora e isso me deixava mais aliviada, porque significava que eu estava fazendo a coisa certa.

Seus olhos arregalados e fundos me encararam espantados.

- Quem é você? - perguntou, os lábios tremendo, parecendo não entender nada do que estava acontecendo ao seu redor.

- Ninguém! - sorri - Já ouviu sobre isso, não é? Ulisses e o Ciclope Polifemo!

Ele continuou parado, sem entender, as mãos se tornando punhos.

- Já vi que não! - revirei os olhos, pulando do trono e jogando-o sobre ele, para que se sentasse - Eu vou contar para você, pode ser? Preciso que fique quieto, huh? Metade eu vi no Sr. Google porque mamãe sempre dormia na metade dessa história! - apontei o guarda chuva para ele - Então vamos lá!

Ouvi um gemido atrás de mim, e sem que eu olhasse, apontei o guarda chuva para trás e atirei contra um dos capangas ainda vivos, matando-o definitivamente.

Bufando de frustração, sorri.

- Bem… Onde estávamos? Sim! - lembrei-me - Hãn... Odisseu ou Ulisses, tanto faz, foi um herói da guerra de Tróia, porque foi ele quem teve a ideia do cavalo e etc. Quando ele ganhou a guerra, decidiu viajar de volta para a sua terra, suuuuuuuuper normal. Mas como naquela época não existia GPS, os queridos não conseguiram chegar ao seu destino e acabaram numa ilha mara-vi-lhosa! Eles adoraram, claro! Pareciam os Ingleses, Espanhóis e Portugueses batendo palmas ao descobrir a América! Mas tinha uma coisa… Essa terra era dos ciclopes, e um deles era o Polifemo, filho de Poseidon, que habitava uma caverna, também suuuuuuuuper normal. Eles, todos curiosos, entraram nessa caverna e encontraram com o ciclope, que fechou a entrada dela com uma pedra gigante quando notou a presença desses homens. "Quem são vocês, que invadem a caverna de Polifemo?", perguntou o ciclope e Ulisses respondeu "Somos gregos, participamos da guerra de Tróia e desejamos retornar às nossas casas. Estamos cansados e famintos. Por isso pedimos sua hospitalidade. Lembre-se que os deuses protegem a quem dá abrigo a quem precisa". Agora que começa a parte do Sr. Google, tá? - cocei a garganta - O monstro agarrou um daqueles homens e disse: "Vou mostrar a vocês minha hospitalidade!". Levantou então o tal homem e o devorou. Depois disso adormeceu.

 "Na manhã seguinte ele devorou outros dois homens. Nesse momento Ulisses pensou em matar o ciclope, mas se lembrou de que só ele teria forças para retirar a pedra que fechava a entrada da caverna. Após devorar estes dois homens, Polifemo saiu da caverna. Foi aí que Ulisses teve uma ideia.  Encontrou um galho bem grosso dentro daquela caverna e com a ajuda de seus homens fez nele uma ponta bem fina. Depois o escondeu.

 "À noite, quando Polifemo voltou devorou mais dois gregos. Ulisses havia trazido vinho, e disse ao monstro: "E agora, que tal experimentar a bebida dos deuses?" e Polifemo perguntou: "Que bebida é essa?". Ulisses então ofereceu o vinho a ele: "Prove, tenho certeza que você gostará". Polifemo gostou muito do vinho e perguntou: "Qual é o nome deste que me oferece uma bebida tão excelente?". "Meu nome é Ninguém!". O ciclope pediu mais. Bebeu tanto que acabou ficando embriagado e adormeceu. Rapidamente, enquanto o monstro dormia Ulisses e seus companheiros fizeram uma fogueira e aqueceram o galho que ele tinha escondido. Depois o espetaram no olho de Polifemo. Cego e desesperado, Polifemo começou a gritar: "Socorram-me, fui ferido!". Os irmãos dele que estavam do lado de fora da caverna perguntaram para ele: "Quem foi que te feriu, meu irmão?" e ele respondeu: "Ninguém me furou o Olho!!!"."

Ri alto, passando as mãos pelos olhos.

- Ninguém me furou o olho! - repeti, gargalhando, segurando o estômago enquanto sentia a falta de ar.

Parei de rir quando vi que o Pinguim só fazia olhar ao redor, procurando uma saída, talvez, mas eu só me importei do porquê ele estar tão sério.

- Você não tem senso de humor! - reclamei, apontando a ponta do guarda chuva contra o seu umbigo.

Ele paralisou e me olhou rapidamente.

- Onde ele está? - perguntou - Onde o Nygma está?

- No paraíso, eu acho.

Sua expressão tornou-se endurecida.

- Conversa! - protestou.

- Não, não é!

Puxei uma alavanca do lado do trono onde o Pinguim estava, e do alto, a poucos centímetros do rosto pálido, um corpo desfigurado despencou, preso pelos calcanhares por correntes grossas.

- Eu sei, eu sei, não está com uma boa aparência. - ele continuou sério - Tá bem! - admiti - Ele está irreconhecível! Mas as tatuagens na barriga comprovam, não é?

- SUA VAGABUNDA! - gritou.

Meu punho o acertou antes que eu percebesse, bem em frente ao grande nariz fino. O sangue escorreu escuro, quase negro, entrando para dentro de sua boca arroxeada.

- OLHA A BOCA SUJA! - o repreendi - Eu sei que ele era seu amigo, então… - bati contra a carcaça, balançando-a, vendo que partes do cérebro ainda chacoalhavam ali dentro - Vamos fazer assim! Me traz o Coringa que eu te dou o corpo do Nygma! E não é muita coisa que eu estou pedindo porque, veja bem! Se foi fácil eu pegar um dos homens mais inteligentes de Gotham, você vai conseguir pegar um Palhaço, não é?

Ele parecia estarrecido, nem ao menos parecia ter prestado atenção em uma só palavra do que eu disse.

- NÃO É!? - gritei, batendo com o guarda chuva na sua panturrilha.

Segurando o nariz para que ele parasse de escorrer, ele afirmou diversas e inúmeras vezes.

- Você me traz ele e eu te dou o corpo! - repeti, com calma, sorrindo para o rosto horrendo a minha frente - E então, só então eu vou te dizer meu nome, mas saiba que a culpa disso aqui. - girei o dedo indicador pelo salão - É toda do Coringa, então, não me entenda mal. Eu fiz o que tinha de fazer!

O Pinguim se ergueu, levantando o queixo, passando as mãos pela testa suada, manchando-a de vermelho sem notar. Seus passos me fizeram rir, agora sem controlar a risada e ele continuou andando, sem olhar para trás.

- Ah! - lembrei-o - Não se esqueça. Eu sou Ninguém! - gritei, vendo-o andar sem parar para fora do salão - Talvez eles achem que você também é louco, mas não se importe com o que os outros dizem, nesta cidade ninguém consegue ser são, não é mesmo? HA-HA-HA!


Notas Finais


Desculpem a demora, Puddins!


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